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Stephanes: Minc não aceita mudar o Código Florestal

postado em 09/09/2009

17 comentários
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O ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, afirmou na tarde desta terça-feira, 08, em Brasília, que o Brasil está "praticamente desaparecendo em meio a reservas ambientais e indígenas, áreas de preservação e áreas consideradas prioritárias". Segundo ele, 70% do território brasileiro não pode ser utilizado para qualquer tipo de produção e ainda há quem queira ampliar esse percentual para 80%.

"Já somos de longe o país mais ambientalista do mundo. O Brasil ainda detém 31% das florestas nativas no mundo, enquanto que a Europa, que financia as organizações não governamentais que atuam na área ambiental no país, tem menos de 2% de sua área preservada", criticou o ministro durante seminário sobre o Código Ambiental Brasileiro na Câmara.

"O que buscamos não é uma relativização ou flexibilização da lei, mas sim a correção de alguns erros e excessos ocorridos na legislação ambiental nos últimos anos", defendeu o ministro Stephanes. Ele acrescentou também que é preciso esclarecer o que alguns conceitos significam. "Por exemplo, sustentabilidade: é a realidade que temos hoje ou é buscar a realidade que tínhamos em 1500? O que os ambientalistas querem, afinal?"

Durante o encontro, o ministro propôs seis alterações no Código Florestal atual: a exclusão do item que proíbe o plantio de áreas já consolidadas em morros, topos e encostas; a soma das reservas legais (RL) com APPs (Áreas de Preservação Permanente) para efeito de contabilização do percentual de áreas a serem preservadas (no sudeste, 20%); liberação da Reserva Legal em propriedades de até 150 hectares; a compensação de RL em outras áreas; obediência à legislação da época e, por fim, que penalizações aplicadas hoje contra irregularidades do passado devam ser automaticamente eliminadas.

Na avaliação do ministro, 70% do território nacional é caracterizado como reserva de alguma espécie. "Devemos atingir 80% em breve e esse território está todo congelado para qualquer atividade econômica." Falando diretamente contra o Ministério do meio Ambiente a uma plateia formada basicamente por agricultores, Stephanes afirmou que o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, não aceita mudar nenhum ponto da atual legislação. "Pelo ministério do Meio Ambiente não se muda nada e precisamos da alterações desses seis pontos no curto prazo ou teremos sérios problemas pela frente.

Com informações de Célia Froufe, da Agência Estado, e da Agência Câmara, resumidas e adaptadas pela Equipe AgriPoint.

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Comentários

Paulo Luís Gonçalves Campelo

Belo Horizonte - Minas Gerais - Consultoria/extensão rural
postado em 09/09/2009

O Sr. Carlos Minc deveria estar mais envolvido em Projetos que efetivamente pudessem contribuir com redução do aumento de gases do efeito estufa na atmosfera, que é a substituição dos combustíveis fósseis por combustíveis limpos. Enquanto não nos tornarmos independentes da utilização dos combustíveis fósseis, nenhuma atitude visando essa redução será eficiente. Toda molécula de gás emitida a partir da queima de combustíveis fósseis estavam antes "guardadas" nos poços de petróleo ou em minas de carvão mineral a milhões e milhões de anos, assim, podemos considerar que essas moléculas desses gases estavam "fora do sistema", se considerarmos a atmosfera como um sistema fechado.

Fazendo-se essa analogia fica fácil perceber que os gases emitidos através da queima de combustíveis fósseis estão entrando no sistema contribuindo efetivamente para o aumento do seu nível dentro desse sistema, enquanto que os gases emitidos através da queima de combustíveis provenientes de fontes renováveis como é o caso do álcool, do carvão vegetal, de óleos vegetais, etc. estão apenas fechando um ciclo natural, onde a árvore captura esse gás da atmosfera em seus processos fisiológicos, os quais passam a fazer parte de seus tecidos, em seguida essa planta vai ser utilizada como matéria prima para fabricação de carvão, de álcool, de óleos, de ração para animais, etc.

Por isso é que eu vejo com muita preocupação tanta comemoração diante da recente descoberta de grandes volumes de petróleo na camada do Pré Sal, o dinheiro que será arrecadado pela exploração desse Petróleo já está sendo disputado a faca muito antes de se saber quando será, como fará e quanto custará a sua exploração a quase 7.000 metros de profundidade. Ficaram todos cegos diante de tanta riqueza, e ainda somos obrigados a ouvir asneiras ditas por um certo Ministro que de nada entende, que nada sabe e que adora bater em cachorro morto, é um covarde, um rebelde sem causa, queria ver o tombo desse indivíduo e de seus comparsas se os Agricultores e Ruralistas Brasileiros tivessem uma representação política compatível com a força oculta que se esconde por trás da dispersão da Classe.
Somos muitos e somos fortes, mas de nada adianta essa força se não caminharmos na mesma direção, com pensamentos sincronizados e lutando por objetivos comuns, que hoje, o principal deles seria preservar o nosso simples direito de existir como cidadãos livres para trabalhar, produzir e continuar a contribuir significativamente com o Progresso desse País.

Precisamos de um competente Maestro para reger essa Orquestra, caso contrário seremos todos vencidos por uma minoria de bandidos que possuem um representante muito poderoso. Me vejo diante de um triste quadro onde os corruptos e bandidos são beneficiados pelos Tribunais corrompidos e os Produtores Rurais serem duramente penalizados por tomadas de decisões de políticos que governam em causa própria tentando dizimar uma classe que poderia colocar em cheque os interesses pessoais deles.

Jorge Antonio Bittencourt

Belém - Pará - Consultoria/extensão rural
postado em 09/09/2009

Quero parabenizar o Ministro da Agricultura. Cadê o homem do campo nesta hora, aquele produz que cria sua família a partir dos ganhos frutos do seu suor e de muita insistência? Não aquele que é valorizado só por receber os bolsas da vida e fica só esperando o dia para ir sacar a " cesta básica".

Muitos falam em desenvolvimento sustentável no Governo Federal e no Governo do Pará, mas na prática não executam nada nem sabem como fazer e acontecer economicamente, estão criando grandes bolsões de pobreza no campo para deixarem essas massas a mercê de suas políticas assistencialistas.

É só o que eles sabem fazer, desenvolvimento nada.
Aqui no Estado do Pará uma empresa do segmento produtivo, seja ela uma agroindústria de processamento de frutas, um frigorífico ou um laticínio, possuem um tratamento tributário até mais pesado que de outras regiões próximas a grandes centros consumidores, mas mesmo assim o Ministério Publico dá um tratamento diferenciado rigoroso, sem analisar o comportamento das empresas aqui instaladas em relação às de outros Estados, sem falar que não temos política de incentivos fiscais há mais de 2 anos e 9 meses.

Não é esse o Brasil, não é esse o Pará que nós queremos, é muita demagogia de tantos que se dizem ambientalistas.

Meu protesto é pelo produtor, que está assistindo tudo isso sem se manifestar. Num passado recente éramos os heróis que salvava a balança comercial orgulho de todos cantado em verso e prosa, agora somos bandidos.

Cynthia Fernandes

Guarulhos - São Paulo - Estudante
postado em 10/09/2009

O ministro se esquece que os países importadores impoem várias restrições aos produtos nacionais por vários motivos. No âmbito da pecuária, é a febre aftosa, entre outras enfermidades presentes no país impedem o comércio da carne, por exemplo.

Na questão do meio ambiente, muitos países pensam na sustentabilidade e com certeza, se a destruição da floresta continuar de forma desenfreada, o Brasil perderá mercados por conta disso. Temos exemplos de produtores que conseguiram atingir metas de produção sem destruir mais as matas de suas propriedades. É só os produtores procurarem programas de capacitação e se informarem! Não é tão difícil se adequar aos "novos" tempos.

B J.

Maringá - Tocantins - lkjlkjlkj;pl';ihiuhgig
postado em 10/09/2009

Duas balas de 22 resolvem isso: uma na testa do "presidente" e outra na testa do "ministro" do meio ambiente...

Marius Cornélis Bronkhorst

Arapoti - Paraná - Produção de leite
postado em 10/09/2009

Os produtores estão envolvidos sim senhor Jorge ,mas cada qual com seu representante legal,que estão na camara e no senado quer queira ou não,
Cooperativas e sindicatos rurais e associações, e tudo se resolverá a seu tempo, principalmente o tempo politico que não é a mesma da agropecuaria mas o ministro tem apoio garantido........SIM

Marcello de Moura Campos Filho

Campinas - São Paulo - Produção de leite
postado em 10/09/2009

A QUESTÃO AMBIENTAL E AS ELEIÇÕES DE 2010

O ministro Stephanes tem razão quando afirma que mostra que apenas 30% da nossa área pode ser destinada para a produção de alimentos e há quem insista em reduzir eesa área para 20%, e que temos 31% de vegetação nativa enquanto na Europa a vegetação nativa ocupa menos de 2% da da área.

E Stephanes mostra o seu bom senso ao dizer que o que defende não é uma relativação ou flexibilização da lei, mas a correção de alguns e
erros e excessos cometidos na legislação ambiental nos últimos anos.

O ministro Minc se mostra radical e não admite discutir nenhuma alteração na legislação ambiental.

O presidente Lula assiste tudo isso e fica em cima do muro, não tomando nenhuma atidude para dar um Norte nesta questão.

É bom lembrar ao presidente Lula e a coligação que ele representa, que o Governo será julgado tanto por sua ação quanto por sua omissão.

É bom lembrar aos produtores rurais que em 2010 terermos eleições para presidência da república, e que os produtores rurais devem julgar o atual governo e a coligação que ele representa, por suas ações e omissões, e escolher se vão votar num candidato apoiado pelo governo ou apoiado pela oposição. E mais, só votar em canditados que se posicionem públicamente com relação à legislação ambiental, se deve ser mantida como está ou se é preciso alterações para corrigir alguns erros e excessos do passado.

Produtores, observem com atenção o que o Governo vai fazer (ou não fazer) sobre essa questão nesse final de mandato, façam um julgamento e votem, pois numa democracia o voto é instrumento importante para defender os seus legitimos interesses. Agora, se não fizerem isso, não se queixem e não chorem se os seus interesses, legitimos interesses, não forem atendidos.

João Andrade de Souza Filho

Vilhena - Rondônia - Instituições governamentais
postado em 10/09/2009

Concordo com você Ricardo.

Iria Maria Davanse Pieroni

Cuiabá - Mato Grosso - Advogada e Produção de Gado de Corte
postado em 10/09/2009


Que tal a sugestão da FAMATO - MT

1. o tratamento igualitário para todas as regiões do país com relação a reserva legal, independente do tamanho da propriedade;
2. a consolidação permanente das áreas de produção;
3. o cômputo das Áreas de Preservação Permanente (APPs) na área de reserva legal;
4. a definição das responsabilidades dos entes públicos e privados quanto à área de reserva legal;
5. a remuneração dos proprietários rurais pela manutenção de áreas com cobertura vegetal e, ainda,
6. o "desmatamento zero ilegal", mantendo a possibilidade e o direito de expansão da agropecuária no futuro, com base nas indicações e diretrizes do Zoneamento Sócio Econômico Ecológico (ZSEE).

Leonardo Siqueira Hudson

Belo Horizonte - Minas Gerais - Consultoria/extensão rural
postado em 10/09/2009

Gostaria de parabenizar o nosso ministro Reinhold Stephanes pelas atitudes em defesa do futuro da produção no Brasil.
Quero tambem reinterar apoio às sugestões da Famato-MT descritas pela Sra. Iria Maria Davanse Pieroni.

Higino Penasso

Votuporanga - São Paulo - Produção de gado de corte
postado em 11/09/2009

Não podemos aceitar de forma alguma a intervenção de Ongs financiadas por países que não executam em seu território o que pregam em nosso território, assim fica a política do "faça o que eu digo mas não faça o que eu faço";
É de amargar!!!!

maria gotzke

Pelotas - Rio Grande do Sul - Estudante
postado em 11/09/2009

gostria saber de onde irão tirar o alimento para alimentar o povo brasileiro quando chegarem ao ponto maximo de preservação? porque se continuar assim não vai demorar muito.

Silvanei Aparecido Mendes

Cuiabá - Mato Grosso - Projetos Rurais/Licenciamento Ambiental
postado em 11/09/2009

Gostaria de parabenizar a Famato MT pelas propostas lançadas, com certeza se o ministro do meio ambiente tivesse bom senso com certeza essas proposta poderia solucionar essa divergências.
Muito bem colocado pela Dr.Iria Maria Pieroni.
Temos muitas esperanças nessas mudanças importantissimas para a agropecuária brasileira.

Targa

Alta Floresta - Mato Grosso - Produção de gado de corte
postado em 11/09/2009

Os ambientalistas falam demais e fazem pouco para que realmente o mundo melhore.
Vejam: Eles moram em mansões, tem vários carros na familia, comem carne principalmente "picanha", e sabem que tudo que é consumido pelo homem é produto de desmatamento. Ainda não desenvolveram alimentos no meio da mata.
Preservar é preciso, concordo plenamente, mas temos que ser racional.
Por que os ambientalistas eles não interditam as grandes industrias que despejam dejetos no Rio tiete e no rio pinheiros em são paulo. è brincadeira. Onde está a APP destes rios. Acorda ruralistas, senão vamos virar nativos, e novamente ser colonizados pelos Europeus, que já estão mandando lixo para nós. É eles acham que nós somos lixos.
Temos que unir, senão os Europeus vão fazer daqui alguns anos, a partilha do Brasil, igual fizeram na Africa.

Ulisses Lucas Camargo

Campo Grande - Mato Grosso do Sul - Produção de gado de corte
postado em 11/09/2009

Parabens Senhor Ministro, continue dando um pouco de lucidez a essa insanidade toda.

Marcos Salazar de Paula

Lima Duarte - Minas Gerais - Produção de leite
postado em 13/09/2009

Durante décadas a classe rural e seus representantes foram passivos e obedientes ao governo. Talvez possam haver mudanças com a nova liderança da Kátia Abreu na CNA.

Em nenhum lugar do mundo, governos de esquerda deram certo! Vivem da miséria e nela estão seus eleitores. Não querem e nunca vão querer o desenvolvimento. Isto vale também para os mincs e seus eleitores viciados.

Esqueçam o diálogo desarmado! É perda de tempo!
É preciso desnudá-los perante a opinião pública!
Não basta persistirmos em nossas verdades!
Precisamos de estratégias novas e inteligentes!
Precisamos colocar a opinião pública ao nosso lado!

Rogério de Abreu Torres

Quatis - Rio de Janeiro - Consultoria/extensão rural
postado em 21/09/2009

Tem muita politica nisto. Não é o Minc o Rei da Cocada a pouco tempo ele chamou os pecuaristas de vigaristas e agora voltou a colocar as asinhas. Esta na hora dos pecuaristas e proprietarios unirem força e fazer uma campanha pesada contra este governo de Lula Sarney Collor e outros. Caso o PT venha perder votos nesta eleição ele muda este posicionamento rápidamente.

thiago thompson camargo

Vinhedo - São Paulo - Consultoria/extensão rural
postado em 04/10/2009

o ministro minc mostra mais uma vez o seu despreparo em relação ao agronegócio brasileiro, basta lembrar do caso do (boi pirata) que inclusive ele proprio inventou o termo,e agora no caso do zoneamento florestal que se não for fexibilizado e adequado a realidade de cada região vai fazer nosso país cair em um imenso retrocesso,devemos dizer que meia dúzia de besteira que o ministro diz devido a sua falta de conhecimento pode prejudicar décadas de trabalho árduo que o setor do agronegócio levou a alcançar.

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