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Política de "desintegrar para entregar" : a criação de "enclaves" na Amazônia

Por Gil Marcos de Oliveira Reis
postado em 26/09/2008

24 comentários
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À época em que existia política estudantil muito ativa (saudosos tempos onde os jovens possuíam maior comprometimento com o futuro do País) e que partiam para o confronto com as forças do governo (naquela ocasião realmente "de força"), usávamos o termo "inocente útil" para definir aqueles colegas que se deixavam manipular, sem nenhum embasamento ideológico, pelas mais diversas facções.

Havia necessidade de esclarecer a expressão "inocente útil", porquanto é o que o governo brasileiro atual é nas mãos das potências estrangeiras que cobiçam a Amazônia - é a política de "desintegrar para entregar".

O Comandante Supremo das Forças Armadas é Presidente da República, o artigo 142 da Constituição Brasileira define qual a sua missão e o comando:

Art. 142. As Forças Armadas, constituídas pela Marinha, pelo Exército e pela Aeronáutica, são instituições nacionais permanentes e regulares, organizadas com base na hierarquia e na disciplina, sob a autoridade suprema do Presidente da República, e destinam-se à defesa da Pátria, à garantia dos poderes constitucionais e, por iniciativa de qualquer destes, da lei e da ordem.

A corporação militar vem alertando o seu comandante dos perigos que representam as reservas indígenas e a presença de ONGS alienígenas na Amazônia, mas, ele vem fazendo "ouvido de mercador", não dando importância às informações (desmoralizando publicamente a capacidade de avaliação e discernimento dos militares - afinal quem avalia quando a Pátria está em risco e precisa de defesa? Quem é que tem o melhor instrumental para essa avaliação?). Felizmente o Supremo Tribunal Federal ouve muito bem e está atento às advertências militares na defesa da soberania de nossa Pátria.

Não vamos continuar mentindo para sermos "bonitinhos" aos olhos do mundo, os indígenas (por definição governamental) são outro povo e as terras são nossas por direito de conquista. Se todos os países fossem devolver os territórios aos proprietários originais ou criar reservas para eles o mapa político do planeta mudaria radicalmente. Alguém se ilude com a denominação "Nações Indígenas" em oposição à "Nação Brasileira"?

Tanto isso é verdade que os contingentes militares brasileiros para entrar em reservas indígenas têm que pedir autorização.

O governo brasileiro ao demarcar e criar as ditas reservas indígenas, invenção dos norte-americanos que nunca deu certo, está trabalhando contra a soberania de nosso País. Está criando verdadeiros "enclaves" em território brasileiro.

Por sua definição, "enclave" é a designação do "território de um país que se encontra encaixado no território de outro país" e o que é uma reserva indígena? O território de outro país, com povo diferente, cultura diferente, idioma diferente, governo diferente (quem manda nos territórios ocupados são os chefes das nações indígenas).

Demarcar "reservas" e presenteá-las a outro povo é um atentado à nossa soberania e uma traição à Pátria, entre os poderes que concedemos aos ocupantes dos "Três Poderes" não está incluído o de entregar parte do nosso território à outras nações. Os nossos irmãos indígenas podem tranquilamente conviver conosco, qualquer brasileiro está de acordo com isso, todavia, entregar parte de nosso território, conquistado com muito suor e sangue, já é uma outra história.

Desculpem-me chamar, no decorrer de todo este artigo, os irmão índios brasileiros de outro povo, o conceito é governamental quando cria as ditas reservas, subvertendo totalmente a definição jurídica de "brasileiro" que é a do "jus solis", o direito do solo, qualquer ser humano nascido em território do Brasil, não importando a sua origem étnica é brasileiro. Para a criação de reservas o governo passa a reconhecer o "jus sanguinis", direito do sangue - o sangue indígena.

Que se acautelem os nossos irmão brasileiros originários de outras etnias, qualquer dia desses surgirão visionários que os discriminarão e proporão criação de reservas para eles, sob a desculpa de preservar as suas culturas.

Além do processo de criação de "enclaves", o atual governo vem fazendo o jogo das grandes potencias desmatadoras e das mais de 100.000 ONGS internacionais que têm "olho comprido" em direção à Amazônia, desenvolvendo uma política destrutiva no sentido de transformar a região em um vasto "latifúndio improdutivo", pressionando os produtores rurais através de medidas policialescas, seqüestros de bens, acusações de trabalho escravo (até hoje a qualificação é subjetiva, dependendo do humor da autoridade fiscalizadora) e de desmatadores, não importam os argumentos; o importante é destruir o agronegócio e provocar o que o governo de qualquer país teme: - o êxodo rural.

Terminado o processo de expulsão do Amazônida da área rural, restarão apenas as reservas indígenas, reservas florestais, grandes mineradoras, grandes petrolíferas e os estrangeiros com as suas ONGS.

Aí sim a Amazônia estará pronta para a sua grande vocação (de acordo com os eco-invasores) : - a promoção de grandes "safáris" com turistas estrangeiros e os Amazônidas como carregadores.

A terra só vale por suas funções sociais e econômicas para o povo de um país, de que vale uma área que não pode ser cultivada e usada em benefício de seus habitantes?

O atual governo tem que agradecer aos Amazônidas, pois a região tem possibilitado a alguns membros do poder constituído "aparecer" no cenário nacional e internacional ( os famosos 15 minutos de fama).

O governo tem que ficar muito atento para o futuro das "reservas indígenas", recentemente foram publicadas notícias nos jornais do mundo inteiro (a sensação que fica é que aqui não se tomou conhecimento delas) informando que os índios da tribo Dakota, verdadeiro nome dos Sioux, romperam os tratados firmados por seus ancestrais com os Estados Unidos há mais de 150 anos e anunciaram:

"Não somos mais cidadãos dos Estados Unidos da América e todos que vivem nas regiões dos cinco estados que compreendem nosso território são livres para se unir a nós", declarou Russel Means, porta-voz da Nação Dakota, em entrevista coletiva em Washington e, ainda , segundo ele, serão emitidos passaportes e licenças para dirigir a todos os habitantes do território indígena que renunciarem à cidadania americana".

Que ninguém fique admirado se, amanhã ou depois, alguma nação indígena que achar que a soberania de seu território está sendo atingida, apelar à ONU e, em conseqüência, o Conselho de Segurança enviar tropas para garantir as fronteiras e a paz. O que ontem parecia ficção hoje é realidade.

A ONU é (nenhum de nós, muito menos os governantes dos países do chamado "terceiro mundo", tem o direito de ser ingênuo e crédulo) um organismo criado pelos países economicamente mais fortes e bem armados com a finalidade de vestir de democracia o controle do planeta.

Hoje tropas brasileiras estão aquarteladas na área da reserva indígena Raposa/Serra do Sol, para proteger os índios contra os brasileiros e se houver confronto será da força militar brasileira contra seus irmãos brasileiros e, em caso de mortes, o responsável por elas será o Comandante Supremo das Forças Armadas, o Presidente da República.

Não esqueçamos nunca que o Brasil é discutido (sempre com cobiça) no mundo pela simples existência da Amazônia (o nome é o segundo mais pronunciado no mundo, somente perdemos para a Coca-Cola) que ocupa 2/3 do território nacional.

Este País sem a Amazônia seria apenas mais uma "republiqueta sul americana".

Os governantes do momento têm, o mais breve possível, que se debruçar sobre os conceitos de "Soberania", "Defesa da Pátria" e ao que é permitido ao governante de um País.

Quero confessar publicamente que nós Amazônidas quando se aproximam as eleições majoritárias ficamos extremamente preocupados e, dependendo da religião, rezamos, oramos, acendemos velas ou batemos tambores (é só o que podemos fazer uma vez que o nossos votos praticamente não pesam no resultado, somos apenas 5% do eleitorado nacional), torcendo para que os novos ocupantes do Executivo e Legislativo conheçam um pouquinho de Amazônia e que, finalmente, desenvolvam políticas para a nossa proteção.

Estamos cansados de tanta perseguição com a finalidade de nos tirar o "pão de cada dia" e nos expulsar de nossas terras.

Queremos gozar um pouco da Democracia (governo do povo, pelo povo, para o povo) que ainda goza o resto do Brasil e, se isso nos for concedido, prometo, em nome todos os Amazônidas, que nos curvaremos e louvaremos o Imperador do Brasil e toda a sua "corte".

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Comentários

Flávia Roberta Passos Ramos

Belém - Pará - Estudante
postado em 27/09/2008

O tratamento do índio no Brasil é um exemplo típico de discriminação.

A idéia de reserva indígena como campo de concentração é um tiro no pé.

O Sr. Gil Reis tem razão, as reservas são enclaves.

PAULO SARAIVA DE JESUS FRANÇA

Paranaíta - Mato Grosso - Produção de gado de corte
postado em 27/09/2008

Parabéns, Sr. Gil.

Temos que divulgar este artigo ao maior número de brasileiros possivel para que conheçam e desperte para a realidade.



José Coutinho Neto

Macaé - Rio de Janeiro - Produção de leite
postado em 27/09/2008

Sr. Gil Reis, o senhor não está sozinho em seus anseios e temores.

Todo verdadeiro brasileiro tem que estar em uníssono com a sua exposição.

A Amazônia não do Brasil, a Amazônia é Brasil.

JOSÉ TADEU P RANGEL

Campos dos Goytacazes - Rio de Janeiro - Empresário
postado em 29/09/2008

Gil, parabéns por externar ludicez!

Antonio Pereira Lima

Campo Grande - Mato Grosso do Sul - Consultoria/extensão rural
postado em 29/09/2008

Parabéns pelo artigo Dr Gil Reis, acho que estamos sendo atacados pelos quatro cantos do Brasil, aqui no MS a Funai quer demarcar 26 municipios ou 12 milhões ha de terra, através de seis portarias, criadas pela própria Funai, que adotam critéros próprios para a identificação de etnias e localização das terras, os antropólogos já estão no campo, e os recursos dos produtores às decisões da Funai, são julgados, pasmem, pela própria Funai.

Além de serem as terras mais produtivas do Estado, querem ficar vizinhos do Paraguai, que o presidente é um bispo e da Bolivia que tem no comando um Indio.

Depois da criação destas malditas portarias que criaram uma expectativa nos indígenas, isto aqui virou um inferno, orquestrados pelo CIMI, Ongs estrangeiras etc, já estão invadindo fazendas. O direito de propriedade é o princípio básico da Democracia, e este nós já perdemos.

Portanto Dr Gil nós também não fazemos parte deste Brasil que goza da Democracia, mas fazemos parte dos que possuem um comprometimento com o futuro deste País, e estamos prontos para o confronto.

Acorda BRASIL, não vamos deixar nossa dignidade ir água a baixo.

Gil Marcos de Oliveira Reis

Belém - Pará - Mídia especializada/imprensa
postado em 29/09/2008

Caro José Coutinho Neto,

Você chamou atenção para um detalhe de muita importância:

- A Amazônia não é do Brasil, a Amazônia é Brasil.

Quando falarmos de Amazônia deve-se mudar o enfoque para:

- Brasil Amazônico.

As nossas fronteiras, na área da Amazônia, não são fronteiras da Amazônia e sim do Brasil.

Gil Reis

Gil Marcos de Oliveira Reis

Belém - Pará - Mídia especializada/imprensa
postado em 29/09/2008

Prezado José Tadeu P Rangel,

Obrigado por seu comentário.

Aguarde novidades.

Gil Reis

Gil Marcos de Oliveira Reis

Belém - Pará - Mídia especializada/imprensa
postado em 29/09/2008

Prezado Paulo Saraiva de Jesus França,

Obrigado pelo comentário e pela sugestão.

Desde já você está autorizado a publicá-lo onde for possível.

Gil Reis

Octávio Rossi de Morais

Sobral - Ceará - Pesquisa/ensino
postado em 29/09/2008

Permitam-me discordar. É preciso proteger tanto a Amazônia quanto as reservas indígenas de invasores, sejam estrangeiros ou brasileiros. Invasor é invasor, se um ladrão entra em sua casa ou sua fazenda você não quer saber se ele é seu conterrâneo ou não.

Gil Marcos de Oliveira Reis

Belém - Pará - Mídia especializada/imprensa
postado em 30/09/2008

Caro Octávio Rossi de Morais,

O artigo em momento algum prega a invasão, ao contrário, prega a defesa da Pátria.

O que não aceito é "a idéia de reserva indígena como campo de concentração", como bem diz a estagiária do banco da Amazônia, Flávia Roberta Passos Ramos, em seu comentário acima.

Amanhã ou depois pode surgir um louco querendo criar uma reserva para os descendentes dos italianos, alemães e outros imigrantes que construíram a nossa Pátria (para os afro descendentes se denominaria as reservas de "Quilombos" ? ).

Não existem mais índios no Brasil e sim brasileiros descendentes das diversas etnias indígenas (Tupi Guarani, Aweti, Munduruku, Mawé, Tupari, Arikem, Mondé, Ramarama e Juruna que fazem parte do Tronco Tupi; Jê, Maxakali, Krenak, Yatê, Karajá, Ofaié, Guató, Rikbaktsa e Bororo que fazem parte do Tronco Macro-Jê; Guarani, Kayapó, Maku, Nambikwara, Tiriyó, Waiwai, Yanomami, Apalai e Wayana ....e outras).

Tenho a firme convicção que os irmão brasileiros descendentes das etnias indígenas, assim como os afro descendentes e os descendentes de outros povos - Italianos (como os Rossi), Alemães, Ingleses, Japoneses e outros, têm inteiro direito de dispor de todo o território nacional, pela contribuição que seus ascendentes deram na colonização desse nosso belo país, na formação desse fantástico povo e por serem "brasileiros natos".

O Brasil vive sob a égide do "jus solis", direito do solo, todo e qualquer ser humano nascido em território brasileiro é brasileiro:

- Mamãe pariu em território brasileiro, não importa que ela seja Esquimó e o papai tenha nascido em Djibouti, o bebezinho, alvíssaras, é brasileiro.

Um dos povos que vive sob a égide do "jus sanguinis" é o judeu, não importa onde nasça é Judeu, que hoje, inclusive já possui uma Pátria - Israel (o maior exemplo de enclave da história recente).

Eles foram, inteligentemente, comprando terras na Palestina (a "terra prometida" de onde foram expulsos no passado) e um dia declararam independência. Durante a primeira Assembléia Geral da ONU, em 1947, tendo o brasileiro Oswaldo Aranha como Presidente, foi aprovada a divisão da Palestina e a criação do Estado de Israel.

Que aos irmãos brasileiros descendentes de qualquer etnia, inclusive indígena, sejam dados os mesmos direitos e obrigações de qualquer brasileiro, inclusive de possuir terras em qualquer quadrante do Brasil, com toda a luta e sacrifícios que isso acarreta.

Que seja eterno o lema da Revolução francesa - Liberdade, Igualdade e Fraternidade.

Fora com os invasores de qualquer tipo, mst, greenpeace e outros, os nomes estão em minúsculas para demonstrar o respeito que se deve ter por essas organizações.

De qualquer forma meu caro Rossi, obrigado pelo comentário, o que escrevi tocou em seu sentimento de brasilidade. Estou feliz por isso.

E não esqueça, uma das causas da manutenção da integridade da Amazônia Brasileira foi a política de "INTEGRAR PARA NÂO ENTREGAR".

PAULO SARAIVA DE JESUS FRANÇA

Paranaíta - Mato Grosso - Produção de gado de corte
postado em 01/10/2008

Dr. Gil,

Não canso de ler seus artigos e as respostas.

Demonstra ser pessoa lúcida e com conhecimento de causa, ao contrário de muitos.

Mais uma vez parabéns.

Janete Zerwes

Cuiabá - Mato Grosso - Produção de gado de corte
postado em 01/10/2008

Minc anuncia medidas, culpa "ecopicaretagem" e isenta MST (29/09/2008 - Renata Giraldi - Folha Online)

"Além das áreas de assentamentos, o governo pretende conter os avanços do desmatamento com mais rigor na cobrança de multas dos 100 maiores desmatadores da Amazônia Legal e combater os crimes ambientais a partir da contratação por concurso público de mais 3.000 oficiais ambientais federais, além de agentes e fiscais.

Segundo o ministro, o governo vai pôr em pratica o PPCDAM (Plano de Ação para a Prevenção e Controle do Desmatamento de Amazônia legal) que reúne vários setores do governo e reunirá o comitê interministerial (com integrantes de seis ministérios) a cada dois meses para avaliar os dados e as ações.

Minc disse ainda que está mantida a idéia de implementar um distrito florestal na rodovia 163 e realizar operações de retiradas de bois irregulares em regiões de preservação nacional.

O ministro afirmou também que o comitê que vai coordenar o Fundo Amazônia -- que prevê a obtenção de recursos estrangeiros para investimentos ambientais na região -- será instalado no começo de outubro. "

"O que a gente tem de fazer é dar sustentabilidade à reforma agrária", afirmou Minc, referindo-se aos novos planos de manejo. "O nosso objetivo aqui não é encher os cofres do Ibama. Nós queremos acabar com a impunidade. O mais importante é mudar de atitude."
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Recursos estrangeiros para investimentos ambientais na região amazônica!?

Isso é o mesmo que colocar o lobo cuidando das ovelhas!

Tá aí de novo!

Recursos estrangeiros para investimentos ambientais em áreas estratégicas!

Esses recursos dão direito aos investidores de participar na administração dos mesmos. É a velha história, dar garantia a estrangeiros para determinar as ações e os usos aos recursos ambientais do Brasil.

Deveriam ser usados os recursos gerados pelas multas e leilões de "bois piratas" - em vez de encher o cofres do Ibama como salienta o Ministro Minc - estaria assim garantida a autonomia para o uso de nossos recursos naturais.

Só não ve quem não quer, estamos caminhando para a era "Chavez/Morales" brasileira.

Só que aqui no Brasil, a base do modelo "Chaves Morales" é a questão fundiária e ambiental.

É mais fácil atacar o setor primário da economia do que o setor industrial. A diferença em votos é muito significativa entre os dois sindicatos.

É muito mais fácil confiscar bois e desapropriar terras (ficou simpática à opinião pública essa postura) do que indústrias! Por isso, terras, Amazônia, continuarão na mira dos rifles de ambientalistas mal intencionados, e nos planos estratégicos daqueles que pretendem garantir a posse sobre o recursos da floresta amazônica.

A mídia paga por ambientalistas já formou opinião pública nacional e internacional negativa sobre a ocupação da Amazônia por brasileiros!

PS.: Precisamos de mentes lúcidas e informadas como a sua doutor Gil Reis, para defender o que é dos brasileiros.

José Ferreira Teixeira Neto

Belém - Pará - Consultoria/extensão rural
postado em 01/10/2008

Está no rumo.

Nossa sorte é que Deus é brasileiro e creio que amazônida. Mas não devemos esquecer que Ele disse: "faz por ti que eu te ajudarei." Assim, como descendentes daqueles extraordinariamente valentes portugueses que nos colonizaram e empurraram o meridiano de Tordesilhas de Belém para o Acre, chegou a hora de fazermos a nossa parte e não deixar que o nosso "preparado" governo continue a entregar pacificamente a Amazônia.

Temos de reconhecer (e respeitar) a tremenda capacidade de resistência dos iraqueanos ao presentear o 2º Vietnã para o chamado 1º mundo. Só para lembrar, a guerra vencida em poucos dias com a perda de apenas 40 soldados, já completou 4 anos, com mais de 4.000 garotos americanos que siquer sabem verdadeiramente porque morreram. Convém lembrar que com todo o aparato armamentista hoje existente, o conceito de vitória continua o mesmo de vários séculos atrás. Só se ganha uma guerra quando se ocupa a terra e se elimina toda e qualquer resistência do país ocupado.

Faltou ao autor mencionar a verdadeira causa dos cuidados internacionais com a reserva Ianomani. As imensas reservas de nióbio, material imprescindível para a tecnogia que está sendo gerada para utilização da energia atômica praticamente sem lixo atômico. Em Roraima estão 95% das reservas conhecidas de nióbio do planeta. Deu para entender agora?

Parabéns pelo artigo.

Octávio Rossi de Morais

Sobral - Ceará - Pesquisa/ensino
postado em 01/10/2008

Obrigado Gil pelos esclarecimentos e por sua explanação. O que me desagrada é que algumas pessoas se aproveitam das falhas no sistema brasileiro para tratar o índio pejorativamente. Muita gente acha absurdo a demarcação de terras, não por uma questão ideológica ou lógica, ou jurídica, mas porque têm o índio como um entrave ao desenvolvimento, e não como você mesmo classifica "nossos irmãos brasileiros".

Morei apenas um ano no Tocantins, mas ali pude sentir a intolerância de muitas pessoas com os direitos indígenas, como eles dizem, essa gente indolente e preguiçosa que agora só quer mamar nas tetas do governo e atrapalhar o progresso (isso era em relação a uma rodovia que cortava uma reserva e os índios queriam ser indenizados ou cobrar pedágio). Ora, eles estavam perdendo alguma coisa, nem que fosse seu sossego e a segurança para suas crianças. Já aqui em Minas vi índios (Krenak, creio eu ) vivendo como mendigos em cidades do Vale do Jequitinhonha. Será que se eles tivessem há muito tempo suas terras demarcadas isso estaria assim? Não sei também se esta é a melhor política, mas qual seria?

Por fim quero dizer que seu artigo é muito bom e que eu não sou entendedor dessa questão, mas acho boa a discussão. Um abraço.

Gil Marcos de Oliveira Reis

Belém - Pará - Mídia especializada/imprensa
postado em 02/10/2008

Caro Octávio Rossi de Morais,

A melhor política, no meu ponto de vista, é um projeto de cidadania plena.

Hospitais e postos de saúde nas comunidades, segurança, escolas públicas, programa de emprego, acesso ao Sesc, Senac, Senai, Senar para treinamento, direito de votar e ser votado, acesso às diversas "bolsas-esmola" (bolsa família, bolsa educação etc), eletrificação rural, computadores, internet, acesso às Universidades (sem qualquer tipo de cota discriminante), programa de casa própria e etc.

Assim gozariam de todos os direitos inerentes à cidadania, alguns seriam ricos e bem sucedidos, outros classe média, outros pobres e outros mendigos.

Não são essas as regras sob as quais vivemos? Não entro no mérito se são boas ou más, apenas acho que devam ser estendidas a eles.

Vamos perder a mania de tratar o povo como mendigo e os irmãos índios como "sem terras".

Façamos a regularização fundiária das terras produtivas da comunidade, as improdutivas desapropriemos, como fazemos com todas as outras.

Todavia é importante que o Governo Federal indenize cada irmão de ascendência indígena, pois, apartou-os do processo normal de desenvolvimento enclausurando-os em "reservas" administradas pela Funai, imagine você, viver em comunidade administrada pelos esclarecidos funcionários da Funai.

Rossi, entendeu o ponto, chamá-los de irmãos brasileiros não é o suficiente e sim dar a eles condições de brasileiros.

Cada dia que passa eles ficam mais atrasados e sub-humanos. O nosso planeta gira, desenvolve-se e eles vivem como se vivessem em Marte, enquanto os "indigenistas e a Funai" enviam "sondas tripuladas" para conhece-los melhor.

Um abraço

Anisio Ferreira Lima Neto

Teresina - Piauí - Pesquisa/ensino
postado em 03/10/2008

Parabens Gil Reis pelo artigo, leva ao esclarecimento de como as ações politicas são conduzidas e o caminho"torto" percorrido para confundir os brasileiros e emponderar os nossos "invasores",precisamos conscientizar nossa gente.

cristiano fleury carvalho santos

Belo Horizonte - Minas Gerais - Produção de café
postado em 09/10/2008

Parabéns Sr. Gil Reis.

Precisamos de pessoas com lucidez para conduzir a política do nosso País. Não podemos aceitar que usem a Amazônia como forma de barganha para interesses obscuros. Como pode não respeitarem mais o direito de propriedade e o MST fazer o que bem entender.

Acho um absurdo o que estão tentando fazer com estas demarcações indígenas.

Só para alertar sobre outro ponto, tem algumas propostas em Brasília sobre a proibição de venda de terras para estrangeiros e empresas de capital estrangeiro.

Vão dizer agora para quem posso ou não vender o que comprei? Querem desvalorizar nosso patrimônio agora que os preços estão subindo.

Vão proibir venda de campos de petróleo, minerações, indústrias automobilisticas, alimentícias e por aí vai. Deixem pelo amor de Deus o agronegócio em Paz.

Gil Marcos de Oliveira Reis

Belém - Pará - Mídia especializada/imprensa
postado em 10/10/2008

Prezado cristiano fleury carvalho santos,

Acho que nem tudo está perdido, as autoridades de Mato Grosso do Sul entraram na Justiça para evitar a demarcação de reservas indígenas e o argumento foi o de "atentado à soberania do Estado".

Tenho a impressão que leram este artigo.

Cristiano, a venda de terras para estrangeiros é uma questão delicada, o povo judeu comprou várias áreas na Palestina e depois, os compradores, uniram as terras e declararam independência criando o Estado de Israel. Sei que é revoltante a interferência governamental sobre os negócios dos cidadãos, entretanto, neste caso que os estrangeiros estão cobiçando a Amazônia é bom um pouco de cautela.

Concordo com você, se o governo quer interferir no agronegócio, que o faça para ajudar.

Obrigado pelo comentário.

cristiano fleury carvalho santos

Belo Horizonte - Minas Gerais - Produção de café
postado em 16/10/2008

Sr. Gil,

Obrigado pelos exemplos que o Sr. citou com relação a compra de terras por estrangeiros. Só uma pergunta; mais ou menos 70% da Amazônia Legal não são terras da União, Parques Federais, Estaduais, terras Indígenas, etc. Já não seria o começo para esta proteção se o Governo tomasse conta realmente do que é DELE/NOSSO.

Acho que já seria um grande passo, ainda mais se levássemos em consideração que estariam diminuindo os desmatamentos ilegais, serrarias clandestinas e por aí vai.

Muito obrigado pelas informações.

Luciano Guedes

Redenção - Pará - Produção de gado de corte
postado em 16/10/2008

Parabéns Gil,

Já lhe admirava e agora então com este corajoso artigo, onde a verdade sobre a nossa amazônia foi tão bem colocada.

Sucesso na sua empreita que não é somente sua mas de todos nós que estamos aqui na amazônia e em especial aqui no Sul do Pará (a última grande fronteira do agronegócio nacional).

Um grande abraço e conte conosco do Sul do Pará.

Abraços dos seus amigos
Luciano Guedes e os produtores rurais da região

Gil Marcos de Oliveira Reis

Belém - Pará - Mídia especializada/imprensa
postado em 23/10/2008

Caro Cristiano Fleury Carvalho Santos,

Estou feliz por ter podido esclarecer a questão da compra de terras por estrangeiros. Com relação aos dois outros tópicos do seu comentário vamos raciocinar juntos.

Vamos traduzir a expressão "terras da União", o Brasil é uma "Federação" e o termo "União", quando utilizado neste contexto significa - união dos estados federados - o que significa dizer que as terras são públicas e pertencem a todos nós, a diferença com relação às terras que possuímos e exploramos é que essas nós administramos e as públicas nós delegamos a sua administração à pessoas que escolhemos através dos votos, não sei se isso é bom. O que sei é que quanto mais atribuições damos ao estado mais desculpas ele tem para não cuidar das suas principais tarefas - saúde, educação e segurança - isso sem esmiuçar o fato de que o volume de votos dos produtores rurais não define eleição, ainda mais, dependemos da competência do governante da hora.

No caso do atual governo, examinando a assessoria do Presidente, creio que o nível de competência é altíssimo, basta examinar o currículo dos atuais ministros. Acredito que os grandes problemas deste governo são falta de experiência e inapetência (falta de apetite) para o trato da complexidade da problemática rural. Com relação aos desmatamentos ditos ilegais é bom lembrar que nem tudo que é legal é moral ou traz benefícios para a comunidade.
Não sei a atual política contra os desmatamentos produtivos (eu disse produtivos!!!) na Amazônia é correta.

Não sei se a transferência da responsabilidade do dito "aquecimento global" para nós é honesta.
Não sei se devemos assumir essa responsabilidade e abrir mão das riquezas que o criador ou a natureza nos deram (dependendo da religião ou a falta dela) para a construção de uma Nação poderosa.

Não sei se ouvir "conselheiros internacionais" oriundos de países desmatadores (que cresceram e tornaram-se poderosos por conta de falta de restrições, não só na área rural, mas, também, nas outras áreas, inclusive em matéria Jurídica e de Direitos Humanos) é o correto, uma vez que se percebe que tais "conselheiros" estão em busca de redenção por terem devastado as suas florestas nativas e querem proibir o desmatamento na Amazônia, sem pesquisar as razões, para se redimir - não sei você, mas, eu não estou disposto a ser redentor de ninguém.

Finalmente não acredito em administração por punição, creio que uma política de premiação aos produtores rurais no sentido de evitar o desmatamento, aos madeireiros por reflorestamento e assim por diante, até premiar o INCRA por algum "assentamento" que "um dia" venha a dar certo, seria muito mais razoável e traria melhores resultados.

O que acredito é que precisamos discutir e incentivar mais a produção rural, estudar mais e discutir a equação desmatamento + produção de alimentos = aquecimento global.

Caro Cristiano, se não dirimi as suas dúvidas, pelos menos contribui para aumentá-las.

Gil Marcos de Oliveira Reis

Belém - Pará - Mídia especializada/imprensa
postado em 23/10/2008

Caro Luciano Guedes,

Obrigado por suas palavras, este tipo de encorajamento é sempre necessário.

Conheci há muitos anos a sua região, fui hóspede, várias vezes do Luis Vargas e D. Maria, casal em cujas terras foi criada e implantada a cidade de Redenção e que deu origem ao municípío de mesmo nome.

Conheço o trabalho de vocês na região de Redenção, os sacrifícios enfrentados para aumentar a "base produtiva" do Estado e do País.

Parabéns pelo sucesso, tenho grande respeito pela luta de vocês e não se deixem impressionar pelo "mis-en-scéne" ministerial.

Governos passam e como dizia o saudoso Ibrahim Sued:

- "Enquanto os cães ladram, a caravana passa".

Sérgio Lima Vieira

Ilhéus - Bahia - Produção de gado de corte
postado em 29/10/2008

Parabéns Gil,

Sou seu leitor e admirador.

Nossos governantes deveriam ter mais responsabilidade com nosso agronegocio e com brasileiros, que tiveram a coragem de vir para a Amazônia, para trabalhar e torná-la produtiva.

Quem veio para a Amazônia há 30, 40 anos e trabalhou seguindo as regras ou leis que existiam, agora está sendo punido.

Não é justo.

Gil Marcos de Oliveira Reis

Belém - Pará - Mídia especializada/imprensa
postado em 04/11/2008

Caro Sérgio Lima Vieira,

Você está cheio de razão em seu comentário, entretanto, pelo "andar da carruagem" parece que as "gracinhas" governamentais estão prestes a acabar.

O governo anterior enfrentou 8 crises internacionais o atual está enfrentando o que parece ser a "mãe de todas as crises".

Do jeito que as coisas vão, apesar de todos os desmentidos, se o governo não ficar atento só restaremos nós. Como sempre.

É muito fácil fazer campanha contra o desmatamento produtivo, criticar e perseguir os pecuaristas sentado à mesa a degustar um suculento e barato filé, todavia, quando o filé acabar ou ficar inacessível as conversas mudarão.

Os mincs da vida terão que mudar o discurso ou "cantar em outra freguesia".

Apesar da falta de respeito com os pecuaristas nós somos produtores de alimentos, o mundo cresce, desenvolve e evolui consumindo as proteinas que produzimos.

Volto a insistir que só quem respeita a Amazônia e os Amazônidas são os paises estrangeiros que a cobiçam. Os governantes brasileiros só nos criticam, sabotam e atrapalham, isso não é bom.

Jamais esqueça a máxima criada por mim:

- "Em terra de cego quem tem um olho é infeliz".

Sérgio, obrigado por seu comentário.

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