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Carcaças 1/2 Dorper-Santa Inês

Por Daniel de Araújo Souza - publicado em 11/08/2011

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Foto: Daniel de Araújo Souza
Carcaças 1/2 Dorper-Santa Inês. Carcaças de cordeiros 1/2 Dorper-Santa Inês abatidos com 138 dias de idade sob um modelo de produção precoce, apresentando 19,4 kg de peso, 45% de rendimento, 17,8 cm2 de área de olho de lombo, 3,14 mm de espessura de gordura subcutânea, 8,51 mm de grade rule e 1,88% de perdas por resfriamento.

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Comentários:

ADENAUER DA CUNHA ALVES

Linhares - Espírito Santo - Revenda de produtos agropecuários
publicado em 15/08/2011

Pela visão das fotos, parece ser um bom desempenho com pouco mais de 20 dias, após o abate dos animais aos 114 dias. Se pensarmos em ganho de peso com 150 dias esse ganho seria ainda maior ou não, poderíamos ter um pesso superior aos 20 kg?
Parabéns pelo trabalho e continue nos mostrando trabalhos com carneiros precoce, o Brasil precisa aprender a dar valor a esta carne saborosa e de qualidade superior a muitas outras.


Adenauer da Cunha Alves      Linhares-ES
Engenheiro Agrônomo

adauto silva gouveia filho

Matrinchã - Goiás - Produção de ovinos
publicado em 16/08/2011

Mostra como essa que o Daniel acabou de fazer, enche o produtor de vontade produzir mais. Nós precisamos dessa energia positiva. Mandem mais informações.
Maravilha.

Daniel de Araújo Souza

Fortaleza - Ceará - Consultoria e ensino
publicado em 18/08/2011

Olá Adenauer,

Realmente, se ampliarmos a idade de abate para 150 dias, o peso da carcaça ultrapassaria os 20 kgs, no entanto, em nosso trabalho, o critério de abate utilizado foi a espessura de gordura subcutânea de 3 mm, a qual foi monitorada por ultrassonografia, tendo como referência o nível mediano (acima de 2 até 5 mm) de cobertura de gordura para carcaças ovinas e o valor mínimo necessário para garantir uma proteção satisfatória das massas musculares durante o resfriamento e as boas características sensoriais da carne, que é justamente de 3 mm.

No caso dos cordeiros Dorper×Santa Inês usados neste experimento, o rebanho Santa Inês utilizado era formado por animais de linhagem menos precoce para a deposição de gordura, o que determinou maior idade para que os cordeiros cruzados atingissem os 3 mm. No entanto, essa é uma exceção, pois a maioria das linhagens de Santa Inês existentes na maioria dos Estados das regiões Sudeste e Centro-Oeste, e do Nordeste também, sofreram influência da "infusão de sangue" de outras raças (particularmente o Suffolk), melhorando um pouco a precocidade (deposição de gordura em uma idade mais jovem) desses animais.

Com isso, atualmente, a indústria frigorífica tem exigido cordeiros com peso corporal entre 36 e 40 kgs, pois nessa amplitude de peso, é possível obter carcaças bem acabadas com o mínimo de 3 mm.

Os cordeiros Dorper×Santa Inês da foto nasceram com média de 4,3 kg, apresentando desempenho de cerca de 290 gramas/dia de ganho de peso entre o nascimento e a desmama aos 60 dias de idade (em sistema de creep feeding sob confinamento e amamentação noturna), e de 300 gramas/dia entre a desmama e o abate (sob confinamento com ração contendo 80% de concentrado).

Fazendo os cálculos com base nesse desempenho e considerando um peso ao abate de 38 kgs, por exemplo, os cordeiros poderiam ser desmamados com 21,7 kgs aos 60 dias de idade e passariam mais 54 dias no confinamento para atingirem os 38 kgs, apresentando, ao abate, idade de 114 dias. Ou seja, seria um ciclo mais curto, e logo, mais eficiente, tanto do ponto de vista biológico quanto econômico.

O ponto é atingir o peso exigido pela indústria em idade mais jovem, no entanto, sob o mesmo nível de acabamento (espessura de gordura), o peso ótimo de abate e a idade de abate variam conforme o grupo genético utilizado e as linhagens usadas para se obter esse grupo genético.

Obrigado por sua participação e desculpe a demora na resposta.

Abraços,

Daniel

Daniel de Araújo Souza

Fortaleza - Ceará - Consultoria e ensino
publicado em 18/08/2011

Obrigado Adauto!! Esse é o espírito!!!

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