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Ovelha Santa Inês e seu cordeiro 1/2 Dorper.

Por Daniel de Araújo Souza - publicado em 09/09/2011

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Foto: Daniel de Araújo Souza
Ovelha Santa Inês e seu cordeiro 1/2 Dorper. Fêmea Santa Inês integrante de um lote de ovelhas que desmamaram seus cordeiros 1/2 Dorper-Santa Inês aos 60 dias de idade com 22,1 kg de peso corporal em sistema de creep feeding sob confinamento e amamentação noturna. Peso dos cordeiros à desmama = 61% do peso corporal das ovelhas.

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Comentários:

Renato Mascarenahas Xavier

Brasília - Distrito Federal - Produtor de reprodutores comerciais
publicado em 05/12/2011

    Caro Prof. Daniel,

    Só para e efeito comparativo com o rebanho de cordeiros 1/2 Dorper-Santa Inês que criamos aqui em Brasília, gostaria de lhe  extrair mais algumas informações se possível é claro!
    Neste lote da foto, em média: Qual é o peso ao nascimento? Porcentagem de partos duplos? No caso da mamada controlada, quantos dias após o nascimento é instituida? Já começa com mamada exclusivamente noturna? Qual é proporção concentrado:volumoso utilizado no creep até os 60 dias? Esta proporção se mantem após a desmama por mais quanto tempo?
    Grato,

    Renato M. Xavier

Daniel de Araújo Souza

Fortaleza - Ceará - Consultoria e ensino
publicado em 05/12/2011

Olá Renato,

Esse lote de cordeiros apresentou peso ao nascimento = 4,28 kg, peso ao desmame = 22,18 kg (desmame aos 60 dias) e ganho médio diário de 0,294 kg/dia. Os cordeiros foram inseridos no sistema de creep feeding sob confinamento a partir do 7o dia de idade e a partir de então só mamavam entre o final da tarde e início da manhã quando permaneciam com suas mães (amamentação noturna). Durante o dia, os cordeiros tinham acesso livre à água e à ração de creep (relação volumoso:concentrado = 10:90, com 20% de proteína bruta e aditivada com monensina sódica a 0,003%, com base na matéria seca) enquanto as ovelhas iam a pasto (Panicum maximum cv. Tanzânia, manejado sob lotação intermitente com 70 cm de altura de entrada e 30 cm de altura de saída), retornando ao centro apenas no final da tarde.

Após a desmama, os cordeiros seguiram imediatamente para a fase de terminação em confinamento com ração apresentando 18% de proteína bruta e relação volumoso:concentrado = 20:80, conseguindo desempenho de 0,302 kg/dia até atingirem 3 mm de espessura de gordura subcutânea (o que corresponde a um escore de condição corporal em torno de 3 - 3,25, numa escala de 1 a 5). A conversão alimentar ficou em 3,84 (consumo de matéria seca/ganho médio diário) e os cordeiros foram abatidos aos 138 dias de idade pesando 43 kg.

Em relação aos índices reprodutivos, as ovelhas Santa Inês, neste ciclo produtivo, obtiveram taxa de concepção = 94,4% (avaliada por ultrassonografia 30 dias após o fim da estação de monta que, por sua vez, durou 35 dias ou 5 semanas, com relação carneiro:ovelha = 1:62,5), taxa de parição = 88,9%, prolificidade = 1,34, gemelaridade = 28,1 % e taxa de desmame = 83,7%, com 44% de machos e 56% de fêmeas.

Bom, acho que é isso aí!! Se precisar de mais alguma informação é só pedir!!!

E se você puder compartilhar alguns dados seus, seria ótimo!!!

Obrigado por sua partipação!!

Grande abraço,

Daniel

RICARDO MEDEIROS

Natal - Rio Grande do Norte - Produção de ovinos de corte
publicado em 08/12/2011

Prof Daniel Boa tarde.
algumas perguntas: qual era o tamanho deste lote?
quantos animais foram abatidos?
qual foi o percentual de carcaça quemte e fria?
este lote era um experimento?
qual idade media das maes?
saudações

Daniel de Araújo Souza

Fortaleza - Ceará - Consultoria e ensino
publicado em 12/12/2011

Olá Ricardo,

O lote era composto por 120 ovelhas adultas experimentais, com idade variando de 2 dentes a boca cheia.

Algumas informações sobre os cordeiros abatidos estão disponíveis em outra foto intitulada "Carcaças 1/2 Dorper-Santa Inês", aqui no meu MyPoint.

Quaisquer dúvidas, estamos aí!!

Obrigado por sua participação!!

Abraços,

Daniel

Selym Leime Filho

São José dos Campos - São Paulo - OUTRA
publicado em 13/12/2011

Prezado Professor Daniel

Gostaria de saber qual o escore corporal das ovelhas quando da estação de monta, tem este dado?
Quanto ao concentrado que foi utilizado tanto no Creep quanto no confinamento pode nos enviar a formulação bem como o nucleo que foi utilizado?
Qual o volumoso utilizado?
Qual a taxa de mortalidade de borregos até o desmame?
Foram confinados machos e fêmeas?
Quando da desmama dos borregos houve algum tipo de stress, perda de peso ou mortalidade no confinamento?
Foi feito alguma vermifugação no lote de borregosconfinados?
Desde ja agradeço.

Daniel de Araújo Souza

Fortaleza - Ceará - Consultoria e ensino
publicado em 17/12/2011

Olá Selym,

O escore de condição corporal das ovelhas na estação de monta foi de 2,97 (escala de 1 a 5) e ao parto de 2,76, ou seja, próximo de 3.

A ração de creep foi composta (valores arredondados) por Feno de Leucena (10%), Milho moído (63%), Farelo de soja (24%), Calcário calcítico (1,0%) e Mistura mineral (2% - Ovinofós monensina). Essa ração tinha em torno de 20% de proteína bruta, 16% de fibra em detergente neutro e 0,003% de monensina sódica.

A ração de confinamento era composta (valores arredondados) por Feno de capim Elefante (20%), Milho moído (53%), Farelo de soja (25%), Calcário calcítico (1,2%), Mistura mineral (0,6%, ovinofós pasto) e Cloreto de amônio (0,5%). Essa ração tinha 18% de proteína bruta e 26% de fibra em detergente neutro.

A taxa de mortalidade dos cordeiros dentro do sistema precoce foi 0%, no entanto, os animais que permaneceram a campo até a desmama tiveram uma mortalidade de cerca de 14%, relacionada a predação, mastite na mãe e miíase umbilical.

Foram confinados apenas cordeiros machos de parto simples e não houve quaisquer tipo de estresse aos animais no confinamento, assim como, não foi aplicado nenhum tipo de medicamento ou biológico (vacina) nesses cordeiros desde o nascimento até o abate. Esse tipo de manejo faz parte do modelo de produção que testamos.

Obrigado por sua participação e até a próxima!!

Abraços,

Daniel

João Cláudio Pimenta Penteado Manente

Bragança Paulista - São Paulo - Consultoria/extensão rural
publicado em 16/01/2012

Prezado Professor Daniel,

Primeiramente queria parabenizá-lo pelo conhecimento e colaboração com todos que lhe pedem informações. Na intenção de reduzir uso de máquinas e utilizar quase que só resíduos para alimentação de ovinos, aqui no sul de Minas existe muita massa de mandioca e resíduo de cervejaria. Seria possível confinar os cordeiros desde o nascimento utilizando somente sal mineral, massa de mandioca e resíduo de cervejaria ("cevada")?

Daniel de Araújo Souza

Fortaleza - Ceará - Consultoria e ensino
publicado em 16/01/2012

Olá João,

Antes de mais nada, obrigado por suas palavras e por sua participação, e desculpe a demora em sua resposta.

Bem, sobre suas questões, começemos pelo resíduo de cervejaria ou resíduo úmido de cervejaria (RUC). O RUC é um alimento concentrado que possui aproximadamente 22% de matéria seca, sendo medianamente proteíco (cerca de 28% de proteína bruta na matéria seca) com nível razoável de energia (algo em torno de 70% de nutrientes digestíveis totais - NDT). Além disso, apresenta cerca de 50% da proteína bruta como proteína não-degradável no rúmen e é uma boa fonte de metionina (aminoácido essencial). Devido a esse perfil bromatológico, não há como usar de forma exclusiva o RUC na elaboração de rações, uma vez que tanto o excesso de umidade, quanto o percentual e perfil de proteína e de energia não possibilita balancear uma ração apropriada para cordeiros com alto potencial para ganho de peso. Dessa forma, é preciso incluir o RUC na ração em taxas de até 20% com base na matéria seca se o volumoso utilizado for silagem ou capim fresco picado, ou até 30% se o volumoso for feno e se a ração possuir uma alta participação de concentrado (igual ou superior a 70% com base na matéria seca). Essas regras são válidas desde que a matéria seca da ração total (concentrado + volumoso) não seja inferior a 50%, pois nesse caso, haveria redução do consumo e queda no desempenho. As rações com RUC precisam ser complementadas com outras fontes de proteína de maior degradabilidade ruminal, como o farelo de soja, especialmente.

Sobre a massa de mandioca, acredito que você esteja se referindo ao chamado bagaço de mandioca, que é produzido depois do processo de extração da fécula. Como existem vários tipos de subprodutos da mandioca (com origem na raiz) com potencial para serem utilizados na alimentação de ruminantes (a exemplo do farelo de raspas, a farinha de varredura e a casca de mandioca), é bom se certificar que se trata realmente do bagaço. Bem, após retirado o restante da umidade, o bagaço pode se transformar em farelo de bagaço de mandioca (FBM), apresentando, então, cerca de 90% de matéria seca, 1,5% de proteína bruta e 74% de NDT. Assim, o FBM é muito pobre em proteína e possui nível mediano de energia de alta degradabilidade, podendo ser incluído na ração em taxa de substituição ao milho de até 50%, sem prejuízo significante ao desempenho. Dessa forma, em rações com participação de FBM é preciso complementar com fontes de proteína de rápida degradação ruminal, particularmente uréia, e fontes de maior energia, como milho.

Como você pode ver, não há como balancear uma ração adequada somente com o uso exclusivo de RUC e FBM. É preciso incluir outros alimentos. Em relação à concentrados, os dois alimentos base são milho e farelo de soja. Qualquer outro alimento a ser incluído na composição da ração é em função desses dois alimentos. CONTINUA....

Daniel de Araújo Souza

Fortaleza - Ceará - Consultoria e ensino
publicado em 16/01/2012

CONTINUANDO...

Para cordeiros em início de creep feeding, eu recomendo oferecer uma ração cujos ingredientes concentrados sejam milho e farelo de soja, pois são alimentos de alta digestibilidade e altamente palatáveis, favorecendo com que os cordeiros criem o hábito de comer mais cedo e usufruam de todos os benefícios de iniciar precocemente a ingestão de ração (como o melhor crescimento e desenvolvimento gastrointestinal, maior ganho de peso e desmame precoce, por exemplo). Após a desmama, quando os cordeiros entrarem na fase de terminação em confinamento, você pode incluir o RUC e/ou o FBM, ou outro subproduto que esteja disponível em sua região, na ração total (concentrado + volumoso) desses animais, sem maiores inconvenientes.

Se você tem esses alimentos disponíveis e possui escala de produção para utilizá-los (uma vez que o transporte e armazenagem é meio complicado, principalmente, para o RUC), eu recomendaria que você solicitasse a orientação de um nutricionista especializado em ruminantes ou ovinos para lhe auxiliar, pois trabalhar com subprodutos é um pouco mais complexo, apesar de muitas vezes, ajudar a reduzir os custos referentes à alimentação.

Bom João, espero ter contribuído de alguma forma!!

Mais uma vez, obrigado pelas palavras e participação, e tenha um excelente 2012!!

Abraços,

Daniel

Rogerio Faria

Jataí - Goiás - Inspetor da ABQM e ABCPaint / Consultoria Genética
publicado em 16/01/2012

Prezado Daniel: Estive recentemente ai em Fortaleza, CE, no VII Congresso Brasileiro de Agroecologia e foi uma pena não ter te contactado antes. Me resta uma duvida, quanto à este feno de capim Elefante, pois acho que devido aos colmos e uma maior quantidade de fibra no material, fica difícil a sua produção. Mas de repente devem ter uma técnica especial para produzí-lo. Quanto aos dados referentes ao experimento achei muito bom os resultados. Prof. Rogerio Faria / IFB-Campus Planaltina, DF.

Daniel de Araújo Souza

Fortaleza - Ceará - Consultoria e ensino
publicado em 16/01/2012

Olá Prof. Rogério,

Quanto ao capim Elefante, eu particularmente, manejo o mesmo, tanto para pastejo quanto para fornecimento fresco, ou na forma de feno ou silagem, com base na altura do dossel, tendo como referencial o nível de interceptação luminosa de 95%. Neste ponto, que é onde a produção líquida (produção bruta menos senescência) é mais elevada e que no capim Elefante corresponde a uma altura de dossel em torno de 100 cm, é possível se obter o máximo rendimento por unidade de área de forragem de alta qualidade. No entanto, a depender do tamanho da aréa cultivada para produção de feno, eu trabalho com uma janela de corte entre 90 e 110 cm de altura do dossel, pois, nesses casos, não é possível fazer o corte em um único momento ou em poucos dias.

Com o belo suporte de tecnologias como irrigação e adubação, a produção e qualidade da forragem é sempre muito boa, considerando que se trata de capim Elefante.

Apesar de tudo, é mais usual fazer o corte para feno em alturas superiores (180 cm, por exemplo) a essas que citei, pois o alongamento das hastes favorece o corte manual, no entanto, a qualidade do feno é pior e os animais rejeitam as partes mais grosseiras, mesmo quando bem picadas. Além disso, essa qualidade inferior dificulta até o balanceamento apropriado de rações.

Bem, obrigado por sua participação e tenha um ótimo 2012!!! E desculpe a demora na resposta!

Abraços,

Daniel

Carine A. Silva

Patos de Minas - Minas Gerais - Estudante
publicado em 16/01/2012

Ola Daniel!   Com que idade e melhor para o abate? Obrigada! Carine.

Daniel de Araújo Souza

Fortaleza - Ceará - Consultoria e ensino
publicado em 16/01/2012

Olá Carine,

Atualmente, a indústria frigorífica tem solicitado cordeiros com até 150 dias, ou no máximo 180 dias de idade. A depender do grupo genético e de uma série de outros fatores, os cordeiros podem atingir o peso ótimo de abate em até 120 dias.

No entanto, quanto mais novo o cordeiro atingir o peso de abate exigido pela indústria ou aquele peso ótimo para o seu grupo genético, mais eficiente será o processo produtivo, tanto do ponto de vista biológico quanto econômico, pois até os 6 meses de idade, em média, é a fase do crescimento do cordeiro onde há a máxima deposição de músculo associado a um moderado acúmulo de gordura subcutânea, o que torna essa fase mais barata para ganho de peso, pois os animais precisam ingerir menos alimento para construir 1 kg de peso vivo. Quanto mais velho o animal for, maior será o custo do ganho de peso, tornando o processo de engorda mais oneroso.

Obrigado por sua participação e feliz 2012!!

Abraços,

Daniel

Carine A. Silva

Patos de Minas - Minas Gerais - Estudante
publicado em 17/01/2012

Boa noite Daniel!! Como vai?
Encontrei uma reportagem sobre cordeiros em uma revista, até lembrei de você. Vou pegar os dados dela e volto a tirar algumas dúvidas com você.
Desde já agradeço pela atenção!

Feliz 2012 para você também, espero que já o tenha começado com grandes realizações!!

Abraços!
Carine.

Daniel de Araújo Souza

Fortaleza - Ceará - Consultoria e ensino
publicado em 17/01/2012

Muito obrigado Carine e fico no aguardo!!

Abraços,

Daniel

João Cláudio P. P. Manente

Bragança Paulista - São Paulo - Consultoria/extensão rural
publicado em 18/01/2012

prezado Professor Daniel,

Muito obrigado pelas explicações. Tenha uma ano novo muito abençoado!!

luis felipe lins moretti

Viçosa - Alagoas - Estudante
publicado em 09/05/2012

sou aluno de veterinária em alagoas, estou querendo criar ovinos de corte gostaria de saber algumas marcas de suplementos minerais de boa qualidade ja que se fala tanto que tem varias marcas não confiáveis

Daniel de Araújo Souza

Fortaleza - Ceará - Consultoria e ensino
publicado em 09/05/2012

Olá Luis,

Em geral, procure optar por produtos de empresas com reconhecimento nacional, como Tortuga e Bellman, dentre outras.

Depois você pode experimentar produtos de outras empresas e avaliar os resultados, optando por aqueles que se adequarem melhor ao seu sistema de produção.

Abraços e obrigado por sua participação,

Daniel

João Cláudio P. P. Manente

Bragança Paulista - São Paulo - Consultoria/extensão rural
publicado em 11/05/2012

Olá Professor Daniel,

Um amigo do Ceará está pensando em criar ovinos no Acaraú, em consorciação com plantio de coco. Há algum inconveniente, os ovinos podem comer as folhas de coqueiros pequenos ou roer o tronco dos maiores e comprometer o plantio?

Muito obrigado

Daniel de Araújo Souza

Fortaleza - Ceará - Consultoria e ensino
publicado em 11/05/2012

Olá João,

De fato, coqueiros pequenos ou em crescimento seriam alvos facéis para os animais, mas plantas adultas não tem maiores problemas com os ovinos. Um ou outro animal poderá tentar alcançar as folhas mais baixas, mas o impacto sobre o coqueiro é irrelevante.

Desde que haja disponibilidade satisfatória de pasto para o lote de animais, e que esse pasto seja manejado apropriadamente, pelo menos, controlando a altura de entrada e de saída de acordo com a espécie ou cultivar de gramínea e, fazendo uma simples e anual adubação de manutenção (com fósforo, potássio e nitrogênio), o andamento da consorciação ocorrerá sem maiores transtornos.

Abraços e obrigado por mais uma participação!!

Daniel

Sebastiao Oliveira de Rezende

Campo Grande - Mato Grosso do Sul - Produção de Ovino de corte
publicado em 25/06/2012

Ola Professor  Daniel,

A respeito da publicação feita em 05/12/2011 ,sobre: Ovelha Santa Inês e seu cordeiro 1/2 Dorper,  gostaria de saber.
Qual foi o consumo por animal, do concentrado de 20% e do volumoso,  ate a data da desmama.
Qual foi o consumo por animal, do concentrado de 18% e do volumoso apos a desmama ja no confinamento.
E se posso trocar o volumoso de capim elefante por volumoso de cana.

Daniel de Araújo Souza

Fortaleza - Ceará - Consultoria e ensino
publicado em 25/06/2012

Olá Sebastião,

Primeiramente, devo esclarecer que quando falo de ração nos comentários anteriores é RAÇÃO COMPLETA (VOLUMOSO + CONCENTRADO previamente misturados e, dessa forma, fornecidos no cocho). Então, NÃO foi fornecido o concentrado e o volumoso separados, ok?!

Em relação ao consumo da ração completa, no período do início do creep (2da semana de vida) até a desmama (8va semana de vida) o consumo médio diário (com base na matéria seca da ração completa) desse lote de cordeiros DOxSI ficou em 230 gramas/cabeça, variando de apenas 5 gramas na primeira semana de fornecimento até 510 gramas na semana da desmama.

Já na fase de terminação em confinamento (da desmama até o abate), o consumo médio diário (com base na matéria seca da ração completa) foi de 1,170 quilos/cabeça, variando de 0,800 quilos na primeira semana de confinamento até 1,550 quilos na última semana da terminação.

Quanto ao volumoso, não há problema de se utilizar a cana-de-açúcar como volumoso da dieta, mas a formulação do concentrado será diferente, uma vez que, a cana é um alimento cuja composição bromatológica é bastante distinta daquela do capim Elefante.

Além disso, é preciso adequar muito bem a granulometria dos grãos (durante a moagem) e a picagem do volumoso para se utilizar uma ração com esse nível de concentrado sem causar distúrbios (como a acidose lática ruminal) nutricionais nos cordeiros.

Enfim, é necessário, primeiramente, analisar todos os alimentos que serão utilizados para compor a ração (independente de serem os mesmos ou não) e com base nas exigências nutricionais dos animais, balancear a melhor ração possível conforme o desempenho e o ritmo de deposição de tecido muscular e adiposo desejados.

Obrigado por sua participação!!

Abraços,

Weig

Mineiros - Goiás - Produção de ovinos de corte
publicado em 24/07/2014

Parabens pelo artigo. Posso então apartir dos 15 dias deixar os cordeiros no creeping e mamar apenas no periodo da noite com as maes???

Daniel de Araújo Souza

Fortaleza - Ceará - Consultoria e ensino
publicado em 29/07/2014

Olá Weig,

Sim, não há problemas quanto a isso.

No entanto, vale ressaltar, que esse tipo de manejo é mais indicado para modelos de produção que buscam reduzir o intervalo de partos de 12 meses (um ciclo produtivo por ano) para 8 meses (3 partos em 2 anos).

Se você prática ou o ecossistema em que o rebanho se encontra possibilita apenas um ciclo por ano, não há razão para usar o creep feeding sob confinamento nem a amamentação noturna.

Nesse caso (1 ciclo/ano) os cordeiros podem ficar ao pé das ovelhas 24h por dia e com acesso livre ao creep feeding. A depender do grupo genético, da pastagem e das condições climáticas, é possível terminar os cordeiros ao pé da mãe (desmama tardia, com 100-120 dias de idade) ou fazer um período muito curto de terminação em confinamento só para dar o acabamento (condição corporal 3-3,5).

Abraços e obrigado por sua participação.

Daniel

José Roberto da rocha

Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - OUTRA
publicado em 04/11/2014

Boa tarde caro professor Daniel, em primeiro lugar, parabéns pelo trabalho, agropecuária Brasileira necessita de profissionais como o Sr.. Estou plenejando uma criação de cordeiros em confinamento, espero contar com seus conhecimentos. Moro no Rj, estou pensando em capim elefante, quero que me ajuda qual a melhor cultivar? o é melhor fazer feno, irrigar,  ou cana?  quanto a raça pretendo (DO x SI).
          
        Um Grande abraço.  Zé  Roberto

Daniel de Araújo Souza

Fortaleza - Ceará - Consultoria e ensino
publicado em 05/11/2014

Olá Zé Roberto,

Primeiro é necessário fazer um diagnóstico de sua propriedade e da região onde ela está inserida, para então, planejar um modelo de produção que lhe permita atingir seus objetivos da melhor forma possível.

Nesse sentido, além das informações da própria propriedade (como clima, solo, relevo, funcionários, infraestrutura, etc.) é preciso levantar informações relacionados ao mercado de insumos (fornecedores de sementes, ingredientes para ração, medicamentos, equipamentos, ferramentas, fertilizantes, etc.) e ao mercado consumidor (quais as opções de compradores existentes na sua região, ou seja, frigoríficos, restaurantes, supermercados, consumidor direto, etc.).

É com base nessas informações que se determinada o perfil de produto a ser produzido e, a partir desse perfil, se planeja o modelo de produção (conjunto de insumos, animais, equipamentos, estrutura, tecnologias, recursos, capital, etc.) capaz de gerar esse produto final.

O negócio não é tão simples quanto, as vezes, parece, e nem tão complexo que não se possa ter sucesso nele.

Quaisquer questões, estou à disposição. Fique à vontade.

Abraços,

Daniel

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