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Ovelha Santa Inês e seu cordeiro 1/2 Dorper.
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Foto: Daniel de Araújo SouzaOvelha Santa Inês e seu cordeiro 1/2 Dorper. Fêmea Santa Inês integrante de um lote de ovelhas que desmamaram seus cordeiros 1/2 Dorper-Santa Inês aos 60 dias de idade com 22,1 kg de peso corporal em sistema de creep feeding sob confinamento e amamentação noturna. Peso dos cordeiros à desmama = 61% do peso corporal das ovelhas.
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Comentários:
Fortaleza - Ceará
MyPoint Pro - publicado em 05/12/2011
Olá Renato,
Esse lote de cordeiros apresentou peso ao nascimento = 4,28 kg, peso ao desmame = 22,18 kg (desmame aos 60 dias) e ganho médio diário de 0,294 kg/dia. Os cordeiros foram inseridos no sistema de creep feeding sob confinamento a partir do 7o dia de idade e a partir de então só mamavam entre o final da tarde e início da manhã quando permaneciam com suas mães (amamentação noturna). Durante o dia, os cordeiros tinham acesso livre à água e à ração de creep (relação volumoso:concentrado = 10:90, com 20% de proteína bruta e aditivada com monensina sódica a 0,003%, com base na matéria seca) enquanto as ovelhas iam a pasto (Panicum maximum cv. Tanzânia, manejado sob lotação intermitente com 70 cm de altura de entrada e 30 cm de altura de saída), retornando ao centro apenas no final da tarde.
Após a desmama, os cordeiros seguiram imediatamente para a fase de terminação em confinamento com ração apresentando 18% de proteína bruta e relação volumoso:concentrado = 20:80, conseguindo desempenho de 0,302 kg/dia até atingirem 3 mm de espessura de gordura subcutânea (o que corresponde a um escore de condição corporal em torno de 3 - 3,25, numa escala de 1 a 5). A conversão alimentar ficou em 3,84 (consumo de matéria seca/ganho médio diário) e os cordeiros foram abatidos aos 138 dias de idade pesando 43 kg.
Em relação aos índices reprodutivos, as ovelhas Santa Inês, neste ciclo produtivo, obtiveram taxa de concepção = 94,4% (avaliada por ultrassonografia 30 dias após o fim da estação de monta que, por sua vez, durou 35 dias ou 5 semanas, com relação carneiro:ovelha = 1:62,5), taxa de parição = 88,9%, prolificidade = 1,34, gemelaridade = 28,1 % e taxa de desmame = 83,7%, com 44% de machos e 56% de fêmeas.
Bom, acho que é isso aí!! Se precisar de mais alguma informação é só pedir!!!
E se você puder compartilhar alguns dados seus, seria ótimo!!!
Obrigado por sua partipação!!
Grande abraço,
Daniel
NATAL - Rio Grande do Norte
publicado em 08/12/2011
Prof Daniel Boa tarde.
algumas perguntas: qual era o tamanho deste lote?
quantos animais foram abatidos?
qual foi o percentual de carcaça quemte e fria?
este lote era um experimento?
qual idade media das maes?
saudações
Fortaleza - Ceará
MyPoint Pro - publicado em 12/12/2011
Olá Ricardo,
O lote era composto por 120 ovelhas adultas experimentais, com idade variando de 2 dentes a boca cheia.
Algumas informações sobre os cordeiros abatidos estão disponíveis em outra foto intitulada "Carcaças 1/2 Dorper-Santa Inês", aqui no meu MyPoint.
Quaisquer dúvidas, estamos aí!!
Obrigado por sua participação!!
Abraços,
Daniel
São José dos Campos - São Paulo
publicado em 13/12/2011
Prezado Professor Daniel
Gostaria de saber qual o escore corporal das ovelhas quando da estação de monta, tem este dado?
Quanto ao concentrado que foi utilizado tanto no Creep quanto no confinamento pode nos enviar a formulação bem como o nucleo que foi utilizado?
Qual o volumoso utilizado?
Qual a taxa de mortalidade de borregos até o desmame?
Foram confinados machos e fêmeas?
Quando da desmama dos borregos houve algum tipo de stress, perda de peso ou mortalidade no confinamento?
Foi feito alguma vermifugação no lote de borregosconfinados?
Desde ja agradeço.
Fortaleza - Ceará
MyPoint Pro - publicado em 17/12/2011
Olá Selym,
O escore de condição corporal das ovelhas na estação de monta foi de 2,97 (escala de 1 a 5) e ao parto de 2,76, ou seja, próximo de 3.
A ração de creep foi composta (valores arredondados) por Feno de Leucena (10%), Milho moído (63%), Farelo de soja (24%), Calcário calcítico (1,0%) e Mistura mineral (2% - Ovinofós monensina). Essa ração tinha em torno de 20% de proteína bruta, 16% de fibra em detergente neutro e 0,003% de monensina sódica.
A ração de confinamento era composta (valores arredondados) por Feno de capim Elefante (20%), Milho moído (53%), Farelo de soja (25%), Calcário calcítico (1,2%), Mistura mineral (0,6%, ovinofós pasto) e Cloreto de amônio (0,5%). Essa ração tinha 18% de proteína bruta e 26% de fibra em detergente neutro.
A taxa de mortalidade dos cordeiros dentro do sistema precoce foi 0%, no entanto, os animais que permaneceram a campo até a desmama tiveram uma mortalidade de cerca de 14%, relacionada a predação, mastite na mãe e miíase umbilical.
Foram confinados apenas cordeiros machos de parto simples e não houve quaisquer tipo de estresse aos animais no confinamento, assim como, não foi aplicado nenhum tipo de medicamento ou biológico (vacina) nesses cordeiros desde o nascimento até o abate. Esse tipo de manejo faz parte do modelo de produção que testamos.
Obrigado por sua participação e até a próxima!!
Abraços,
Daniel
João Cláudio Pimenta Penteado Manente
Vinhedo - São Paulo
publicado em 16/01/2012
Prezado Professor Daniel,
Primeiramente queria parabenizá-lo pelo conhecimento e colaboração com todos que lhe pedem informações. Na intenção de reduzir uso de máquinas e utilizar quase que só resíduos para alimentação de ovinos, aqui no sul de Minas existe muita massa de mandioca e resíduo de cervejaria. Seria possível confinar os cordeiros desde o nascimento utilizando somente sal mineral, massa de mandioca e resíduo de cervejaria ("cevada")?
Fortaleza - Ceará
MyPoint Pro - publicado em 16/01/2012
Olá João,
Antes de mais nada, obrigado por suas palavras e por sua participação, e desculpe a demora em sua resposta.
Bem, sobre suas questões, começemos pelo resíduo de cervejaria ou resíduo úmido de cervejaria (RUC). O RUC é um alimento concentrado que possui aproximadamente 22% de matéria seca, sendo medianamente proteíco (cerca de 28% de proteína bruta na matéria seca) com nível razoável de energia (algo em torno de 70% de nutrientes digestíveis totais - NDT). Além disso, apresenta cerca de 50% da proteína bruta como proteína não-degradável no rúmen e é uma boa fonte de metionina (aminoácido essencial). Devido a esse perfil bromatológico, não há como usar de forma exclusiva o RUC na elaboração de rações, uma vez que tanto o excesso de umidade, quanto o percentual e perfil de proteína e de energia não possibilita balancear uma ração apropriada para cordeiros com alto potencial para ganho de peso. Dessa forma, é preciso incluir o RUC na ração em taxas de até 20% com base na matéria seca se o volumoso utilizado for silagem ou capim fresco picado, ou até 30% se o volumoso for feno e se a ração possuir uma alta participação de concentrado (igual ou superior a 70% com base na matéria seca). Essas regras são válidas desde que a matéria seca da ração total (concentrado + volumoso) não seja inferior a 50%, pois nesse caso, haveria redução do consumo e queda no desempenho. As rações com RUC precisam ser complementadas com outras fontes de proteína de maior degradabilidade ruminal, como o farelo de soja, especialmente.
Sobre a massa de mandioca, acredito que você esteja se referindo ao chamado bagaço de mandioca, que é produzido depois do processo de extração da fécula. Como existem vários tipos de subprodutos da mandioca (com origem na raiz) com potencial para serem utilizados na alimentação de ruminantes (a exemplo do farelo de raspas, a farinha de varredura e a casca de mandioca), é bom se certificar que se trata realmente do bagaço. Bem, após retirado o restante da umidade, o bagaço pode se transformar em farelo de bagaço de mandioca (FBM), apresentando, então, cerca de 90% de matéria seca, 1,5% de proteína bruta e 74% de NDT. Assim, o FBM é muito pobre em proteína e possui nível mediano de energia de alta degradabilidade, podendo ser incluído na ração em taxa de substituição ao milho de até 50%, sem prejuízo significante ao desempenho. Dessa forma, em rações com participação de FBM é preciso complementar com fontes de proteína de rápida degradação ruminal, particularmente uréia, e fontes de maior energia, como milho.
Como você pode ver, não há como balancear uma ração adequada somente com o uso exclusivo de RUC e FBM. É preciso incluir outros alimentos. Em relação à concentrados, os dois alimentos base são milho e farelo de soja. Qualquer outro alimento a ser incluído na composição da ração é em função desses dois alimentos. CONTINUA....
Fortaleza - Ceará
MyPoint Pro - publicado em 16/01/2012
CONTINUANDO...
Para cordeiros em início de creep feeding, eu recomendo oferecer uma ração cujos ingredientes concentrados sejam milho e farelo de soja, pois são alimentos de alta digestibilidade e altamente palatáveis, favorecendo com que os cordeiros criem o hábito de comer mais cedo e usufruam de todos os benefícios de iniciar precocemente a ingestão de ração (como o melhor crescimento e desenvolvimento gastrointestinal, maior ganho de peso e desmame precoce, por exemplo). Após a desmama, quando os cordeiros entrarem na fase de terminação em confinamento, você pode incluir o RUC e/ou o FBM, ou outro subproduto que esteja disponível em sua região, na ração total (concentrado + volumoso) desses animais, sem maiores inconvenientes.
Se você tem esses alimentos disponíveis e possui escala de produção para utilizá-los (uma vez que o transporte e armazenagem é meio complicado, principalmente, para o RUC), eu recomendaria que você solicitasse a orientação de um nutricionista especializado em ruminantes ou ovinos para lhe auxiliar, pois trabalhar com subprodutos é um pouco mais complexo, apesar de muitas vezes, ajudar a reduzir os custos referentes à alimentação.
Bom João, espero ter contribuído de alguma forma!!
Mais uma vez, obrigado pelas palavras e participação, e tenha um excelente 2012!!
Abraços,
Daniel
Jataí - Goiás
publicado em 16/01/2012
Prezado Daniel: Estive recentemente ai em Fortaleza, CE, no VII Congresso Brasileiro de Agroecologia e foi uma pena não ter te contactado antes. Me resta uma duvida, quanto à este feno de capim Elefante, pois acho que devido aos colmos e uma maior quantidade de fibra no material, fica difícil a sua produção. Mas de repente devem ter uma técnica especial para produzí-lo. Quanto aos dados referentes ao experimento achei muito bom os resultados. Prof. Rogerio Faria / IFB-Campus Planaltina, DF.
Fortaleza - Ceará
MyPoint Pro - publicado em 16/01/2012
Olá Prof. Rogério,
Quanto ao capim Elefante, eu particularmente, manejo o mesmo, tanto para pastejo quanto para fornecimento fresco, ou na forma de feno ou silagem, com base na altura do dossel, tendo como referencial o nível de interceptação luminosa de 95%. Neste ponto, que é onde a produção líquida (produção bruta menos senescência) é mais elevada e que no capim Elefante corresponde a uma altura de dossel em torno de 100 cm, é possível se obter o máximo rendimento por unidade de área de forragem de alta qualidade. No entanto, a depender do tamanho da aréa cultivada para produção de feno, eu trabalho com uma janela de corte entre 90 e 110 cm de altura do dossel, pois, nesses casos, não é possível fazer o corte em um único momento ou em poucos dias.
Com o belo suporte de tecnologias como irrigação e adubação, a produção e qualidade da forragem é sempre muito boa, considerando que se trata de capim Elefante.
Apesar de tudo, é mais usual fazer o corte para feno em alturas superiores (180 cm, por exemplo) a essas que citei, pois o alongamento das hastes favorece o corte manual, no entanto, a qualidade do feno é pior e os animais rejeitam as partes mais grosseiras, mesmo quando bem picadas. Além disso, essa qualidade inferior dificulta até o balanceamento apropriado de rações.
Bem, obrigado por sua participação e tenha um ótimo 2012!!! E desculpe a demora na resposta!
Abraços,
Daniel
Patos de Minas - Minas Gerais
publicado em 16/01/2012
Ola Daniel! Com que idade e melhor para o abate? Obrigada! Carine.
Fortaleza - Ceará
MyPoint Pro - publicado em 16/01/2012
Olá Carine,
Atualmente, a indústria frigorífica tem solicitado cordeiros com até 150 dias, ou no máximo 180 dias de idade. A depender do grupo genético e de uma série de outros fatores, os cordeiros podem atingir o peso ótimo de abate em até 120 dias.
No entanto, quanto mais novo o cordeiro atingir o peso de abate exigido pela indústria ou aquele peso ótimo para o seu grupo genético, mais eficiente será o processo produtivo, tanto do ponto de vista biológico quanto econômico, pois até os 6 meses de idade, em média, é a fase do crescimento do cordeiro onde há a máxima deposição de músculo associado a um moderado acúmulo de gordura subcutânea, o que torna essa fase mais barata para ganho de peso, pois os animais precisam ingerir menos alimento para construir 1 kg de peso vivo. Quanto mais velho o animal for, maior será o custo do ganho de peso, tornando o processo de engorda mais oneroso.
Obrigado por sua participação e feliz 2012!!
Abraços,
Daniel
Patos de Minas - Minas Gerais
publicado em 17/01/2012
Boa noite Daniel!! Como vai?
Encontrei uma reportagem sobre cordeiros em uma revista, até lembrei de você. Vou pegar os dados dela e volto a tirar algumas dúvidas com você.
Desde já agradeço pela atenção!
Feliz 2012 para você também, espero que já o tenha começado com grandes realizações!!
Abraços!
Carine.
Fortaleza - Ceará
MyPoint Pro - publicado em 17/01/2012
Muito obrigado Carine e fico no aguardo!!
Abraços,
Daniel
Bragança Paulista - São Paulo
publicado em 18/01/2012
prezado Professor Daniel,
Muito obrigado pelas explicações. Tenha uma ano novo muito abençoado!!
Viçosa - Alagoas
publicado em 09/05/2012
sou aluno de veterinária em alagoas, estou querendo criar ovinos de corte gostaria de saber algumas marcas de suplementos minerais de boa qualidade ja que se fala tanto que tem varias marcas não confiáveis
Fortaleza - Ceará
MyPoint Pro - publicado em 09/05/2012
Olá Luis,
Em geral, procure optar por produtos de empresas com reconhecimento nacional, como Tortuga e Bellman, dentre outras.
Depois você pode experimentar produtos de outras empresas e avaliar os resultados, optando por aqueles que se adequarem melhor ao seu sistema de produção.
Abraços e obrigado por sua participação,
Daniel
Bragança Paulista - São Paulo
publicado em 11/05/2012
Olá Professor Daniel,
Um amigo do Ceará está pensando em criar ovinos no Acaraú, em consorciação com plantio de coco. Há algum inconveniente, os ovinos podem comer as folhas de coqueiros pequenos ou roer o tronco dos maiores e comprometer o plantio?
Muito obrigado
Fortaleza - Ceará
MyPoint Pro - publicado em 11/05/2012
Olá João,
De fato, coqueiros pequenos ou em crescimento seriam alvos facéis para os animais, mas plantas adultas não tem maiores problemas com os ovinos. Um ou outro animal poderá tentar alcançar as folhas mais baixas, mas o impacto sobre o coqueiro é irrelevante.
Desde que haja disponibilidade satisfatória de pasto para o lote de animais, e que esse pasto seja manejado apropriadamente, pelo menos, controlando a altura de entrada e de saída de acordo com a espécie ou cultivar de gramínea e, fazendo uma simples e anual adubação de manutenção (com fósforo, potássio e nitrogênio), o andamento da consorciação ocorrerá sem maiores transtornos.
Abraços e obrigado por mais uma participação!!
Daniel
















Renato Mascarenahas Xavier
Brasília - Distrito Federal
publicado em 05/12/2011
Caro Prof. Daniel,
Só para e efeito comparativo com o rebanho de cordeiros 1/2 Dorper-Santa Inês que criamos aqui em Brasília, gostaria de lhe extrair mais algumas informações se possível é claro!
Neste lote da foto, em média: Qual é o peso ao nascimento? Porcentagem de partos duplos? No caso da mamada controlada, quantos dias após o nascimento é instituida? Já começa com mamada exclusivamente noturna? Qual é proporção concentrado:volumoso utilizado no creep até os 60 dias? Esta proporção se mantem após a desmama por mais quanto tempo?
Grato,
Renato M. Xavier