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Giorgi Kuyumtzief comenta sobre indústria ovina

Por Giorgi Kuyumtzief
postado em 02/05/2011

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Giorgi Kuyumtzief, produtor de ovinos de Tangará da Serra/MT e consultor do "KiloVivo - Ovinocultura de Precisão" enviou uma carta ao debate proposto pelo FarmPoint "Você acredita que a indústria está mais presente na ovinocaprinocultura brasileira?". Abaixo leia o comentário na íntegra. Abaixo leia o comentário na íntegra.

Certamente, se olharmos para o passado, atualmente existe uma presença maior de indústrias que processam, beneficiam e distribuem a carne ovina. No entanto, só consigo ver a presença; faltam especificidades quanto às ações efetivas no sentido de promover a produção da carne de cordeiro. Preciso fazer uma distinção entre dois tipos de empreendimentos que trabalham, atualmente, visando abastecer o mercado consumidor de carne ovina. Vou batizá-los de nº 1 e nº 2 para melhor poder distingui-los conforme segue:

Nº 1 - É edificante, inovador, arrojado e cada vez mais competente: são empreendimentos que investem primeiro na produção da matéria-prima que vai gerar o produto requerido pelo consumidor. É o resultado de um processo de transformação e beneficiamento que é realizado por indústrias frigoríficas CONTRATADAS para fazer, apenas, esse trabalho.

A distribuição e/ou comercialização são realizados pela empresa que planejou, organizou e administra um trabalho que inicia em rebanhos específicos e termina na mesa de consumidores fieis e satisfeitos. Esse modelo tanto está sendo desenvolvido por empresários competentes e arrojados, como por ovinocultores organizados em sistemas associativos que são, também, igualmente competentes e arrojados. Pretendo identificar aí o início de algo que, num futuro não muito distante, estará disputando com a Nova Zelândia o mercado internacional da carne de cordeiro.

Nº 2 - Estes são os empreendimentos que tem, via de regra, um plano operacional que visa aproveitar as oportunidades de lucrar sobre a demanda cada vez maior por carne ovina e, para isso, optam por investir em plantas frigoríficas específicas. São empresas pequenas, médias e, também, muito grandes e poderosas que, infelizmente, são daninhas à ovinocultura brasileira por serem oportunistas, hipócritas, perversas e especialistas em aproveitar-se da boa vontade, da ilusão e da esperança de ovinocultores movidos por entusiasmos efêmeros.

Têm como objetivo principal a compra de matéria-prima pelo menor preço possível para fabricar produtos finais para serem vendidos pelo maior preço que o consumidor pagar. A história nos mostra, há décadas, que assim como elas aparecem fazendo muito barulho, elas fracassam por motivos idiotas do tipo: falta de regularidade no abastecimento de matéria-prima, falta de padronização da matéria-prima, inviabilidade do custo de transporte da matéria-prima, além da falta de incentivo e comprometimento com os seus fornecedores de matéria-prima.

Bem, para não ser vencido pela tentação de dar nome aos nºs 1 e aos nºs 2, vou atalhar por aqui este comentário que deveria estender-se para promover uma defesa mais eficiente da nossa ovinocultura. Acredito não ser este nem o momento e nem o local mais oportuno para comentar certas realidades.

É importante que saiamos da acomodação da platéia e passemos a ocupar posições definidas no cenário através da manifestação de opiniões, ensinamentos, experiências, críticas e sugestões.

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Giorgi Kuyumtzief    Outro - Mato Grosso

Consultoria/extensão rural

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