carregando...
Fechar
Receba nossa newsletter

É só se cadastrar! Você recebe em primeira mão os links para todo o conteúdo publicado, além de outras novidades, diretamente em seu e-mail. E é de graça.

26º cotação mensal do preço do cordeiro: kg/carcaça e arroba - outubro de 2013

postado em 25/10/2013

12 comentários
Aumentar tamanho do texto Diminuir tamanho do texto Imprimir conteúdo da página

 

O FarmPoint está realizando a cotação mensal do preço do cordeiro desde janeiro de 2011. A princípio, o projeto visava apresentar aos leitores a cotação do preço do kg/vivo praticado nos estados brasileiros. Desde junho de 2013, o FarmPoint passou a divulgar a cotação dos preços do kg/carcaça e da arroba, pois acredita que esses índices serão melhor utilizados pelos produtores e pela indústria ovina brasileira. Além disso, frisamos que esses valores são referentes ao mercado formal de carne ovina.

Esse conteúdo é inédito e a tendência é coletarmos dados de estados que ainda não estão na nossa pesquisa. Para a elaboração desse projeto, realizamos um levantamento e entramos em contato com frigoríficos e produtores de carne de várias praças (associações, cooperativas e produtores que possuem uma marca de comercialização de carne) e órgãos estaduais que realizam cotações regionais de carne de cordeiro.

Tabela 1 – Média do preço do kg/carcaça e da arroba do cordeiro cotada em 14 estados do Brasil.



*Fonte: Formulário de Cotação do FarmPoint, Secretaria da Agricultura, Irrigação e Reforma Agrária (Seagri), Emater/RS, Secretaria da Agricultura, da Pecuária e do Desenvolvimento Agrário (Seagro), Centro de Abastecimento Alimentar de Pernambuco (Ceasa), Informativo Semanal do Preço do Cordeiro - UNICETEX/FZEA/USP, frigoríficos dos estados participantes, cooperativas, associações e produtores formais de ovinos. PS: cotação realizada entre os dias 01/10 a 15/10.


Informações extras

Um informante de Santa Catarina comentou que a carne de cordeiro está muito valorizada no estado e que a padronização dos cortes e a qualidade são diferenciais que o mercado vem buscando. No Piauí a situação é parecida, pois um produtor citou que a produção não está suprindo o mercado local. “Não tenho dificuldade de vender, pelo contrário, não damos conta de abastecer o mercado local”. Um informante de uma indústria de Goiás também corroborou com essas informações: “O mercado aqui está muito bom. Temos buscado animais de fora, pois falta matéria-prima no estado. Estamos abatendo aproximadamente 600 cabeças/mês”.

Um produtor de Buritis/MG informou que o preço do quilo da carcaça atualmente encontra-se entre R$ 9,00 e R$ 11,00. Ele frisou que atualmente na região não existem frigoríficos e que para suprir essa carência, envia os animais para serem abatidos no Distrito Federal.

Um dos informantes do Estado da Bahia citou a seca como um dos problemas que atualmente agrava a oferta de carne de cordeiro. “O mercado regional está muito aquecido por falta de oferta, ainda consequência da grande seca que afetou e continua afetando algumas regiões nordestinas”. Na mesma linha, um produtor do Ceará completou dizendo que “raramente encontra-se carne de cordeiro no mercado devido o efeito duradouro da seca que ainda estão atravessando”.

De acordo com um produtor potiguar é muito ruim o tratamento dado pelo governo e bancos oficiais à ovinocultura. “Não temos nenhuma política de financiamento em longo prazo. A grande maioria dos criadores nordestinos sustenta a atividade com renda obtida de outro setor ou simplesmente por hobby. Enquanto os poderes judiciário, legislativo e executivo viverem em conflitos, nada mudará. Estamos em uma decrescente acentuada”. Outro produtor do mesmo estado e da região de Seridó/RN, completou dizendo que o fenômeno da "indústria da seca" aumenta a cada dia com o desmando do governo. “Enquanto o governo procura enganar os produtores com seu discurso de venda de milho abaixo do preço de mercado para salvar o rebanho no semiárido, o produto evapora entre Mato Grosso e parte do Nordeste, o que vem causando a morte de milhares de matrizes e consequentemente o desaparecimento de cordeiros para abate. Isso vem resultando em um aumento progressivo no preço da carcaça”, finalizou ele.

Segundo a Emater/RS, neste período, de entrada de primavera, as condições nutricionais do rebanho ovino gaúcho estão satisfatórias, os campos naturais estão mais fibrosos, mas começam a melhorar a qualidade em virtude dos rebrotes decorrentes das precipitações e elevação das temperaturas dos últimos dias. As condições sanitárias do rebanho em geral também estão satisfatórias. No entanto, os ovinocultores permanecem realizando as práticas no monitoramento e controle das verminoses, assim como com o piolho e a sarna ovina, que são controladas através de tratamentos sanitários estratégicos. Os ovinocultores permanecem realizando as práticas de manejo no rebanho de entrada de primavera, tais como descola, castração e assinalação nos cordeiros. Em alguns municípios já iniciou o período de esquila de ovinos e, a partir na segunda quinzena deste mês, deve ocorrer uma expansão da atividade. No entanto, se observa em algumas regiões, especialmente na região de Bagé e Fronteira Oeste do Estado, a escassez de esquiladores e uma procura crescente pela esquila realizada à máquina, especialmente pelo método australiano tally-hi, que é mais rápido, eficiente e provoca menos estresse nos animais. Em Uruguaiana, os preços cobrados pelas esquilas realizadas à máquina estão entre R$ 3,90 a R$ 4,20 por ovelha. Quanto à comercialização, há oferta de animais para engorda e inicia a safra de cordeiros para abate. O preço do cordeiro e da lã na maioria das regiões permaneceu estável no período.


Quer ser um informante de mercado? Quer dar alguma sugestão? Envie um email para: contato@farmpoint.com.br e contribua com esse projeto!

Raquel Maria Cury Rodrigues, Equipe FarmPoint
 

Avalie esse conteúdo: (e seja o primeiro a avaliar!)

Comentários

Sérgio Souza Fernandes

Pedras Altas - Rio Grande do Sul - Produção de ovinos de corte
postado em 28/10/2013

No RS o abate de cordeiros está lento, o que desestimula o criatório, ao mesmo tempo em que o preço conforme a tabela publicada pelo FarmPoint é a mais baixa dos estados incluídos na publicação. Nosso rebanho já foi de 14.000.000 de ovinos enquanto hoje não alcança 4.000.000 de cabeças,

Hernandes Medrado Filho

Marcionílio Souza - Bahia - Produtor Rural,Consultor credenciado SEBRAE
postado em 28/10/2013

Uma excelente oportunidade de Negócios para a região semi árida. do Nordeste.

Roberto Rafael Kuhl

Taio - Santa Catarina - Produção de ovinos de corte
postado em 29/10/2013

Tenho uma dúvida "boba" em relação a comercialização de carnes de ovinos, vou perguntar pois como iniciei a atividade recente e gostaria de saber.
Quando falamos em kg/carcaças é o peso vivo ou morto/limpo?

josé Carlos Rodrigues da Luz

Serra Talhada - Pernambuco - Consultoria/extensão rural
postado em 29/10/2013

Olá Roberto Rafael -Taio/SC.-Produção de Ovinos de Corte!
Como sua pergunta não foi direcionada a alguém em especial, embora eu creio que tenha sido à equipe  FarmPoint, tomei a liberdade de explicar o meu entendimento em nossa região Nordeste : Antes era praticado assim: quando comprávamos animais em base de peso vivo, e sem o uso da balança, calculava-se a olho nú , ex.: supondo-se que o animal pesasse 50 kg/vivo, então pagar-se-ia somente o correspondente à 25Kgs.(metade é considerada como  a barrigada, o couro, a cabeça e pés) este modelo de compra só favorecia ao comprador -atravessador ,também conhecido aqui como machante, que engana aos pequenos produtores,pois tudo do bode se aproveita (até o berro pode se transformar em buzina de veículos "Bé,Bé ou Mé.....Ah, Ah!) -; Hoje, aqui em nossa região do Sertão do Moxotó , do Araripe e Central, temos duas maneiras de comercialização que é o de peso estimado a olho e o aferido em balança  ou seja:  o animal que se vende  vivo para recria (em pé por unidade) tem um preço que varia de R$9,00 / 10,00 e é negociável  entre as partes devido a qualidade da genética e sanidade, a raça, o sexo e o escore e pela quantidade envolvida; e  se for vendido para o abate ,aí sim envolve-se o peso de balança e pós abate QUE É  o que o Sr. chamou de peso morto/limpo (sem couro,barrigada,cabeça e pés, que serão negociados à parte ) Aqui em Serra Talhada /PE. há frigorífico que compra a R$11,50 , processa e faz o seu mercado de venda; há também os  super-mercados que  também agem assim na região e vendem  ao preço de R$12,00 a 13,00  sem nenhum beneficiamento. Como se sabe, o mercado é formado pela lei de oferta , procura e qualidade do produto juntamente com o poder aquisitivo dos envolvidos.  Nós, hoje aqui, estamos pagando muito  caro no preço ofertado devido a  baixa oferta do produto . Gostaria de ouvir (LER)  a explicação e resposta á sua pergunta pelos  srs. da equipe do "FarmPoint " Abraço à todos  (josejcluz@hotmail.com) em 29.10.13 no SEMI-Árido Pernambucano do Brasil ......

Jaime de Oliveira Filho

Itapetininga - São Paulo - Ovinos/Caprinos
postado em 29/10/2013

Roberto
  Carcaça é o resultado do abate após sofrer todos o processo de manuseio e restar o que vai ser comercializado e existe dois tipos:
  1º Carcaça Quente- ( CQ) - que é o que geralmente os frigoríficos  pagam ao produtor,quando se vende direto ao frigorífico.
  2º Carcaça Fria-( CF) é quando o animal passa por refrigeração para se poder fazer cortes  e embalar os cortes e depois disto ser congelado,pois dificilmente vende carne fresca no mercado in terno.
   obs. a CQ pesa mais que a CF.

Roberto Rafael Kuhl

Taio - Santa Catarina - Produção de ovinos de corte
postado em 30/10/2013

Agradeço aos esclarecimentos do Sr. José Carlos e do Sr. Jaime.

Rubens Vieira

Salvador - Bahia - Consultoria/extensão rural
postado em 04/11/2013

Observando a tabela cotação outubro, para a Bahia o preço apontado de R$11,35 não corresponde ao mercado atual, o valor qui está o mesmo praticado por Alagoas e Sergipe, de R$14,00 o kg/carcaça para ovinos (e caprinos) . Tem um grande frigorífico na região de Feira de Santana, ela paga abaixo desse valor, está pagando R$12,50 mas a resistência dos fazendeiros é muito grande, e essas vendas são poucas, mais na intenção de grandes fazendeiros manterem suas cotas. O fato é que a Seca aqui na Bahia reduziu muito os rebanhos, dados oficiais indicam uma queda de de 11,5 % no rebanho. Na prática observamos um dano muito maior, acredito superior a 30%. Eu por exemplo tinha um rebanho de aproximadamente 300 cabeças na Região de Sátiro Dias/Ba; perdi na seca mais de 100 cabeças, o que sobrou vendi a  R$8,00 o quilo e agora com a volta das chuvas estou tendo que buscar longe, na Região de Ipirá/ Ba a R$14,00 o quilo. Outro aspecto, tem crescido muito aqui na Bahia a quantidade de roubos em fazendas, na minha região muitos proprietários já perderam grandes lotes pois há uma certa facilidade pelo tamanho do animal que facilita os ladrões colocarem numa caminhonete etc. outro grande prejuízo se dá com os ataques de cães que quando conseguem ter acesso aos rebanhos, de uma vez só deixam dezenas de cordeiros mortos. Com o custo alto das cercas, nem todo produtor tem condição de colocar 7 ou 8 fios de arame, bem o que acredito é que a tendência é de alta no valor do Ovino/Caprino pois a produção é insuficiente para atender a demanda, que cresce a cada dia e a curto prazo a tendência regional é realmente de diminuição dos rebanhos, e essa tendência só será revertida se aqui no Nordeste comerçarmos a mudar a forma de criação, que ainda predomina a forma extensiva.

Afonso Neves Baptista

Presidente Bernardes - São Paulo - Produção de ovinos de corte
postado em 28/03/2014

Em nossa região tínhamos um frigorífico que só queria levar vantagem desanimando os criadores. Na minha opinião é um bom mercado. Cheguei a ter 800 matrizes. Criava junto com nosso gado de corte.

claudemir

Girau do ponciano - Alagoas - Produção de caprinos de corte
postado em 24/11/2014

Amigos a cotação pra alagoas em 2014

claudemir

Girau do ponciano - Alagoas - Produção de caprinos de corte
postado em 24/11/2014

Gostaria de sabe a cotaçao da arroba de ovinos em Alagoas pra final de 2014

Grato

Fabio

Fortaleza - Ceará - Instituições governamentais
postado em 18/05/2015

Amigos, qual a situação da oferta/demanda de ovinocaprinos no estado do Ceará agora em 2015? Qual o plantel atual do estado? Qual o preço pago no kg/carcaça e no peso vivo?

JOSE BRAGA DA SILVA JUNIOR

Itapetininga - São Paulo - Produção de ovinos de corte
postado em 24/06/2015

Qual preço pago hoje pela (CQ) carcaça quente no estado de SP, ou melhor identificando Região de sorocaba?
-Cordeiros de cruzamento industrial para identificar tipificação de carcaça;
-peso médio vivo 35 kg.
-cruzamento 1/4 SI+1/4TX+1/2 Dorper.
E se possível o preço do KG vivo tambem.

Quer receber os próximos comentários desse artigo em seu e-mail?

Receber os próximos comentários em meu e-mail

Envie seu comentário:

3000 caracteres restantes


Enviar comentário
Todos os comentários são moderados pela equipe FarmPoint, e as opiniões aqui expressas são de responsabilidade exclusiva dos leitores. Contamos com sua colaboração. Obrigado.

Copyright © 2000 - 2020 AgriPoint - Serviços de Informação para o Agronegócio. - Todos os direitos reservados

O conteúdo deste site não pode ser copiado, reproduzido ou transmitido sem o consentimento expresso da AgriPoint.

Consulte nossa Política de privacidade