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Wandrick Hauss, da Emepa-PB, fala sobre a produção de ovinos e caprinos na Austrália

postado em 10/10/2006

7 comentários
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Wandrick Hauss de Sousa é pesquisador da EMEPA-PB, onde é responsável pelo Programa de Melhoramento Genético de Caprinos e Ovinos. Wandrick coordenou uma viagem à Austrália com um grupo de 11 brasileiros, para conhecer a ovinocaprinocultura do país. Nesta entrevista, ele conta ao FarmPoint o que faz da Austrália um dos principais produtores e exportadores de carne ovina do mundo.

FarmPoint: Qual foi o objetivo da viagem à Austrália? Como ela foi planejada?

Wandrick:
Nós sabemos que a Austrália é um país muito tecnificado em pecuária, e por isso fomos conhecer o funcionamento das cadeias produtivas da ovino e caprinocultura, conhecendo o trabalho de cada elo e a coordenação existente entre eles.

Reunimos um grupo de 11 pessoas, dentre as quais criadores, pesquisadores, empresários, um representante do Sebrae e o presidente da Federação da Agricultura da Paraíba. Planejamos um roteiro para 24 dias, com a ajuda do Consulado Australiano, que também nos proporcionou o apoio logístico durante toda a viagem.


Foto 1. Delegação que realizou a viagem para a Austrália

FarmPoint: Como foi o roteiro do grupo?

Wandrick:
A viagem foi bem ampla e deu para ver um pouco de tudo, para entender como funcionam as atividades no país. Começamos nos reunindo com representantes de associações de criadores e de raças, depois visitamos estações experimentais, centrais de avaliações de programas de melhoramento genético, universidades, central de inseminação artificial e institutos de pesquisa. Conhecemos os melhores criadores de Dorper e Boer, sistemas de confinamento, frigorífico, feiras agropecuárias, leilão, criatórios comerciais e criatórios de genética.

FarmPoint: O que lhe chamou a atenção no sistema produtivo australiano?

Wandrick:
Uma coisa muito interessante que temos que comentar é como o Dorper entrou forte no país e está tendo uma grande aceitação. A crise da lã reduziu o rebanho ovino de 170 milhões para 100 milhões de cabeças. Nos últimos anos, os períodos de seca estão bem mais severos. Com isso, os ovinocultores australianos vislumbraram a oportunidade da carne ovina e perceberam a necessidade de raças mais adaptadas ao novo objetivo de produção e à atual realidade climática.


Foto 2. Rebanho Dorper

Passaram, então, a utilizar raças sul-africanas em cruzamentos com as raças de lã, como o Dorper, utilizado na grande maioria do país, e a Dâmara e Van Rooy principalmente para as regiões mais secas. O Dorper branco tem uma aceitação maior que o de cabeça preta por não trazer conseqüências negativas para a produção de lã, como mechas pretas, no caso de uma recuperação desse mercado.

As raças deslanadas sul-africanas têm a vantagem de se reproduzirem o ano todo, serem mais resistentes a endoparasitose e ao período de seca. O Santa Inês, por sinal, teria todo o potencial para atender a demanda de animais da Austrália, se tivéssemos a garantia de ausência de doenças. Eles são muito rigorosos com a sanidade.

FarmPoint: E em relação à caprinocultura, como está a atividade no país?

Wandrick:
A caprinocultura está começando a se desenvolver agora como atividade técnico-econômica. Até bem pouco tempo só se criava o feral goat (raça selvagem, nativa da Austrália e Nova Zelândia) e de forma extensiva.

Quando perceberam que a exportação para os países asiáticos, principalmente, muçulmanos, era um bom mercado, começaram a criar animais da raça Boer, domesticar o feral goat e fazer cruzamentos.


Foto 3. Rebanhos comerciais de cabras mestiças de Boer para produção de carne

Pode-se dizer que a caprinocultura é uma cadeia começando a se organizar. Inicialmente a atividade está se desenvolvendo para a exportação, tanto de animais vivos como de carcaças, mas estão se organizando internamente para oferecer produtos diferenciados. Ainda não é comum encontrar carne caprina disponível ao mercado interno. Durante toda a viagem, vimos em apenas uma loja especializada.

O MLA (Meat and Livestock Australia), orgão responsável pela pesquisa, desenvolvimento e promoção de todos os tipos de carne, publicou recentemente uma cartilha com informações aos criadores de caprinos, para incentivar o crescimento organizado da atividade. Eles já identificaram o potencial mercado externo, então estão trabalhando o rebanho e o tipo de animal para atender esse mercado específico.

FarmPoint: Qual era o rebanho ovino base da Austrália, antes da entrada das raças sul-africanas?

Wandrick:
A base do rebanho (cerca de 80%) é o Merino Australiano, especializado em produção de lã. Ele é a base de todos os cruzamentos. Mas também estão presentes diversas raças lanadas, especializadas ou de duplo propósito, como Corriedale, Suffolk, Hampshire Down.

Entretanto, as fazendas que visitamos estão embasando o crescimento dos rebanhos na raça Dorper, que está obtendo uma boa aceitação de carcaça devido à cobertura de gordura intermediária entre as raças lanadas, que apresentam até 6 mm de gordura subcutânea. Os animais mestiços de Dorper com Merino têm em média 3 a 4 mm, que tem uma boa aceitação no mercado.

Já a raça Dâmara, por ter boa habilidade materna, está sendo muito usada como receptora, cruzada com Merino. E a Van Rooy é uma raça sul africana branca, que está sendo utilizada para cruzamentos com Dorper branco e com Merino, para atender o mercado árabe, que tem preferência por animais gordurosos.

FarmPoint: Como você descreve o sistema de produção encontrado na Austrália?

Wandrick:
Os rebanhos, de um modo geral, apresentam de 1.500 a 4.000 animais, mas encontram-se propriedades de até 10.000 cabeças. Apenas os produtores de genética possuem rebanhos menores.

O sistema de produção básico é a produção a campo. Valorizam muito a produção e utilização da forragem. Em épocas secas, o feno é trazido de até 1.000 quilômetros. O governo subsidia, nas regiões mais secas, o transporte de feno e o transporte dos animais para pastejarem em áreas alugadas em outras regiões.

As alterações climáticas observadas nos últimos anos no país, com a seca cada vez mais intensa, têm despertado nos australianos a procura por alternativas para driblar os problemas com alimentação, como conservação de forragem, produção de culturas de inverno, nas regiões mais ao sul do país e compra de alimento de outras regiões.

Muitas empresas trabalham exclusivamente com produção de alimentos para vender aos criadores de animais. Dificilmente os próprios criadores produzem feno, geralmente o serviço é tercerizado.

Visitamos uma propriedade de Boer comercial, na qual praticamente não chovia há três anos. Eles estavam utilizando muito melaço na mistura múltipla, feno, caroço de algodão, para não deixar os animais passarem fome.


Foto 4. Clima extremamente seco

Como a forragem é de muito boa qualidade, a utilização de concentrado não é comum. Alguns criadores trabalham com confinamento na fase de entresafra de cordeiros. Nesses casos, o concentrado utilizado é, basicamente, a base de sorgo e subprodutos do processamento de grãos (cevada, aveia, trigo).

A mão de obra é um problema sério na Austrália, devido ao seu alto custo. Por isso, a grande maioria dos processos dentro da propriedade é mecanizada, ou até mesmo tercerizada, otimizando ao máximo a mão de obra empregada. São poucas as pessoas que trabalham nas fazendas, normalmente apenas os proprietários e às vezes um funcionário, contando sempre com cachorros para auxiliar no manejo do rebanho.

Trabalham com abate de animais de 46 a 50 kg de peso vivo, com idade entre 6 e 8 meses, e carcaça de 18 a 23 quilos. Essa variação, na idade e peso da carcaça, depende da época do ano, raça e alimentação. Eles não trabalham com carcaças pequenas, de 10 a 12 quilos. O frigorífico paga por cobertura de gordura e peso da carcaça, seguindo uma tabela de classificação.

FarmPoint: Quais as principais características da comercialização e distribuição da carne?

Wandrick:
Os frigoríficos pagam em média de AU$ 3,00 a AU$ 3,50 por quilo de carcaça. A logística é muito eficiente, os caminhões têm quatro andares e conseguem levar até 400 animais, o que dilui o custo fixo do transporte.

Há empresas que trabalham com produtos diferenciados e específicos. Visitamos uma empresa, por exemplo, chamada Dorper Lamb, que só trabalha com animais que tenham sangue Dorper. Ela terceriza o abate (AU$ 14,00/cabeça), faz os cortes especiais e vende em restaurantes e casas especializadas de carne.

O MLA capta recursos do governo federal e contrata pesquisas nas universidades e centros de pesquisas, o que gera um feed back ao produtor sobre o dinheiro que ele investe no instituto. O MLA publica também um informativo semanal, com informações de mercado, para orientar as decisões dos produtores.

O forte mercado da Austrália é o mercado asiático, principalmente devido à proximidade geográfica. Essa região, principalmente a China, tem uma crescente demanda por alimentos, devido ao aumento constante de sua população. Por isso, se caracteriza como um ótimo mercado, que compra desde animais vivos até vísceras e peles dos animais.

Os países muçulmanos compram principalmente animais vivos, para seguirem os rituais de abate tradicionais de sua cultura. Atender o mercado árabe é outra razão pela escolha das raças sul-africanas, que apresentam mais gordura na cauda e na garupa, atendendo a preferência desse consumidor.

A Austrália já começa também a exportar para os EUA, trabalhando com caprinos e ovinos, e também um pouco com o México. Exporta também cortes especiais, principalmente para a Europa.

FarmPoint: Como é o mehoramento genético realizado na Austrália, na visão de um melhorista?

Wandrick:
Há um programa de melhoramento genético com enfoque em carne e lã, que funciona há muito tempo na Austrália, chamado Lamb Plan, por meio do qual o Dorper também vem sendo avaliado.

A maioria dos criadores de Dorper e Boer, além de multiplicadores da associação sul-africana, estão participando do Lamb Plan. Por isso, acredita-se que dentro de aproximadamente 10 anos o Dorper começará a ter a "cara" da Austrália.

Com esse programa de melhoramento e com a rápida multiplicação do Dorper (por meio de técnicas como transferência e vitrificação de embriões), há grandes chances da Austrália vir a ser um importante competidor da própria África do Sul no fornecimento de genética Dorper. A África do Sul, apesar de ser o berço genético da raça, não tem um programa de melhoramento genético tão eficiente quanto o Lamb Plan.

O Boer segue o mesmo caminho do Dorper e nós visitamos rebanhos muito grandes desses animais, que já utilizavam reprodutores melhorados. Identificamos, inclusive, um filho de Tarzan, reprodutor Boer que está no Texas mas não pode ter seu material genético comercializado com outros países por causa dos problemas com scrapie que os EUA enfrentam.


Foto 5. Reprodutores Boer

FarmPoint: Vocês tiveram contato com o marketing institucional da carne, isto é, a promoção da carne de cordeiro junto ao consumidor?

Wandrick:
O MLA recebe um valor por animal vendido vivo, que varia de acordo com a espécie, para financiar seus trabalhos de promoção e desenvolvimento da carne.

Em qualquer restaurante do país você encontra carne de cordeiro, no mínimo dois ou três pratos. Já os supermercados trabalham com cortes padronizados e constantes. São, em média, 10 cortes, como carré francês e pernil.


Foto 6. Cortes de carne de cordeiro, em supermercados

O consumo interno anual de carne de cordeiro é 15 quilos anuais per capita, enquanto o consumo de carne caprina ainda é incipiente e exclusivamente cultural.

FarmPoint: Quais as principais diferenças entre a ovinocaprinocultura na Austrália e no Brasil?

Wandrick:
A estrutura é muito diferente. O apoio que o governo dá é a mesma para todas as atividades pecuárias. As pesquisas e desenvolvimento das atividades são realizados por institutos como o MLA, que é privado, mas recebe fundos do governo, o CSIRO (Commonwealth Scientific and Industrial Research Organisation), agência nacional de pesquisas, semelhante à nossa Embrapa, além das universidades. O resultado chega ao produtor com muito mais facilidade.

Além disso, o país tem um programa eficiente de melhoramento genético; uma logística comercial estruturada, que segue os caminhos da bovinocultura; e a mentalidade de eficiência de produção para reduzir custos, já que mão de obra é muito cara.

A cadeia é bem caracterizada na pirâmide. Os produtores de genética são muito eficientes, todos trabalhando com o Lamb Plan. Nos multiplicadores, são muito comuns as práticas de inseminação artificial e transferência de embrião. Já a transferência para os rebanhos comerciais acontece por meio de leilões, que são eventos bastante simples, nos quais os criadores comerciais vêm comprar animais com o único objetivo de incorporar genética melhorada em seu plantel.

Nós visitamos um leilão nacional da raça Dorper, que no ano passado teve o animal mais caro vendido por AU$ 14.000,00. Este ano, um animal Dorper Branco bateu o recorde da raça e foi vendido por AU$ 41.000,00. Mas a média de preço dos reprodutores comerciais gira em torno dos AU$3.000,00.

O número de criadores está crescendo rapidamente, tanto os produtores de carne como os de genética. Apenas na associação de Dorper, no ano passado, foram 112 novos membros. Eles trazem técnicos e juízes da África do Sul, para falarem aos criadores, explicarem o que são as raças e como trabalhar com elas.

Tudo isso mostra uma estrutura organizada de trabalho. Eles são organizados, têm o apoio do governo, apesar de não muito paternalista, mas têm apoio suficiente, na época seca, por exemplo. Além da organização, eles têm uma mentalidade de pecuária bem desenvolvida, que já vem da produção de bovinos e de ovinos de lã. Os criadores já sabem como devem trabalhar e são muito eficientes.

Há também a paixão pela atividade, principalmente pelo Merino, que tem até grife de roupas, acessórios e souvenirs. Mas apesar disso, o que rege a atividade é o mercado. Com o preço baixo da lã,o mercado potencial da carne e a seca que está afetando toda a produção, eles enxergaram nas raças sul-africanas, em especial o Dorper e o Boer, boas alternativas para a ovinocaprinocultura.

FarmPoint: Qual a lição que esta viagem trouxe para a atividade no Brasil? O que podemos fazer de semelhante?

Wandrick:
A primeira coisa é a consciência de que temos que organizar a base produtiva. No Nordeste, por exemplo, como é uma região que chove menos, temos que ter um forte programa de produção e conservação de forragens, para ser utilizada na época de escacez.

Apesar de distantes, nós temos aqui pólos de irrigação, alguns que já se dedicam a produção de feno. Mas isso teria que ser um programa de governo, fomentando a produção de forragem nessas áreas, auxiliando na condução do projeto. Além disso, a mais longo prazo, as instituições de pesquisa devem trabalhar de forma mais forte no melhoramento de forrageiras adaptadas, de ciclo mais curto, que possam tornar o sistema mais eficiente.

Vimos também que é fundamental organizar a cadeia produtiva, ter uma definição precisa de mercado, destacando seu potencial. Padronizar os cortes que queremos trabalhar, de acordo com a preferência do consumidor, e investir em propaganda para divulgar essa informação.

Além disso, precisamos pensar no mercado externo, em alguns nichos, quando tivermos condições de competir nesse mercado. Talvez trabalhar inicialmente com os mercados mais próximos geograficamente, como o Mercosul, e depois expandir para mercados potenciais como os EUA (principalmente para a caprinocultura).

Precisamos também investir em aumentar o nosso consumo interno, pois temos uma população enorme que resultaria em um grande mercado consumidor.

FarmPoint: Mas de que forma poderíamos incrementar esse consumo?

Wandrick:
O primeiro ponto, na minha opinião, é o preço. Continuar a vender carne de ovinos e caprinos como iguarias sempre irá gerar uma limitação no mercado consumidor, uma vez que grande parte de nossa população tem poder aquisitivo menor. Nós teremos que oferecer ao consumidor duas opções, uma delas com preços mais acessíveis e outra de produtos especializados.

O segundo ponto é fazer, junto com os governos estaduais e federal, programas que incentivem o consumo de carne ovina e caprina. Mas de nada adianta incentivarmos o consumo, se não tivermos escala para atender a demanda que se formará. Para isso temos que definir um animal padrão (ou uma carcaça padrão) para cada tipo de mercado.

O terceiro aspecto é a logística, precisamos ter os frigoríficos localizados nos pontos certos, trabalhando dentro de uma programação realista. Temos que dimensionar a capacidade dos frigoríficos em relação à base produtiva. Isso é muito complexo, pois para abater 400 cordeiros por semana, por exemplo, é necessário um rebanho de 25.000 cabeças.

FarmPoint: Qual o próximo passo para colher frutos dessa iniciativa?

Wandrick:
Nós iremos fazer um relatório bem detalhado da viagem, fazer uma apresentação ao setor público agrícola, para induzir um programa de governo, pelo menos na parte de forragicultura aqui no Nordeste, e com isso garantir suporte para o crescimento do rebanho.

A apresentação do relatório a formadores de opinião visa incentivar a criação de políticas públicas e iniciativas privadas visando, a médio prazo, aumentar o rebanho de forma organizada, criar nichos de mercados, garantir o fornecimento de um produto de qualidade, e, a longo prazo, trabalhar o mercado de exportação.

Nós já temos as raças, a genética, o Santa Inês pode ser uma boa base dos cruzamentos para a produção de carne, já que é a raça que temos em maior quantidade no Brasil, principalmente no NE.

Já estamos caminhando para o desenvolvimento da atividade, mas temos que discutir com o enfoque de cadeia completa e organizada, para que o produtor, quando for investir, saiba em que está colocando seu dinheiro. Em São Paulo, por exemplo, podemos ver o crescimento da Feinco, principal feira do setor, e empresas que já trabalham com cortes para uma população com preferências bastante heterogêneas.

Para trabalharmos nossa competitividade e talvez entrar no mercado internacional, precisamos, além de reduzir os custos de produção, aumentar muito a escala para garantir fornecimento e padrão, e trabalhar a logística do escoamento dessa produção aos principais mercados compradores, como por exemplo, os países asiáticos.

O Brasil tem potencial de aumentar em mais de 5 vezes o rebanho atual de ovinos e caprinos. Mas precisamos aumentar o rebanho de forma organizada, estudando o melhor rebanho para cada região, ter um programa forte de alimentação para acompanhar o crescimento do rebanho, maximizar a produção a pasto e melhorar nosso programa sanitário.

Em 10/10/2006:
AU$ 1,00 = R$ 1,60976
R$ 1,00 = AU$ 0,62121

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Comentários

Leendert Ari Boer

Carambeí - Paraná - Produção de ovinos
postado em 15/10/2006

Muito boa essa viagem para fora do Brasil, principalmente para lugares que estão mais adiantados que nós, sempre dá para copiar alguma coisa.

Divulgar conhecimento tambem é bom. O que chama a atenção de novo é a organização das coisa, devemos urgentemente fazer aqui tambem.

Paulo José Theophilo Gertner

Lauro de Freitas - Bahia - Médico Veterinário
postado em 15/10/2006

Sem dúvida este grupo está de parabéns! O companheiro Wandrick, com longa experiência na atividade foi muito feliz em suas colocações.

Viagens como estas ampliam nossos horizontes, o Brasil tem condições edafoclimáticas muito favoráveis em diversos biomas, e temos de explorá-los tecnicamente e com profissionalismo, tirar proveito dos acertos de outras nações que estão anos luz a nossa frente. Sem querer imitar ninguém, temos que juntar as diversas autoridades no assunto que temos no Brasil, multidisciplinar, e daí escrevermos um plano nacional, com vertentes regionais, com metas para os próximos 10 anos, nada engessados, mas que mediante ajustes nos leve ao patamar que o Brasil merece nesse setor.

Atualmente nossas energias estão destoantes, não existe sinergismo entre produtores, frigoríficos, entidades de desenvolvimento, SEBRAE, órgãos de pesquisa, associações e etc...Pulverizando o pouco que é feito!

Temos um excelente programa de melhoramento na EMBRAPA, mas não há adesão por parte dos criadores selecionadores que, por terem visão imediatista, devido a euforia momentânea que a atividade vive, nao se engajam. Vai entender!

Quando conseguirmos isso, uma nova visão sistêmica ira nortear nossos passos.

Temos a ferramenta da WEB, sub-aproveitada, espaços como este, a revista O BERRO, ou outros canais deveriam tomar para si esta responsabilidade, e passo a passo, ir envolvendo em uma grande rede os atores desse setor.

José Maurício de Souza Campos

Viçosa - Minas Gerais - Produção de ovinos
postado em 15/10/2006

Caro Wandrick,

Como é bom ter notícias suas e saber que você continua convicto dos seus ideais. Desde nosso Doutorado em BH você já planejava contribuir para a caprino ovinocultura do Nordeste, desenvolvendo os importantes grupos genéticos aí originados. Tenho convicção que você fará isto.. . Após solidificar a atividade de recria de fêmeas leiteiras sob contrato de parceria, estou diversificando as atividades da minha fazenda aquí em Viçosa-MG, uma das opções escolhida é a ovinocultura. Comecei a criar Santa Inês.

Um grande abraço.

José Maurício S. Campos
DZO/ UFV

Daniel Pimentel Gomes

Fortaleza - Ceará - Produção de caprinos de leite
postado em 16/10/2006

O Brasil tem jeito e potencial, só basta organizar e ter um governo que olhe para pecuária do Brasil.

maria de lourdes

Bayeux - Paraiba - Estudante
postado em 20/10/2008

MUITO BOA A MATÉRIA, TIVE A OPORTUNIDADE DE CONHECER Dr WANDRICK E COMO NUTRICIONISTA FICO FELIZ EM SABER QUE A CARNE CAPRINA ESTÁ MUITO BEM REPERESENTADA E DIVULGADA NA NOSSA REGIÃO. SE TRATA DE UMA CARNE SAUDÁVEL E COM BAIXOS NÍVEIS DE GORDUARS SATURADAS, AS QUAIS CAUSAM GRANDES DANOS AO NOSSO ORGANISMO. PRETENDO APROFUNDAR MEUS CONHECIMENTOS SOBRE ESTE ASSUNTO E COM CERTEZA ENCONTREI UMA BOA FONTE DE INFORMAÇÕES NA PESSOA DE Dr WANDRICK.
PARABÉNS!!!!!!

Voltaire Fraga de Holanda

Natal - Rio Grande do Norte - Instituições governamentais
postado em 13/04/2013


Excelente matéria postada, continue nos enviando para aprimorararmos nossos conhecimento.






marconideoliveiracosta

Nova Russas - Ceará - medico
postado em 05/04/2014

Sou apaixonado,por carneiros e bodes principalmente dorper eboer.Estou iniciando uma atividade,exelentes informaçoes.Grande Abraço-.

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