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Você está em: Cadeia Produtiva > Espaço Aberto

Agronegócio sem marketing, não é bom negócio

Por José Luiz Tejon Megido
postado em 31/07/2009

2 comentários
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A percepção do valor é tudo, ou quase tudo. No passado só tínhamos alimentos naturais. As casas tiravam dos quintais as verduras, as galinhas e os ovos. Na propriedade rural se resolvia quase tudo. O mundo saiu do bilhão de habitantes do século XIX para os atuais 6 bilhões e seiscentos milhões e caminha célere para 9 bilhões de pessoas em 2050.

A revolução verde veio e revolucionou : temos hoje mais de 2 bilhões de toneladas de grãos. A engenharia genética, os fertilizantes, defensivos, os estimuladores de crescimento. Os processos mudaram. Do plantio tradicional para o plantio direto. E tudo isso vem cercado cada vez mais do valor e da percepção dos consumidores e dos clientes ao longo de toda cadeia do agronegócio. O café colombiano não é somente mais um café, é o puro das montanhas, do camponês Juan Valdez.

Mais de 1 bilhão de dólares investidos na visibilidade e percepção dos consumidores com ações publicitárias inteligentes. O Café do cerrado, marca Santos já foi bebido por mim mesmo num restaurante italiano em Roma por 16 euros ( e com muito orgulho competitivo - o primeiro, o mais caro do "menu"). A agricultura orgânica e bio dinâmica (do filósofo alemão Rudolf Steiner), cresce a níveis de 20/30% ao ano. O Brasil é o terceiro maior do mundo nesta segmentação. A agricultura certificada veio para colocar a produção das " commodities " numa nova lógica consumidora : a origem das matérias primas faz a diferença.

O agronegócio mudou: agronegócio sem marketing, com certeza; não é bom negócio.

Estamos todos nos negócios das percepções versus as realidades. Marketing é a síntese.

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José Luiz Tejon Megido    Brasília - Distrito Federal

Mídia especializada/imprensa

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Comentários

Rafael Baggio - Médico Veterinário

Curitiba - Paraná - Produção de ovinos de corte
postado em 31/07/2009

Prezado Jose,

Parabéns pela matéria, excelente. Você foi direto, objetivo e prático.

Faço meus votos que continue publicando nesse site.

Grato

Rafael Rose

Piracicaba - São Paulo - Consultoria/extensão rural
postado em 03/08/2009

A área de marketing no agronegócio sempre me interessou, culminando com meu trabalho sobre planos de marketing da carne ovina, defendido na graduação de Zootecnia pela Unesp de Jaboticabal.

Lendo a matéria fica claro a questão sobre a cultura do brasileiro de deixar de mostrar ao mundo e ao mercado suas potencialidades, o que fazemos de melhor, a nossa qualidade agropecuária, nossa liderança em produção de alimentos e, nesse intervalo, outros paises, outras corporações, outras marcas, tomam esses postos que poderiam ser nossos atraves de ações de marketing e quase sempre com produtos que não são melhores que os produzidos por aqui.

Mas parece que essa mentalidade cultural de "preferir não se expor", esta mudando aos poucos. Talvez a crise internacional tenha efeito na necessidade de ampliar mercado e vislumbrar lucros onde antes não se cojitavam essas ações.

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