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Caracterização do trânsito interestadual de ovinos originados do Estado da Bahia no período de 2004 e 2008

Por Márcio Santos Batista , Eliane Silva Sampaio e Antonio Lemos Maia Neto
postado em 11/07/2011

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Introdução

A ovinocultura está em franco crescimento no Brasil, despontando como importante atividade econômica. Nesse contexto, o Estado da Bahia destaca-se como principal fornecedor de ovinos para os demais Estados da Federação, devido, entre outros fatores, à Certificação Internacional de Livre de Febre Aftosa com Vacinação obtida pela Bahia no ano de 2001, e ao expressivo rebanho ovino do Estado com 2.672.868 cabeças (IBGE 2006). O trânsito é um dos principais disseminadores de doenças infectocontagiosas entre os animais.

O seu controle, juntamente com a vigilância epidemiológica ativa, favorece a prevenção e diminuição de doenças que requerem um vasto conhecimento de sua ocorrência, assim como sua distribuição no tempo e espaço. O conhecimento de destino, origem, sazonalidade, fluxo é necessário ao desenvolvimento de estratégias para o seu controle. Assim, decidiu-se estudar, sob o ponto de vista epidemiológico e sanitário o trânsito interestadual de ovinos oriundos do Estado da Bahia.

Metodologia

Foram utilizadas informações dos registros mensais do quantitativo de ovinos movimentados para cria, recria e abate consolidado a partir dos relatórios fornecidos pelas Coordenadorias Regionais da ADAB, com base na emissão das Guias de Trânsito Animal no período de 2004 a 2008. Os dados supracitados foram tabulados em planilha de Excel e utilizados para a elaboração de gráficos descritivos.

Resultados

Dos cinco anos pesquisados, observou-se o crescimento significativo da saída de ovinos para diversos Estados da Federação sendo que a maior parte do trânsito teve como finalidade cria e recria, reflexo do desenvolvimento por que vem passando a ovinocultura do país (Gráficos 1 e 2). Verificou-se uma variação entre os Estados de destino, de modo que no último ano estudado destacaram-se os Estados de Pernambuco, São Paulo e Sergipe (Gráficos 3 a 7), enquanto as principais origens foram as regiões de Juazeiro, Ribeira do Pombal e Paulo Afonso (Gráfico 8). Os meses que tiveram maior saída de animais foram abril, maio, junho, julho, outubro e dezembro (Gráfico 9 e 10).

Gráfico 1 e 2 - Egresso total e por finalidade do trânsito de Ovinos no Estado da Bahia entre os anos.



Gráfico 3 e 4 - Estados que receberam ovinos originados da Bahia nos anos de 2004 e 2005.



Gráfico 5 e 6 - Estados que receberam ovinos originados da Bahia nos anos de 2006 e 2007.



Gráfico 7 - Estados que receberam ovinos originados da Bahia no ano de 2008.



Gráfico 8 - Regiões Fornecedoras de Ovinos de 2004 a 2008.



Gráfico 9 - Trânsito interestadual mensal para abate oriundo da Bahia entre os anos de 2004 a 2008.



Gráfico 10 - Trânsito interestadual mensal destinado a cria/recria/reprodução oriundo da Bahia.



Conclusão

Com a realização do presente estudo o Serviço Oficial de Defesa Agropecuária do País passa a dispor de uma ampla base de dados sobre o trânsito interestadual de ovinos.

Esse conhecimento, por sua vez, representa importante instrumento de subsídios para o fortalecimento dos sistemas de vigilância sanitária e epidemiológica dos Estados da Federação, ao evidenciar os principais destinos do trânsito de ovinos no país tendo como origem o Estado da Bahia, assim como sua variação ao longo do ano e as principais regiões fornecedoras no Estado, entre os anos de 2004 a 2008.

Considerando o crescimento ascendente da movimentação de ovinos observado nos últimos anos e o fato desses animais não serem vacinados dentro da estratégia de erradicação da Febre Aftosa no país, embora sejam susceptíveis à doença, o efetivo controle do trânsito dessa espécie passa a ser essencial para preservação e evolução do status sanitário do País, sobretudo para a Região Nordeste.

Agradecimento

Aos Médicos Veterinários da ADAB: Dr. Rui Leal, Dr. Iram Ferrão, Dr. Antônio Valentim e Dr. Jorge Ribas.

Referências bibliográficas

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