Fechar
Receba nossa newsletter

É só se cadastrar! Você recebe em primeira mão os links para todo o conteúdo publicado, além de outras novidades, diretamente em seu e-mail. E é de graça.

Você está em: Cadeia Produtiva > Espaço Aberto

Dorper: a raça ovina sul-africana como opção no cruzamento industrial - Parte II de II

Por Rafael Cedric Möller Meneghini
postado em 24/02/2011

12 comentários
Aumentar tamanho do texto Diminuir tamanho do texto Imprimir conteúdo da página

 

Dorper: a raça ovina sul-africana como opção no cruzamento industrial - Parte I de II

O Dorper no cruzamento com raças nativas brasileiras

A qualidade da carne, a homogeneidade e padronização de cordeiros para abate são exigências do mercado consumidor atual. Nos frigoríficos de ovinos, não é novidade observarmos que os mesmos possuem preferência por animais de raças especializadas em produção de carne ou por suas cruzas. Tais animais são frequentemente mais valorizados do que, por exemplo, os Santa Inês.

A raça Santa Inês, apesar de suas vantagens reprodutivas (ausência de estacionalidade) e de sua maior resistência à verminose (Amarante, 1997; Amarante et al., 2004), em comparação às raças lanadas apresenta menor ritmo de crescimento e pior conformação de carcaça (Furusho Garcia et al., 2000; Furusho Garcia et al., 2004). Por esta razão, como forma de aumentar a produtividade de seus rebanhos e ao mesmo tempo atender as exigências do mercado, ovinocultores cada vez mais utilizam cruzamentos entre raças lanadas de corte com raças deslanadas locais, a exemplo da Santa Inês.

Tal estratégia possibilita obter na progênie a complementaridade de características desejáveis de diferentes raças através da heterose (Malhado et al., 2009). Logo, recomenda-se a utilização de matrizes Santa Inês e machos reprodutores de raças especializadas de corte, de forma a promover maior ganho de peso e melhor qualidade da carne de cordeiros. Assim, explora-se a vantagem reprodutiva da matriz Santa Inês e o ganho de peso mais elevado das raças lanadas. Ao final, encurta-se o abate e obtém-se produto final mais bem acabado e com maior aceitação no mercado.

Dentre as principais raças de ovinos exploradas para produção de carne nos cruzamentos do Brasil, destacam-se a Suffolk, a Texel e a Ile de France (Cunha et al., 2000; Ribeiro et al., 2009). Todavia, nos últimos anos, é marcante o interesse pela raça Dorper.

O Dorper apresenta crescimento acelerado, carcaça de boa conformação, precocidade sexual, sobrevivência de crias de 90%, rendimentos de carcaça de 48,8 a 52,6% e prolificidade (no de animais nascidos/matriz parida) de 1,4 (Souza e Leite, 2000). Estes mesmos autores observaram os seguintes pesos em machos e fêmeas da raça Dorper, respectivamente: 5,0 e 4,7 kg ao nascimento e 36,2 e 32,4 kg aos 90 dias de idade (desmame), bem como ganho médio diário (GMD) de 346,6 e 307,7 g. Fêmeas adultas Dorper chegam atingir entre 60 e 70 kg de peso vivo (PV; Cloete et al., 2000).

Na África do Sul, do período pós-desmame até o abate (100 dias) e em condições de pastagens nativas, cordeiros Dorper apresentaram GMD de 180 g, contra 176 g para Suffolk, 164 g para Corriedale, 158 g para Ile de France e 148 g para a raça Karakul (Cloete et al., 2000).

Já nas condições brasileiras da caatinga nordestina, o peso ao desmame (70 dias) de ovinos ½ Santa Inês + ½ Dorper foi de 17,7 kg e GMD de 176 g. Em confinamento, estes mesmo animais apresentaram GMD de 144, 184 e 234 g quando suplementados com concentrado a níveis de 1,5; 2,5; ou 3,5% do PV, respectivamente (Barros et al., 2005).
Em relação às vantagens do Dorper no cruzamento industrial, recente estudo sobre desempenho em confinamento na Paraíba mostrou que o cruzamento Santa Inês x Dorper não apresentou vantagem em relação aos animais puros Santa Inês. O consumo de matéria seca (1,12 x 1,06 kg/dia), o GMD (281 x 291 g) e o PV final (30,6 x 29,5 kg) não diferiram entre o grupo cruzado e puro, respectivamente. Entretanto, a conversão alimentar (kg matéria seca ingerida/kg ganho), mesmo não diferindo estatisticamente, foi menor para o grupo Santa Inês x Dorper (3,69) do que para o Santa Inês puro (4,06), o que possibilitou uma maior margem bruta (US$/animal) para o grupo cruzado (Cartaxo et al., 2008). Apesar do reconhecido rápido crescimento da raça Dorper, o que este estudo permite concluir é que animais Santa Inês com bom mérito genético podem apresentar desempenhos semelhantes ao Dorper. Da mesma forma, surge a dúvida quanto ao mérito genético dos animais Dorper utilizados neste experimento.

Em contrapartida, o cruzamento Santa Inês x Dorper apresenta certas vantagens quanto à conformação e qualidade da carcaça. Embora não tenha havido diferenças significativas no rendimento de carcaça e nas perdas por resfriamento, animais Santa Inês apresentaram maior quantidade de gordura interna (somatório das gorduras renal, inguinal e pélvica) do que os animais cruzados. Da mesma forma, para animais abatidos com 31 kg de PV foi observado que os indivíduos cruzados apresentaram maior espessura de gordura subcutânea e carcaças mais bem acabadas do que os animais Santa Inês puros (Cartaxo et al., 2009).

No entanto, esta rápida deposição de gordura na carcaça também pode resultar em prejuízos. Cloete et al. (2007) apontaram como limitação da raça Dorper a deposição precoce de gordura na carcaça. Na altura da 13ª costela (25 mm de distância da linha mediana da coluna vertebral), carcaças de cordeiros Dorper abatidos com 43 kg apresentaram 2,16 ± 0,13 mm de gordura, valor superior às espessuras de gordura dos mestiços ½ Ile de France + ½ Dorper (1,68 ± 0,16 mm), ½ SA Mutton Merino + ½ Dorper (1,76 ± 0,18 mm) e ½ Merino Landsheep + ½Dorper (1,62 ± 0,18 mm; Cloete et al., 2007).

Animais que depositam gordura precocemente acabam por ter maior exigência de energia, uma vez que para a síntese e depósito de gordura é necessária maior quantidade de energia. Como conclusão, aparentemente animais Dorper podem ser abatidos com menor PV, já que suas carcaças possuiriam quantidade suficiente de gordura.

Quando se considerada o cruzamento da raça Dorper com outras raças oriundas do Brasil, verificou-se crescimento bem mais acelerado para as cruzas Dorper x Santa Inês do que para as cruzas Dorper x Morada Nova ou Dorper x Rabo Largo (Carneiro et al., 2007). Resultados superiores para animais Santa Inês também já foram observados por outros autores. Ganho médio diário de 200, 156 e 143 g foram obtidos para cruzamentos ½ Dorper + ½ Santa Inês, ½ Dorper + ½ Morada Nova e ½ Dorper + ½ Rabo Largo, respectivamente, o que evidencia mais uma vez a superioridade da raça Santa Inês frente a outras raças brasileiras (Malhado et al., 2009).

Observa-se em resultados de pesquisa (Cloete et al., 2000) e também na prática que cordeiros Dorper são desmamados com elevado PV, sendo isto atribuído à boa habilidade materna de matrizes Dorper. Para confirmar essa ideia, dados ainda não publicados de Meneghini et al. mostraram que o leite de ovelhas ½ Dorper + ½ Santa Inês possuiu maior teor de gordura que o de ovelhas ½ Texel + ½ Santa Inês (10% x 7,7%, respectivamente). Como consequência, o teor de sólidos totais no leite de ovelhas ½ Dorper + ½ Santa Inês (20,2%) também superou o do leite de ovelhas ½ Texel + ½ Santa Inês (17,9%). Adicionalmente, a produção de leite corrigida para gordura obtida num intervalo de três horas das ovelhas ½ Dorper + ½ Santa Inês (293 ± 20,6 g) foi maior do que a produção das ovelhas ½ Ile de France + ½ Santa Inês (199 ± 25,1 g). Ao comparar o consumo de matéria seca dessas ovelhas mestiças, não foram observadas diferenças (CMS = 2,02 kg/dia). Logo, estes resultados permitiram a conclusão de que as ovelhas ½ Dorper + ½ Santa Inês possuíram maior eficiência de produção de componentes do leite do que as outras ovelhas mestiças acima citadas.

Em contrapartida, quando as ovelhas ½ Dorper + ½ Santa Inês foram comparadas às ovelhas Santa Inês puras, estas apresentaram maior consumo de matéria seca (3,5% do PV) do que as ovelhas ½ Dorper + ½ Santa Inês (2,9% do PV), sendo que a produção e a composição do leite de ambos os grupos foram semelhantes. Concluiu-se, da mesma forma, que as ovelhas ½ Dorper + ½ Santa Inês foram mais eficientes que as ovelhas Santa Inês puras na produção de leite, pois consumiram menor quantidade de alimento sob mesma produção e composição de leite (Meneghini, 2010).

Além de ganhos em desempenho, uma ótima notícia a favor dos cruzamentos é a informação de que animais Santa Inês cruzados com raças especializadas para produção de carne (Suffolk, Texel, Ile de France ou Dorper) apresentaram satisfatória resistência à verminose quando comparados aos animais Santa Inês puros. Segundo os autores, o cruzamento permitiu que parte da resistência à verminose atribuída à raça Santa Inês fosse transferida aos animais cruzados. Entre os cruzamentos, os resultados indicam que os animais Santa Inês x Texel foram os que mais sofreram os efeitos da verminose. Os animais Dorper, por sua vez, apresentaram resultados intermediários em relação aos outros grupos genéticos (Amarante et al., 2009).

Conclusão

A raça Dorper apresenta-se como ótima opção para o cruzamento com raças que possuem menor taxa de ganho de peso e pior conformação e qualidade de carcaça (ex: Santa Inês). A não estacionalidade reprodutiva permite que, inclusive, fêmeas Dorper sejam usadas no sistema de criação. Todavia, devido à grande procura, o custo da aquisição de reprodutores é atualmente elevado, sendo que este fator deve ser minuciosamente avaliado pelo produtor. A escolha de uma nova raça nunca deve ser encarada como solução definitiva para os baixos índices zootécnicos de uma propriedade.

É sempre importante ter em mente que os fatores relacionados à nutrição, sanidade e manejo imperam sobre a escolha desta ou aquela raça. Estes fatores não devem ser menosprezados, mesmo ao se trabalhar com a raça Dorper, reconhecida por ter sido desenvolvida sob condições adversas de ambiente.

É como o dito popular: "A raça ovina pode ser comparada a um carro de corrida. Somente em pista apropriada é que um "Fórmula 1" poderá atingir a velocidade máxima para a qual ele foi projetado".

Referências bibliográficas

Amarante, A. F. T.; Bagnola Jr., J.; Amarante, M. R. V.; Barbosa, M. A. Host specificity of sheep and cattle nematodes in São Paulo state, Brazil. Veterinary Parasitology, v. 73, n. 1, p. 89-104, 1997.

Amarante, A. F. T.; Bricarello, P. A.; Rocha, R. A.; Gennari, S. M. Resistance of Santa Ines, Suffolk and Ile de France sheep to naturally acquired gastrointestinal nematode infections. Veterinary Parasitology, v. 120, n. 1, p. 91-106, 2004.

Amarante, A. F. T.; Susin, I.; Rocha, R. A.; Silva, M. B.; Mendes, C. Q.; Pires, A. V. Resistance of Santa Ines and crossbred ewes to naturally acquired gastrointestinal nematode infections. Veterinary Parasitology, v. 165, p. 273-280, 2009.

Barros, N. N.; Vasconcelos, V. R.; Wander, A. E.; Araújo, M. R. A. Eficiência bioeconômica de cordeiros F1 Dorper x Santa Inês para produção de carne. Pesquisa Agropecuária Brasileira, v. 40, n. 8, p. 825-831, 2005.

Brand, T. S. Grazing behaviour and diet selection by Dorper sheep. Small Ruminant Research, v. 36, p. 147-158, 2000.
Carneiro, P. L. S.; Malhado, C. H. M.; Souza Jr., A. A. O.; Silva, A. G. S.; Santos, F. N.; Santos, P. F.; Paiva, S. R. Desenvolvimento ponderal e diversidade fenotípica entre cruzamentos de ovinos Dorper com raças locais. Pesquisa Agropecuária Brasileira, v. 42, n. 7, p. 991-998, 2007.

Cartaxo, F. Q.; Souza, W. H. Cezar, M. F.; Gonzaga Neto, S.; Cunha, M. G. G. Efeitos do genótipo e da condição corporal sobre o desempenho de cordeiros terminados em confinamento. Revista Brasileira de Zootecnia, v. 37, n. 8, p. 1483-1489, 2008.

Cartaxo, F. Q.; Cezar, M. F.; Sousa, W. H.; Neto, S. G.; Pereira Filho, J. M. P.; Cunha, M. G. G. Características quantitativas da carcaça de cordeiros terminados em confinamento e abatidos em diferentes condições corporais. Revista Brasileira de Zootecnia, v. 38, n. 4, p. 697-704, 2009.

Cezar, M. F.; Souza, B. B.; Souza, W. H.; Pimenta Filho, E. C.; Tavares, G. P.; Medeiros, G. X. Avaliação de parâmetros fisiológicos de ovinos Dorper, Santa Inês e seus mestiços perante condições climáticas do trópico semi-árido nordestino. Ciência e Agrotecnologia, v. 28, n. 3, p. 614-620, 2004.

Cloete, J. J. E.; Cloete, S. W. P.; Olivier, J. J.; Hoffman L. C. Terminal crossbreeding of Dorper ewes to Ile de France, Merino Landsheep, and SA Mutton Merino sires: ewe production and lamb performance. Small Ruminant Research, v. 69, p. 28-35, 2007.

Cloete, S. W. P.; Synman, M. A.; Herselman, M. J. Productive performance of Dorper sheep. Small Ruminant Research, v. 36, p. 119-135, 2000.

Coelho, L. A.; Rodrigues, P. A.; Nonaka, K. O.; Sasa, A.; Balieiro, J. C. C.; Vicente, W. R. R.; Cipolla-Neto, J. Annual pattern of plasma melatonin and progesterone concentrations in hair and wool ewe lambs kept under natural photoperiod at lower latitudes in the southern hemisphere. Journal of Pineal Research, v. 41, p. 101-107, 2006.

Cunha, E. A.; Santos, L. E.; Bueno, M. S.; Roda, D. S.; Leinz, F. F.; Rodrigues, C. F. C. Utilização de carneiros de raça de corte para obtenção de cordeiros precoces para abate em plantéis produtores de lã. Revista Brasileira de Zootecnia, v. 29, p. 243-252, 2000.

Elias, E.; Cohen, D.; Dayenoff, P. Characteristics and indices of reproduction in Dorper sheep. Journal of the South African Veterinary Association, v. 56, n. 3, p. 127-130, 1985.

Furusho-Garcia, I. F.; Perez, J. R. O.; Oliveira, M. V. Características de Carcaça de Cordeiros Texel x Bergamácia, Texel x Santa Inês e Santa Inês Puros, Terminados em Confinamento, com Casca de Café como Parte da Dieta. Revista Brasileira de Zootecnia, v. 29, n. 1, p. 253-260, 2000.

Furusho-Garcia, I. F.; Perez, J. R. O.; Bonagurio, S.; Assis, R. M.; Pedreira, B. C.; Souza, X. R. Desempenho de cordeiros Santa Inês puros e cruzas Santa Inês com Texel, Ile de France e Bergamácia. Revista Brasileira de Zootecnia, v. 33, n. 6, p. 1591-1603, 2004.

Malhado, C. H. M.; Carneiro, P. L. S.; Affonso, P. R. A. M.; Souza Jr.., A. A. O.; Sarmento, J. L. R. Growth curves in Dorper sheep crossed with the local Brazilian breeds, Morada Nova, Rabo Largo, and Santa Inês. Small Ruminant Research, v. 84, p. 16-21, 2009.

Meneghini, R. C. M.; Produção de leite de ovelhas da raça Santa Inês e mestiças F1 e desempenho de suas progênies resultantes do cruzamento com carneiros da raça Dorper. 2010. 96 p. Dissertação (Mestrado em Ciências) - Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz", Universidade de São Paulo, Piracicaba, 2010.
Milne, C.; The history of the Dorper sheep. Small Ruminant Research, n. 36, p. 99-102, 2000.

Ribeiro, E. L. A.; Oliveira, H. C.; Castro, F. A. B.; Mizubuti, I. Y.; Silva; L. D. F.; Barbosa, M. A. A. F. Desempenho em confinamento e componentes do peso vivo de cordeiros mestiços de três grupos genéticos. Ciência Rural, v. 39, n. 7, p. 2162-2168, 2009.

Sasa, A.; Teston, D. C.; Rodrigues, P. A.; Coelho, L. A.; Schalch, E. Concentrações plasmáticas de progesterona em borregas lanadas e deslanadas no período de abril a novembro, no Estado de São Paulo. Revista Brasileira de Zootecnia, v. 31, n. 3, p. 1150-1156, 2002.

Sousa, W. H.; Leite, P. R. M. Ovinos de corte: a raça Dorper. João Pessoa: Emepa-PB, 2000. 75p.

Avalie esse conteúdo: (5 estrelas)

Comentários

Andressa Natel

Barueri - São Paulo - Pesquisa/ensino
postado em 24/02/2011

Caro Rafael,

Assim, como a primeira parte, apreciei muito a continuação. Parabenizo pelo o artigo na integra, conheço a seriedade do seu trabalho dentro e fora da academia, portanto, fique certo que nenhum dado científico é besteira, não importa se o resultado é satisfatório ou não, são as pesquisas que respondem as dúvidas do senso comum.

Atenciosamente.
Andressa

CABANHA ÁRABE - OVINOS DA AMAZÔNIA

Santa Isabel do Pará - Pará - PECUARIA OVINOS E JUMENTOS JERICÓ
postado em 14/09/2011

A raça Santa Inês aqui no Para não apresentam resistência a verminose pelo contrario 90 porcento das mortes. Esta raça muito importante hoje pelo valor mais barato para ser usada em cruzamentos assim melhorar a qualidade da carne, diminui o odor característica desta raça.
Aconselho o cruzamento com o TEXEL por não possuir sangue SOMALIS como e o caso da raça DORPER que diminui a rapidez do crescimento não melhorando a qualidade da carne obrigando o consumo de borregos ate os seis meses.
Todos animais de origem da Africa do Sul são indicados para o semi-árido brasileiro com umidade ate 40 porcento. Para criar ovinos conheça seu solo e seu clima para escolher a raça correta para poder ter sucesso na criação.
  

LUIZ CARLOS G COSTA

Barueri - São Paulo - Produção de ovinos de corte
postado em 17/01/2012

ESTOU A PROCURA DE MAIORES INFORMAÇOES SOBRE CRIAÇAO DE OVINOS POIS PRETENDO COMEÇAR A CRIA-LOS PARA CORTE GRATO

gabriel silva alves

São Sebastião do Passé - Bahia - Produção de ovinos de corte
postado em 21/11/2012

tenho pensando muito nisso, adquiri ovinos dorpler mais penso em trocar meu reprodutor por texel, o grande problema é adaptabilidade do mesmoproximo ao liroral da bahia- salvador.
O cruzamento do santan inês x dorpler e santa inês x texell qual deles obtiveram maior ganho de peso e carcaça?
CABANA ÁRABE, qual foi o melhor resultado?
grato
gabriel

agilson santos de oliveira

Capim Grosso - Bahia - Produção de ovinos
postado em 22/11/2012

Dr. Rafael qual  a melho idade de borrego para se  confinar ? e a raça de melho ganho de peso para a regiao Nordeste?

Gustavo F. R Costa

Pitangueiras - São Paulo - Produção de ovinos de corte
postado em 11/06/2013

Vocês tem informações sobre cruzamento de dorper com Suffolk?
Obrigado.

Gustavo

Alfredo

Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Produção de ovinos
postado em 15/06/2013

Dr., obrigado pelas boas informações. Alguém sabe aonde posso pegar cotacoes oficiais de cada estado? Obrigado.

Rafael Cedric Möller Meneghini

Piracicaba - São Paulo - Pesquisa/ensino
postado em 17/06/2013

Prezados leitores,

obrigado pelos comentários!

Segue minha dissertação de mestrado para consulta mais detalhada.

Atenciosamente,

Rafael Meneghini

Chico Freiras

Quixeré - Ceará - Produção de ovinos de corte
postado em 16/08/2013

vou começar a cria ovinos agora, queria começar com um reprodutor Dorper, e matriz santa Inês. O que vocês me aconselha?

Rafael Cedric Möller Meneghini

Piracicaba - São Paulo - Pesquisa/ensino
postado em 17/08/2013

Prezado Chico Freiras,

se o senhor quiser sempre manter matrizes Santa Inês puras no rebanho para cruzarem com o carneiro Dorper, aconselho ter reprodutor Santa Inês puro para a reprodução de matrizes Santa Inês puras para reposição do rebanho.

Faça um planejamento de evolução de rebanho considerando que você trabalhará com fêmeas F1 (1/2 Dorper : 1/2 Santa Inês) e fêmeas Santa Inês puras após a primeira estação de monta.

Atenciosamente,

Rafael Meneghini

Walter Heck Gotz

Vargem - Santa Catarina - Pesquisa/ensino
postado em 30/01/2014

Dorper e frios extremos da serra catarinense. Pelo local de seleção acredito que a minha região não dará condições para a raça expressar todo seu potencial genético.
Se alguêm tiver algum relato ou experiência erá muito bem vindo!

Abraços

Michele Freitas

Jundiaí - São Paulo - Produção de ovinos de corte
postado em 14/05/2014

Boa noite, gostaria de saber se tem algum estudo com o cruzamento Dorper x suffolk para fins de corte. Obrigada.

Quer receber os próximos comentários desse artigo em seu e-mail?

Receber os próximos comentários em meu e-mail

Envie seu comentário:

3000 caracteres restantes


Enviar comentário
Todos os comentários são moderados pela equipe FarmPoint, e as opiniões aqui expressas são de responsabilidade exclusiva dos leitores. Contamos com sua colaboração. Obrigado.

Copyright © 2000 - 2014 AgriPoint Consultoria Ltda. - Todos os direitos reservados

O conteúdo deste site não pode ser copiado, reproduzido ou transmitido sem o consentimento expresso da AgriPoint.

Consulte nossa Política de privacidade