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Apesar da recuperação no 2º semestre, Brasil importa 11,5% menos carne ovina do Uruguai em 2010

postado em 19/01/2011

5 comentários
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No ano de 2010, o Brasil importou do Uruguai 11,5% menos carne ovina comparado a 2009, totalizando 5,9 mil toneladas. Em 2008, o Brasil importou 7,7 mil toneladas (crescimento de 8,8% frente a 2007) e 6,7 mil toneladas em 2009, queda de 12,8% frente a 2008.

Gráfico 1 - Quantidade de carne ovina importada do Uruguai pelo Brasil entre 2008 e 2010 x variação (%). Dados do MDIC, elaboração FarmPoint.

Clique na imagem para ampliá-la.

No ano passado, as maiores importações ocorreram no mês de dezembro (1,1 mil toneladas) e no mês de novembro (0,87 mil toneladas). Esse fato pode ser explicado pela aumento da demanda devido às festas de final de ano.

Gráfico 2 - Quantidade de carne ovina importada do Uruguai em 2010 pelo Brasil x variação (%). Dados do MDIC, elaboração FarmPoint.

Clique na imagem para ampliá-la.

No 1º semestre de 2010, a queda nas importações foi acentuada. Comparando com o 1º semestre de 2009, as importações diminuíram 40,5%. Já no 2º semestre, as importações se recuperaram, crescendo 136% frente ao 1º semestre, totalizando 4,1 mil toneladas.

Em 2010, o cenário da ovinocultura uruguaia mudou. Além de abrir novos mercados, o ano fechou com uma redução média nos abates de 41%. Os abates industriais totalizaram 1,25 milhão de cabeças, 880 mil a menos frente a 2009. Problemas climáticos reduziram o rebanho de ovinos no Uruguai e mudanças no trâmite para liberação das importações prejudicaram os negócios entre Brasil e Uruguai.

Devido à baixa oferta de carne ovina no mercado brasileiro e a constante demanda, em 2010 o Brasil buscou outra alternativa - aumentar as importações de carne ovina provenientes da Argentina. A grande maioria da carne ovina oriunda da Argentina para o Brasil é não desossada e congelada e desossada e congelada. Uma pequena parcela enviada é de carcaças e meias carcaças de cordeiro congeladas.

Gráfico 3 - Quantidade de carne ovina argentina importada pelo Brasil de 2008 a 2010. Dados do MDIC, elaboração FarmPoint.



Valores Uruguai

Em 2010, o valor médio da carne ovina não desossada e congelada cresceu 68% frente a 2009. A média do preço do quilo custou US$ (FOB) 5,00 e em 2009, a média do preço pago foi de US$ (FOB) 2,98.

Gráfico 4 - Valores mensais do kg de carne ovina não desossada de 2009 e 2010. (FOB - "Free on board" - o preço do frete não faz parte do orçamento do fornecedor).

Clique na imagem para ampliá-la.

O valor médio da carne ovina desossada e congelada também apresentou crescimento comparado a 2009, de 57,8%. Em 2010 o quilo da carne custou em média US$ (FOB) 6,62 e em 2009, US$ (FOB) 4,20. O mês de dezembro registrou o maior valor, de US$ (FOB) 8,26.

Gráfico 5 - Valores mensais do kg de carne ovina desossada e congelada de 2009 e 2010.

Clique na imagem para ampliá-la.

Argentina

Os valores de carne ovina argentina importada também cresceram. Em 2009, o quilo da carne ovina não desossada e congelada custou US$ (FOB) 2,97 e no ano passado custou US$ (FOB) 3,66, crescimento de 23,3%. O valor da carne ovina desossada e congelada cresceu 25,8% no mesmo período.

Raquel Maria Cury Rodrigues, com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

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Comentários

Paulo de Tarso dos Santos Martins

Várzea Grande - Mato Grosso - Consultoria/extensão rural
postado em 19/01/2011

Caríssima Raquel, informações claras e objetivas, parabéns mais uma vez e grato pela qualidade da comunicação.

Raquel Maria Cury Pereira

Piracicaba - São Paulo - Mídia especializada/imprensa
FarmPoint - postado em 20/01/2011

Muito obrigado Paulo! Espero que essas análises estejam contribuindo na tomada de algumas decisões. Estou elaborando esta análise mensalmente através dos dados do MDIC. Um abraço e obrigado pela contribuição!

EDUARDO PICCOLI MACHADO

Alegrete - Rio Grande do Sul - Produção de ovinos de lã
postado em 20/01/2011

Prezada Raquel.

No ano agrícola JUL2008/JUN2009, no Uruguai, o rendimento médio nos abates de ovinos foi o seguinte:

Ovelhas: 43,74%
Capões: 45,43%
Borregos: 44,15%
Cordeiros: 44,95%
Carneiros: 45,93%

No ano agrícola JUL2009/JUN2010, o seguinte:

Ovelhas: 42,23%
Capões: 46,00%
Borregos: 44,90%
Cordeiros: 45,37%
Carneiros: 46,11%

(Fonte INAC)


Existe algum dado ou estudo, hoje, sobre o rendimento médio das carcaça dos ovinos abatidos no Brasil? Como tenho visto no site muitas considerações sobre o preço da carne, entendo ser muito importante o produtor saber destes dados, já que influem diretamente na formação do preço.

Obrigado

Raquel Maria Cury Pereira

Piracicaba - São Paulo - Mídia especializada/imprensa
FarmPoint - postado em 20/01/2011

Olá Eduardo, boa tarde. Obrigado pela participação. Pois bem, desconheço qualquer material que trate do rendimento médio das carcaças dos ovinos abatidos no Brasil (não conheço nada sobre bovinos também). Creio que esses valores realmente ajudariam e influenciaram na formação do preço. Posso tentar realizar uma pesquisa informal na próxima vez que eu ligar para os frigoríficos para termos uma breve média, o que você acha? Abraços! Raquel

EDUARDO PICCOLI MACHADO

Alegrete - Rio Grande do Sul - Produção de ovinos de lã
postado em 20/01/2011

Esta pesquisa seria muito interesante. E já te indico. No RS quem está abatendo em grande escala é MARFRIG unidade de Mato Leitão. Ai para cima eu não conheço.
Abraços

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