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Expointer: faturamento de ovinos é recorde e Paulo Schwab entrega à Lula reivindicações do setor

postado em 08/09/2010

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O faturamento ovino da Expointer bateu recorde. O valor total arrecadado foi de R$ 836,438 mil com a venda total de 255 exemplares. A raça que obteve o maior faturamento foi a Texel, totalizando R$ 352,740 mil com a venda de 90 animais e em segundo foi a Suffolk com R$ 178,470 mil para 49 exemplares. Para o presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Ovinos, ARCO, Paulo Schwab, este resultado é o reflexo do excelente momento que vive a ovinocultura no estado e em todo o País, onde os investimentos em genética continuam aquecidos. "Também embasados no fator preço do cordeiro que hoje está em R$ 11,00 a carcaça", ressalta.

Schwab afirma que esta edição da feira foi marcada por fatos importantes para a ARCO e os ovinos. Ele cita a reeleição da atual diretoria para um mandato de mais dois anos, a realização da rodada de negócios entre produtores, indústria de processamento de carne e varejo, a reunião da Câmara Setorial Nacional da Ovinocaprinocultura, o lançamento da unidade móvel "O Borregão" de atendimento aos criadores, e, principalmente, a entrega de um documento para o Presidente Lula, contendo reivindicações do setor. "Não poderia ter sido melhor", salienta. O documento com as reivindicações para apoio ao agronegócio da ovinocultura pede recursos para os quatro principais negócios da atividade, a lã, a pele, o leite e a carne. Schwab pode acompanhar o presidente explicando um pouco de cada raça que estava na feira. Segundo ele, Lula acompanhou atentamente e pediu para um assessor marcar um novo encontro com a ARCO para debater os assuntos listados nas reivindicações. Confira o documento na íntegra:

Prezado Presidente

O Agronegócio da Ovinocultura no Brasil mobiliza mais de um milhão de propriedades rurais no País, gerando pelo menos 500 mil empregos diretos e, no mínimo, o triplo em empregos indiretos. Grande parte destas propriedades são de médios e pequenos produtores que lutam diariamente para se manter no negócio e manter um setor que é de extrema importância para a pecuária brasileira. Segundo o IBGE o rebanho brasileiro tem hoje cerca de 16 milhões de cabeças, tendo sido há 20 anos atrás, de quase 24 milhões de cabeças.

Este setor está alicerçado hoje em quatro importantes negócios, a saber: a produção de lã para vestuário e uso industrial, a carne, o leite e a pele. O aumento de interesse em consumir a carne ovina bem como destes outros produtos está trazendo a necessidade de novos investimentos e programas de apoio à atividade. É sabido que o Brasil tem terras e potencial para gerar este alimento e todos os produtos a ponto de exportá-los aos mais diversos países, algo que não podemos fazer hoje pelo pequeno rebanho que temos. Mas efetivamente, nosso setor precisa de políticas mais pró ativas por parte do governo a fim de alavancarmos a ovinocultura para um patamar diferente do que estamos hoje.

Precisamos de recursos destinados ao setor de fiscalização sanitária para diminuir o mais breve possível o volume de abates sem fiscalização que hoje beira aos 90% do que é abatido no Brasil. Recursos destinados a reestruturação da extensão rural a fim de apoiar os produtores, de todos os tamanhos, a reaprenderem a trabalhar com a ovinocultura. A realização de programas de incentivo à produção de leite ovino, destinados ao consumo humano; A estruturação de um programa de produção de pele ovina, que serve diretamente à produção de calçados masculinos, exportados para diversos países, gerando divisas e empregos; A reativação da produção de lã, produto com usos diversos, principalmente vestuário e que hoje alcança valores significativos no mercado internacional.

E a um programa de aumento do rebanho de ovinos, para possibilitar à população em geral, o consumo de mais uma proteína vermelha. Pensamos em tudo isto, Sr. Presidente projetando também a necessidade de o Brasil estar pronto para oferecer todos estes produtos, em quantidade suficiente para atender à enorme demanda que teremos dentro de quatro anos, quando o País sediará a Copa do Mundo. Queremos criar um movimento, dentro da ovinocultura brasileira, a ponto de todos os turistas levarem na sua memória que a ovinocultura e os produtos dela oriundos, feita no Brasil, é a melhor do mundo, e, por consequência, começarem a importá-los.

É por tudo isto, Sr. Presidente, que precisamos unir esforços e precisamos do apoio da Presidência para levarmos adiante a concretização destes objetivos. E temos certeza da sua sensibilidade, pois nossos pleitos são simples, mas que trarão ganhos imensuráveis para esta atividade.

Atenciosamente, Paulo Afonso Schwab


Clique no link abaixo para conferir os dados da Expointer. http://relpdf.procergs.com.br/

As informações são da Assessoria de Imprensa da Associação Brasileira de Criadores de Ovinos (ARCO), adaptadas pela Equipe FarmPoint.

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