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FAO apoia uso de lácteos para melhorar nutrição entre pessoas mais pobres

postado em 03/12/2013

2 comentários
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FAO apoia uso de lácteos para melhorar nutrição entre pessoas mais pobres

Os produtos lácteos têm um importante papel para melhorar os níveis nutricionais entre as pessoas mais pobres do mundo, disse a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO). O consumo de lácteos aumentará em 25% até 2025 no mundo em desenvolvimento, mas os altos custos indicam que aqueles com maiores necessidades nutricionais podem não ter acesso a estes produtos.

“Como parte de uma dieta balanceada, o leite e os derivados lácteos podem ser fontes importantes de energia da dieta, proteína e gordura”, disse a diretora sênior de nutrição e coeditora do livro Milk and Dairy Products in Human Nutrition, Ellen Muehlhoff. “Eles são também ricos em micronutrientes críticos para combater a desnutrição em países em desenvolvimento, onde as dietas das pessoas pobres são frequentemente baseadas em amido ou cereais e têm falta de diversidade”.

O livro pede aos governos para fazer mais subsídios aos produtos lácteos e torná-los disponíveis aos pobres, bem como torná-los mais fáceis de produzir localmente, à medida que seus custos continuam proibitivos.

“A produção de leite de pequena escala é especialmente benéfica para famílias pobres à medida que fornece alimentos e nutrientes e também um rendimento regular”, disse o diretor da indústria pecuária da FAO, Anthony Bennet, que também é coeditor do livro. “Enquanto a agricultura gera pagamentos uma vez ou talvez duas por ano, a produção leiteira é produzida e vendida diariamente, de forma que os pequenos produtores têm dinheiro na mão para as necessidades imediatas de suas famílias, como alimentos, bens familiares, roupas e escola – e isso muda vidas”.

O livro cita outras fontes de leite além da vaca, como búfala, cabra, ovelha, renas, alces, lhama, alpaca, burro, iaque e camelo. “Existe um amplo espaço para o desenvolvimento de outras espécies leiteiras, particularmente cabras, que são mais fáceis de manter do que vacas e aumentam significativamente a acessibilidade à produção leiteira para famílias rurais pobres”, disse Bennett.

O livro sugere que lhamas e alpacas poderiam produzir mais leite na América Latina, que o leite de burra pode ser bom para 2-6% da população alérgica ao leite de vaca, e que o leite de renas e alces é cremoso e rico em gordura e proteína, e com baixo teor de lactose.

O livro sugere que o leite e os derivados lácteos podem ter um papel na prevenção de doenças não comunicáveis relacionadas à dieta, como diabetes tipo 2 e alguns cânceres.

A redução dos efeitos ambientais do setor de lácteos que contribuiu para cerca de 4% das emissões de gases de efeito estufa causadas pelo homem, junto com o aumento da pressão sobre terras e água, são outras questões abordadas no livro. “Produzir, processar e distribuir leite e produtos lácteos, como outros alimentos, afetam o planeta e são necessários esforços para reduzir as emissões de gases de efeito estufa gerados pelo setor”, disse Bennett.

O livro pode ser acessado aqui: http://www.fao.org/docrep/018/i3396e/i3396e.pdf. A reportagem é do http://www.nutraingredients.com, traduzida e adaptada pela Equipe AgriPoint.

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Comentários

darlani porcaro

Muriaé - Minas Gerais - Produção de leite
postado em 03/12/2013

Precisamos urgente de políticas  voltadas para o setor leiteiro, onde o produtor é ajudado a melhorar sua produção , e principalmente , o seu custo não ser maior que sua despeza

Fernando Melgaço

Goiânia - Goiás - Mídia especializada/imprensa
postado em 04/12/2013

Que beleza de artigo e de ilustração - com todas aquelas crianças - que me parecem indianas, tomando leite em copos improvisados, até em garrafas de plásticos cortadas ao meio para que servissem de copo.
O importante é tomar o leite, não importa de que maneira.
Quero parabenizar os dois autores do livro intitulado: "Milk and Dairy Products in Human Nutrition."Um livro como este, escrito por duas autoridades da FAO, com certeza vai dar muita força para que o mais completo alimento do mundo, seja um dia visto como essencial, em especial para as crianças.
Dizem os autores, que até o ano de 2025, o consumo de leite e derivados deve aumentar em 25 por cento, nos países em desenvolvimento mas, que nos países pobres este consumo ainda deverá se pouco, por causa dos altos preços destes alimentos.
Acredito, no entanto, que até o ano 2025, muitos destes países pobres já estarão também em desenvolvimento, porque na verdade todas as regiões do mundo estão em desenvolvimento constante.
Muito bem colocado, aquele trecho que diz que os governos devem fazer de tudo, para que todos tenham acesso ao leite e seus derivados.
Mais uma vez cabe parabenizar todos os governos estaduais que mantêm programa de distribuição gratuita de leites para as populações mais pobres. Estes programas precisam ser incrementados e copiados por todos os Estados da Federação.
Atenciosamente,
Fernando Melgaço.

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