Fechar
Receba nossa newsletter

É só se cadastrar! Você recebe em primeira mão os links para todo o conteúdo publicado, além de outras novidades, diretamente em seu e-mail. E é de graça.

Você está em: Seu Espaço > Espaço Aberto

O dia que os produtores decidiram parar

postado em 31/07/2013

22 comentários
Aumentar tamanho do texto Diminuir tamanho do texto Imprimir conteúdo da página

 

Por José Luiz Tejon Megido*

A princípio muitos não acreditaram e outros ainda, que achavam que comida, bebida, energia, fibras, borracha e mesmo as pitadas do cigarrinho vinham das fábricas, não deram muita importância ao fato. Mas logo nos primeiros dois dias seguintes, a escassez já começava a aparecer, pois os mais informados correram para criar estoques especiais em suas casas, e outros alugaram galpões para lucrar no inevitável mercado da escassez que tomaria conta do planeta nos próximos meses tenebrosos.

Países com capacidade de armazenagem determinaram um plano emergencial de racionalização total dos grãos, dos produtos resfriados e congelados. Alguns dias mais o suprimento de matérias-primas, vegetais e animais, começou a desaparecer e a agroindústria processadora parou, dispensou funcionários.

Os fornecedores de toda cadeia produtiva do agronegócio também pararam. Os insumos não tinham quem comprasse, as máquinas agrícolas estacionaram nos pátios das indústrias, os bancos que imaginaram poder fazer cobranças judiciais dos produtores, foram imediatamente surpreendidos por uma inadimplência instantânea de setores com contas muito mais volumosas do que os produtores.

As grandes tradings, as marcas globais, as gigantescas redes do varejo, as organizações privadas de porte que movimentam intracompany e intercompany cerca de 2/3 do comércio global estavam atônitas e não sabiam o que fazer . O sistema financeiro entrava em colapso. Os países que tem no PIB do agronegócio parte significativa de suas contas entraram imediatamente em colapso político.

O Brasil, economia dependente do agronegócio, que determina o superávit de seu balanço de pagamento e que alavanca toda a riqueza das cidades, foi tomado pelo desespero. Em seguida os macros setores da mineração e do petróleo estancaram suas extrações, os depósitos de diesel, gasolina e etanol ficaram abarrotados, pois o mercado inteiro parou, e porque o produtor parou, o mundo inteiro parou.

O caos, os saques, o crime, bandos de assaltos se organizavam e a polícia, as forças armadas, com um rancho limitado,escolhiam e selecionavam pontos muito específicos de defesa e de tentativa de manutenção de alguma possível ordem. Os religiosos reuniram fiéis, e as orações tomavam conta do planeta. Com o fim da produção rural foram feitas tentativas de grupos armados e de organizações urbanas de tomarem as propriedades rurais e passarem a produzir. Porém, essa ação se mostrou totalmente inócua, pois agropecuária só faz quem sabe, tem dom, vocação, e faz porque aprendeu a fazer,e continua fazendo nem sabendo muito bem por que...os produtores simplesmente fazem.

Na greve geral do campo, no lugar do milho veio mato, com o mato uma primeira rebrota de plantas nascidas dos grãos espalhados, formavam não mais um pé de milho mas uma espécie deformada, uns com alguma espiga outros sem, a soja consumida por ervas daninhas, algodão ralo, aração diminuiu, os animais minguaram, e o mundo assistia pela primeira e única vez um verdadeiro fim do mundo. Não era por bombas atômicas, ou meteoros, ou fim do petróleo, ou falência de sistemas financeiros, nem mesmo por uma inesperada doença devastadora.

O verdadeiro fim do mundo vinha agora, porque os produtores rurais, os cerca de 1,3 bilhão existentes, estavam indignados e decidiram numa manifestação parar e não fazer nada, por pelo menos seis meses. Eu fiquei tomado por um terrível pavor, e a morte por fome seria inexorável, antecedida por agressões e violência inimagináveis.

Pensando, analisei o ar é coisa vital, não vivemos mais do que poucos minutos sem. Porém esse oxigênio da vida está distribuído para todos, independente do esforço de alguém. A natureza provê. Deus dá a água, não vivemos sem. Podemos passar alguns dias. Porém, curiosamente, a natureza provê. Deus deu um planeta água. Mais aqui do que ali, mas, de verdade, na história humana até aqui, água tem sido bênção gratuita...não mais será, porém tem sido...

Alimento, comida, roupas, podemos viver sem, alguns poucos dias a mais do que a falta da água, porém comida, bebida, alimentos, a natureza oferece as condições, mas se o ser humano não trabalhar, Deus não consegue sozinho dar. Foi então, no meio de um terrível pesadelo, numa angústia de destruição e fim do mundo, que o despertador do meu rádio relógio soou. Acordei, aquilo era um sonho. Sonho horroroso, tormentoso.E logo agradeci.

Meu Deus, sem esse pessoal do agronegócio, sem os cientistas, pesquisadores, tecnologia, produtores rurais, e sem o trabalho diuturno e de amor desse pessoal, não haveria possibilidade alguma de vida na terra. Ainda bem que nunca houve um dia de paralisação geral dos produtores rurais. Mesmo quando eles saem para reclamar, nas estradas,cidades do interior ou nas avenidas de Paris, lá nas suas fazendas o trabalho não para. As plantas continuam florescendo, os animais continuam vivendo e sendo alimentados e a vida não cessa um minuto de se exercitar. Ou seja, o produtor rural não consegue parar, pois a vida em seu entorno nunca para.

Enquanto me levantava aliviado, ouvia no rádio do criado-mudo da cama: o agronegócio foi o único setor que gerou crescimento no Brasil, e os demais segmentos que apresentaram números positivos foram em decorrência do setor, como máquinas e caminhões e bens de produção... Agora, notícias do futebol... Bom dia produtores rurais, que a ficção jamais possa vir a ser real.


*José Luiz Tejon Megido é Diretor Vice Presidente de Comunicação do Conselho Cientifico para a Agricultura Sustentável (Ccas) e dirige o núcleo de agronegócio da Espm - São Paulo/SP

 

Avalie esse conteúdo: (4 estrelas)

Comentários

Estêvão Domingos de Oliveira

Quirinópolis - Goiás - Consultoria/extensão rural
postado em 31/07/2013

Pessoas sábias compreendem que nada ocorre sem o vínculo com demais processos. O sistema produtivo é dependente em grande parte de outros setores e a sociedade depende do campo para sua sobrevivência.

Entretanto dizia Abrahan Lincoln:
"Se as cidades perecerem e os campos forem preservados, as cidades renascerão; mas se os campos forem destruídos, as cidades e tudo o mais desaparecerão para sempre."

Pensemos nisso

Reinaldo Guilarducci de Oliveira

Santos Dumont - Minas Gerais - Produção de leite
postado em 31/07/2013

Parabéns José Luiz, infelizmente os produtores não tem o reconhecimento merecido por parte da sociedade que acha que quem se dedica ao campo e um roceiro mas não sabem que o campo é o responsável por manter esse Pais.

Jose Luiz Souza Giordano

Alegrete - Rio Grande do Sul - Produção de leite
postado em 01/08/2013

Todo esse pessoal que compõem a cadeia do agronegócio, merecem mais atenção dos governantes para, evitarem que este sonho um dia se transforme em realidade.

amauri rezende pacheco

Boa Esperança - Minas Gerais - Produção de café
postado em 01/08/2013

É José Luiz, se os produtores rurais soubessem da força que tem! As coisas seriam bem diferentes, em alguns países, que alguns seguimentos do agronegócio fizeram manifestações mais contundentes de não fornecerem produtos temporariamente , conseguiram melhorar algumas coisas pra eles, vamos ver até quando continuaremos , com os riscos mercadológicos e principalmente termos uma atividade de alto risco, por sermos uma verdadeira indústria a céu aberto.

eli valera nabanete

Marumbi - Paraná - Produção de café
postado em 01/08/2013

Excelente artigo.Parabens!

Marcos Alves Dourado Moitinho

Xique-Xique - Bahia - OUTRA
postado em 01/08/2013

Bom dia José Luiz, matéria de grade importância, uma pena que os governantes não dão aos produtores a importância que merecem, sei que todos os setores teen a sua, e sua prioridade, mas a produção rural tem de ser a prioridade nº1, quando vejo falar que a SAÚDE é a nº1 fico pensando como podemos ter SAÚDE comendo mal? O maior problema de SAÚDE é a denutrição(FOME)que mata. Outros dizem que a EDUCAÇÃO é a nº1, sei que devemos estudar, pois só assim com informações é que teremos o discernimento p/ separar o joio do trigo, mas, quem consegue aprender alguma coisa c/ fome? Na nossa região muitos alunos vão a escola mais p/ merendar do que p/ aprender, é duro mas é verdade, pois em casa não tem o que comer,por exemplo meu pai só estudou 45 dias e teve que para p/ trabalhar p/ ajudar na renda da família, c/ o trabalho foi aprendendo e virou o maior e melhor produtor de feijão de Irecê-Bahia (A capital do feijão do Nordeste) e hoje se encontra 3 canceres: O 1º uma dívida no Banco do Brasil que não pode sequer saber o valor, o 2º um dinheiro depositado na Caixa Econômica Federal pelo INCRA oriundo de uma desapropriação de uma fazenda que também sequer pode saber o saldo, devido a falta de uma certidão negativa de débitos, pois a terra é hipotecada no banco. Por lei fazenda penhorada não pode ser desapropriada pelo INCRA, mesmo assim a fazenda foi desapropriada e um juiz deu aos s/ terra o direito de posse p/ que eles fizessem empréstimos no mesmo banco p/ construírem casa,cercas,etc... O 3º uma depressão da qual faz tratamento c/ psiquiatra, psicologo, passou por cirurgia no coração e toma 480 comprimidos por mês(Aposentado c/ um salario mínimo por mês), ele que fazia parte do grupo de campo de semente p/ pesquisas do IPA-PE e EMGOPA-GO lhe resta apenas a certeza de ter colaborado no desenvolvimento de variedades mais resistentes e produtivas existentes hoje em todo o país. Outros falam que é a SEGURANÇA a nº1, muitos dos que cometem crimes nas cidades foram do campo(C/ FOME,s/ SAÚDE,s/ EDUCAÇÃO)não por que são criminosos e sim por falta do apoio necessário p/ viver c/ dignidade no seu habitat. Separando o ministério da AGRICULTURA e PECUÁRIA de todos os outros e o dinheiro arrecadado em cada ministério fosse reinvestido em seu próprio ministério que boa seria a vida de quem produz, o produtor rural teria: Saúde, Educação, Segurança e poderia até participar do turismos, esporte, cultura e outros mais, sei que precisamos uns dos outros, a maior utilidade do mundo é a de quem produz, seja lá o que for.Lazer faz parte de uma boa vida, nada contra o esporte apenas queria participar, quer ver, faça uma pesquisa p/ ver quantos produtores rurais foi a um estadio ou vai na COPA das CONFEDERAÇÕES e COPA do MUNDO no Brasil! Mesmo o leite em alta vejam quantos litros seriam p/ assistir os jogos do Brasil nas duas COPAS! feliz é aquele que tem pelo menos um SOFÁ e uma TV p/ assistir,se não, a participação do produtor será apenas c/ o MILHO de PIPOCA!

Abraços!  

Juliano Francisco dos Santos Braga

Bom Sucesso - Minas Gerais - Consultoria/extensão rural
postado em 01/08/2013

Não tenho nem palavras Gostei demais! acrescentaria também ao final que mesmo fazendo paralização em estradas  em suas fazendas estão trabalhando pessoas que recebem pelo serviço prestado e sustentam suas familias.

rodrigo carvelo

Goiânia - Goiás - advogado, ovinos de corte e rep. W.Dorper e Dorper
postado em 01/08/2013

Não tem muito tempo acredito que uns 3 meses atrás fiz um comentário aqui mesmo na farmpoint.

Se por um acaso do destino a classe produtora do agro negócio resolvesse boicotar geral ia ser o fim do mundo."greve da produção de alimentos" boicote geral", porém sabemos todos da dificuldade de um movimento desta magnitude.

Justamente a classe que deveria justamente ser a mais bonificada e parabenizada é justamente a mais penalizada e maltratada, seja com MST, com dois ministérios que não se entendem (com ministros e assessores que nunca pisaram em um curral), com INCRA, com códigos florestais absurdos, com "burrocracia" tamanha que deve ser a maior causadora do desmatamento de tanto papel que exige, com a famigerada CLT (cópia da carta de lavoro da Itália facista de 1940), com a proibição de utilizar certas áreas e obrigação de preservá-las sem nada em troca a não ser ameaça de pesados autos de infração, com a obrigação de ter que alimentar todo o pais a base de trocados dentre outras coisas inúmeras coisas.  De pouco vale aquela máxima "se alimentou hoje, agradeça a um produtor rural" ante tamanha injustiça com o produtor rural.

E que apesar de tudo isto trabalha com esperanças e com um sorriso no rosto, na esperança de que um dia vai melhorar.

Belo texto parabéns.

Adir Fava

Muriaé - Minas Gerais - Produção de leite
postado em 01/08/2013

O texto é excelente. Não se trata propriamente de uma ficção, ou um sonho ou pesadelo conforme o autor José Luiz experimentou. Trata-se de algo sério, possivel de ocorrer e vai acontecer se as políticas do meio ambiente continuarem com a fúria saudosista do homem das cavernas e da pré-história. O governo brasileiro entrega terras aos indios que nada produzem retirando-as daqueles que produzem.

O governo não dá nada do que é dele, mas retira de quem produz e dá gratuitamente para quem não produz. Pensam que tudo cai do céu, sem trabalho algum. O seu sonho, José Luiz, é um aviso importante para os homens que estão tomando do produtor rural o entusiasmo de produzir. Essas pessoas preferem os criminosos, os bandidos, os que nada produzem. Ignoram que a conta virá.
O seu sonho, José Luiz, já começou a se tornar uma realidade.

Homilton Narcizo da silva

Goiânia - Goiás - Produção de leite
postado em 02/08/2013

Boa noite Sr. José Luiz, a esperança que não morre em nós produtores, é que um dia os governantes, principalmente os que pensam que estão olhando pela agricultura, enchergacem  um pouquinho pela nossa sofrida mais de coração, pois fazemos o que gostamos e esta em nosso sangue , acho que a´te merecia-mos  trabalhar com juros a custo zero, pois indiretamente  somos nós que alavancamos esta nação e está ai todo mundo sabe disto só que ninguem quer reconhecer, porque o dia que o produtor rural parar, esta mais que comprovado ,o mundo para.
Abraços a todos companheiros.
Homilton

Nilson Paulo Michel Missel

Cidreira - Rio Grande do Sul - Consultoria/extensão rural
postado em 02/08/2013

Parabéns pelo artigo, Tejon. Como sempre brilhante em tuas palestras e artigos.

Carlos E Guedes

Aguas da Prata - São Paulo - Produção de leite
postado em 04/08/2013

Grande Tejon,

bom relembrar o amigo, sonhando com braço forte.
um abraço
Guedes

João Kurtz Amantino

Passo Fundo - Rio Grande do Sul - OUTRA
postado em 04/08/2013

Prof. JOSÉ LUIZ TEJON MEJIDO
Cumprimentos pelo desenvolvimento  do sonho de todo e qualquer produtor rural,  - no mundo...
Quem sabe um dia 1,3 bilhões de produtores se ponham a sonhar acordados (por seis meses), para que, os que desfrutam das necessidades que produzimos se acordem para a real e urgente necessidade mundial...ou, vão arriscar correr com os últimos IDIOTAS SONHADORES de que que teremos (um dia) o reconhecimento ou a devida valorização dos nossos produtos.
Leite  é vida
Fazenda São João

willian josé goulart

Muzambinho - Minas Gerais - Produção de café
postado em 04/08/2013

artigos como esse devem se espalhar para abrir olhos das pessoas sobre o que realmente é indispensável a sobrevivência humana na terra.

Marco Antonio Costa

Campo Belo - Minas Gerais - Produção de leite
postado em 05/08/2013

Bom dia,
Existe um movimento de paralisação de vendas por uma semana.
Vamos dar este gostinho aos " grandes players" . Não somos escravos deles. Inclusive, acho questão de respeito ao produtor e a nossa cultura que as Cotações Publicadas ou informadas sejam em sacas/reais, ficando os buchels para a cultura deles. Até nesta simples questão complicam para o produtor. Será isso mais uma forma de desagregar a informação?
Abraços

Walter Osvaldo Webski Regis

Ponta Grossa - Paraná - Distribuição de alimentos (carnes, lácteos, café)
postado em 05/08/2013

Corporativista é utópico o seu texto Sr. José Luiz Tejon Megido, Diretor Vice Presidente de Comunicação do Conselho Cientifico para a Agricultura Sustentável (Ccas) e dirige o núcleo de agronegócio da Espm - São Paulo/SP, imaginemos que o mundo e os caros e laboriosos "Mega Produtores" Rurais não contassem com a tecnologia dos laboratórios para criar os chamados herbicidas, fungicidas, pesticidas e outros VENENOCIDAS que eles utilizam para produzir os alimentos que precisamos, assim nós estaríamos cultivando em nossos quintais nossos legumes, nossos pés de feijão; de milho, trocando com os vizinhos e comendo alimentos puros, talvez assim seríamos mais saudáveis, mais pessoas trabalhando em casa ao invés de saírem para procurar o que fazer nas ruas e nas cidades, talvez assim tivessemos menos crimes, menos criminosos...
E eu do alto da minha ignorância não serei jamais capaz de afirmar que a culpa de nossas mazelas sejam os produtores rurais!!!!!!!

Cássio de Oliveira Leme

Paranapanema - São Paulo - Produção de leite
postado em 05/08/2013

Além disso tudo.... somos acusados de vilões da natureza, poluidores etc.

Jose Leite

Uberlândia - Minas Gerais - Consultoria/extensão rural
postado em 05/08/2013

Caro Jose Luiz,

Parabéns pelo texto apocalíptico!

Fez lembrar-me uma música do nosso meio, o meio Rural. Lembra-se da moda de viola Fazenda São Francisco? Então, ela ao contrário do que o vosso texto narra, é uma linda historia de amor, onde tudo dá certo; mas o fim acontece com o despertar de um sonho verificando-se que a realidade se apresenta bem diferente.

Para o bem de toda a humanidade o vosso sonho "pesadelo" é desastroso, mas a realidade é acalentadora.

Até quando?

Eduardo Amorim

Patos de Minas - Minas Gerais - Produção de leite
postado em 05/08/2013

Excelente crônica José Luiz,

  É preciso que nos conscientizemos de nossa força e isto parece estar mudando com o acesso a internet, as redes sociais ainda que grande parte ainda não esteja conectada cada um de nós se torna um formador de opiniões mobilizando cada vez mais produtores. Como pode um alimento de primeira necessidade como o leite custar tão pouco e ter sido tão pouco valorizado ao longo dos anos. Se deflacionarmos o preço do leite pago em 2007 teremos um valor menor que o pago hoje. Neste período os insumos subiram muito mais que a inflação e a mão de obra além de ter ficado mais cara se tornou rara e em alguns casos descomprometida. Não canso de comparar a evolução do preço do leite com o de outros produtos como uma lata de refrigerante por exemplo. Já  passou de hora do leite mudar de patamar de preços e devemos todos ter esta consciência. Além disto precisamos que haja valorização de nossa atividade e respeito ao produtor. Grande abraço.

Eduardo Amorim
Fazenda Caatingueiro
Patos de Minas

Walter Osvaldo Webski Regis

Ponta Grossa - Paraná - Distribuição de alimentos (carnes, lácteos, café)
postado em 06/08/2013

E agora já temos em operação por estas bandas a maior colheitadeira do mundo, capaz de colher entre 28 e 30 toneladas de soja por hora com um único operador na cabine, assim eu me pergunto, para onde veem os trabalhadores do campo?
Poxa, felizmente eles vem para as cidades, para comprar as suas casas do programa do governo, mobiliar do programa do governo e viverem com as bolsas dos programas do governo.
E quem irá pagar por isso? os produtores rurais?
Penso que sejamos nós os consumidores dos produtos necessários a vida!

agro

Unaí - Minas Gerais - Produção de leite
postado em 06/08/2013

os produtores não fazem greves e nem protestam eficientemente por um motivo simples, não podemos parar, dependemos da produção para sobreviver, enquanto somos cada vez mais precionados peloos custos de produção, em todas as atividades  que envolvem a agropecuaria, sem excessões. o como a greve dos caminhoneiros,nunca vinga simplesmente porque caminhão parado não paga frete.
a uma forma muito mais eficiente de protestar pelos descasos e porque não preconceitos contra os produtores rurais, infelismente hoje vistos como bandidos desmatadores, latifundiarios sanguinarios etc.
ao inves de parar a produção algo impossivel de acontecer, visto os motivos citados acima, basta que turante um ano produzamos metade doque produzimos normalmente,ou seja quem produz 1000 sacos soja que plante apenas 500, quem tira 500 litros leite reduza os investimentos e tire 250 e etc. para isso não gastamos nenhum esforço, e pode-se dar um baque sem precedende na sociedade mundial.provavelmente o preço iria compenssar uma parte a acabariamos apenas trabalhando menos. o problema é organização e cordenação. ta bom, eu sei é utopia!!!

Antônio Flávio Lima Campanella

Pouso Alegre - Minas Gerais - Produção de leite
postado em 06/08/2013

Boa noite!
É de grande importância o assunto citado.
Seria um grande orgulho, que nós produtores tivéssemos reconhecimento pelas pessoas que vivem nos centros urbanos e não imaginam as dificuldades que o setor dos produtores rurais vem passando há anos.
Acredito que, se o setor fosse mais organizado não passaríamos por todo esse problema; a maior dificuldade é termos representantes, associações, amigos produtores .... e não conseguirmos fazer uma paralisação de importância para o setor.
Este seria o meio de mostrar a importância do homem do campo, pois as pessoas que se concentram nas cidades e mal cuidam de onde moram, não sabem a complexidade que é trabalhar em um ambiente como o nosso.
Boa matéria.
abrs.

Quer receber os próximos comentários desse artigo em seu e-mail?

Receber os próximos comentários em meu e-mail

Envie seu comentário:

3000 caracteres restantes


Enviar comentário
Todos os comentários são moderados pela equipe FarmPoint, e as opiniões aqui expressas são de responsabilidade exclusiva dos leitores. Contamos com sua colaboração. Obrigado.

Copyright © 2000 - 2020 AgriPoint - Serviços de Informação para o Agronegócio. - Todos os direitos reservados

O conteúdo deste site não pode ser copiado, reproduzido ou transmitido sem o consentimento expresso da AgriPoint.

Consulte nossa Política de privacidade