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A utilização da uréia na alimentação de ovinos e caprinos

postado em 14/08/2008

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1.Gostaria de saber quais são as diferenças práticas do uso de NNPs nas seguintes apresentações: Uréia 46%, uréia encapsulada e amiréia nas suas diversas concentrações (30, 50, 100, 150 e 180%).

Sugestão: Como mais uma fonte de estudo para os colegas recomento o artigo intitulado "Formas de utilização do NNP na alimentação dos ruminantes"


"A uréia encapsulada é uma forma de fornecimento de nitrogênio não proteico ao ruminante, o qual tem por característica sua liberação mais lenta. Já a amiréia é a união de um cereal junto com a uréia em condições apropriadas de calor, pressão e umidade. Com esse processamento ocorre também gelatinização do amido.

Dessa forma, na literatura encontra-se que a utilização da amiréia aumenta a degradação ruminal, sincronizando a taxa de liberação de amônia pela uréia no rúmen. Embora essas duas fontes de NNP tenham vantagens, alguns resultados de pesquisas são controversos com sua utilização quando comparados com o uso de uréia. Mais estudos devem ser realizados para poder ter uma definição quanto o uso.

O importante é formular uma ração de acordo com as exigências do animal e utilizar ingredientes que apresentem preços que viabilizem seu uso na ração. Em rações para animais em terminação, a uréia tem sido bem empregada com resultados satisfatórios."

2. Minha criação de ovinos de corte fica em Luziânia, GO e estou utilizando como raça paterna o Dorper (Black e White) em ovelhas Santa Inês SRD. Fico com as fêmeas 1/2 sangue para formação de novas matrizes e suas crias 3/4 (machos e fêmeas) são destinadas para abate.

Disponho com mais facilidade dos seguintes alimentos: silagem de milho, milho, sorgo, farelo de trigo, casca de soja e cevada (resíduo da industria cervejeira).

É possível balancear uma ração com esses alimentos para borregos que utilizarão creep-feeder (até 60 dias de vida) e posterior terminação em confinamento (100 à 120 dias de vida até o abate), onde cosiga 20% PB e 70% de NDT? Vou precisar de mais uma fonte de proteína verdadeira (farelo de soja) ou posso utilizar uréia para essas categorias animais? A adição de melaço e monensina sódica no concentrado são recomendados em qual proporção?


"Em relação aos ingredientes mencionados, será necessário o uso de uma fonte proteica, que no caso de animais em aleitamento, o farelo de soja é o mais indicado.

A uréia é fonte de amônia para bactérias ruminais, e dessa forma, como o animal não apresenta o rúmen em sua total atividade, ela não é recomendada.

O uso do melaço para rações de creep-feeding é interessante, uma vez que este aumenta a palatabilidade da ração, fazendo com que o animal aumente o consumo da ração, permitindo maior desenvolvimento ruminal, desenvolvimento esse que será fundamental para um maior desempenho.

No módulo 5 do curso, abordaremos a parte de formulação de rações, bem como, apresentaremos as exigências das diversas categorias."

2a.Deixa eu ver se entendi bem. Não devo oferecer uréia para os animais que ainda estão mamando e fazendo uso de creep (até 60 a 70 dias de vida), mas em que momento do confinamento a úreia deve fazer parte da ração


"Até a desmama os cordeiros não devem receber uréia na alimentação. Uma vez que ainda não são ruminantes funcionais, não têm capacidade de "aproveitar" a uréia para fins nutricionais, a qual passa a ser extremamente tóxica.

O uso da uréia deve ser feito a partir da segunda semana pós-desmama, quando os cordeiros estão saindo do estresse da desmama e iniciando a terminação.

Aviso muito importante: o uso da uréia deve ser feito com muito cuidado e sua introdução na alimentação dos animais deve ser feita de forma gradual para que ocorra adaptação. Caso contrário os efeitos são intoxicação e MORTE dos animais."

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Estas são algumas perguntas do fórum de debates do curso online Princípios da nutrição em ovinos e caprinos de corte, respondidas pelo instrutor do curso, Rafael Camargo do Amaral, que é zootecnista, mestre em Ciência Animal e Pastagens e atualmente doutorando em Ciência Animal e Pastagens pela ESALQ-USP.

Aprenda detalhadamente neste curso quais são os tipos de alimentos utilizados na nutrição de ovinos e caprinos, a utilização de pastagens e volumosos suplementares, o correto manejo nutricional de matrizes e reprodutores, e ainda as estratégias de alimentação para animais jovens.

Além disso, serão destacados os ingredientes que reduzem os custos com alimentação, sem que afetem o desempenho e a eficiência produtiva do sistema.

Se você quer ter acesso aos seis módulo desse curso, que teve inicio no dia 24 de julho, para tirar dúvidas sobre os conceitos essenciais da nutrição de ovinos e caprinos de corte, inscreva-se!

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Para saber mais detalhes sobre este curso acesse a página:
Princípios da nutrição em ovinos e caprinos de corte

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