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Enio Queijada, do Sebrae, fala sobre a Rede Aprisco e sua atuação na ovinocaprinocultura nacional

postado em 31/01/2007

9 comentários
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Enio Queijada de Souza é administrador de empresas, especialista em marketing e mestre em agronegócios. Professor universitário e consultor do quadro permanente do Sebrae Nacional, atualmente atua como coordenador da carteira de projetos da Rede Aprisco, de projetos da cadeia produtiva da ovinocaprinocultura. Enio explicou ao FarmPoint como funciona esse trabalho do Sebrae e comentou alguns pontos chaves para a ovinocaprinocultura nacional.


FarmPoint: Qual é o objetivo do Projeto Aprisco ?

Enio:
É promover a inserção competitiva e sustentável dos criadores de ovinos e caprinos e sua integração e coordenação com todos os elos da cadeia produtiva, desde os fornecedores de insumos, abatedouros, frigoríficos, laticínios e os canais de distribuição e comercialização como o varejo e os restaurantes, além de compradores governamentais e institucionais.

Na verdade não há só o Projeto Aprisco, mas sim cerca de 50 projetos em 18 Estados e DF, configurando o que chamamos de Rede Aprisco. Serão aproximadamente R$ 7,5 milhões de reais por ano, entre 2007 e 2008 complementados com R$ 36 milhões de 255 parceiros, em mais de 500 municípios do Brasil.

Poucos sabem mas APRISCO significa Apoio a Programas Regionais Integrados da Cadeia da Ovinocaprinocultura e foi desenvolvido em março de 2002, inicialmente com os nove Estados do Nordeste e posteriormente ampliado para os atuais 18 Estados.

FarmPoint: Quais as ferramentas utilizadas para atingir esses objetivos ?

Enio:
Diversas ferramentas e ações são possíveis de serem executadas. Temos o que chamamos de "eixos estratégicos" de preocupação:

- Associativismo ou inteligência coletiva como se denomina mais modernamente,
- Manejo tecnológico (alimentar, reprodutivo, sanitário e hídrico),
- Capacitação e gestão (cursos, palestras, dias de campo, oficinas, etc),
- Parcerias e coordenação, nas quais são buscados parceiros competentes e complementares às necessidades do projeto,
- Negócios, no qual se busca a maximização de resultados tanto na aquisição conjunta de insumos como na venda conjunta de animais vivos e de produtos processados,
- Governança, por meio da qual se articula e se pressiona os poderes públicos a criarem uma ambiência institucional e legal, positiva e favorável à atividade,
- Mercado, foco e destino dos produtos oriundos da cadeia.

FarmPoint: Qual ferramenta é mais adequada para cada nível de produtor?

Enio:
Temos projetos desde os mais simples e frágeis, localizados em assentamentos recentes e de baixíssimo dinamismo econômicos e risco social alto, até projetos em fase de comercialização e integração com abatedouros e o trade gastronômico.

Dos eixos anteriormente expostos buscamos aquele que no estágio do projeto mais se faz necessário. Por exemplo, onde os criadores mal se conhecem ou desconfiam das intenções dos outros, um trabalho de cultura da cooperação e associativismo é feito, buscando-se a confiança mútua e o aumento da capital social do grupo.

Já onde existe a união mas o rebanho tem um baixo nível de qualidade, o manejo tecnológico recebe mais atenção, tudo com o intuito de melhorar a qualidade dos animais e melhoria dos resultados comerciais quando da venda desses animais.

A capacitação é feita nos temas que representam uma lacuna de conhecimento dos criadores. Sabe-se por exemplo que mão de obra qualificada (tratadores e ovelheiros) é hoje um dos gargalos mais sérios do setor e isso gera a necessidade de formatarmos programas de capacitação que atendam essas necessidades.

Já a gestão é também uma grande dificuldade que enfrentamos. Pouquíssimos criadores conhecem seus custos de produção e estamos em fase de negociação com parceiros igualmente preocupados com isso, como por exemplo a Embrapa caprinos e a Universidade de Brasília.

Na Feinco pretendemos levar uma palestra sobre custo de produção e análise econômica da atividade, sob diversos portes de rebanho e sistema de produção. Nossa meta é iniciar um esforço no sentido de ter no setor um trabalho similar ao Educampo, já relativamente bem conhecido e gerador de ótimos resultados no setor da pecuária leiteira.

FarmPoint: Como o Aprisco atua da "porteira para fora", há iniciativas que envolvem comercialização e distribuição dos produtos, aumento de consumo, etc ?

Enio:
Sim. Cada vez mais os produtores se conscientizam que o mercado é o objetivo final a ser atingido e buscam uma maior sintonia entre as características de seus produtos (animais vivos, carne, leite e peles) e o perfil demandado pelos elos à jusante como os frigoríficos, laticínios e restaurantes.

Para ficar num exemplo, no interior de Alagoas temos o assentamento Selma Bandeira, em São José da Tapera, um dos municípios com menos IDH do país, onde o leite de cabra e derivados já está com uma embalagem de ótimo padrão e sendo distribuídos em padarias e supermercados do sertão alagoano e também em Maceió.

A criação da marca, o desenvolvimento de embalagens e dos canais de distribuição estão relatados no livro com casos de sucesso, que distribuiremos na Feinco aos membros da Câmara Setorial e núcleos e associação de criadores dos projetos da Rede Aprisco.

FarmPoint: Como é divulgado o trabalho desenvolvido pelo Aprisco, no intuito de agregar novos participantes para o programa?

Enio:
Nesse quesito somos bem tímidos. Na verdade isso se deve ao fato de que somente atendemos criadores que façam parte de alguma associação, cooperativa ou núcleo de produtores e criadores. É o que denominamos de atendimento coletivo. Hoje ainda não estamos preparados para dar um atendimento individual ao ovinocultor e ao caprinocultor, mas já temos algumas idéias a esse respeito que pretendemos desenvolver em 2007.

A idéia central é termos um atendimento de "filtragem" e avaliação do investidor/empreendedor interessado na atividade, para evitar aquilo que se chama de "empreendedor relâmpago" que sai da atividade com a mesma velocidade que entrou, e ainda falando mal e desencorajando outros potenciais entrantes.

Temos hoje a home page www.aprisco.sebrae.com.br, onde divulgamos eventos, destaques e outras informações relevantes do setor no tocante aos projetos desenvolvidos pelo Sebrae. Atualmente estamos fazendo uma revisão de conteúdo e forma e esperamos ter em breve uma nova "cara".

FarmPoint: De que forma o Sebrae trabalha parcerias nas regiões de atuação do projeto?

Enio:
Sem dúvida nenhuma os parceiros são vitais neste processo. Como falei no início, temos hoje mais de 250 parceiros e a alavancagem do projeto como um todo é de 4,80 aproximadamente; isto significa que para cada real que o Sebrae investe no setor, os parceiros investem R$ 4,80. É importante que todos saibam disso! Não estamos interessados nem autorizados a investir em projetos sem contrapartida de parceiros e interessados.

"Temos hoje mais de 250 parceiros e a alavancagem do projeto é de 4,80; isto significa que para cada real que o Sebrae investe no setor, os parceiros investem R$ 4,80."


A Fundação Banco do Brasil (FBB), por exemplo, é um parceiro estratégico e exemplar no tocante à difusão de tecnologias sociais com por exemplo os ADR - Agente de Desenvolvimento Rural e o "Bode móvel", unidade de transferência de tecnologia, capacitação e prestação de serviços como exames laboratoriais, inseminação artificial e até transferência de embriões.

FarmPoint: De que forma são medidos os resultados do trabalho desenvolvido pelo Aprisco?

Enio:
Através da GEOR, Gestão Estratégica Orientada para Resultados, fazemos uma fotografia inicial, chamada de "T zero" com a situação presente. Decorrido um ano do início do projeto (que normalmente tem um horizonte entre 2 e 3 anos), faz se a primeira medição denominada "T um" e assim até o final do projeto.

Em Sergipe, por exemplo, o último relatório demonstrou uma redução de cerca de 70% na incidência de verminose no rebanho dos criadores atendidos pelo projeto. Alías, com a GEOR o Sebrae está sendo bastante transparente com a sociedade, como pode ser conferido no site www.sigeor.sebrae.com.br. Clicando em "visitante" e depois no setor "ovino e caprino" podem ser vistos e visitados dezenas de projetos.

O importante deste processo todo é que os resultados e as ações são todas definidas com a participação ativa dos criadores e parceiros locais, sem aquela estória de "empurrar goela abaixo", mas sim "de baixo para cima", sem imposições irrealistas com a realidade de cada território.

"O importante deste processo é que os resultados e as ações são definidas com a participação ativa dos criadores e parceiros locais, sem imposições irrealistas com a realidade de cada território."


FarmPoint: Quais mudanças Você tem observado nas comunidades atendidas pelo projeto?

Enio:
No Nordeste especificamente verificamos uma melhora significativa no manejo alimentar, o que resulta em rebanhos e animais de melhor qualidade em termos de peso, prumo, escore corporal e classificação da pele. De modo geral temos buscado inserir uma visão coletiva de negócios competitivos e sustentáveis, do ponto de vista econômico (ganhar dinheiro), social (promovendo a inclusão e melhora da qualidade de vida) e ambiental (sem provocar danos ao meio ambiente e desertificação dos biomas), tudo isso com respeito à diversidade cultural e ao patrimônio imaterial dos territórios.

FarmPoint: Há alguma comunicação entre os agentes, ou até mesmo entre produtores, das diferentes comunidades ou estados, no sentido de realizar uma troca de experiência?

Enio:
Sem dúvida nenhuma. Todos os projetos da Rede Aprisco constantemente se comunicam, enviam caravanas e missões à outros Estados. Por exemplo, Sergipe estará passando pelo capril do Silvio Dória e na propriedade do José Walter da ABCC - Saanen para conhecer sistema de produção, a gestão e as barreiras ao desenvolvimento do negócio.

Nós, gestores e coordenadores da Rede Aprisco, nos reunimos duas vezes por ano (a primeira será na Feinco em São Paulo em março) para esta troca de experiências e de aprendizado coletivo. Temos a intenção de participar também da caravana brasileira que irá em julho ao Congresso mundial de ovinos em Queretaro, no México. A idéia é fazermos um lobby para trazermos o Congresso Mundial para o Brasil em 2013. Pode parecer longe, mas ter uma visão estratégica do setor é parte de nossa obrigação.

FarmPoint: Qual a sua opinião sobre a Câmara Setorial Federal da ovinocaprinocultura?

Enio:
Represento, com orgulho, o Sebrae na Câmara Setorial Federal. É um órgão consultivo no qual quase 50 instituições buscam soluções viáveis para os problemas do setor, que não são poucos, como pode ser visto no documento (em forma de livro) recentemente lançado "Contribuições das Câmaras Setoriais e temáticas à formulação de políticas públicas e privadas para o agronegócio", disponível inclusive pela internet no site do Ministério.

Perdi algumas noites de sono com a indagação: Qual é o papel de uma Câmara setorial? Achar que é a Câmara setorial que irá resolver os problemas do setor, é pura ingenuidade! Algumas discussões que lá ocorrem fazem lembrar o Dom Quixote combatendo moinhos na Espanha: não resolvem nada e ainda nos fazem dissipar energia!

O papel de uma Câmara Setorial é o de formatar demandas realistas e organizadas ao Ministro, que poderá ou não acatá-las e encaminhá-las a quem de direito. O desalinhamento estratégico e a falta de articulação entre Ministérios e órgãos é prejudicial não só à ovinocaprinocultura, mas também aos outros 24 setores que tem Câmaras Setoriais.

Mas como saldo final creio ser positiva a atuação da Câmara de ovinos e caprinos, pelo menos no sentido de expressar e tornar público as inúmeras demandas e entraves ao desenvolvimento do setor. Seus componentes e os colegas do MAPA são pessoas ótimas e comprometidas com o setor. Mas o que precisa ficar claro é que quem resolverá os problemas do setor são os criadores e os demais elos da cadeia produtiva e aí fica limitado o resultado do trabalho da Câmara, pois frigoríficos e varejo estão sistematicamente ausentes das discussões, e as entidades representativas dos caprinocultores tem sido menos atuante que os ovinocultores.

"O que precisa ficar claro é que quem resolverá os problemas do setor são os criadores e os demais elos da cadeia produtiva e aí fica limitado o resultado do trabalho da Câmara, pois frigoríficos e varejo estão sistematicamente ausentes das discussões."


Penso que cada Câmara setorial deveria ter um orçamento próprio, por menor que fosse, pois o que desaponta os membros é termos uma lacuna imensa entre os problemas detectados e as soluções possíveis.

FarmPoint: Qual você considera o principal entrave para a atividade hoje no país?

Enio:
Julgo ser o abate clandestino, em todas as suas causas e conseqüências. Precisamos estar atentos a isto de forma sistemática e permanente. A fiscalização é precária, quando existe, e os consumidores ainda estão habituados a comprar carcaças em feiras livres, em condições de risco alimentar, mas pagando um pouco menos que em açougues e supermercados legalizados.

Sei que na Bahia, região de Juazeiro, o Ministério Público está intervindo nessa questão, com alguns resultados positivos. Vamos acompanhar isso juntamente com o Sebrae Bahia. Se o abate clandestino e a informalidade atingem 95% do total, vemos o tamanho do problema e a necessidade imperiosa de integração e coordenação entre os elos da cadeia, um dos focos estratégicos da Rede Aprisco.

FarmPoint: Como poderíamos combater a clandestinidade?

Enio:
Fiscalização, fiscalização, fiscalização. Também já deveríamos ter regulamentado a unificação da vigilância sanitária, lei assinada em 31 de março de 2006 pelo Presidente da República, mas ainda sem nenhuma regulamentação e efeitos práticos, a chamada "letra morta". A Lei foi elaborada conjuntamente pelo MAPA e MDA, mas depois disso não vimos mais nada. É aquela questão da desarticulação que já citei anteriormente.

E se ninguém faz, o Ministério Público faz. Com todos os prós e contras disso, estamos acompanhando essa ofensiva do MP contra a informalidade. Se funcionar e for positivo para a cadeia produtiva, seremos favoráveis.

FarmPoint: Em algumas regiões do Brasil, a ovinocaprinocultura se baseia na atividade familiar, sendo necessária a aglutinação dos produtores, para ganharem força competitiva no mercado. Já em outras áreas, a atividade tem caráter empresarial e a necessidade principal é o incentivo à indústria e ao consumo, às alianças mercadológicas e à comercialização. Que tipo de iniciativas você acredita que teriam resultados em cada região?

Enio:
Bom, me responda uma coisa: quando você está numa churrascaria e come um pedaço de paleta de carneiro, você sabe se esta carne é de procedência da agricultura familiar, agricultura comercial ou ainda importada do Uruguai?

Não, isso não importa para o cliente da churrascaria, o que importa é ter uma carne macia, saborosa, suculenta! Enfim um produto diferenciado e de alta qualidade. Se ela estiver dura, rançosa e seca, aí sim temos problemas. É difícil tratar igual a agricultura dita familiar, da comercial, mas é isso que buscamos.

"O Sebrae não entra na seara da polarização ideológica entre agricultura familiar e o agronegócio, pois o que importa ao pequeno criador são resultados positivos de sua atuação."


O Sebrae não entra na seara da polarização ideológica entre agricultura familiar e o agronegócio, pois o que importa ao pequeno criador são resultados positivos de sua atuação, seja a subsistência da família num assentamento de reforma agrária ou a entrega coletiva de um lote de animais para abate a um grande frigorífico.

O profissionalismo, a aglutinação de produtores, o manejo e a tecnologia visando um produto de alta qualidade, a integração dos elos da cadeia e a inserção competitiva no mercado são objetivos de todos os projetos, sendo que alguns estão próximos disso, outros ainda distante. Precisamos conhecer melhor os casos de alianças mercadológicas que estão caminhando bem, como a de Guarapuava, no PR e a de criadores de Rubia Galega, com o grupo Pão de Açúcar, ambas de gado bovino de corte. Estender isso à ovinocaprinocultora é nosso horizonte estratégico!

Sou bastante animado também com iniciativas ligadas à gastronomia. Temos tido festivais gastronômicos em muitos Estados e a aproximação com a Abrasel - Associação Brasileira de Bares e Restaurantes já ocorre em alguns deles. Queremos fortalecer isso!

FarmPoint: Qual a região que você acredita que mais vá se destacar nos próximos anos com ovinos? E com caprinos?

Enio:
Nos últimos anos o Centro-oeste e o Sudeste tem tido considerável aumento de rebanho. Na região Norte aquela faixa "pré-amazônica" (Tocantins, Maranhão e Pará) também tem apresentado forte expansão. O Sul está aprendendo, rapidamente, a criar caprinos e o Nordeste está cada vez mais profissionalizado. Enfim, não posso, até por dever de ofício (SIC), me manifestar muito favoravelmente a qualquer região, senão as outras podem ficar enciumadas! A Rede Aprisco é de todo o País!

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Comentários

Daniel Pimentel Gomes

Fortaleza - Ceará - Produção de caprinos de leite
postado em 02/02/2007

Senhores criadores,

Na teoria todo mundo sabe disto,o que precisamos é mais incremento da atividade em todos os sentidos na ovinocaprinocultura de todo o Brasil, pois o projeto Aprisco teve um papel relevante na alavancagem do setor e preparou os pequenos criadores para sair da ignorância de conhecimentos específicos da criação.

Agora esperamos um segundo momento de mais profissionalismo e criatividade e também caráter desenvolvimentista, pois o pequeno criador tem carência de tudo, desde conhecimentos (livros, tratadores competentes) e os grandes estão dando de braçadas em leilões, TE, etc.

Por isso vamos repensar o Aprisco para um segundo momento, genética, custos, bons veterinários, bons tratadores, otimização de sistema dentro da cadeia. Assim que vemos tudo isto.

Abraço,

Daniel Pimentel Gomes

José Geraldo Pereira Pinto

Caxambu - Minas Gerais - Vendas
postado em 03/02/2007

Parabéns ao FarmPoint pela entrevista com o Sr. Enio que apresentou brilhantemente o projeto Aprisco bem como discutindo sobre os problemas e potencialidades o atividade ovinocaprinocultura.

Abraços,

Pereira.

Antonio José Rios Nery

São Domingos - Bahia - Instituições governamentais
postado em 03/02/2007

Prezado Enio Queijada:

Tendo lido o artigo sobre ovinocaprinocultura nacional, e, avaliado superficialmente seus depoimentos enquanto consultor do SEBRAE e membro da câmara setorial desta cadeia produtiva junto ao MAPA e MDA, fiquei muito feliz em perceber que a atividade tem tendências muito favoráveis para: otimização da produção de carne de ovinos e caprinos no Brasil; avanço mercadológico interno e externo, isto é, dentro e fora do País; e, especialmente como um instrumento de inclusão social que pode viabilizar a participação do pequeno produtor da região Nordeste deste Estado da Bahia.

Portanto; manisfeto extrema gratidão pelos serviços que o SEBRAE/APRISCO vem realizando nas diversas regiões do Brasil, tempo em que manifesto meu interesse, enquanto agente público, de estreitamento de relações referentes ao desenvolvimento da ovinocaprinocultura neste município de São Domingos.

Atenciosamente,

ANTONIO JOSÉ RIOS NERY
Sec. de Agricultura e Meio Ambiente

Arnaldo dos Santos Vieira Filho

Araçatuba - São Paulo - Produção de ovinos
postado em 04/02/2007

Amigo Enio,

Sua genialidade está contribuindo de maneira imprescindível para o fortalecimento e desenvolvimento da ovinocaprinocultura.

Parabéns pela entrevista esclarecedora e pelo seu trabalho.

Abraço, Arnaldo.

Roberis Ribeiro da Silva

Salvador - Bahia - consultor
postado em 08/02/2007

Olá Enio,

Quem imaginaria que o APRISCO teria esse sucesso institucional nesta cadeia produtiva no Brasil. Imaginar que o saudoso Reginaldo juntamente com Malu, Alexandre, Roberis, dentre outros, fomos em meados de 2001 desafiados a produzir alguma ação e estratégia de sustentabilidade para a cadeia produtiva de ovinos e caprinos na região nordeste.

Daí surgiu o APRISCO no nordeste e que logo ultrapassou as fronteiras desta região como metodologia de trabalho.

Hoje reputo o APRISCO como programa de intervenção em cadeias produtivas. Espero que durante a FEINCO possamos (IBRACO) contar com o APRISCO e demais instituições na ampliação da discussão sobre importações de carne ovina do mercosul, o abate ilegal e marketing nacional e institucional da carne caprina e ovina.

Enfim, sucesso para o APRISCO sob sua batuta, pois competencia e comprometimento isto não lhes falta.

Roberis R. Silva
IBRACO

Roberis Ribeiro da Silva

Salvador - Bahia - consultor
postado em 08/02/2007

Caro Enio,

No meu comentário anterior esqueci de mencionar o companheiro Célio, que também participou da reunião de criação do APRISCO em 2001. Até porque o Célio foi deu o nomeao programa de APRISCO - Apoio a programa regionais integrado e sustentáveis da cadeia ovinocaprino.

Dentre outras siglas e/ou ações que foram criadas no âmbito do APRISCO.

Roberis R. Silva
IBRACO

Marcelo Barsante Santos

Uberaba - Minas Gerais - Consultoria/extensão
postado em 22/02/2007

Prezado Enio,

O papel do Sebrae é fundamental para o desenvolvimento da ovinocultura. A primeira vez que ouvi falar de ovinocultura no Sebrae, foi com o amigo Francisco Manuel durante a Expovelha há vários anos. De lá para cá venho acompanhando o trabalho que esta rendendo bons frutos. Boa sorte a toda sua equipe.

Cordialmente,
Marcelo Barsante (Revista e TV do Berro e Neo- Ovinos Consultoria)

Cezar Amin Pasqualin

Curitiba - Paraná - Consultoria/extensão
postado em 08/03/2007

Prezado Enio Queijada:
É com satisfação que conhecemos e analisamos os seus depoimentos a Farm-Point com relação ao Projeto APRISCO desenvolvido pelo SEBRAE. Esta é sem dúvida uma das formas de traduzir padrões de procedimentos dos Estados na busca do fortalecimento das Cadeias Produtivas dos Ovinos e Caprinos a nivel Nacional. É lamentavel que o SEBRAE ainda não tenha visualizado o potencial do Estado do Paraná e aqui implantado este programa, sendo por nós em outros tempos reivindicado a sua operacionalização no Paraná. Acredito que a nossa espera poderá ser recompensada, através da definição técnica e política dos técnicos do orgão, disponibilizando o programa aos atores que integrão o agronegócio dos ovinos e caprinos no nosso Estado. Com certeza iremos participar deste esforço, aproximando parcerias, construindo bons exemplos no Estado extrapolaveis para todas as regiões produtoras deste nosso querido Brasil.
Certos de estarmos colaborando para o crescimento destas importantes atividades produtivas, colocamo-nos a sua disposição.


Atenciosamente

Cezar Amin Pasqualin -
Médico Veterinário

Implementador do Programa de Apoio à Estruturação das Cadeias Produtivas dos Ovinos e Caprinos no Estado do Paraná pela EMATER.

livia britti de souza

OUTRA - OUTRO - OUTRA
postado em 09/04/2013

existe alguma trabalho de aprisco hj em dia ? E aonde podemos encotrar ?

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