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Especial Frigoríficos: Gustavo Luis Ming Martini, do Marfrig

postado em 18/08/2010

27 comentários
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Nesta semana o FarmPoint está lançando o Especial Frigoríficos, projeto que visa conhecer o trabalho, as ações de marketing e o que os frigoríficos de ovinos e caprinos vêm fazendo para estimular o abate formal.

Gustavo Luiz Ming Martini do grupo Marfrig estreará o Especial Frigoríficos e na sua entrevista ele comenta sobre oferta de animais e padronização, abate formal e marcas de carne ovina conhecidas pelo consumidor final. Confira!

Figura 1 - Gustavo Luiz Ming Martini.



FarmPoint - Como o frigorífico atua para regularizar a oferta de animais e aumentar a padronização?

Gustavo - Quando o Marfrig iniciou o trabalho de abate de ovinos na unidade de Promissão/SP, em abril de 2009, tinha como interesse apenas a compra de animais prontos para abate. Porém, a grande maioria das propriedades produtoras de ovinos possui rebanhos pequenos e não adota manejo de estação de monta, dificultando a formação de lotes homogêneos para comercialização.

Para viabilizar o transporte dos animais, o Marfrig fornece uma ajuda no frete e, para os pequenos lotes, além desta ajuda de frete, é criado uma rota de embarque, onde dentro de uma mesma rota são embarcados animais em diversas propriedades.

Também foram criadas duas unidades de confinamento de ovinos em São Paulo, sendo uma no município de Getulina, com capacidade estática para 2.000 cordeiros e outra unidade em parceria com a UNIMAR (Universidade de Marília), no município homônimo, com capacidade estática para 1.000 cordeiros. Estes confinamentos contribuem bastante nas escalas de abate e padronização das carcaças.

Além dos confinamentos e frigorífico no Estado de São Paulo, o Marfrig possui no Rio Grande do Sul, um confinamento com capacidade inicial estática para 2.000 cordeiros e uma planta frigorífica com capacidade para abater 3.000 cordeiros/dia, no município de Alegrete/RS.

FarmPoint - O que seu frigorífico faz, na região que atua, para estimular o abate formal e o consumo?

Gustavo - Hoje é mais viável comercializar os cordeiros com a indústria frigorífica, no mercado formal que no mercado informal. O preço do cordeiro no mercado formal é praticamente o mesmo pago no mercado informal, sem contar na comodidade para o produtor, que não precisa disponibilizar várias horas de seu dia para abater os cordeiros, fazer as entregas na cidade em diversos pontos e depois voltar novamente para receber. Vendendo para a indústria, o produtor não se preocupa com o frete e com o abate dos animais (que gera custo), e com a entrega da carne na cidade (que também gera custo de combustível e tempo de mão de obra para as entregas). O produtor recebe livre e integralmente pelo produto que entregar direto ao Marfrig.

Além de todas estas vantagens para o produtor, existe outra muito importante, que é a segurança alimentar para o consumidor final e toda sua família, já que estes estarão consumindo alimento inspecionado. Já para estimular o consumo da carne ovina, o Marfrig vem comercializando diversos tipos de cortes para atender a necessidade do consumidor, indo desde o preparo de simples pratos no dia a dia, até os cardápios mais requintados na alta gastronomia.

FarmPoint - Os consumidores estão cada vez mais exigentes, buscando qualidade e confiabilidade nos produtos que adquire. Você acha que a criação de uma marca forte no Brasil contribuiria para uma maior fidelização e credibilidade dos consumidores?

Gustavo - Muitos consumidores já conhecem e sabem identificar uma boa carne de cordeiro. Desta forma eles acabam se tornando mais exigentes sim! Criar uma marca forte no Brasil, que tenha padronização na oferta e na qualidade contribuiria sem dúvidas, com maior volume de consumo e consequentemente para melhoria contínua na produção dos cordeiros.

FarmPoint - Seu frigorífico tem marcas de carne conhecidas pelo consumidor final? Quais ações de marketing vocês desenvolvem?

Gustavo - Hoje a carne de cordeiro Marfrig vem sendo comercializada com as seguintes marcas: Bassi, Palatare, Tacuarembó e Patagônia, vistos abaixo.



FarmPoint - Vocês conseguem ofertar no mercado quantidade suficiente de carne padronizada e com qualidade, ou ainda falta matéria prima para atender o mercado?

Gustavo - A capacidade de abate de ovinos do frigorífico Marfrig hoje no Brasil é de 4.000 cabeças/dia. Ofertamos para o mercado carne padronizada e de excelente qualidade, porém a oferta de cordeiros para abate ainda esta abaixo da demanda, que vem se tornando cada vez maior.

Figura 2 - Confinamento de cordeiros Marfrig em Getulina/SP.



Figura 3 - Cordeiros Marfrig em confinamento da Universidade de Marília/SP.



Equipe FarmPoint

Você conhece algum frigorífico de ovinos e/ou caprinos? Participe do Especial Frigoríficos entrando em contato pelo box abaixo:

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Comentários

jose messa de deus

Tangará da Serra - Mato Grosso - Produção de ovinos
postado em 18/08/2010

Muito boa esta notícia. Aqui em Tangará, sou criador e incentivador da criação de ovinos. Os criadores de ovinos estão meio desanimados por não ter comercialização de cordeiros.

DANIELE DUARTE NUNES DE SOUZA

Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Pesquisa/ensino
postado em 18/08/2010

Achei muito interessante a matéria, pois mostra uma realidade que muitos criadores não conhecem a respeito da indústria de caprinos e ovinos. Acredito que desta forma haja incentivo de criação dos animais. A padronização de cortes da carcaça também faz com que a qualidade da mesma apareça e consequentemente haja aumento do consumo, uma fez que preço não é mais o parâmentro principal para aquisição de um determiniado produto.

Queni de Oliveira

Santana do Livramento - Rio Grande do Sul - Consultoria/extensão rural
postado em 18/08/2010

Excelente matéria, creio que o FarmPoint e Marfrig estão colaborando com desenvolvimento para criação de ovinos e para redução do abate clandestino.

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