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Ambientalistas opõem-se ao desenvolvimento?

Por José Goldemberg
postado em 15/12/2010

9 comentários
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Como acontece em outras áreas - tais como as de tecnologia, de padrões de consumo e até da moralidade pública -, as grandes inovações que marcaram os avanços da civilização demoram a chegar ao Brasil. Essa é uma característica geral de países periféricos que ainda têm um peso relativamente pequeno no cenário internacional.

As preocupações com a preservação ambiental caem nessa categoria, como ficou evidente na década de 70 do século passado. Na Conferência de Estocolmo de 1972, que deu origem aos esforços de reduzir a poluição no mundo todo, o Brasil teve um desempenho lamentável, defendendo posições como as que o economista e ex-ministro Delfim Netto expressou recentemente em entrevista ao jornalista Ricardo Arnt: "Se diziam que a indústria do aço ia sair da Europa por causa da poluição, eu respondia: vem para o Brasil, porque temos espaço bastante para a poluição e é mais importante fazer aço; da poluição cuidamos depois" (O que os Economistas Pensam sobre Sustentabilidade - Editora 34). As percepções de Delfim Netto sobre meio ambiente, contudo, melhoraram muito desde então.

Outro exemplo é dado, no mesmo livro de Ricardo Arnt acima citado, pelo também economista e ex-ministro Maílson da Nóbrega - que naquela época era alto funcionário do Banco do Brasil -, ao lembrar que a Rodovia Transamazônica (BR-230) foi criada "em meio ao clamor para se fazer alguma coisa que permitisse a expansão da fronteira agrícola e fosse capaz de resolver o problema de seca no Nordeste". Por essa razão, a legislação que criou a Transamazônica é a que criou o Programa de Redistribuição de Terras e de Estímulo à Agroindústria do Norte e do Nordeste (Proterra), que tornou viáveis migrações para a Amazônia. Conta Maílson da Nóbrega que o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) chegou a fazer uma usina de álcool na Transamazônica, ignorando que a cana "era belíssima, mas sem sacarose para produzir álcool ou açúcar".

A ideia de que reduzir a poluição torna o crescimento econômico inviável é irracional, mas foi, e ainda é, o paradigma usado por muitos economistas e desenvolvimentistas no mundo todo.

Foram essas visões incorretas que levaram ao surgimento do movimento ambientalista mais ligado à "esquerda", que atribui o crescimento predatório a um capitalismo selvagem e, portanto, no seu entender, a solução é combater o capitalismo como um todo. Por outro lado, o ambientalismo mais ligado à "direita" vem do século 19 e tem a característica de tentar preservar o meio ambiente e a paisagem, dando a eles um sabor imobilista que às vezes serve a interesses de grupos de pressão. No atual movimento ambientalista essas duas visões coexistem.

A eleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2002 beneficiou-se do movimento ambientalista ligado à "esquerda". A escolha de Marina Silva como ministra do Meio Ambiente, no mesmo ano, refletiu esse apoio. Mas o que ocorreu é que o zelo da ministra em implementar a legislação ambiental logo se transformou num obstáculo às obras desenvolvimentistas que o governo pretendia realizar, como a transposição do Rio São Francisco e a construção de grandes hidrelétricas na Amazônia.

A ficção de que as teses da ministra Marina Silva eram levadas a sério dentro do governo se dissipou rapidamente, resultando na sua saída do governo - tardiamente, a nosso ver. Como resultado, porém, os ambientalistas acabaram sendo caracterizados como inimigos do desenvolvimento, atrasando desnecessariamente, por motivos fúteis, obras de grande vulto, como a Usina Hidrelétrica de Belo Monte. O presidente Lula contribuiu consideravelmente para essa tentativa de desqualificação do movimento ambientalista, acusado de se preocupar mais com os "bagres do Rio Madeira" do que com a geração de eletricidade.

O problema fundamental aqui é o de distinguir entre o que os economistas chamam de "crescimento sustentável" - entendido como crescimento econômico sem sobressaltos e sem flutuações na taxa de câmbio - e o assim denominado "desenvolvimento sustentável", em que não somente o progresso econômico é levado em conta, como também o uso eficiente dos recursos naturais, com as melhores tecnologias disponíveis e com a preservação ambiental (na medida do possível). A primeira opção ("crescimento sustentável") é até viável por curtos períodos de tempo, mas só a segunda ("desenvolvimento sustentável") é duradoura. A primeira olha o curto prazo e a segunda, o médio e o longo prazos, sendo evidente que o atual governo só teve em mente o curto prazo.

Por exemplo, o desmatamento da Amazônia para expandir pastagens para gado é uma atividade de baixo rendimento econômico que terá sérias consequências, porque vai mudar (e está mudando) o regime de chuvas de todo o País, além de contribuir significativamente para as emissões de gases que provocam o aquecimento global. Portanto, é essencial dirigir os rumos do crescimento econômico da região em outras direções, o que não foi feito. Argumentar que a Europa também destruiu suas florestas para progredir e que agora querem impedir-nos de fazer o mesmo reflete pura ignorância: a eliminação das florestas europeias ocorreu ao longo de mil anos e o Brasil está fazendo isso em 30 anos, na Amazônia.

As únicas medidas sérias tomadas no Brasil nos últimos anos para orientar o País na direção do desenvolvimento sustentável foram a aprovação de leis propostas pelo prefeito Gilberto Kassab, no Município de São Paulo, e pelo ex-governador José Serra, no Estado de São Paulo, que estabelecem metas e prazos para reduzir as emissões de carbono (e outros poluentes) até o ano 2020. Essas leis vão conduzir o País a uma economia de baixo carbono e não constituem um freio ao crescimento econômico, mas, ao contrário, levarão a uma modernização da indústria brasileira, o que aumentará sua competitividade no comércio internacional.

Esse artigo foi originalmente publicado no jornal Estado de SP, reproduzido aqui com autorização do autor.

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José Goldemberg    São Paulo - São Paulo

Pesquisa/ensino

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Comentários

Pedro Eduardo de Felício

Campinas - São Paulo - Pesquisa/ensino
postado em 16/12/2010

Cumprimento a direção do Beefpoint pelo belíssimo artigo do ex-reitor da USP, Prof. José Goldemberg. Espero que os leitores acostumados com críticas pesadas aos ambientalistas parem um pouco para refletir sobre o que diz quem verdadeiramente entende da matéria. É hora de nós que somos ligados à agropecuária fazermos um esforço de adaptação a uma nova realidade, porque o comércio internacional de alimentos irá valorizar quem produz de modo sustentável e, ainda que não fosse por isso, todos temos ou teremos filhos e netos que habitarão este planeta Terra, não há outro à vista.
Ao professor Goldemberg meu respeito e consideração, feliz o povo que tem inteligências privilegiadas como a sua voltadas para o bem.

Edimar Gonçalves Carvalho

Guaçuí - Espírito Santo - Insumos para indústria, distribuição e varejo
postado em 16/12/2010

Uma lei para que seja justa, tem que nascer da necessidade do povo, não da vontade política de ambientalistas patrocinados por países ricos ou por políticos que chegaram ao poder destruindo matas e poluindo rios, tem que haver bom senso.
Cada caso é um caso, tem gente produzindo dentro de APPs, sem danificar o meio ambiente e tem pessoas produzindo erosão em terrenos agricultáveis.
O produtor precisa de conhecimento, muito mais que empréstimo....

Ciro Siqueira

Paragominas - Pará - Produção de gado de corte
postado em 17/12/2010

Professor Goldenberg desliza na retórica em razão do legítimo e louvável anseio de proteger o meio ambiente e o planeta.

A conferência de Estocolmo em 1972 foi fortemente influenciada pelo relatório do Clube de Roma, publicado no mesmo ano e intitulado Limites do Crescimento. O relatório propôs abertamente o crescimento zero como unica forma de compatibilizar a vida humana na terra com os limites ambientais do planeta.

A ideia de que reduzir a poluição torna o crescimento econômico inviável não é irracional como afirma o Professor. Embora compatibilizar crescimento econômico e conservação ambiental seja perfeitamente possível, limitar ou atrapalhar o crescimento econômico convencional é uma forma pragmática de poupar recursos naturais e ganhar tempo. O movimento ambientalista que atua no Brasil sabe disso.

É muito difícil transformar a economia convencional, aquela no velho Delfim Neto, em uma nova economia sustentável, mais próxima do sonho de Ignancy Sachs, Nicholas Goergescu-Roagen e David Pearce. Muitos ambientalistas preferem o caminho mais curto de impor obstáculos à economia convencional não se importando com as consequências dessa atitude em termo de redução de empregos, renda e bem estar social.

O Brasil precisa estar atento a esse tipo de impostura verde. Quem se preocupa com o meio ambiente no Brasil o no mundo deve saber diferenciar o ambientalistmo humano, soberano e responsável que busca o desenvolvimento sustentável do ambientalismo irresponsável e quasi-fascista que algumas pessoas e ONGs praticam abertamente no Brasil que busca SIM atrapalhar o cresciemnto econômico como forma de preservar o meio ambiente.

Por mais paradoxal que possa parecer existem ambientalistas canalhas.

wilson tarciso giembinsky

Paracatu - Minas Gerais - Produção de gado de corte
postado em 18/12/2010

Eu e minha esposa temos quase 33 anos na convivência sustentável entre produção, recuperação, preservação ambiental de recursos hídricos, flora e fauna.

A nossa formação de biólogos, o nosso trabalho de produtores rurais e nossa consciência ambiental nos levou a isto!
Não visamos o lucro acima de tudo como dizem os ambientalistas, mas precisamos sobreviver dignamente....

Quem produz sabe que não pode depredar a natureza, não pode destruir seu meio de produção e subsistência.
Nós perenizamos um córrego, recuperamos e preservamos cerca de 60% de nossa propriedade (somos obrigados a 20%) usando no$$o bol$o...
Sabemos o quanto isto custa e esperamos ter a devida retribuição da humanidade aos nossos esforços físicos e econômicos!

Propomos que cada proprietário urbano invista pelo menos 20% do valor do imóvel cadastrado no IPTU, em áreas rurais de preservação nativa. (é para ele que produzimos alimentos, água, oxigênio e sequestrando carbono).
Assim eles também dariam sua contribuição ao desenvolvimento sustentável.
O proprietário rural, que possui imóvel urbano, já investiu portanto está isento

Propomos que as áreas ambientalmente preservadas, que excedam às áreas de APPs e RL, não sejam computadas para cálculo de produtividade.

Propomos que as máquinas agrícolas destinadas à produção de alimentos sejam totalmente isentas de qualquer tipo de imposto, assim o governo faria parte de sua função social. Já que não cumpre com a sua função social constitucional de fornecer saúde, educação, segurança, saneamento e infra estrutura, também junto ao homen do campo....

Que nos paguem por sequestrar carbono, produzir água e oxigênio, já que nos pagam muito mal pelos alimentos que somos obrigados a produzir para cumprir a função social da propriedade......

SE VOCÊ SE ALIMENTA, VESTE, CALÇA, BEBE E RESPIRA.... AGRADEÇA A UM PRODUTOR RURAL QUE PRODUZ ALIMENTOS, FIBRAS, COUROS, ÁGUA E OXIGÊNIO..... ALÉM DE SEQUESTRAR O CARBONO QUE VOCÊ EMITE....

dalton domingos da mata

Rondonópolis - Mato Grosso - Produção de gado de corte
postado em 18/12/2010

Bem, claro que o desmatamento na europa ocorreu durante centenas de anos, mas não se pode comparar... Ha mil anos existia tratores traçados como hoje? existiam maquinarias de alta efeiciencia? Não, era tudo a mão, a demanda era baixissima, praticamente para sustento próprio, lareiras, fogoes alenha, hoje o mundo anda muito mais rápido do que a 50 anos atrás, e a demanda gigantesca, por exemplo.. um computador de 2010 em 2011 é ultrapassado, isso acontecia a 60, 70 anos atras ? muito menos a 500 anos. Não se pode misturar maças com laranjas. Tempos diferentes.

Janete Zerwes

Cuiabá - Mato Grosso - Produção de gado de corte
postado em 21/12/2010

Prezados Professor Goldemberg e produtores,

Ao abordar a questão "desenvolvimento sustentável", logo as opiniões se dividem, divergem, multiplicam-se e se confundem. É natural que isso aconteça, ao lidar-se com conceitos.

As primeiras confusões se referem as duas palavras mais usadas nas discussões: crescimento e desenvolvimento. Antes de colocá-las sob o enfoque econômico, como acontece normalmente, seria interessante estabelecer um consenso sobre o significado adotado para as mesmas:

Crescimento - Ação ou efeito de crescer.

Desenvolvimento - Ato ou efeito de desenvolver; crescimento ou expansão gradual; (e a definição mais interessante para a presente discussão) passagem gradual de um estágio inferior para um estágio mais aperfeiçoado.

O conceito de desenvolvimento sustentável fez parte de debates internacionais, onde a noção de desenvolvimento ligada à idéia de crescimento foi reavaliada, resultando desses debates, o conceito, propriamente dito, de sustentabilidade. Bellen, Hans Michael van. Indicadores de sustentabilidade: uma análise comparativa. Rio de Janeiro. 2007.p. 21.

A abordagem simplista e algumas vezes ideológica, adotada pela mídia, relativa às transformações climáticas no planeta terra, no primeiro momento, deixou de lado a responsabilidade ambiental relativa ao crescimento econômico apoiado no consumo de bens supérfluos (digo supérfluos, por que a maior parte desses bens não se enquadra como necessidade essencial, nem para sobrevivência do homem, nem para seu conforto), e, direcionou o foco e a responsabilidade sobre as alterações climáticas para os desmatamentos no Brasil. Com isso foi atingida frontalmente a economia agrícola e a imagem do produtor perante a opinião pública.

Ao pensar que o desenvolvimento sustentável só se efetiva quando sua base conceitual está apoiada em valores éticos, culturais e vocacionais, conforme ficou claro na Agenda 21 - CNUMA - Rio de Janeiro em 1992; e, considerar além desses valores: demandas de alimentos e matérias primas industriais oriundas da agricultura; dinâmicas de crescimento econômico internacionais e nacionais;impactos ambientais provocados pela produção agrícola uniforme; e, a capacidade de recuperação ambiental ao longo do tempo, nos deparamos com a imensa complexidade imposta à aplicação do conceito de sustentabilidade, não só para o setor agrícola, mas para a sociedade como um todo.

É preciso compreender que na discussão do tema Desenvolvimento x Meio Ambiente, não cabem ideologias políticas nem interesses imediatistas entre mercados concorrentes. É imprescindível compreender que aplicar o conceito Sustentabilidade às atividades humanas, sejam elas, sociais, ambientais ou econômicas, implica em mediar, Ecologia e Economia através da Ciência, implica em agir a favor da humanidade e da natureza na manutenção do planeta onde vivemos, tanto para as gerações presentes, como para as gerações futuras.

Comissão de Produtoras Rurais - Famato - MT

Vigilato da Silva Fernandes

Manhuaçu - Minas Gerais - Produção de gado de corte
postado em 30/12/2010

considero o discurso ambientalista pouco técnico, incoerente, cientificamente incorreto muitas vezes e em grande parte das vezes fanatico...pouco embasado, pouco objetivo... extremamente injusto e muito pouco brasileiro... mas vamos la, de alguma maneira temos que preservar o meio ambiente não resta duvida.Vamos mudar o foco da discussão, penso que devemos aprofundar a questão no sentido de definir quem deve pagar essa conta, ou arcar com os custos de tudo isso...quem sao os verdadeiros poluidores,seria justo lançar todo o onus da preservação ambiental sobre o produtor rural.?..a industria, o meio urbano, a prestação de serviços, as empresas, o governo, não tem nada a ver com isso???parece brincadeira... assim fica insuportável...mas realmente nao temos que estabelecer comparações com a Europa...se desmatou ou se não desmatou... são gente diferente, outra cultura, outra vocação....ganham muito em outros seguimentos da economia...são paises ricos, desenvolvidos, o que não podemos e aceitar uma receita vinda de fora, elaborada por eles...nos curvarmos em suas convençoes e conferências a despeito de nossos proprios interesses e necessidades...considero ser necessário repensar tudo isso antes de jogar o peso sobre o ombro do produtor rural...

Antônio Elias Silva

Campo Alegre de Goiás - Goiás - Produção de leite
postado em 05/01/2011

Prezados,

O Brasil tem sistematicamente se imposto uma postura de réu naquilo que concerne à contribuição para a suposta catástrofe ambiental planetária hodierna. Será que o Brasil é realmente um dos protagonistas dessa suposta catástrofe? Bem, vejamos! Temos 56% das nossas florestas nativas intocadas, mais 2% do território composto de lagos e rios, mais de 1% de florestas plantadas, somos o único país do mundo a ter reserva legal em propriedades rurais, um dos poucos, ou único, a ter exigência de mata ciliar, APPs, etc, temos a matriz energética mais limpa do planeta... Ora, então parece que na realidade somos o único país do mundo com moral pra falar sobre preservação/conservação ambiental. Contrariamente ao que se propugna, deveríamos ser recompensados internacionalmente por termos nossas cadeias produtivas tão limpas.

Por outro lado, não há evidências de que o aumento da concentração de carbono, metano e outros gases são os responsáveis pelo aquecimento global. Há hipóteses plausíveis de que pode ser o aquecimento global (causado pela variação do nível de atividade solar) que causa o aumento da emissão desses gases. Um argumento que sustenta essa hipótese é que na década de 1930, quando a emissão desses gases por processos industriais, era, salvo engano, 20% dos níveis atuais, a temperatura média do planeta registrou seus níveis mais altos nos últimos cem anos.

Além disso, não há provas de que a floresta amazônica sequestre menos carbono hoje do que há 40 anos atrás. Há hipóteses, ainda a serem provadas com pesquisas, de que florestas com árvores mais novas (ou capoeiras) sequestram mais do que florestas de árvores antigas. Além disso, temos de computar o sequestro das pastagens, das plantações, etc.

Por tudo isso, acho que o Brasil tem de mudar de atitude em fóruns internacionais, dando lição e não ter postura de réu.

Abraço a todos,
A Elias

PAULO LUIS HEINZMANN

SALVADOR DAS MISSÕES - Rio Grande do Sul - Consultoria/extensão rural
postado em 06/01/2011

Prezados,

Concordo plenamente com as colocações dos colegas Sres. Vigilato da Silva Fernandes e Antônio Elias Silva, e acredito que os ambientalistas, ONGs e simpatizantes, que na maioria das vezes moram nas grandes cidades, e não sabem nem o destino dos seus dejetos íntimos, deveriam primeiramente limpar o seu próprio pátio, fazendo, por exemplo, com que se criem condições de sobrevivência de peixes nos arroios e riachos que saem das cidades onde moram, condições que temos aqui no campo, para só depois nos pregarem "moral de cueca".

Abraços a todos!!

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