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Capacitação de mão de obra. Será que o problema é esse?

Por Walter Celani Junior
postado em 04/10/2010

11 comentários
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As coisas estão caminhando a passos largos para a profissionalização em todos os setores e na fazenda não é diferente. Se não for profissional, não será competitivo, e não sendo competitivo, está fadado ao fracasso total. Será que capacitar a mão de obra, é realmente o grande problema? Ou será que chegou a hora de termos profissionais trabalhando?

Os chamados "peões" estão perdendo seu lugar, para os técnicos ou os bacharéis em diversas áreas. Capacitar é uma coisa, mudar culturas e conceitos arraigados na ignorância e nas crendices, é completamente diferente. Se o produtor rural não tiver alguém que se comprometa e entenda o que é uma empresa, e o que fazer para que a mesma dê lucro, não adianta ficar levando esses atuais empregados, para fazerem cursinhos. Isso não vai adiantar NADA.

Pode parecer pretensioso ou arrogante de minha parte, mas não é. Essa é a mais pura verdade. Hoje, após muito tempo militando na área, decidi mudar alguns conceitos. Na Fazenda Nevada, onde trabalhamos com 2000 matrizes, achei por bem, fazer um convênio com instituições de ensino, que me proporcionaram conhecer pessoas a ponto de se formarem e terem uma vontade enorme de aprender e melhorar.

São culturas e conceitos diferentes. Com isso, consegui reduzir drasticamente os óbitos de toda natureza, aumentamos o ganho de peso em confinamento, aproveitamento de alimentos e muitas outras coisas. Fizemos diversas substituições de profissionais e tivemos resultados imediatos. Sugiro que aqueles que possam fazer esses convênios, que o façam e que deem oportunidades aos mais jovens e dinâmicos.

Não pensem que em pequenas propriedades isso não é possível, pois os jovens estão sedentos por informação e dispostos a aprender em todas as esferas e lembrem-se de que, a ovinocultura profissional de corte, exige um grande rebanho e pessoal capacitado.

Sei que alguns lerão esse artigo e dirão que tem pessoas que podem fazer sem ser capacitadas. Entendo e até sei que existem alguns poucos. Poucos. A ovinocultura tem que pensar grande e não trabalhar com poucos ou para poucos.

E você leitor do FarmPoint? Qual é a sua opinião sobre este assunto?

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Comentários

KiLOViVO - Ovinocultura de precisão - (65)99784004

Tangará da Serra - Mato Grosso - Técnico
postado em 04/10/2010

Prezado Walter:

Sempre que leio as suas matérias, tenho a impressão de que estamos olhando e enxergando a ovinocultura de corte pela mesma "janela". Novamente considero a sua manifestação substancial e oportuna. Parabéns!

Aproveitando o "gancho", quero lembrar que qualquer atividade de produção animal ou vegetal PRECISA estar sustentada em conhecimentos científicos, o produtor querendo ou não, concordando ou discordando. Todo o ambiente que envolve o setor produtivo animal e vegetal vem evoluindo a passos cada vez mais largos nos três principais setores efetivos, quais sejam: sanitário, nutricional e genético. E a grandeza dessa evolução se deve, ÚNICA e EXCLUSIVAMENTE, aos resultados dos trabalhos CIÊNTÍFICOS nas áreas, principalmente, da genética, química, bioquímica, biologia, microbiologia e informática, as quais geram os novos conhecimentos de biotecnologia, nutrição, melhoramento genético e controle sanitário preventivo e curativo. Focando, apenas, a ovinocultura, será que, por exemplo, os recursos tecnológicos responsáveis pelo nível de eficiência atual dos processos produtivos australianos e neozelandeses são conseqüência dos conhecimentos práticos dos produtores tradicionais daquelas nacionalidades? Claro que não. A prática é conseqüência direta da aplicação certa ou errada de conceitos técnicos que, por sua vez, SEMPRE são forjados por conhecimentos científicos. Um exemplo claro desta afirmação é o que vem acontecendo com relação ao controle das verminoses dos ovinos: enquanto os técnicos especializados e os pesquisadores (cientistas) informam, publicam e repetem, exaustivamente, tudo novamente na esperança de que o produtor APRENDA, este, o produtor, dá-se ao luxo de, baseando-se nos conhecimentos com os quais nasceu e/ou adquiriu na sua forma empírica de conduzir o seu rebanho, opinar e criar manejos sanitários diferentes dos que seriam tecnicamente corretos, eficientes e necessários.

A conseqüência daninha mais grave do comportamento presunçoso e prepotente dos que já nasceram com a "sabedoria" de um ovinocultor não é o prejuízo monetário que provocam no fluxo de caixa do seu próprio empreendimento, e sim é sofrimento imposto aos indivíduos que formam um rebanho quando são vítimas da fome, das doenças e do desconforto ambiental.

TREINAMENTO e CAPACITAÇÃO da força de trabalho só produzem resultados se a administração do processo produtivo for conduzida de forma profissional e alicerçada em conhecimentos científicos adquiridos em bancos universitários ou, então, comprados de quem os adquiriu.

Um grande abraço.

***GiORGi***

Jaime de Oliveira Filho

Itapetininga - São Paulo - Consultoria/extensão rural
postado em 04/10/2010

Como você está Walter. Realmente você tem razão a respeito da mão de obra comum que muitas vezes treina tanto mas logo ela migra para outra ou as vezes não tem o gosto pela ovinocultura,pois precisa ser uma profissionais que sejam muito atento para o que ele faz. Acadêmicos ou técnicos que já tenham formação profissional e possa ter um treinamento específico na área pode ser um colaborador que se torne um profissional em ovinocultura com formação no mínimo técnica,colaborando muito para melhorar a atividade e somando com mais conhecimentos no setor agrário,o que ajuda muito na atividade.

Um grande abraço e sentimos sua falta no curso.

Jaime

Nei Antonio Kukla

União da Vitória - Paraná - Consultoria/extensão rural
postado em 05/10/2010

Em nível de propriedade sem nenhuma dúvida os profissionais que ali atuam devem ser capacitados e constantemente reciclados, porém devem no mesmo grau por em prática o que aprendem e, os proprietários devem dar as mínimas condições para que isto aconteça. Uma dessas condições é DELEGAR poder.
Em nível de entidades de assistência técnica, faltam profissionais específicos para a ovinocultura. Existem técnicos mas que são obrigados a fazer de tudo um pouco, lhes restando pouco tempo para a especialização no setor.

Walter Celani Junior

Uberaba - Minas Gerais - Consultoria/extensão rural
postado em 05/10/2010

Caro Giorgi,

Não tenho o que acrescentar ao seu comentário.
Grato pela colaboração.
Grande abraço,
Walter

Walter Celani Junior

Uberaba - Minas Gerais - Consultoria/extensão rural
postado em 05/10/2010

Jaime! Grato por estar participando e corroborando com minhas palavras. Sem dúvida alguma você tem bastante vivência no setor e sabe do que estou falando.
Também sinto falta de voces, mas, felizmente, a ovinocultura não tem me dado muito tempo. Sem dúvida, na próxima visita de voces a Uberaba, nos encontraremos. Forte abraço, Walter

Walter Celani Junior

Uberaba - Minas Gerais - Consultoria/extensão rural
postado em 05/10/2010

Caro Nei, no que diz respeito às entidades governamentais, infelizmente elas não tem profissionais totalmente voltados para o setor. Aliás isso é um problema na iniciativa privada ou com profissionais liberais tambem. A ovinocultura é pouco explorada, quem sabe, devido ao fato de não se conhecer o devido potencial da atividade. Mesmo essas entidades, não sabem desenvolver trabalhos realmente efetivos. Grande parte dos que estão liderando equipes, é de pessoas do lado administrativo.
Delegar sim, prematuramente não. Abraço, Walter

José Aguerre

ooooooooo - São Paulo - Consultoria/extensão rural
postado em 05/10/2010

Estimado Walter: Muy interesante y muy real su artículo.
Desde el SUL (Secretariado Uruguayo de la Lana) en Uruguay estamos realizando capacitaciones permanentes a técnicos y productores, pero muchas veces el problema era el operario, que la mayoría de las veces había "heredado" un conocimiento desactualizado o directamente no lo tenía. Por ello hemos instrumentado un Curso de Encargados Rurales (dirigido a capataces) que se realiza hace más de 20 años en todo el país, con muy buen suceso. El resultado ha sido tan bueno que no sólo se realiza en Uruguay sino que el SUL va a también va a repicar la experiencia en 3 lugares de Chile contratado por Consorcio Ovino. También desde hace más de 35 años de realizan escuelas para esquiladores y maquinistas de esquila, el resultado es de excelente calidad y los mismos son contratados fuera de zafra desde España.
Un saludo de sus hermanos del sur. José (técnico extensionista del SUL)

Felipe Nakashima Camargo

Bofete - São Paulo
postado em 05/10/2010

Eu como estudante tenho apenas que agradecer a pessoas como o Walter que abriu as portas para estudantes capacitados e com vontade de exercer e contribuir com toda a apredizagem que nos vem sido fornecida, apesar de algumas entidades não introduzirem a ovinocultura em alguns cursos como o de Técnico em Zootecnia, no qual estou me formando; Porém, isso não me empediu de estar demonstrando todo o meu conhecimento em área de corte, o compromisso e responsabilidade com o setor produtivo; Hoje existe sim aqueles que estão realmente interessados em demonstrar toda sua vontade em ser um profissional de respeito e eu sou um destes; Apesar de não ter um conhecimento amplo sobre a atividade, não me diferenciei dos outros profissionais e aprendi bastante;


Obrigado Walter;

Walter Celani Junior

Uberaba - Minas Gerais - Consultoria/extensão rural
postado em 06/10/2010

Caro José Aguerre, Gracias por su observación y por las informaciones a cerca de su pais. Brasil tiene que hacer cosas como aja, congratulaciones por sus trabajos. Perdón por el chico conocimiente de su idioma. Mas realmente temos que copiar esses modelos que funcionam em outros países que tem essa atividade mais desenvolvida. E penso, que o Uruguai é um exemplo disso. Espero ter mais participações suas, e mais informações detalhadas sobre o trabalho ai realizado. Um forte abraço. Walter

Walter Celani Junior

Uberaba - Minas Gerais - Consultoria/extensão rural
postado em 06/10/2010

Felipe, Quando nos propusemos a dar oportunidades, sabíamos que apareceriam diversos tipos de profissionais. Voce, não me surpreendeu, porque era de se esperar que, uma pessoa que tem por base sua familia, certamente trilhará rumos de sucesso.
Nossa empresa prima por pessoas, antes de buscar profissionais e quando acontece de termos os dois em um só, não tem como errar. Grato pelas palavras. Abraço, Walter

Monalisa Lima

Niterói - Rio de Janeiro - Varejo
postado em 13/10/2010

Caro Walter, certa vez estava andando no centro do Rio de Janeiro, e parei numa loja. Enquanto estava escolhendo o que comprar escutei uma senhora fazer o seguinte comentário: "Sim, sim, eu sou cozinheira. ( Pelo que entendi ela vende marmitas). O trabalho é pesado mas eu gosto muito do que faço. E meus filhos não querem nada com a vida. Falo pra eles que dá dinheiro, mas não querem. E veja você hoje: filho de rico tá virando cozinheiro. Vai pra Ana Maria. Só que vai pra faculdade aprender a cozinhar. E meus filhos dizem que é burrice. Não querem... " Dei os parabéns àquela senhora. Sinceramente, eu não sei o que as pessoas esperam da vida. E como reclamam.

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