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Você está em: Cadeia Produtiva > Espaço Aberto

O setor rural precisa se erguer

Por Ciro Siqueira
postado em 10/12/2009

13 comentários
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Gostaria de agradecer as cartas que recebi em relação ao artigo "O que há de errado com o Código Florestal" publicado originalmente no Estadão e republicado nos portais da AgriPoint. Decidi entretanto responder a todas em conjunto. Nem mesmo é uma resposta o que ou gostaria de fazer. Eu gostaria de fazer um desafio a vocês.

Qualquer setor que estivesse sofrendo os abusos que o setor rural brasileiro vem sofrendo já teria se revoltado. Os estudantes já estariam nas ruas a muito tempo, os trabalhadores sindicalizados das capitais já estariam nas ruas a muito tempo, o MST já estaria na rua a muito tempo. O MST é um movimento criminoso, mas que foi apoiado pela opinião pública porque foi capaz de escancarar para a sociedade o problema que os afligia. Por mais errados e criminosos que eles sejam, eles são muito mais politizados do que vocês produtores. Vocês não cometem nenhum crime e a sociedade precisa saber disso.

Vocês não podem ficar parados achando que agricultura é importante demais para ser destruída pelo governo. Ela é, mas o governo só vai descobrir isso depois que todos vocês tiverem presos, expulsos de suas terras ou gastando o seu dinheiro para fazer um bonito jardim para o mundo. Saiam de cima da maldita cadeira onde vocês estão sentados.

Liguem agora para o presidente do seu sindicado rural. Exijam que os presidentes dos sindicados acionem a federação do seu estado e façam a pressão chegar à Brasília pela Confederação que os une. Liguem, mas não apenas reclamem das leis, se disponham a botar suas colheitadeiras nas ruas, a derramar parte das suas colheitas numa BR qualquer, a atravessar seus tratores nas estradas ou a levá-los novamente até Brasília, fechem 20% do movimento do Eixão de Brasília ou das Marginais do Tietê e expliquem aos cidadãos urbanos engarrafados que é isso o que vocês estão sofrendo, se disponham a soltar uma carreta de boi na Praça da Sé para os cidadãos urbanos aprenderem que bife não dá na gôndola do supermercado e aprenderem como é difícil lhe dar com eles vivos.

Está na hora do setor rural parar de ceder espaço aos ambientalistas. Vocês são os verdadeiros ambientalistas desse país. A produção rural do Brasil é do interesse da sociedade. A sociedade brasileira precisa e quer produção agrícola e são vocês produtores que têm que mostrar isso a ela. São vocês quem têm que mostrar à sociedade que agricultura não é inimiga do meio ambiente. Vocês têm força, vocês têm representatividade, vocês têm dinheiro, mexam-se.

Veja quem é o Presidente da Federação da Agricultura do seu Estado:
http://www.canaldoprodutor.com.br/federações

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Comentários

Guilherme de Menezes Machado

Belo Horizonte - Minas Gerais - Trader
postado em 10/12/2009

Amém nós todos.

Apesar de eu achar que o governo federal já está começando a atentar para os problemas da cafeicultura, acho que sem o movimento SOS cafeicultura, do qual eu tenho orgulho de falar que participei, a coisa seria totalmente diferente. Foi uma manifestação pacífica, organizada e com objetivos bem definidos. Não é quebrar tudo igual o povo do mst, aquilo é ignorância, mas demonstrar que a coisa não está legal e que a gente está disposto a se organizar e batalhar.
Foi muito legal ver gente de muitas cidades na praça de Vga, gente que chega em cima de trator, com o jeans surrado, camisa xadrez, bota suja e boné de cooperativa - o retrato que o Brasil é formado por pequenos produtores que estão sofrendo por não terem condições financeiras de aguentar mais tempo - ao som de música sertaneja debaixo do sol forte daquela manhã de março, e que deu uma lição de bom comportamento e civilidade ao manifestar. Serve de exemplo à maioria das manifestações que acontecem em BH e outras capitais. Afinal de contas, nós é jeca, mas é jóia!

Abração!

Luiz Henrique C. Ribeiro

Presidente Prudente - São Paulo - Produção de gado de corte
postado em 10/12/2009

Ciro, parabéns pelo artigo, concordo em gênero numero e grau, temos a faca e o queijo, só que em mãos distintas, o que realmente necessitamos antes de tudo, é da união da classe produtora.
Vou passar este artigo para todos meus contatos.
Saudações;

Luiz Carlos Lyra

Ji parana - Rondônia - Produção de gado de corte
postado em 11/12/2009

Parabéns sr Ciro pelas suas colocações,mas infelismente ainda temos alguns presidentes de federações, de sindicatos e muitos produtores que ainda não se dispersaram com a situação atual ,e esta situação so muda quando fizermos conforme seu comentario.Parabens.

Márcio Teixeira

Uruana - Goiás - Produção de leite
postado em 11/12/2009

É isso ae Ciro !!! Temos q unir caso contrário iremos continuar alimentando as pessoas, gerando divisas para outros elos da cadeia e continuaremos sem renda e com enormes dificuldades p continuar no campo.

Abraço
Márcio

Stella Maris Silva Romano

Luz - Minas Gerais - Produção de leite
postado em 12/12/2009

Concordo plenamente com seu discurso Dr. Ciro, mas o produtor Rural infelizmente está orfão há mtos anos. Tem lutado, sozinho de sol a sol, para conseguir manter no mercado, principalmente no mercado do leite, em que o produtor e consumidor é quem "pagam o pato", o produtor ganhando 0,55 e o consumidor pagando 3,00 em caixinha. O seu trabalho não tem reconhecimento algum. Temos apenas deveres de casa para cumprir, leis ambientais, trabalhistas,s encargos, insumos e rações com o preço nas alturas e o litro de leite a 0,55, é justo isso?

Lançamos na cidade de Luz-MG, a campanha BEBA + LEITE, com o intuito de aumentar o consumo do leite, para que este alimento rico em nutrientes, esteja presente na mesa do brasileiro, esteja nas cestas básicas, na merenda escolar, ou mesmo, que seja um produto midiático. Parabenizo o Bradesco que há poucos dias lançou uma linda propaganda deste produto tão rico e tão esquecido... As grandes empresas lácteas, deveriam seguir o exemplo e aguçar os olhos e encher a boca d´água de todos telespectadores, pois ninguém ama aquilo que não conhece.

Dr. Ciro, não queremos fazer alarde, fechando ruas, soltando gado em praça pública, isso não combina com gente de bem. Isso deixamos para os MSTs da vida. QUEREMOS APENAS O RECONHECIMENTO DE UM TRABALHO DIGNO E A MESMA DIGNIDADE PRA SEGUIR O QUE NOS FOI ENSINADO, POIS, É PASSANDO DE GERAÇÃO PARA GERAÇÃO QUE CONSTRUIMOS A NOSSA HISTÓRIA. E O QUE SABEMOS FAZER É CUIDAR DA TERRA, E FAZE-LA PRODUZIR POIS O LEITE, EM UMA VACA ENTRA BELA BOCA E COMO PODEMOS NÓS HOMEM DO CAMPO QUERER DESTRUIR NOSSA MÃE NATUREZA?

É ISSO...

GRANDE ABRAÇO,

JORNALISTA E PECUARISTA - STELLA ROMANO
WWW.FAZENDACRUZEIRO.COM.BR - conheçam nossa luta, visite nosso site , será um prazer!!!

EVANDRO CESAR PADOVANI

Vilhena - Rondônia - Produção de gado de corte
postado em 14/12/2009

Parabéns Sr Ciro pelo artigo concordo com suas colocação a maioria dos produtores Brasileiros estão muito acomodados temos que nós DESPERTAR a situaçào e gravisimas estão confiscando nossas propiedades estamos numa Ditadura ambiental camufrada e ora de organizar nossas entidades de crasse mobilizar nossos produtores e protestarmos em quanto a tempo antes que seja tarde demais.

Ciro Fernando Assis Siqueira

Belém - Pará - Consultoria/extensão rural
postado em 15/12/2009

Greenpeace pede a militantes para ligarem para o DEM contra PL do Código Florestal

Circula por e-mail uma tentativa de mobilização popular do Greenpeace contra o projeto de lei 6424 que segundo a ONG internacional flexibiliza o código florestal e contribui para aumentar o desmatamento no país. A organização pede que os militantes liguem para o presidente do DEM, Rodrigo Maia, para fazer pressão contra o PL. O projeto, de autoria do deputado Marcos Montes (DEM-MG) deve ser colocado em votação quarta-feira na Comissão de Meio Ambiente. No e-mail, o Greenpeace fornece os telefones do gabinete de Maia na Câmara, do Diretório Nacional do partido e do escritório de Maia no Rio, além do e-mail e do Twitter do deputado.

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É disso que eu to falando. Se o produtor rural não faz, alguém faz.

Mexam-se
Ciro Siqueira

Antonio Pereira Lima

Campo Grande - Mato Grosso do Sul - Consultoria/extensão rural
postado em 15/12/2009

Parabéns Dr Ciro Siqueira, o Sr tocou no nosso ponto fraco,os nossos presidentes tanto da federação como os sindicatos e associações ,ou são fulano de tal ou da familia tal ou querem ser o tal,só não possuem espírito sindicalísta,daqueles que se preciso deitam e rolam na Praça dos Poderes,daqueles que o único compromisso é com a classe.Tem uma frase que eu gosto muito,"No dia em que os homens sérios e honestos tiverem a mesma audácia dos velhacos,o mundo vai tomar o rumo certo".Tomara que todos vejam o seu artigo e quem sabe vamos dar o ponta pé inicial da grande virada,chega de bombeiro que só aparecem depois que o fogo já começou,e na negociação sobra sempre uma conta para o produtor,aqui no MS o Fundersul é o efeito curativo de uma negociação,nunca mais vai sair a cicatriz.quem sabe os próximos serão os tanques de guerra,que não deixarão os inimigos se aproximarem,só assim poderemos virar as costas e voltar a fazer o que mais sabemos,PRODUZIR,porque hoje não está dando tempo.
Um abraço

Ciro Fernando Assis Siqueira

Belém - Pará - Consultoria/extensão rural
postado em 15/12/2009

Prezada Sra. Stella Silva,

Entendo seu constrangimento. Mas me permita discordar.
Protestar, brigar por seus direitos, não é coisa de bandido, é coisa de cidadão.
O MST se excede porque pratica crimes ao protestar (invadindo e saqueando propriedades e depredando prédios públicos) e isso é um abuso legal. O MST é um movimento criminoso. Mas protestar não é crime e o produtor rural precisa entender e aprender a protestar, a brigar pelos seus direitos.
Os produtores rurais são sindicalizados. Há uma hierarquia com os sindicatos rurais dos municípios na base, as federações estaduais que aglutinam os sindicados e a CNA que junta as federações.
O produtor precisa fazer uso desse sistema. Se todo mundo apertar o presidente do seu sindicado, se esses apertarem o presidente da Federação e esses, apertarem a CNA, as demandas do campo chegarão com força em Brasília.
Penso que o produtor tem que exercer sua cidadania, tem que cobrar e fazer valer seus direitos. Vocês carregam esse país nas costas e o povo tem aprender a valorizar isso.

Abraço,

Gustavo Vilani Azara Giolo

Goiânia - Goiás - Produção de leite
postado em 16/12/2009

De fato este artigo foi muito bem escrito. Mas como produtor eu posso dizer, não há nada no mundo que reclame mais que o produtor rural. Só sabe reclamar, mas quando é a hora de agir,de fazer acontecer, não faz. Estamos passando um tempo não muito bom para a classe, onde os preços estão lá em baixo, o custo para produzir um litro de leite està alto e o que acontece?
Simplesmente não acontece, vai conversar com qualquer produtor pra você ver, irà ouvir só reclamações,e de reclamações o mundo està cheio. Està no hora de voltarmos os nossos olhos para a fora da porteira de nossas propriedades e fazer as coisas acontecerem. Caso contràrio, você produtor rural pague alguém para ouvir suas lamentações e và viver a sua vidinha, pois disso a classe rural està cheia.

jeferson moreira correa

Bonito - Mato Grosso do Sul - compra venda engorde de bovinos
postado em 16/12/2009

O produtor rural tem que entender que sosinho nao pode mudar nada,se nao esistir uniao que tenha em vista o coletivo fica difisel,a mensagen que o produtor passa ao cidadao urbano e de individualismo,depredador ambiental,rico,que posui camioneta 4x4 e que tudo e uma maravilha,um comerciante se compra uma BMW e capas e trabalhador mas se um produtor faz o mesmo e prepotente,isto que o meio rural trabalha com uma rentabilidade quando muito de 3% ao ano,sofre ataques de todos os lados,nao posui credito que condis com a realidade ea rentabilidade rural,pergunto onde esta a bancada ruralista,oque o meio rural esta fasendo para mudar essa situasao,nao se pode tampar o sol com a penera,nao se pode olhar para o propio imbigo,ou os produtores se unem para mostrar a realidade do campo ou fican sentados reclamando do governo vendo ser esmagada a atividade rural.

Francisco Amaro Mira

Ituverava - São Paulo - Revenda de produtos agropecuários
postado em 04/01/2010

Neste ano pode-se dar uma resposta nas urnas - mobilizem-se e exijam respeito e reconhecimento o que em todas as ocasiões tem que ter mão dupla.

Eder Ghedini

Tapejara - Rio Grande do Sul - Médico Veterinário.
postado em 03/03/2010

Olá,
Após ler e refletir a respeito de seu chamado, o qual é feito com maior ou menor intensidade em diferentes regiões de nosso país(mobilizações), penso eu e também ao senhor, engenheiro agrônomo que és e então profissional da área e eu, futuro Médico Veterinário a fazer-mos a nossa parte. Como? Orientando os produtores de maneira ordeira e eficaz. Nosso produtor é carente de informações, seja ele produtor de soja ou produtor de leite, agricultura/agropecuária e meio ambiente(preservação), caminha lado a lado, como seria interessante no Brasil se boa parte das nossas propriedades fossem auto-sustentáveis? Temos que agir sim ,mas não jogarmos esta carga tão somente e digo, novamente, nas mãos dos nossos agricultores. Qual seria nossa contribuição em relação a representatividade dessa classe? Respeito seu ponto de vista e sua indignação, creio que grandes mobiulizações só começam dessa maneira, mas é preciso que seja feita de maneira ordeira e eficaz. Forte abraço!

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