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7ª cotação mensal do preço do cordeiro: demanda continua aquecida e preços continuam subindo

postado em 20/07/2011

5 comentários
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Desde janeiro deste ano, o FarmPoint está realizando a cotação mensal do preço do cordeiro. O objetivo inicial é coletar informações com agentes de mercado de alguns Estados, de modo a estabelecer um entendimento claro de como está funcionando a ovinocultura e futuramente, elaborar artigos com análises e tendências. Este conteúdo é inédito, as perspectivas são de crescimento e uma das metas é coletar informações de outros Estados que ainda não estão incluídos na nossa pesquisa. Esta é a 7ª Cotação Mensal do Preço do Cordeiro realizada pelo FarmPoint.

Para a elaboração deste projeto, realizamos um levantamento e entramos em contato com frigoríficos e produtores de carne de várias praças (associações, cooperativas e produtores que possuem uma marca de comercialização de carne) e órgãos estaduais que realizam cotações regionais de carne de cordeiro.

No início do ano, o FarmPoint também lançou um formulário (clique aqui) para aumentar a rede de informantes, captar as tendências de mercado dos estados brasileiros e levar informações relevantes ao leitores. Este formulário permanecerá em aberto e também será utilizado para as próximas cotações.

Tabela 1 - 7ª Cotação Mensal do Preço do Cordeiro - julho de 2011.



* Fonte: Formulário de Cotação do FarmPoint, Secretaria da Agricultura, Irrigação e Reforma Agrária (Seagri), Emater/RS, Secretaria da Agricultura, da Pecuária e do Desenvolvimento Agrário (Seagro), Centro de Abastecimento Alimentar de Pernambuco (Ceasa), Informativo Semanal do Preço do Cordeiro - UNICETEX/FZEA/USP, frigoríficos dos estados participantes, cooperativas, associações e produtores de ovinos. PS: cotação realizada entre os dias 18 a 20 de julho de 2011.

Comentários de destaque

Um informante de São Paulo destacou que a demanda está aquecida e a reposição impossível. "Como o abate é 85% clandestino (aliás como em todo o Brasil) infelizmente os cortes e idades de animais estão misturados fazendo com que açougues e estabelecimentos que comercializam a carne exerçam pressão sobre os pequenos e médios produtores, adquirindo carcaças a R$ 12,00 e comercializando por R$ 15,00. Na minha opinião, produtores como eu, que possuem entre 250 matrizes a 450 matrizes não terão cordeiros até novembro 2011".

Segundo uma fonte do Rio Grande do Sul, os abates estão diminuindo em função do preço e da dificuldade de colocar a carne no mercado. "Oferta existe, porém os produtores não estão entregando num preço que feche a conta para a indústria. Carcaça uruguaia entra hoje no Brasil a US$ 5.500 ton ou seja, 8,63/kg. Na carcaça brasileira o produtor está pedindo R$ 10,50, não dá para competir".

Um informante de mercado do Estado do Ceará comentou que a produção de ovinos está diminuindo muito visto que os índices de roubo e furto estão alarmantes. "Os dados oficiais não são confiáveis devido o não registro do boletim de ocorrência pelos produtores".

De acordo com um produtor de Santa Catarina o preço subiu já que a demanda diminuiu durante os meses de maio, junho e julho. "Quem tem animal agora tem preço diferenciado. Logo nos meses de set, out, nov e dez não tenham dúvida que o preço cairá. Isso deve ser pensado e os produtores devem tentar fazer cruzamentos em épocas diferenciadas, tanto para não haver falta do produto no mercado, quanto para ele ter uma renda um pouco maior".

Equipe FarmPoint

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Comentários

Nei Antonio Kukla

União da Vitória - Paraná - Consultoria/extensão rural
postado em 20/07/2011

O uso do encarneiramento em épocas diferenciadas, quando possível, é ferramenta de muita valia quando o produtor passa a ter cordeiros na entresafra, obtendo assim um preço melhor pelo produto, bem como não deixando desaquecer o mercado para esta carne nestas épocas que historicamente não há cordeiros.

eldar rodrigues alves

Curitiba - Paraná - governo
postado em 20/07/2011

Para termos cordeiros na entresafra , ja temos a ferramenta mais utilizada na AUSTRALIA  que é a matriz no minimo, meio sangue POLL DORSET , não é atoa que esta presete , em maior ou menor grau de sangue em 75% dos cordeiros que vao ao parto na Australia , eles sabem o que estão fazendo e qual as ferramentas a serem utilizar

Nei Antonio Kukla

União da Vitória - Paraná - Consultoria/extensão rural
postado em 20/07/2011

Sem dúvida nenhuma o cruzamento entre raças, geralmente utilizando-se fêmeas com boa habilidade materna e com machos capazes de transmitir características de produção de carne a seus herdeiros, são ferramentas ou tecnologias apropriadas para a produção na entresafra. Porém, sabemos que por várias razões, dentre as quais (pelo menos em minha região), o criador gosta de uma determinada raça e carrega consigo uma resistência de introduzir outra raça no plantel.

Tiago Schultz

Mafra - Santa Catarina - Produção de ovinos de corte
postado em 21/07/2011

Proplema é pasto ne? Dai temos que apelar pra suplementação das matrizes e talvez ate partir pra silagem. Nesse esquema o custo almentará mas o preço ira compensar.

Tiago Schultz

Mafra - Santa Catarina - Produção de ovinos de corte
postado em 24/07/2011

Confesso que fiquei surpreso com a divulgação de preços deste mes em Santa Catarina.

No territorio de santa catarina existem diversos frigorificos qualificados para abate ovino e pelo que deu pra perceber o mercado anda um pouco desuniforme conforme a media de preço citada que foi de R$ 4,63.

O que me fez começar a pensar qual é o motivo de ter tanta diferença de preço sendo o produto ofertado o mesmo para todo territorio catarinence. Na regiao onde moro, Mafra e nas regioes vizinhas, o preço tem sido muito maior, passando de R$ 6,00/kg vivo. Os frigorificos estao pagando R$ 14,00kg/ prancha. É bom lembrar que sao carcaças com pradrões exigidos pela associação que sou integrante. Aproveitando a linha de raciocinio é bom destacar o preço diferenciado que o produtor esta lucrando ao fornecer animais em destaque no seu peso, idade e escore corporal adequado que resultam em cortes mais cobiçados pelos consumidores.

Lembrando tambem que estamos em linha de crescimento e por enquanto fornecemos nossos produtos a 2 frigorificos que dão todo apoio nescessario para nosso desenvolvimento. Desses frigorificos a uma grande distribuição abastecendo os supermercados em destaque nas regiões.

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