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Capripar e Coopercarnes montam projeto de comercialização

Por Marina A. Camargo Danés
postado em 26/05/2006

5 comentários
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A Capripar - associação dos caprinocultores do Paraná, em parceria com a Coopercarnes - cooperativa dos produtores de carnes nobres do sudoeste do Paraná, montou um programa de comercialização de carne caprina denominado Condomínio de Terminação.

O programa consiste em reunir os cabritos desmamados de várias propriedades, criados sob manejos diferentes, e terminá-los de forma homogênea, com o objetivo de oferecer carcaças padronizadas (12 a 16 kg) ao mercado, além de garantir constância no fornecimento. A terminação ocorre em uma unidade de alojamento, no município de Realeza, que tem capacidade para 1000 animais.

As entidades gestoras (Capripar e Coopercarnes) são responsáveis pela contratação do pessoal e definição do plano manejo das atividades desenvolvidas no condomínio. Os lotes de terminação têm garantia de preço mínimo estabelecido no momento do fechamento do lote e garantia pela Cooperacarnes da aquisição dos animais no prazo previsto para terminação.

Os animais são avaliados clinicamente pelos técnicos do corpo gestor no ingresso ao condomínio e no decorrer do tempo que permanecem alojados, inclusive no momento da comercialização. O período de terminação varia de 90 a 100 dias, de acordo com a condição de entrada do animal.

O Condomínio de Terminação, além de permitir fornecimento constante de carcaças padronizadas, facilita o planejamento de abate, a logística e o manejo dos animais. Os custos fixos são diluídos e o tempo otimizado.

Os caprinocultores, desde que sejam associados da Capripar, podem participar do Condomínio de três formas. A primeira delas é vendendo o cabrito desmamado ao condomínio, com aproximadamente 12 kg de peso vivo, por um preço que varia de R$ 4,00 a 5,00/kg de acordo com o grau de sangue do animal. Os pagamentos são realizados no momento da comercialização da carne para a cooperativa.

Outra forma de participação é o alojamento, na qual o criador paga um valor mensal pelo período em que o cabrito fica no condomínio. Dessa maneira, o próprio criador torna-se um condômino.

Há ainda a opção do caprinocultor vender seus animais desmamados a investidores, sempre indicados pelos gestores do condomínio, pelo mesmo preço oferecido pelo próprio condomínio. Esse tipo de comprador não cria os animais e tem o condomínio como opção de investimento financeiro.

O abate dos cabritos é tercerizado em frigoríficos com inspeção estadual ou federal, visando permitir a comercialização da carne dentro e fora do estado. A última inovação do programa foi uma planta de cortes especiais e beneficiamento da carcaça, denominada Planta 2, que também realiza a embalagem e distribuição do produto.

Além do valor agregado na fabricação de embutidos e nos cortes especiais, a carne produzida no condomínio pode ser classificada como orgânica, uma vez que os cabritos são abatidos sem receber nenhum tipo de tratamento químico. Criou-se então a marca BioBoer, que identifica todos os seus produtos com um selo de qualidade.

O programa faz parte de um projeto de coordenação da cadeia produtiva da caprinocultura de corte desenvolvido pela Capripar Núcleo Sudoeste. Além desse trabalho, o Núcleo mapeou a atividade na região, realizou programas de capacitação do empresário rural, em parceria com o SENAR-PR, e conquistou suporte financeiro por meio de linhas de financiamentos (BRDE e SICREDI) para a caprinocultura.

O próximo grande desafio, segundo Aryzone Mendes de Araújo, presidente da CapriPar, é aplicar nos outros seis núcleos do estado o trabalho que foi desenvolvido no Sudoeste paranaense. O presidente acredita no sucesso desse próximo passo e tem motivos para isso, uma vez que foi ele que iniciou, há mais de seis anos, a organização da caprinocultura no Núcleo Sudoeste.

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Comentários

Bruno de Jesus Andrade

São Paulo - São Paulo - Produção de gado de corte
postado em 04/06/2006

Acredito que para a caprinocultura, que em termos de organização da cadeia produtiva é muito inferior, a melhor forma de se organizar é partindo para esses tipos de parcerias, onde possibilite a criação de animais padronizados, em quantidade suficiente e constante para o mercado consumidor.

Walter Celani Junior

Uberaba - Minas Gerais - Consultoria/extensão rural
postado em 05/06/2006

A criação de núcleos terminadores é de extrema importância para os criadores e é hoje a melhor maneira de se garantir o escoamento da produção da carne de ovinos. Apesar de se dizer que a produção desses animais é insuficiente para atender o mercado nacional, a maioria dos produtores tem dificuldade de vender seus produtos. É muito importante a criação e divulgação de núcleos para esse fim.

um grande abraço
Walter Celani Junior
Zootecnista

LUIS CARLOS CZARNESKI

Quedas do Iguaçu - Paraná - Produtor Rural
postado em 06/06/2006


Nós da Fazenda Cabanha Vitória - Quedas do Iguaçu, fazemos parte deste empreendimento (COOPERCARNE), o qual será de grande valia para que agregue-se mais valores a carne e subprodutos caprinos.

Este tipo de trabalho (condomínio) que será desenvolvido, nasceu a partir de uma parceria a qual desenvolvemos a um certo período com a Cabanha Santa Fé da Barra do Capanema (Leia-se Arizone Mendes - Presidente da CAPRIPAR), de modo informal e que demonstrou ser o caminho, para que se tenha grandes lotes para abate, pois sendo um empreendimento ainda em fase de implantaçao contando hoje com 200 femeas em produção (1/2, 3/4 e 7/8 Boer), não dispunhamos de grande número de animais para enviar para o abate, sendo a taxa de desfrute de 15-20 machos(cabritos) com idade 4-5meses.

Deocy Franca

Curitiba - Paraná - Pesquisa/ensino
postado em 12/06/2006

Parabéns pela organização em condominios, a idéia inovadora deve gerar uma participação maior de produtores. O mercado de carne caprina no Brasil ainda não cresceu pela falta de oferta de cortes técnicos de qualidade.Não devemos nos esquecer dos subprodutos quem tem um valor agregado precioso.

Deocy França
Medico Veterinário

Anisio Ferreira Lima Neto

Teresina - Piauí - Pesquisa/ensino
postado em 23/01/2007

Parabéns pelo belo trabalho, embasado na cooperação, pois acredito ser o caminho para a solução de muitos gargalos encontrados no setor primário, em especial na ovinocaprinocultura de corte e leite. Haja vista as imposições comerciais necessitamos de volume , regularidade de oferta e qualidade do produto, para com isso garantirmos preços compatíveis para uma remuneração satisfatória para o produtor. Isto deve ser tomado como exemplo para nosso Brasil, em especial o Nordeste, que a cada ano encontra novos entraves para destinar sua produção.

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