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Ação da Codevasf garante alimentação animal no semiárido baiano

postado em 05/05/2015

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A sobrevivência das criações de animais de mais de 300 famílias de produtores de Remanso, no semiárido baiano, vai ficar mais fácil, especialmente em meio à estiagem prolongada. Elas foram beneficiadas pela Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) com kits de máquinas forrageira e ensiladeira, equipamento que contribui para o manejo alimentar dos animais nos períodos de escassez e auxilia no desenvolvimento das atividades pecuárias.

A ação faz parte do Plano Brasil sem Miséria. Segundo o técnico da Codevasf Everaldo de Andrade Cavalcanti, para fazer jus ao benefício as famílias devem preencher os critérios do Plano – como estarem cadastradas no CadÚnico de programas sociais do governo federal e terem renda per capita familiar mensal de até R$ 77. Além disso, a Codevasf analisa a documentação da entidade e faz visitas e reuniões técnicas para constatar a real necessidade do equipamento.

O presidente da Associação Comunitária dos Pequenos Agricultores Rurais de Baixa Verde e Região, Arlindo Celestino de Sousa, conta que antes precisava pegar a forrageira e a ensiladeira emprestadas com outros produtores ou levar os animais até onde a máquina estava. “É uma satisfação recebermos esse kit. Temos 34 associados e para nós vai melhorar muito a alimentação do nosso rebanho. Criamos ovelha, bode, cabra, galinha e outros animais”, afirma Sousa.

Para Luiz Moreira de Melo, presidente da Associação dos Pequenos Produtores Rurais de Jatobá e Arredores (Aprujatar), que reúne 44 famílias, o equipamento beneficia bastante no período de seca. “Podemos guardar o material mais compactado para alimentação e usufruir desse benefício na estiagem”, explica.

Outra entidade beneficiada é a Associação dos Produtores Rurais de Salino do Brejo e Arredores, onde os 55 produtores associados criam principalmente caprinos e ovinos. “Para nós, é uma vitória. Vai ser muito importante para a criação de animais dos pequenos produtores”, destaca a presidente, Helenice Lopes de Almeida.

O secretário de Agricultura e Pesca do município de Remanso, Alair Rodrigues Paes Landim, salienta que a região é bastante produtiva na área de caprinos e ovinos, e que o kit ajuda os produtores a lidar melhor com o clima seco. “Sete associações receberam o equipamento e isso representa cerca de 350 famílias beneficiadas. Esse kit veio em boa hora, pois é um momento em que nós estamos passando por um período de escassez de chuva”, aponta o secretário.

Suplementação alimentar

De acordo com o superintendente regional da Codevasf em Juazeiro, Alaôr Grangeon, ao todo já foram beneficiadas 12 associações de produtores do norte baiano. Até o final deste ano devem ser entregues outros 88 kits forrageiros, um para cada associação de produtores familiares em comunidades de municípios fortemente afetados pela seca e que dependem da pequena pecuária extensiva para subsistência.

O investimento total é de aproximadamente R$ 1 milhão, com recursos da Secretaria de Desenvolvimento Regional do Ministério da Integração Nacional (SDR/MI) e também oriundos de emendas parlamentares.

Para Izabel Aragão, gerente de Desenvolvimento Territorial da Codevasf, essa é uma ação fundamental para o fortalecimento da atividade. “A Caatinga representa uma importante fonte de alimento para os caprinos e ovinos, e é a forma mais prática e econômica de se alimentar os animais; no entanto, no período de estiagem e em algumas fases de criação, esses animais apresentam exigências nutricionais diferenciadas necessitando da suplementação alimentar adequada para a obtenção de bons índices zootécnicos”, explica.

Dispensa energia elétrica

De fácil manuseio, o conjunto de peças é composto por uma base de ferro que tem no centro um motor a diesel e nas extremidades dois conjuntos de máquinas, uma para picar outra para triturar forrageiras. Uma simples troca de correias aciona um ou outro aparelho. Além de dispensar o uso de energia elétrica, o conjunto pode ser facilmente transportado de um lugar para outro.

Depois de trituradas ou picadas as forrageiras, o material é ensacado e então armazenado em silos ou outros locais apropriados para ser consumido futuramente pelo rebanho.

Em geral, quando vão utilizar o material que estava armazenado, os criadores acrescentam outros elementos para que se torne um produto balanceado para os animais – como farelos, grãos e rações. Entre os vegetais utilizados como forrageiras estão mandacaru, cana-de-açúcar, palha de milho, mandioca e macambira.

As informações são da assessoria de imprensa da Codevasf.
 

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