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Áreas destinadas a grãos puxam o preço das terras

postado em 26/05/2009

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A recuperação das commodities agrícolas no mercado internacional impediu a desvalorização dos preços da terra no Brasil. Nos últimos 12 meses, encerrados em abril, a valorização média das propriedades foi de 2,5% em termos nominais. No entanto, o aumento não se traduziu em ganho patrimonial. Tendo em vista que a inflação anual foi de 4,73%, as terras perderam em média 2,2% de seu valor total.

No período de março e abril de 2009, o preço médio das terras no País ficou em R$ 4.393 por hectare, ante R$ 4.373 por hectare observado no primeiro bimestre do ano, segundo levantamento da AgraFNP. Em junho do ano passado, o preço era de R$ 4.287 por hectare.

Já na comparação com a média dos últimos 36 meses - R$ 3.074 por hectare em maio-junho de 2006 -, o preço médio das terras no Brasil subiu 42,9% em termos nominais. Descontada a inflação acumulada no período, de 21,31%, o ganho real anualizado foi de 6,7% em média.

Os investidores estrangeiros retornaram às compras em março-abril, outro fator que contribuiu para a sustentação do preço das terras no período. Segundo Jacqueline Bierhals, analista do mercado de terras da AgraFNP, a atenção desses investidores está voltada principalmente para terras em regiões mais baratas, que exige aporte inicial menor e oferecem maior potencial de valorização.

As terras destinadas à produção de grãos continuam com preços elevados. Isso ocorre porque a maioria dessas áreas é indexada em sacas de soja. No entanto, Jacqueline lembra que os problemas climáticos em algumas regiões produtoras impuseram viés de baixa aos preços das terras, como ocorre no Mato Grosso do Sul. "Com as quebras de safras de verão e inverno em algumas regiões, a rentabilidade do produtor ficou prejudicada, e isso deve restringir fortemente os investimentos em terras em 2009", diz.

Embora o impacto da crise internacional não tenha sido sentido tão intensamente nos preços médios de terras no Brasil, o mesmo não ocorre com as terras destinadas a reflorestamento. Grande parte das empresas ligadas à produção de celulose e papel e consumo de carvão vegetal (siderúrgicas) paralisou suas aquisições de terras. Em resultado, os preços dessas terras, independentemente da localização geográfica, começaram a enfraquecer.

As informações são de Priscila Machado para o Diário do Comércio e Indústria/SP, resumidas e adaptadas pela equipe AgriPoint.

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