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BA: Programa Sertão Produtivo entrega 1.550 animais

postado em 07/04/2009

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Curaçá, Uauá, Sento Sé, Sobradinho e Casa Nova são os cinco municípios dos territórios de identidade do Sertão do São Francisco e do Piemonte Norte do Itapicuru contemplados com a entrega de 1.550 animais do programa Sertão Produtivo, que visa melhorar a qualidade da carne e do leite do rebanho baiano.

A ação é da Secretária da Agricultura, Irrigação e Reforma Agrária (Seagri), por meio da Superintendência da Agricultura Familiar (Suaf). A entrega simbólica dos animais foi feita na última sexta-feira (3), na sede da Codevasf em Juazeiro, durante a segunda edição da Seagri Itinerante.

Cada Município recebeu 310 animais aperfeiçoados geneticamente, sendo 300 fêmeas mestiças e dez reprodutores Puro de Origem (P.O) da raça Dorper, devidamente acompanhados e inspecionados por veterinários quanto às questões fenotípicas e sanitárias.

As comissões municipais indicaram as seis famílias por comunidade, com total de 60 famílias por município, beneficiando o rebanho de 300 agricultores familiares. O impacto do melhoramento genético do rebanho na região é garantido pela distribuição dos animais em regime de doação rotativa, quando as famílias beneficiadas, nessa fase, doarão a mesma quantidade de animais para uma segunda família em até 18 meses.

Para o secretário da Agricultura, Roberto Muniz, muitos produtores encontram uma fonte de renda para a sua família nesta atividade, sendo um aporte fundamental para o fortalecimento da agricultura familiar nos territórios. "O Governo do Estado é um aliado do pequeno produtor, fornecendo estrutura hídrica, manejo sanitário, assistência técnica e capacitação para garantir uma maior qualidade e produtividade do rebanho", afirma Muniz. "Além de 1,5 mil animais, o Governo do Estado está disponibilizando dois kits de inseminação artificial com oito mil doses", complementou o superintendente da Suaf, Ailton Florêncio.

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Juazeiro, Agnaldo Meira, qualificou a ação itinerante como um momento muito importante e oportuno. "É a primeira vez que acontece uma entrega de animais pelo secretário estadual da Agricultura. Estamos felizes com o recebimento desses animais, que vai melhorar a vida dos produtores da região", disse.

Esta ação é fruto da parceria entre a Seagri, através da Suaf, da Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab) e da Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA), e a Secretaria de Desenvolvimento Regional, coordenadora do Programa Terra de Valor.

Sertão Produtivo

Com recursos de R$ 13 milhões, o Programa Sertão Produtivo integra o Programa Terra de Valor para o estímulo à ovinocaprinocultura no semiárido baiano. O Sertão Produtivo busca melhorar geneticamente os maiores rebanhos de caprinos e ovinos do Brasil. Além da distribuição de matrizes e reprodutores, são fornecidos kits de ensilagem, dentre outras atividades.

A Seagri Itinerante busca condições para o desenvolvimento e fortalecimento da agropecuária no estado, levando o Governo ao encontro do produtor para conhecer de perto as suas dificuldades e buscar em conjunto as soluções. O projeto piloto aconteceu na região Oeste e nessa segunda edição, foram beneficiados 19 municípios do semiárido baiano. Até o final deste ano, todo o estado será contemplado com este projeto.

As informações são da Agência de Comunicação da Bahia, resumidas e adaptadas pela equipe FarmPoint.

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Comentários

Paulo Cesar Bastos

Feira de Santana - Bahia - Produção de gado de corte
postado em 09/04/2009

Importante ação do Governo do Estado da Bahia.Valeu!

A caprinovinocultura em nosso estado é fundamental para gerar trabalho e emprego no sertão semi-árido, cerca de 2/3 do nosso território, 1/2 da população e 1/3 da renda estadual.

As oportunidades de desenvolvimento sustentável e sustentado por alternativas viáveis de produção é evidente. No Brasil, principalmente aqui no Nordeste, a demanda de carnes de caprinovinos é superior à oferta, daí importarmos descartes de ovinos laníferos de outros países.

A Bahia poderá ser uma nova Nova Zelandia. Possuímos muitas ilhas, maritímas e fluviais, por que não podemos ser tão eficientes produtores como uma ilha do Pacifico. O caminho:ações e atitudes de levar o saber e o saber fazer.

A tecnologia, as boas práticas de manejo, a genética e acima de tudo a boa vontade do sertanejo e o amor às suas raízes sãos os insumos para o desenvolvimento de uma atividade adequada, adaptada e com um futuro de mercado garantido.

Precisamos produzir. Precisamos, também, disseminar e desenvolver atitudes que levam à transformação e mudança para o desenvolvimento, os 5C: capacitação, cooperação, comunicação, compromettimento e confiança.

Valeu a pena essa ação, como todas as outras que venham no sentido de inovar para melhorar.

O sertão não virou mar, mas produz a comida de quem vive vive na beira do mar.

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