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BA: Programa Sertão Produtivo entrega mais 30 animais

postado em 02/04/2009

3 comentários
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Melhorar a genética do rebanho do município de Senhor do Bonfim, no Território Piemonte Norte do Itapicuru. Com este propósito, a Secretaria da Agricultura, Irrigação e Reforma Agrária (Seagri), através da Superintendência da Agricultura Familiar (Suaf) entregou na terça feira (31), 30 ovinos aos agricultores, dentro da programação do Projeto Seagri Itinerante.

Os animais são reprodutores Puro de Origem (PO) da raça Dorper e a entrega faz parte das ações do Programa Sertão Produtivo da Seagri, que propõem melhorar a qualidade da carne e leite do rebanho baiano e ampliar a renda dos agricultores familiares.

Segundo o superintendente da Suaf, Ailton Florêncio, a agricultura familiar é prioridade do governo e a entrega desses animais é fundamental para incluir essa raça geneticamente melhorada no seu rebanho. "Esse é um momento importante para cada produtor que está recebendo este animal", explica. "Para nós, agricultores familiares, é motivo de orgulho que o governo do estado tem esse compromisso com a agricultura familiar", complementa o agricultor João Barbosa.

O aumento da qualidade da carcaça e do peso, além de uma maior produtividade, são algumas das características de ovinos da raça Dorper, que contribuirão para aumentar a renda dos agricultores familiares. Todos os animais estão inspecionados pela Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola S.A (EBDA) e pela Agência de Defesa Agropecuária (ADAB) quanto às questões fenotípicas e sanitárias.

Com um aporte de recursos na ordem de R$ 13 milhões, o Programa Sertão Produtivo integra o Programa Terra de Valor para o estímulo à ovinocaprinocultura no semiárido baiano. As raças distribuídas possuem dupla aptidão (carne e leite) e se adaptam muito bem ao semiárido, com alta taxa de fertilidade e custo de criação mais barato. No mês de fevereiro, o ato de entrega dos animais aconteceu no município de Serrinha e Ipirá.

Esta iniciativa surge como um marco na promoção do desenvolvimento e inclusão social do semi-árido. Dentre as ações voltadas para o agricultor familiar foi criado o Projeto de Fortalecimento da Agricultura Familiar através do Melhoramento Genético de Caprinos e Ovinos com a distribuição de matrizes e reprodutores, kits de ensilagem, dentre outras atividades.

As informações são da Seagri, resumidas e adaptadas pela equipe FarmPoint.

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Comentários

Robson José Freitas Oliveira

Itapetinga - Bahia - Pesquisa/ensino
postado em 02/04/2009

E vamos diluir o nosso material genétíco autoctone até o seu desaparecimento. E ai, quando percebermos que, para criar na região Semi-Árida, precisamos dos animais que foram selecionados pela natureza durante anos para sobreviver nestas condições, com perda de produção de carne e leite, mas com ganhos em rusticidade, fertilidade, aproveitamento dos vegetais locais, etc., veremos que já é tarde demais. Isso é um caminho sem volta.

Engraçado que os sul-africanos perceberam isso e selecionaram o Boer e o Dorper, que são ótimos, para as condições de clima e alimentação existente por lá e, nós aqui, sempre importando soluções rápidas e equivocadas. Esse ganho imediato de produtividade é um engodo.

Bom, existem no nordeste alguns lugares específicos em clima, alimentação, instalações, e produtores que podem e devem cria-los, já que tem tecnologia e dinheiro pra isso, mas disseminar para todos os criadores, principalmente os pequenos, é uma falácia.

Thales de Lima Silva

Belo Horizonte - Minas Gerais - Médico Veterinário
postado em 22/04/2009

Concordo com você Robson. Mas na sua opnião qual seria a solução para atender a esses produtores?

Olimpia Lima Silva Filha

Santana do Ipanema - Alagoas - Pesquisa/ensino
postado em 04/06/2009

Caros leitores,

Esses programas, tipo o que diz a matéria acima: "Programa Sertão Produtivo integra o Programa Terra de Valor para o estímulo à ovinocaprinocultura no semiárido baiano" estimula nada mais nada menos que a diluição genética do nosso rico material genético animal com a introdução dos animais POs. Que são ótimos animais sim, sem dúvida! Mas em que condições??? Estes POs introduzidos no sertão nordestino irão continuar produzindo igualmente produziam em seus ambientes de origem?? Neste programa inclui assistência técnica, alimentação e instalação para que os animais possam externar seu potencial genético?? Se as respostas foram SIM, beleza!

Ainda assim iremos diluir nosso material genético animal e, corroborando com o Dr. Robson, iremos perder em rusticidade, fertilidade, aproveitamento dos vegetais locais, resistência às enfermidades, etc., MAAAAS será que iremos ganhar em produtividade mesmo? Duvido que esses animais melhorem o plantel já existente se não tiverem aporte necessário para manejo sanitário, nutricinal e reprodutivo, além de instalações adequadas. E esses aportes custam caro!

Thales, tentando responder a pergunta que você fez ao Dr. Robson, em primeira instância se deveria conhecer genética e fenotipicamente o nosso rebanho local, que, diga-se de passagem, é riquíssimo e um valioso patrimônio brasileiro! Posteriormente, partir para reconhecer os diversos agrupamentos genéticos que temos até a formação de raças, com associações e tudo mais.

Claro que isso demanda muito tempo e que, o produtores não podem ficar esperando.... senão irão morrer de fome!

Já começa que os produtores são agentes fundamentais nesse processo de pesquisa e conhecimento dos próprios animais, concomitantemente, o governo, as instituições públicas, de ensino, ONGs etc., poderiam facilitar assistência técnica e acompanhamento para não se perder mais ainda os rebanhos locais, mesmo sem conhecê-los.

Aí sim, após os agrupamentos animais locais serem conhecidos e reconhecidos através de associações e livros genealógicos, deveria se pensar em melhoramento genético animal conservacionista, visando sempre somar às características já existentes e selecionadas naturalmente nesses animais com as novas características desejadas para se ganhar em produtividade, prolificidade ou seja lá qual for a característica.

NUNCA se pensar em diluir geneticamente o rebanho! Ainda que seja por pura falta de conhecimento das pessoas que regem os tais programas, com toda certeza é um crime contra nosso patrimônio genético animal.

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