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Benefícios dos orgânicos são questionados

postado em 04/01/2007

21 comentários
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Matéria publicada na edição de 28/12/2006 da Revista Exame, mostra que os produtos orgânicos, fenômeno de marketing bem sucedido devido ao apelo dos benefícios para a saúde e respeito a natureza pelo não uso de produtos químicos, têm sido atualmente alvo de críticas.

Apesar de movimentar um mercado mundial de 30 bilhões de dólares, expandindo a taxas de 25% ao ano, os pontos criticados concentram-se justamente na alegação de maior preservação ambiental e nos benefícios à saúde, quando comparados aos produtos que se utilizam de agrotóxicos, insumos químicos e fertilizantes.

A crítica ambiental advém do fato de que a produção anual de alimentos nos últimos 20 anos cresceu 1,1% ao ano, com utilização de tecnologias e métodos tradicionais de cultivo, enquanto que o consumo global de alimentos aumentou 1,5%. Assim, para que os orgânicos sejam utilizados para suprir a demanda crescente, as lavouras deveriam ocupar, segundo Norman Borlaug, prêmio Nobel da Paz em 1970 e "pai" da chamada Revolução Verde, que disseminou o uso intensivo de tecnologia, áreas três vezes maior àquelas usadas para cultivo de alimentos convencionais devido a seu baixo rendimento na produção. Portanto, se a população mundial resolvesse se alimentar apenas desse tipo de produto, as lavouras de cultivo teriam que crescer a ponto de invadirem áreas de florestas que ainda são inexploradas, criando o efeito oposto na questão ambiental.

A outra crítica, baseada na alegação dos orgânicos serem mais saudáveis, é embasada no fato da aplicação de agroquímicos resultar, indiretamente, na redução da contaminação microbiana. Como exemplo, a matéria cita a recente intoxicação, nos EUA, de centenas de pessoas pela bactéria E. coli encontrada em lotes de espinafre livre de agroquímicos. Embora o FDA ainda esteja investigando o caso para comprovação, a ampla repercussão levantou a discussão junto ao público. Há também pesquisas mostrando a maior presença de toxinas fúngicas e bacterianas nas plantas orgânicas, o que aumenta o risco de doenças e outros distúrbios.

As críticas são rebatidas pelos defensores dos orgânicos, como o diretor do Instituto Biodinâmico, Alexandre Harkaly, sob a argumento de que se trata, na verdade, de uma reação frente ao grande crescimento do segmento, incomodando os produtos tradicionais.

Adaptado da Revista Exame.

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Comentários

Eloy Fernando Fialdini

São Paulo - São Paulo - Empresário
postado em 04/01/2007

Melhor uma contaminação microbiana que uma por produtos cada vez mais tóxicos...

Sérgio Diniz Junqueira

Orlândia - São Paulo - Produção de gado de corte
postado em 04/01/2007

O artigo é bastante interessante e desmistifica o produto orgânico.

Alimentos orgânicos são muito mais caros, porque apresentam baixa produtividade, e portanto só servem para quem tem alto poder aquisitivo. Em relação ao não uso de fertilizantes químicos (minerais) existe outro grande mito, por que o adubo orgânico basicamente esterco tem que se mineralizar para ser utilizado pelas plantas, conclusão, para a natureza tanto faz se o fertilizante for orgânico ou mineral.

E na parte de defensivos, os produtores convencionais estão cada vez mais cientes da importância de se utilizar o mínimo possível deles e de forma correta para se economizar dinheiro e não prejudicar o meio ambiente.

Por fim, o risco de se ter uma intoxicação com produtos orgânicos é bem maior do que se ter intoxicação com produtos convencionais, pelo uso inadequado e perigoso de materiais orgânicos não totalmente decompostos.

Alberto Machado

Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Consultoria/extensão rural
postado em 04/01/2007

Devem estar mal informados. A E. coli patogênica, se desenvolveu no modelo que lá nos EUA chamam de Factory Farms, com 80% da alimentação a base de grãos subsidiados.

Acontece que tanta energia favorece a acidez subclínica animal, e neste ambiente se desenvolveu a cepa patogênica.

Outro aspecto é que tal modelo de alimentação levou o rebanho leiteiro americano de 8,5 milhões de cabeças a uma media de 1.3 lactações, o que faz a reposição impossível. Traziam novilhas do Canadá já não existem mais, agora importam do México.

É complicado, a legislação da Comunidade Comum Européia está com um programa de monitorando resíduos que a cada ano fica mais exigente.

Alberto

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