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BR: Marfrig inaugura 1ª Unidade de abate de cordeiros

postado em 14/04/2009

6 comentários
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Com investimentos iniciados em 2005 e totalizando cerca de R$ 20 milhões, Marfrig passa a ser o primeiro e único fornecedor de carne de cordeiro de alta qualidade em escala industrial no Brasil.

Atividade com elevado potencial de crescimento, a ovinocultura passa a contar com um importante apoio ao seu ciclo de produção, a partir da profissionalização e ampliação de escalas de abates fomentada pelos investimentos do Grupo Marfrig, que inaugurou no sábado, 04 de abril, sua 1° Unidade de Abates de Cordeiros em Promissão (SP), interior paulista, com capacidade inicial para abate e processamento de 1.000 animais/dia.

Atualmente, a Marfrig é a maior fornecedora de carne congelada de cordeiro no mercado nacional, a partir de importações do Uruguai, Chile, Argentina e Nova Zelândia, com volume importado de 5.000 t/ano. Em 2008, o grupo abateu cerca de 320 mil animais a partir de suas unidades na América do Sul, volume que em 2009 se somará à produção brasileira. Com o aporte, o Grupo Marfrig passará também a fornecer o produto resfriado produzido em solo nacional, diferencial que garante maior qualidade e sabor acentuado aos cortes. Hoje, cerca de 95% da carne de cordeiro importada para o Brasil é congelada.

Marcos Molina, presidente do Grupo Marfrig, ressalta que a ovinocultura é uma atividade em potencial com grandes perspectivas e possibilidades de expansão, uma vez que a oferta da carne de cordeiros no Brasil não atende nem mesmo a ainda baixa demanda atual. "Segundo levantamento da FAO, o Brasil consome apenas 0,7 quilos de carne ovina per capita por ano, metade do consumido pelo México (1,4 quilos) e Argentina (1,5 quilos) e muito abaixo dos índices da Nova Zelândia, um dos maiores produtores do mundo, que gira em torno de 39,7 quilos/hab/ano. Inicialmente, nossa estratégia prevê acionar de forma equivalente o mercado de food service e grandes redes varejistas, destinando 50% da produção para cada segmento", informa Molina.

Para o coordenador do Projeto Cordeiros do Marfrig, Fernando Gottardi, aliado ao bom preço, outro ponto promissor a se considerar na ovinocultura é o ciclo produtivo relativamente curto: menos de um ano. "Nosso objetivo é ter a melhor carne de cordeiro do País. Para tanto, os investimentos envolvem genética de ponta, saúde e nutrição, além de manejo adequado do sistema de produção com parceiros selecionados", conclui Gottardi.

A produção destinada ao food service reservará a possibilidade de compra de carcaça inteira e meia carcaça, além de cortes específicos. Para acesso ao consumidor final, o Grupo Marfrig utilizará a marca Bassi, sua grife de carnes nobres, para oferecer mais de 12 tipos diferentes de cortes, entre os quais paleta com osso, paleta sem osso, pernil, 6 tipos diferentes de costela (ex: oito tiras, costela ripa) e frenched rack (equivalente à ponta do contrafilé com osso bovino), entre outros.

A origem dos ovinos é o Projeto Rissington Brasil, formado pela Rissington Breedline (Nova Zelândia) e o Grupo Marfrig. Somando forças estão quatro grandes empresas agropecuárias brasileiras, denominadas Núcleo Genético Associado (NGA): Agro-Mercantil, Agropecuária Campanário, Agropecuária Santa Nice e Cabanha Araçá. A genética Rissington Brasil chega ao Brasil oferecendo excelente capacidade de crescimento, ótima conformação de carcaça e alto rendimento no abate. Os NGAs têm por responsabilidade desenvolver e comercializar as raças HighlanderT e PrimeraT em solo nacional, garantindo a alta qualidade do produto com elevada aptidão de carne. Os cordeiros Rissington Brasil são terminados e abatidos entre 120 e 150 dias com peso de carcaça entre 15 kg e 20 kg.



O Grupo Marfrig - Organização de produtos alimentícios, que opera em uma base diversificada e operacionalmente flexível com 57 plantas únicas de produtos de carne bovina, suína, ovina e aves entre a América do Sul, a América do Norte e a Europa, presentes com seus produtos em mais de 120 países. Em março de 2009 o grupo conta com 18 plantas de abate de bovinos (9 no Brasil, 5 na Argentina e 4 no Uruguai), 30 modernas plantas de produtos industrializados e processados (12 no Brasil, 5 na Argentina, 3 no Uruguai, 1 nos Estados Unidos e 9 na Europa), 4 unidades de abate de cordeiros (1 no Brasil, 1 no Chile e 2 no Uruguai), 2 unidades de abate de suínos (Brasil), 10 unidades de abate de frangos (7 no Brasil e 3 na Europa) e 2 tradings (Chile e Reino Unido), com capacidade de abate diário de 21.100 cabeças de bovinos, 4.200 de suínos, 9.400 de ovinos, 1.726.000 frangos e 2.208 t/dia de produtos industrializados/processados.

As informações são de Altair Albuquerque da Assessoria de Comunicações, resumidas e adaptadas pela equipe FarmPoint.

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Comentários

Paulo de Tarso dos Santos Martins

Várzea Grande - Mato Grosso - Consultoria/extensão rural
postado em 16/04/2009

Ações empreendedoras como esta certamente elevarão a ovinocultura brasileira aos mais altos degraus.

Parabéns ao Marcos Molina e a sua brilhante equipe: Ricardo Alves da Conceição, conselheiro do frigorífico Marfrig; Fernando Gottardi, sócio da Rissington Brasil e Roberto Barcelos, gerente de projetos especiais.

Marcos Vinicius Grein

Balsas - Maranhão - Consultoria/extensão rural
postado em 16/04/2009

São empreendimentos assim que poderão dar sustentabilidade à cadeia produtiva da ovinocultura.

Parabéns e muito sucesso.

GONZALO bUNGE

Punta del Este - Maldonado - Uruguai - Revenda de produtos agropecuários
postado em 16/04/2009

O Brasil nao tem que esquecer la raza TEXEL, la mais meior do mundo para carne de cordeiros pesados...

Katia Correia

Teixeira de Freitas - Bahia - Distribuição de alimentos (carnes, lácteos, café)
postado em 17/04/2009

Após ler este artigo do Marfrig, fiquei muito feliz em saber que a atividade de ovinocultura está contando com este potencial nome aumentando assim as perspectivas de solidificar a produção.

Com esta expectativa também aqui no Extermo sul da Bahia estamos iniciando construção da planta de um frigorífico de abate de Suínos, Ovinos e Caprinos, nossa pretensão é suprir a demanda interna estadual inicialmente e seguir a outros mercados internos e externos, Com 10.000m² de área construida terá SIF e a proposta é de formação de cadeia produtiva local e regional. Nossa planta é baseada nos mais exigentes níveis sócio ambiental de tratamento de sólidos e líquidos. É uma iniciativa também em 2005 por um grupo de empresários paulistas erradicados na Bahia. A cidade é Teixeira de Freitas e o investimento é do Banco do Nordeste que está inovando e apostando na atividade com o lançamento de uma linha de crédito nova especialmente traçada para incrementar ainda mais o seguimento da ovinocaprinocultura.

cyro calovy filho

Alegrete - Rio Grande do Sul - Consultoria/extensão rural
postado em 19/04/2009

Exelente iniciativa; mostra o tamanho do potencial do mercado da ovinocultura. Gostaria de informações sobre as raças mencionadas.

Rafael Rose

Piracicaba - São Paulo - Consultoria/extensão rural
postado em 19/04/2009

Um dos gargalos mais pertinentes ligados a desorganização da cadeia produtiva da carne ovina no Brasil são a falta de padronização de carcaça e escala comercial de abate.

A parceria marfrig/Rissington certamente contribuirá para alavancar o consumo e promover a integração de todos os elos da cadeia, tornando a carne ovina um produto diário no cardápio do brasileiro e tornar o setor agropecuário ainda mais competitivo e lider na produção mundial de proteína animal.

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