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Brasil dinamiza preços da carne ovina uruguaia em 10

postado em 20/01/2011

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O crescimento das exportações de carne ovina do Uruguai em 2010 foi em ritmo de samba, com o Brasil sendo o dinamizador dos preços, apesar de as vendas terem caído. Para 2011, os produtores uruguaios estão mais precavidos antes de prever um novo aumento do valor.

Obtendo preços de até US$ 7.000 por tonelada de paletas, o Uruguai foi o principal exportador de carne ovina ao mercado brasileiro durante 2010 e esse nicho foi o que manteve os preços altos durante todo o ano, pagando mais que a Arábia Saudita, Jordânia e outros destinos. No entanto, alguns operadores consultados pelo El País consideram que, em 2011, o Brasil não voltará a ser o dinamizador dos preços da carne ovina, até que não baixem os estoques que possuem os restaurantes. Isso porque, apesar dos preços altos, as empresas armaram um estoque importante e ainda têm mercadorias suficientes para trabalhar, disseram os operadores consultados.

O volume exportado caiu no ano passado, comparado com 2009 - segundo dados do Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior do Brasil , entre janeiro e novembro foram exportadas 6.400 toneladas de carne ovina durante 2009, enquanto no mesmo período de 2010, foram exportadas ao mesmo destino 4.700 toneladas (a baixa foi de 26,5%). Porém, a baixa no volume enviado foi compensada plenamente pelos preços mais altos.

No mercado brasileiro, o quilo de carne ovina congelada com osso, no segundo semestre de 2009, custava em média US$ 3,41 e, no mesmo período do ano passado, valia US$ 5,82, o que marca um aumento de 70,6% de um ano para outro. No entanto, o preço da carne ovina congelada e desossada - como é o caso de pernas ovinas - valorizou-se no mesmo período de comparação em 54,6%. Em 2009, o preço médio era de US$ 4,69 e, em 2010, e US$ 7,25.

No final de 2010, segundo os dados do Instituto Nacional de Carnes do Uruguai (INAC), os frigoríficos uruguaios exportaram 19.701 toneladas contra 31.884 em 2009. O principal mercado foi o Brasil, que comprou 6.591 toneladas, contra 6.739 toneladas em 2009. As vendas à Argentina foram quase nulas, de apenas 2 toneladas, valor insignificante frente às 32 toneladas do ano anterior.

As vendas de carne ovina uruguaia ao Brasil ocasionaram uma baixa nos volumes vendidos ao resto dos mercados. A Arábia Saudita, outro tradicional comprador do produto, comprou 1.569 toneladas em 2010, frente às 2.872 toneladas exportadas em 2009. A Jordânia ficou com 626 toneladas frente às 4.780 toneladas compradas em 2009 (nesse ano, esse mercado foi o principal dinamizador dos preços).

No entanto, em 2010, outro grande sustentador dos valores da carne ovina uruguaia foi os Emirados Árabes e, nesse destino, os volumes de carne bovina uruguaia exportados cresceram de 309 toneladas em 2009 para 848 toneladas em 2010.

No entanto, em 2010, a dependência do Brasil teve seu fundamento. Nesse mercado, os valores e a demanda se mantiveram altos constantemente, apesar de uma maior recuperação na produção interna. Os valores mais altos para a carne ovina uruguaia foram registrados em meados de outubro de 2010, quando o quilo do cordeiro chegou a US$ 5,5 e os de capões e ovelhas chegaram a US$ 5 (a carne), mas quando chegou em dezembro, o cordeiro passou a valer US$ 4 por quilo de carne.

Ao finalizar o ano, as vendas de carne ovina uruguaia ao Brasil totalizaram US$ 34 milhões, quando em 2009, tinham fechado em US$ 18,2 milhões.

Rebanho segue em baixa

Desde a década de 90, o rebanho ovino uruguaio vem sendo reduzido e a tendência parece continuar. Segundo os últimos dados da Oficina de Programação e Políticas Agropecuárias (Opypa), atualmente o rebanho alcança cerca de 7,8 milhões de cabeças, enquanto em 1992 era de 25,5 milhões.

"Os sinais negativos dos mercados, somados aos problemas de competição por recursos com outros produtos agropecuários determinaram que o rebanho começasse a cair de forma muito pronunciada", informa o anuário da Opypa.

A reportagem é do El País Digital, traduzida e adaptada pela Equipe FarmPoint.

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