Você está em: Cadeia Produtiva > Giro de Notícias
Brasil quer apoio para controlar preços de commodities
"Vamos apresentar um trabalho sobre o assunto com a intenção de provocar uma discussão, que possa levar a um consenso", disse Guimarães. A opinião dele é que a volatilidade nas cotações das commodities agrícolas sempre existiu e a única forma para diminuir os preços é aumentar a produção. "A OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) divulgou um documento mostrando que os fundos de investimentos dão maior liquidez aos mercados e, portanto, não seriam os responsáveis pelo aumento dos preços das commodities", argumentou.
O Brasil e a Argentina são os únicos países da região que fazem parte do G-20, mas ambos querem ter o apoio dos vizinhos para rejeitar qualquer iniciativa dos países desenvolvidos de controle de preços das commodities agrícolas. A França, por exemplo, tem argumentado que a inflação dos alimentos é provocada pelos movimentos especulativos dos fundos de investimentos no setor e, portanto, os países deveriam controlar os preços.
O ministro de Agricultura, Wagner Rossi, que preside a reunião do CAS, rejeitou qualquer tipo de gestão neste sentido e reforçou o discurso que vem repetindo no Brasil: "Só podemos reduzir preços aumentando a produção". O ministro também fez comentários sobre a possibilidade de o Nordeste do Brasil importar milho da Argentina para resolver o problema de custo, mas correr o risco de ter a carga barrada pela aduana por tratar-se de milho transgênico. "Vamos ter uma posição específica sobre esse risco quando houver um caso concreto, mas não vejo problema nenhum. Não tenho preconceito contra transgênico", afirmou.
Rossi disse que "a questão dos transgênicos só não está superada porque existe um pouco de preconceito, mas é uma realidade mundial sem a qual condenaríamos milhões de pessoas à passar fome". Por outro lado, o ministro mandou seu recado: "É necessário que o preço do milho no Brasil se regularize, até porque estamos sendo protagonistas do mercado de milho. Fomos o quarto exportador no ano passado, tivemos uma produção recorde e não é razoável que, com uma produção tão abundante, ainda tenhamos preços tão elevados".
A reportagem é da Agência Estado, resumida e adaptada pela Equipe FarmPoint.
Últimas Atualizações
» Argentina: demanda impulsionou produção ovina
» Austrália: mercado de carne de cordeiro tem queda de preços
» Embrapa Caprinos e Ovinos inaugura Laboratório de Ciência e Tecnologia de Alimentos
» RN: governo anuncia aumento no preço do leite de cabra
» Melhoradores de desempenho na alimentação são proibidos
» Manifestação em São Paulo pede veto ao texto do novo Código Florestal
» Portaria amplia venda de milho por produtor
» Qual o preço do kg/vivo do cordeiro na sua região?
» Câmara Setorial debate na Embrapa pesquisas em benefício de cadeias produtivas











Envie seu comentário: