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Brasil quer apoio para controlar preços de commodities

postado em 01/04/2011

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O governo brasileiro quer chegar à reunião do Grupo das 20 nações maiores economias do mundo (G-20), no final de junho, com uma posição unificada dos países da América do Sul contra o controle dos preços e mercados de commodities agrícolas. A proposta será apresentada aos ministros de Agricultura da região pelo secretário de Política Agrícola, Edilson Guimarães, hoje, em Buenos Aires, durante a 20ª Reunião do Conselho Agropecuário do Sul (CAS).

"Vamos apresentar um trabalho sobre o assunto com a intenção de provocar uma discussão, que possa levar a um consenso", disse Guimarães. A opinião dele é que a volatilidade nas cotações das commodities agrícolas sempre existiu e a única forma para diminuir os preços é aumentar a produção. "A OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) divulgou um documento mostrando que os fundos de investimentos dão maior liquidez aos mercados e, portanto, não seriam os responsáveis pelo aumento dos preços das commodities", argumentou.

O Brasil e a Argentina são os únicos países da região que fazem parte do G-20, mas ambos querem ter o apoio dos vizinhos para rejeitar qualquer iniciativa dos países desenvolvidos de controle de preços das commodities agrícolas. A França, por exemplo, tem argumentado que a inflação dos alimentos é provocada pelos movimentos especulativos dos fundos de investimentos no setor e, portanto, os países deveriam controlar os preços.

O ministro de Agricultura, Wagner Rossi, que preside a reunião do CAS, rejeitou qualquer tipo de gestão neste sentido e reforçou o discurso que vem repetindo no Brasil: "Só podemos reduzir preços aumentando a produção". O ministro também fez comentários sobre a possibilidade de o Nordeste do Brasil importar milho da Argentina para resolver o problema de custo, mas correr o risco de ter a carga barrada pela aduana por tratar-se de milho transgênico. "Vamos ter uma posição específica sobre esse risco quando houver um caso concreto, mas não vejo problema nenhum. Não tenho preconceito contra transgênico", afirmou.

Rossi disse que "a questão dos transgênicos só não está superada porque existe um pouco de preconceito, mas é uma realidade mundial sem a qual condenaríamos milhões de pessoas à passar fome". Por outro lado, o ministro mandou seu recado: "É necessário que o preço do milho no Brasil se regularize, até porque estamos sendo protagonistas do mercado de milho. Fomos o quarto exportador no ano passado, tivemos uma produção recorde e não é razoável que, com uma produção tão abundante, ainda tenhamos preços tão elevados".

A reportagem é da Agência Estado, resumida e adaptada pela Equipe FarmPoint.

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