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Brasil terá maior fatia do aumento do comércio de soja até 2021/22, diz USDA

postado em 15/02/2012

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O Brasil deverá responder por mais de 65% do aumento do comércio global de soja até o fim da próxima década e isolar-se como maior exportador mundial da commodity. Essa é uma das sinalizações de um relatório divulgado nessa semana pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), com projeções sobre o setor para os próximos dez anos.

De acordo com o relatório, as exportações mundiais de soja deverão aumentar 48,7%, para 137,4 milhões de toneladas, até a temporada 2021/22. Na última safra, os embarques somaram 92,4 milhões de toneladas. O Brasil deverá chegar a 2021/22 com uma exportação anual de 59,2 milhões de toneladas, quase o dobro das 30 milhões registradas no ciclo 2010/11. Com isso, a fatia do país no comércio da oleaginosa deverá saltar de 32% para mais de 43% na mesma comparação. Já os Estados Unidos, que na safra passada abocanharam 44,2% do mercado, verão sua participação minguar para 31,6%.

Na outra ponta, as importações chinesas deverão continuar a crescer de modo acelerado. Ao todo, os desembarques do grão deverão subir de 52,3 milhões, na safra passada, para 90 milhões de toneladas. Isso corresponde a nada menos que 83% de todo o aumento das importações mundiais esperados até 2021/22. "Nos próximos anos, a China terá de tomar algumas decisões políticas a respeito da opção entre produzir e importar milho e soja", avalia o USDA.

Se as indicações estiverem corretas, a China será responsável por mais de 65% das importações mundiais de soja em 2021/22, ante cerca de 56% na safra passada. Ou seja, o comércio mundial de soja será, cada vez mais, um jogo entre a China e o Brasil.
Em contrapartida, o Brasil deverá ter uma participação tímida no aumento do comércio global de milho nos próximos anos.

Até 2021/22, as exportações globais do grão deverão saltar 45%, de 90,5 milhões para 131,3 milhões. Os Estados Unidos deverão responder por 36,7% desse aumento, acompanhados pelo grupo dos países pertencentes à ex-União Soviética - sobretudo a Ucrânia - (29,9%) e a Argentina (18,8%). Segundo o USDA, o Brasil deverá participar com apenas 11,5% da expansão. Suas exportações deverão aumentar 52,2%, de 9 milhões para 13,7 milhões de toneladas- apenas o suficiente para manter a atual fatia de mercado, de aproximadamente 10%.

O USDA projetou, ainda, que os preços agrícolas internacionais deverão se manter acima dos patamares pré-2006, quando começaram a subir de maneira mais acentuada até atingir máximas históricas. Segundo o órgão, o aumento da demanda por grãos, oleaginosas e carnes nos países em desenvolvimento, a contínua depreciação do dólar, os altos custos com energia e o aumento na produção de biocombustíveis deverão sustentar os preços em patamares elevados.

As restrições ao aumento da oferta também contribuem para a manutenção dos preços em níveis elevados. "A produção agrícola cresce em resposta aos preços altos e à melhora tecnológica, mas uma série de fatores devem reduzir o ritmo de crescimento da produção. Muitos países têm limitações para expandir a área de plantio, e o aumento ocorre em terras menos produtivas. Além disso, o ritmo de crescimento da produtividade média vem caindo ao longo das últimas duas décadas, em parte por causa da redução dos recursos para pesquisa e desenvolvimento", pondera o órgão americano.

O USDA chama a atenção, ainda, para o crescimento da África e do Oriente Médio no comércio global de alimentos. De acordo com o órgão, esta é a região onde o consumo de aves e carnes vermelhas deverá registrar o crescimento mais expressivo. O órgão afirma que exportadores agrícolas tradicionais, como Argentina, Austrália, Canadá, União Europeia e Estados Unidos, continuarão a ter um papel importante no comércio global de alimentos, mas deverão perder cada vez mais espaço para países que fizeram investimentos pesados no setor, como Brasil, Ucrânia e Cazaquistão.

As informações são do jornal Valor Econômico, resumidas e adaptadas pela Equipe AgriPoint.

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