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Candidatos discutem propostas para o agronegócio

postado em 03/08/2006

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O 5º Congresso Brasileiro de Agribusiness terminou em São Paulo, com a apresentação de vídeos dos principais candidatos à presidência respondendo às questões formuladas pela Abag - Associação Brasileira de Agribusiness -, com o apoio de representantes de várias cadeias produtivas do agronegócio, envolvendo os temas tributação, parceria público privada e custo Brasil, segurança fundiária, montagem institucional, sustentabilidade e sanidade. Esses temas foram pinçados de uma lista de 10 recomendações propostas pela Abag (leia mais aqui), que constituem o que a entidade chama de Bases para o Futuro.

Dos principais canditados, apenas o presidente Lula não atendeu ao pedido da Abag, promotora do evento. A atitude foi considerada um desrespeito ao setor de agronegócios pelas lideranças. O presidente da Abag, Carlos Lovatelli, lamentou o fato, dizendo que a entidade tem 22 documentos oficiais, desde abril, solicitando o posicionamento do presidente. Até domingo, a Abag ainda tinha esperança de receber o vídeo com a opinião do presidente sobre os vários pontos.

Após a exibição do vídeo com os depoimentos dos candidatos Geraldo Alckmin, Cristovam Buarque e Heloísa Helena, houve um debate mediado pelo jornalista Alexandre Garcia, que comentou as propostas. Participaram do debate Márcio Lopes de Freitas, presidente da OCB, João Sampaio, presidente da SRB, Fábio Meirelles, vice-presidente da CNA, e Carlos Lovatelli, presidente da Abag.

Em linhas gerais, todos se mostraram alinhados com as questões-chave propostas pela Abag. Cristovam Buarque foi bastante generalista em suas colocações e enfatizou novamente o tema principal de sua campanha, a educação. Buarque propôs a criação de mais ministérios, que trabalhariam em uma estrutura matricial, por área-problema.

A candidata do PSOL buscou criar empatia com o setor, começando suas colocações dizendo que "não morde", em uma provável referência à sua distância ideológica em relação ao agronegócio, e que estará disposta a analisar propostas que possam ou não vir a ser incorporadas em seu plano de governo. Ela adiantou que a princípio não tem interesse em criar uma agência sanitária, conforme pleito de vários segmentos produtivos. Também, não mexerá nos direitos trabalhistas, caso eleita, reduzindo o custo Brasil através da redução da carga tributária.

Alkckmin se mostrou, na opinião dos debatedores, o mais afinado com os pleitos do agronegócio, embora tenha sido generalista em alguns pontos. Ele adiantou que, em seu primeiro mês de governo, submeterá ao congresso uma reforma tributária e política, no intuito de aumentar o poder de investimento do governo e melhorar a governabilidade.

Após o evento, a Abag enviará o documento "Carta aos Candidatos" a todos os presidenciáveis, oferecendo apoio e solicitando comprometimento com as principais demandas do setor.

CARTA AOS CANDIDATOS

(Documento do 5º Congresso Brasileiro de Agribusiness, realizado nos dias 1 e 2 de agosto, no Hotel Gran Meliá WTC, em São Paulo)

Considerando que:

  • O setor de agronegócios representa mais de 30% do PIB, cria 37% dos empregos, é responsável por mais de 40% das exportações e por cerca de 80% do superávit da balança comercial;

    • O Brasil tem condições de liderar o ranking das nações agrícolas exportadoras nos próximos dez anos;

    • O agronegócio brasileiro acumulou um saldo comercial de US$ 116, 3 bilhões nos últimos quatro anos;

    • O saldo comercial deve ser mantido e ampliado com o incentivo às exportações;

    • Alimentos, fibras e energia são os maiores desafios dos novos tempos;

    • É preciso garantir meios para enfrentar as condições climáticas cíclicas do setor;

    • O período atual é o de maior crise na área nos últimos anos;

    • O papel do agronegócio é estratégico para o Brasil na produção de alimentos, energias, fibras, geração de empregos e renda;

      • É necessário mobilizar a competência científico-tecnológica, líder mundial do agronegócio tropical instalada nas instituições de ensino, pesquisa, tecnologia e inovação.


      Decidimos:

      Oferecer apoio e solicitar o urgente comprometimento oficial de todos os candidatos a presidente (e não apenas aqueles que gravaram depoimentos para este Congresso) nos seguintes pontos considerados prioritários por representantes das mais diversas cadeias produtivas do agronegócio:

      • Montagem Institucional, com reorganização dos órgãos agrícolas;

      • Distribuição mais adequada e redução da carga tributária; garantia de Crédito de custeio e investimento para reduzir o endividamento Rural; dotação orçamentária do Ministério da Agricultura Compatível com o setor de Agronegócios;

      • Implantação de Parceria Público-Privada (PPP) e redução do Custo Brasil;

      • Garantia de Segurança Fundiária e manutenção da paz no campo;

      • Sustentabilidade e Implementação do Zoneamento Ecológico Econômico;

      • Criação de uma Agência Sanitária para evitar riscos de epidemias;

      • Implantação do Seguro Rural
      .Equipe MilkPoint.

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