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CE: leite fortificado através de cabras transgênicas

postado em 30/08/2010

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Pesquisadores brasileiros acabam de dar dois passos importantes rumo ao objetivo de produzir um tipo de leite "fortificado" com proteínas humanas, capaz de combater a diarreia infantil. A doença é a sexta principal causa de mortes de crianças de 1 a 5 anos no Brasil. A intenção dos cientistas da Unifor (Universidade de Fortaleza) é usar cabras transgênicas para obter o leite.

O grupo da Unifor conseguiu sinal verde da CTNBio (Comissão Técnica Nacional de Biossegurança) para criar linhagens transgênicas de bovinos e caprinos. Esses animais serão capazes de produzir, nas glândulas mamárias, as proteínas humanas lisozima e lactoferrina. Elas são encontradas no leite materno humano e têm propriedades antibióticas e antimicrobianas.

Os cientistas também obtiveram, após um ano de negociação, permissão do Ministério da Agricultura para importação de sêmen de caprinos transgênicos da Universidade da Califórnia em Davis, parceira do projeto. "Importar o sêmen é parte importante da pesquisa", explica a bióloga Luciana Bertolini, da Unifor. As fêmeas de cabras no Brasil servirão de "mães de aluguel" para produção de clones dos animais americanos, que já possuem transgenia para produção da proteína lisozima.

Os pesquisadores querem desenvolver caprinos transgênicos que carreguem o gene de outra proteína, a lactoferrina humana.

A produção será feita por meio de DNA recombinante - mesma metodologia de fabricação de alguns medicamentos. Na indústria farmacêutica, o DNA recombinante costuma ser inserido em bactérias ou leveduras, que funcionam como biofábricas. "Já proteínas muito complexas, como a lactoferrina, precisam ser produzidas em animais", explica Bertolini.

A Unifor pretende construir o primeiro laboratório de animais transgênicos capazes de produzir as duas proteínas humanas. A ideia é ter um rebanho em dois anos. A universidade usará, no laboratório, parte dos R$ 6 milhões liberados pelo Ministério de Ciência e Tecnologia para as pesquisas, que envolvem outras duas universidades cearenses: a Uece, estadual, e a UFC, federal.

As informações são do jornal Folha de São Paulo, adaptadas pela Equipe FarmPoint.

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