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CE: professor estuda como aproveitar o rendimento do sêmen de carneiros

postado em 06/11/2012

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Após 12 anos de espera, o professor da Faculdade de Veterinária da Universidade Estadual do Ceará (Uece), Airton Alencar, comemora a publicação do livro "Inseminação artificial ovina", por uma editora francesa. A obra técnica literária é fruto da tese de Doutorado apresentada na Universidade de Tours, na França, e traz importante contribuição para o melhoramento genético e desenvolvimento do setor de ovinocultura. Médico veterinário e professor da Favet-Uece, Airton Alencar, pesquisou sêmen de carneiro resfriado e diluído em leite. Resultado do estudo está em livro publicado recentemente na França.

A pesquisa desenvolvida pelo professor Airton Alencar implica em descoberta importante, uma vez que aumenta o aproveitamento em 40% do rendimento do sêmen de carneiro, quando resfriado a 15 graus Celsius e diluído em leite.

O pesquisador teve como ponto de partida os estudos do professor gaúcho Mies Filho e do francês Colas, que deixou bases sobre conservação e diluição de sêmen de ovinos. "Conseguimos aperfeiçoar e melhorar a partir das nossas pesquisas", explicou Alencar. "Conseguimos uma concentração intermediária, reduzindo a utilização em palheta de 400 milhões de espermatozóides para 250 milhões, com excelentes resultados".

Vantagens

A grande vantagem da descoberta foi permitir inseminar um maior número de fêmeas com um só ejaculado, o que permitiu acelerar ainda mais o número de carneiros em teste de progênie. Uma dose que seria aplicada em 17 fêmeas passou para 24 após a descoberta. Isto representa um rendimento de 40% a mais do sêmen coletado.

A pesquisa demonstrou que era possível inseminar ovinos com menor quantidade de espermatozóides e obter mesma fertilidade média de 65%. Na França, o estudo do professor Airton Alencar passou a ter rápida utilização prática no campo a partir de uma Central de Sêmen que assiste aos criadores, que utilizam tratamento hormonal para indução do cio.

"Diferentemente do Brasil, lá todo o serviço é sincronizado com dia e hora para a inseminação", explicou. "A atividade é importante para a economia agropecuária do país e permanência de famílias em áreas produtoras de carne e leite de ovinos".

O professor Airton Alencar passou quatro anos em estudo no INRA até descobrir a concentração intermediária que se mostrou ideal para a inseminação de ovinos. A pesquisa contou com financiamento, em parte, pelo governo brasileiro por meio de uma bolsa da Capes. "O Brasil está atrasado no setor de ovinocultura", observa o professor Airton Alencar.

A maioria dos produtores no Nordeste mantém um sistema de criação de subsistência, cujo rebanho está pulverizado em pequenas propriedades rurais e que carece de práticas para a melhoria genética. O mercado apresenta demanda elevada e o preço do quilo da carne de ovino permite rentabilidade, mas faltam incentivos e investimentos em instalações e melhoria genética das raças.

As informações são do Diário do nordeste, adaptadas pela Equipe FarmPoint.

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