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Cepea e CNA apuram custos de produção de caprinos e ovinos

postado em 10/09/2014

5 comentários
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O mercado pecuário passa a contar com levantamentos de custos de produção da caprino e ovinocultura no Brasil. As pesquisas estão sendo conduzidas pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, em parceria com a CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil). O objetivo, a exemplo do trabalho já desenvolvido com outras cadeias produtivas, é oferecer informações consistentes para todos que se interessam pelo setor. Em pecuária, o Cepea já acompanha custos de produção de carnes bovina, de aves, suína e de leite em todo o Brasil. Em relação à agricultura, também pesquisa a estrutura de produção, custos e rentabilidade de culturas como milho, soja, trigo, algodão, tomate, batata e laranja entre outras.

Na primeira etapa da pesquisa sobre caprino e ovinocultura, pesquisadores do Cepea estão percorrendo as regiões produtoras no Brasil para traçar o perfil das fazendas e rebanhos, definindo as “propriedades típicas” nas diferentes localidades. Esse trabalho proporciona a mensuração dos custos de produção de caprinos e ovinos em estruturas, como dito, consideradas típicas ou modais para cada região.

A cadeia de caprinos e ovinos ainda é pouco estudada no País. Voltada à produção de carne e de lã, concentram-se no Nordeste e Sul brasileiros, embora esta última região tenha perdido representatividade. Em 2012, o IBGE apontava o rebanho nacional em 25,43 milhões de cabeças entre as duas categorias.

O consumo de carne de caprinos e ovinos tem aumentado, acompanhando o poder aquisitivo dos brasileiros. Para a carne ovina, a demanda vem crescendo principalmente nos grandes centros da região Sudeste. Embora ainda não tenha se tornado um hábito nas refeições das famílias brasileiras, o produto está ganhando espaço em restaurantes e churrascarias.

A produção brasileira de ovinos, no entanto, ainda não abastece o mercado doméstico com eficiência e qualidade. Um dos maiores problemas está relacionado à falta de regularidade da oferta, o que dificulta, por exemplo, a formação de escalas de abate.

Nesse contexto, em 2013, o Brasil importou aproximadamente nove mil toneladas da carne de ovinos somente do Uruguai. A carne caprina, por sua vez, ainda é pouco consumida no País, exceto na região nordestina, onde o hábito é mais comum.

Mundo – Os maiores rebanhos efetivos de pequenos ruminantes no mundo estão na Ásia e África, segundo a FAO/ONU. China, Índia e Nigéria possuem, respectivamente, os maiores rebanhos de ovinos e caprinos. O Brasil ocupa a 18º posição nesse ranking. O comércio mundial de carne de ovinos e caprinos tem pequena participação sobre a produção mundial – grande parte do rebanho ainda é destinada ao consumo interno de cada país. Entre os maiores exportadores de carne ovina estão a Nova Zelândia e a Austrália. A França é a maior importadora.

As informações são do CEPEA, adaptadas pela Equipe FarmPoint.
 

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Comentários

Delcino Tavares da Silva

Joaquim Távora - Paraná - Produtor de cordeiros
postado em 15/09/2014

Essa é uma notícia a ser comemorada. Indica que, embora tardia, as instituições oficiais brasileiras começam a dar importância à cadeia produtiva da ovino/caprinocultura. O custo de produção é um importante gargalo da atividade. Porém, ao meu ver, seu maior problema é a clandestinidade do abate e comericialização do produto. Acho que deveríamos somar esforços para flexibilizar um pouco mais as exigências para pequenos abatedouros nas fazendas ou para grupos de produtores.

Roberto Velazco Gutierrez

Botucatu - São Paulo - Zootecnista
postado em 15/09/2014

Exelente aporte do Cepea.Teremos indices economicos que permite nortear a atividade.

Elves Luiz Oliveira Nogueira

Feira de Santana - Bahia - OUTRA
postado em 15/09/2014

Temos que ter na consciência,  de que estamos inserido numa economia global e que não podemos perder mais tempo buscando paliativos e  nem soluções procrastinadoras.  Pois, é inadmissível que em qualquer segmento econômico-financeiro, fiquemos em busca de práticas empíricas, uma vez que o mundo age de forma excludente com aqueles que não estão capacitados dentro de seus contextos mercadológicos. Portanto, precisamos é cobrar mais seriedade no processo produtivo, não só fiscalizando e proibindo, mas, também, apoiando e dando as condições mínimas para termos uma boa performance na qualidade sanitária e na comercialização da produção. Enfim, não devemos analisar/observar somente o cenário interno, mas  pensar adiante e de forma macro, só assim conseguiremos reconhecimento e notabilidade, não somente neste, mas em quaisquer que sejam os mercados que envolvem o aspecto competividade.

Gelson Iodi

Matelândia - Paraná - Produção de ovinos de corte
postado em 16/09/2014

Sem dúvida alguma e uma iniciativa fantástica para o setor.
Tfa
Gelson Lodi

José Dias Ferreira

Petrolina - Pernambuco - Produção de caprinos de corte
postado em 22/09/2014

Jose Dias  - Petrolina - PE
Colocar caprinos e ovinos no mesmo estudo é um grande equívoco. São animais muitos diferentes, que exigem manejo, instalações e comidas diferentes. Um exemplo bastante evidente é a reprodução aqui no Nordeste. A ovelha pare qualquer período do ano, enquanto a cabra só entra no cio em determinadas circunstancias e/ou estímulos especiais  ...  Citaríamos diversas situações onde estes animais são totalmente diferentes. Por isso é necessario que este estudo observe estas diferenças, para que não caia numa vala comum.

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