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Commodities deverão cair mas queda não será drástica no curto prazo, diz Graziano
Para Graziano, os preços não aumentarão "no sentido que têm aumentado nos últimos dois anos, mas tampouco se espera uma redução como a de 2009". Ele também chamou a atenção para a persistente volatilidade nos mercados de commodities, e atribuiu o movimento a três razões principais:
Em primeiro lugar, disse, a situação econômica global causa mais instabilidade também no mercado de divisas, "e cada vez que o dólar americano se mexe, o preço das commodities também se move".
Segundo: os principais países produtores, especialmente de cereais, foram afetados por desastres naturais que tiveram impacto tanto nas safras que estavam sendo plantadas como nas futuras, de forma que o equilíbrio entre produção e consumo segue apertado. E ele acredita, finalmente, que os baixos estoques alimentarão especulações. "Se não formos capazes de aumentar a produção, o estoque baixo vai continuar e a especulação pode tornar a situação pior".
Dados da FAO mostram que os preços globais dos alimentos tiveram um pico de alta em fevereiro de 2011, mas começaram a declinar desde junho no rastro de melhores colheitas de vários produtos. Os altos preços elevaram a inflação em vários países, e deram peso político a revoltas populares, inclusive no Oriente Médio.
Graziano assumiu o cargo na FAO na segunda-feira, no lugar do senegalês Jacques Diouf. E estima que a crise econômica global vai aumentar o número de famintos, mas não como em 2008, quando mais de 1 bilhão de pessoas enfrentaram essa condição. De um lado, porque a crise é sobretudo em países desenvolvidos; de outro, porque mais nações em desenvolvimento adotaram planos de combate à fome. Na FAO, Graziano terá um orçamento regular de US$ 1 bilhão, a metade do que dispunha como ministro no Brasil para o Programa Fome Zero.
As informações são do jornal Valor Econômico, adaptadas pela Equipe AgriPoint.
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