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Conflitos com MST independem do resultado das eleições

postado em 27/07/2010

6 comentários
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José Serra (PSDB) tem razão quando sugere que o número de invasões de terra deve crescer diante de um governo de Dilma Rousseff (PT).

Em palestra a cerca de 400 empresários do Grupo de Líderes Empresariais (Lide), em São Paulo, Serra lembrou que Dilma conta com o apoio do líder do MST, João Pedro Stédile, nessas eleições. "O Stédile declara apoio à Dilma porque, com ela, eles (sem-terra) vão poder fazer mais invasões, mais agitações", afirmou.

Serra classificou o MST como um "partido revolucionário socialista". "Não é para a reforma agrária que o MST existe", completou o candidato do PSDB. Segundo o tucano, não há problema em defender a "revolução", mas sim em fazer isso com dinheiro público.

Mas o tucano omite um também provável acirramento da violência no campo caso seja eleito em outubro.

Os governos de FHC (de 1995 a 2002) e de Lula, desde 2003, servem para desmistificar um pouco o papel dos governantes nessas ações e ajudam a antever o que fará o MST a partir de 2011.

Sob a gestão tucana, o MST invadiu fazendas pelo país afora, entrou na propriedade dos filhos do presidente, promoveu marchas a Brasília, gritou "fora, FHC" e se projetou com o massacre de Eldorado do Carajás, quando 19 de seus integrantes foram assassinados pela PM do Pará em abril de 1996. Diante desse cenário, enquanto o Lula candidato repetia ser o único capaz de conter os sem-terra, a impressão era que o MST atingia o auge de seu fôlego no final dos anos FHC. Engano.

Com a eleição de Lula, em 2002, houve uma corrida de sem-terra aos acampamentos, com a expectativa (não confirmada) de uma breve e ampla reforma agrária. Em seis meses, o número de famílias acampadas avançou de 60 mil para 200 mil. Nos três primeiros anos de Lula, o número de invasões superou em 55% o dos três últimos de FHC.

Assim, sob Serra, é possível projetar menos invasões - por conta do aumento da repressão e da redução dos repasses de recursos federais - e mais conflitos entre sem-terra e Planalto.

Sob Dilma, o cenário provável é de mais invasões, diálogo com o Planalto e violência entre MST e fazendeiros.

As informações são da Agência Estado e da Folha de S.Paulo, resumidas e adaptadas pela Equipe AgriPoint.

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Comentários

Carlos Alberto de Carvalho Costa

Muqui - Espírito Santo - Produção de café
postado em 27/07/2010

Só tem um pequenos detalhe que vcs esqueceram de dizer: se o Serra ganhar, as propriedades produtivas continuarão com o direito de pedir a reintegração de posse e se a Dilma ganhar,o que será que vai acontecer com a gente e principalmente com o AGRONEGÓCIO ?

Carlos Alberto

Jucelino dos Reis

Cascavel - Paraná - Produção de gado de corte
postado em 27/07/2010

Se não repassar dinheiro público, o MST acaba.
Se governador não cumprir mandado de reintegração, decreta intervenção no estado, e aí o MST acaba.
Devolva o INCRA aos técnicos e o MST acaba.
O MST existe porquê sempre contou com a conivência dos governantes. De Itamar a FHC e Lula.

luiz eduardo nascimento faro

Aracaju - Sergipe - Produção de gado de corte
postado em 27/07/2010

Então estamos diante de um dilema?? escolher entre o ruim e o pior?? ou a pior?? não tenho dúvida nenhuma que a escolha é entre dito ruim que respeita e faz respeitar a lei e dá segurança a quem produz e detém o direito à propiedade e aquela que indisfarçadamente subverte o valor das pessoas e da lei em benefício próprio, sem respeitar o direito à propriedade e que vive tendo posições dúbias entre o que realmente pensa e o que lhe é mais conveniente politicamente.

Orlando Vieira de Figueiredo Silva

Nova Monte Verde - Mato Grosso - Produção de gado de corte
postado em 27/07/2010

Caro, Carlos Alberto, realmente seremos expulsos de nossas terras, pois os sem terra sào os que menos produzem e ainda tem credito que não precisa ser pago, com juros de 1% ao ano, isso por que o Lula não era terrorista, imagine se Ela entrar.
O MST, já é um arcenal de armas como até a Globo já mostrou, sem contar a quantidade de pinga que rola, agora veja só, se eles tomarem toda aquela cachaça, sabendo que tem a Dilma Presidente, o Lula com a popularidade que tem, o apoio do Hugo Chaves, o PT ainda mais forte, e Lei não se aplicava no MST, quando era Lula, imagine com a Dilma, pois queimaram um carro, gastaram nosso dinheiro com baderna, e ainda não foram punidos, imagine com todo esse poder na mão e essas armas em punho com o porte legal ainda.
Vamos correr por que o bicho vai pegar.

Robson França Rodrigues

Muqui - Espírito Santo - Produção de café
postado em 28/07/2010

Com Serra ou com Dilma,eu acho que este movimento dos sem-terra têm que sair da clandestinidade. Conforme citou á matéria acima, eles do MST,invadiram varias propriedades, promoveram varios vandalhos em propriedades pelos país afora é que é pior as maiorias das propriedades eram produtivas,e quem pagou á conta destes vândalos? Não foi nem o governo e nem o MST,sabem porque ? Porque ele o movimento vivem na clandestinidade, e quem ficou no prejuíjo foram os proprietários das terras invadidas. Ai eu pergunto como um movimento que vivem na clandestinidade conseguem dinheiro público? Acredito eu que devem ser através das famosas ONGS. Aqui na minha cidade existem dois assentamentos de reforma agrária acredito eu que tenha umas 90 famílias total,um assentamento devem ter aproximadamente uns 15 anos o outro uns 10 anos.Eles os assentados atravês do Incra e do Banco do Brasil receberam varias quantias de dinheiro para executar varios projetos nos assentamentos,uns deste projeto era para aquisição de matériais para irrigação de café,até ai tudo bem,para aumentar a produtividade do café nada melhor do que um sistema de irrigação e os tratos de costume.Só que varios assentados venderam os sistemas de irrigação,sob alegação que a conta de energia estavam muito alta e que eles não estavam conseguindo paga-las.Como é que alguns não venderam?Na minha opinião eu acho que teveria selecionar melhor,só assentar quem realmente é da terra,e também estudar meios de elaborar projetos melhores para não acontecer o que vêm acontecendo,conforme foi citado e ninguém foi punido.

José Eustáquio Ferreira

Brasília - Distrito Federal - Produção de leite
postado em 31/07/2010

Disccordo do ponto de vista de vocês. É uma falha muito grande do judiciário a demora na concessão de reitengração de posse. A reintegração deveria ser sumária, coisa de polícia e não do judiciário. Se a sua posse da terra é legitima e documentada não há porquê ser necessário se recorrer ao judiciário. Portanto acho que a vitória da candidata Dilma as coisas serão muito pior pelo envolvimento do partido dos trabalhadores com o Movimento dos trabalhadores sem terra, que existe sem exister legalmente, é público e notório e acima das leis, com a conivência do judiciário. É meu ponto de vista. Obrigado.

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