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Conselho do Carrefour aprova plano para fusão com Pão de Açúcar e ação preocupa associação de defesa do consumidor

postado em 04/07/2011

2 comentários
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O conselho do Carrefour aprovou um plano controverso proposto pela empresa de investimento brasileira Gama para combinar os ativos do grupo varejista francês com os do Grupo Pão de Açúcar (Companhia Brasileira de Distribuição, ou CBD). A fusão criaria a maior empresa de varejo do Brasil e tem gerado hostilidade com o também francês Casino, que divide o controle do Pão de Açúcar com a família Diniz. "O conselho de diretores considerou que essa proposta criará valor para o Carrefour e o CBD, bem como para seus acionistas, e acredita, nessas condições, que os méritos do projeto vão favorecer um consenso", informou o Carrefour em um comunicado.

Na semana passada, o banco de investimento brasileiro BTG Pactual, controlador da Gama, divulgou uma proposta pra fundir o Pão de Açúcar com as operações brasileiras do Carrefour. No entanto, o Casino estava se preparando para assumir o controle da varejista brasileira em 2012, com base em um acordo de acionistas anterior, e classificou o plano da Gama de hostil e ilegal.

Sinergias

O Carrefour informou que seu conselho diretor considerou que o plano está totalmente em linha com a estratégia da companhia de fortalecer sua presença em seus principais mercados de crescimento e criará valor para o grupo. Sinergias anuais estão sendo calculadas entre 600 bilhões de euros e 800 bilhões de euros, segundo o Carrefour.

Se a transação for concluída, o Carrefour aumentará significativamente sua exposição a mercados em crescimento, que corresponderão a mais de 40% de suas vendas consolidadas em 2013, disse a companhia. "A entidade resultante da fusão se beneficiaria do conhecimento do Carrefour e do CBD sobre o formato de hipermercados, da posição forte do CBD no segmento de supermercados e da liderança do Carrefour em 'Cash & Carry'. A companhia também seria um líder no mercado de rápido crescimento para aparelhos domésticos por meio das marcas Ponto Frio e Casas Bahia", acrescentou o Carrefour.

A decisão do conselho do Carrefour é condicionada à aprovação do Pão de Açúcar à proposta da Gama e à aprovação do conselho do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Fusão de hipermercados preocupa associação de defesa do consumidor

A fusão entre o Pão de Açúcar e Carrefour precisa ser muito bem definida para que os consumidores não sofram prejuízos, segundo a Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Proteste). "Principalmente quando você está falando de um mesmo segmento, porque está tendo aí um grande percentual de concentração", disse à Agência Brasil a coordenadora institucional do Proteste, Maria Inês Dolci. Ela citou como exemplo a fusão entre os frigoríficos Sadia e Perdigão, do setor de alimentos.

"Quando você tem uma concentração grande e redução de mercado, há menos opções para o consumidor e nem sempre o preço é benéfico", acrescentou Maria Inês. Segundo ela, a redução da concorrência torna o consumidor, às vezes, refém das empresas que têm um ganho grande em termos de escala, isto é, têm um poder de compra melhor e nem sempre repassam os benefícios aos clientes.

Maria Inês Dolci mostrou preocupação com a possibilidade de uma diminuição da concorrência resultar em alteração de preços que não beneficie o consumidor. "Sem contar que ele não vai ter qualquer opção ou forma de escolher no mercado e de trazer concorrência para aquele setor, para ter melhoria na qualidade, investimentos em tecnologia. Esse é o ponto que preocupa a Proteste."

O Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) também manifestou temor com relação à elevação dos preços. Segundo o gerente de Informação do Idec, Carlos Thadeu de Oliveira, "a concentração no varejo pode levar a uma elevação dos preços, já que diminui a concorrência e as margens de negociação entre fabricantes e comércio ficam mais estreitas".

Na avaliação do professor do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (IE/UFRJ), Frederico Rocha, a fusão entre as redes supermercadistas Pão de Açúcar e Carrefour "implica uma concentração de mercado substantiva". Segundo ele, o primeiro problema que a fusão pode trazer é o aumento dos preços, "porque as empresas ganham maior poder de monopólio". Essa deve ser, enfatizou, a preocupação principal das autoridades da área de defesa da concorrência. Para ele, essa concentração pode significar a redução de capacidade produtiva no Brasil. "Acho que vai reduzir o número de lojas e, por isso, pode haver impactos negativos sobre o emprego".

As informações são do jornal O Estado de S.Paulo e Agência Brasil, resumidas e adaptadas pela Equipe AgriPoint.

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Comentários

Helio Zancopé Filho

Goiânia - Goiás - Produção de gado de corte
postado em 04/07/2011

Nessa briga é " LEÃO COMENDO LEÃO " quero ver de camarote qual ossada vai sobrar.

Evándro d. Sàmtos

Guarulhos - São Paulo - Revenda de produtos
postado em 05/07/2011

Dúvidas:

Quem será o maior beneficiado neste possível negocio?

Considerando que o Carrefour mundial tem 11,11% de Ebitida,o Casino algo próximo a isto e o Pão de Açúcar apenas 3,3%.

Considerando ainda que Carrefour e Casino teriam 61% das ações desta possível empresa,pós fusão.

Qual seria o interesse nacional para o BNDEs investir neste negocio 4 bilhões de Reais?!

Vejam vídeo de reportagem de Míriam Leitão no Espaço Aberto Globo News,abaixo:
http://www.linkedin.com/share?viewLink=

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