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Criadores de ovinos de Pernambuco comemoram derrubada de barreiras sanitárias

postado em 09/06/2014

1 comentário
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Uma assembleia da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) nunca foi tão comemorada pelos ovinocultores nordestinos, em especial pelos pernambucanos. Foi de lá que veio o anúncio oficial de que agora toda a região foi classificada como área livre de febre aftosa com vacinação, mérito conquistado antes apenas pela Bahia e por Sergipe. “Temos um acervo genético fantástico, só que tínhamos muita dificuldade em divulgá-lo para o restante do Brasil, pelos custos com quarentena, sorologia, comunicações entre estados e outras burocracias”, conta o criador Roberto Teixeira, proprietário da cabanha Dorper Constelação, no município de Caruaru, no Agreste Pernambucano.

Há três anos, ele visitou uma exposição em São Paulo (SP) e se apaixonou por duas raças de origem sul-africana, a Dorper e a White Dorper. Comprou um animal e, de lá pra cá, passou a figurar no circuito nacional, adquirindo animais consagrados, de cabanhas tradicionais, especialmente do Nordeste e Sudeste, onde estão os grandes bancos genéticos dessas raças.

Contando entre doadoras, reprodutores, matrizes, receptoras e time de pista seu plantel gira, atualmente, em torno de 400 animais, incluindo o rebanho comercial, de onde saem alguns cordeiros para abate. Mesmo em meio a tantas dificuldades decorrentes da barreira sanitária, Teixeira conseguiu divulgar seu trabalho. “Sofríamos demais por estarmos numa região classificada como de risco para aftosa. Poucos queriam ou tinham condições de transitar animais para fora de Pernambuco. Para que isso acontecesse, eu costumava mobilizar os colegas e até assumir responsabilidades para representar Pernambuco em outros estados”, diz o criador.

Em 2011, por exemplo, quando ocorreu em Salvador (BA), a Exposição Nacional das Raças Dorper e White Dorper, houve pouca representação de criadores dos demais estados nordestinos. Até mesmo os colegas com mais prestigio de Alagoas, Piauí, Rio Grande do Norte deixaram de participar com animais. “Nossa presença era mais que obrigatória. Juntei animais de meus colegas, fizemos a quarentena, botei tudo no caminhão da Constelação e partimos para o evento. O mesmo aconteceu na Nacional de 2012, realizada no Espírito Santo, quando conseguimos, inclusive, levar um número ainda maior de animais e criadores. Sempre fui muito otimista, mas a lei de mercado é soberana: custo deve se pagar com a venda dos animais. Antes, era quase impossível girar esse mercado. Focávamos nas demandas da região”, afirma.

Agora que Pernambuco encontra-se numa situação equivalente à da maioria dos estados brasileiros, o trânsito animal será livre e sem custos adicionais.

Relação entre genética e produção de carne

Pernambuco, assim como outras Unidades Federativas, absorve toda a carne ovina que produz, seja ela de cordeiro ou carneiro. Segundo Roberto Teixeira, aos poucos, a qualidade desse produto é aperfeiçoada e em um futuro próximo chegará ao padrão desejado pelos consumidores dos grandes centros urbanos. “Com a queda das barreiras sanitárias, o produtor se movimentará mais nesse sentido e a atividade vai se organizar”, diz.

Para fornecer a carne desejada pelo mercado, é preciso investir em melhoramento genético, ou seja, comprar reprodutores que, comprovadamente, resultem em cordeiros precoces, com alto rendimento de carcaça e qualidade de carne.

As informações são da Agência Último Instante, adaptadas pela Equipe FarmPoint.

 

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Comentários

josé Carlos Rodrigues da Luz

Serra Talhada - Pernambuco - Consultoria/extensão rural
postado em 22/06/2014

Olá Senhores!
Devemos nos alegrarmos com esta conquista em Pernambuco. Embora ainda devamos lutar muito para conseguirmos instalações adequadas para o abate digno de produtos aceitáveis para o consumo legal aprovado por órgãos como: o SIE e o SIF e, principalmente em recuperarmos os  abatedouros  municipais que é a grande vergonha  a gerar  doenças  piores até que a aftosa  com os altos indices de bactérias  que os produtos ficam expostos  antes de serem oferecidos ao mercado consumidor. A Minha pergunta é : Quem irá nos ajudar a vencer esta batalha?   Será que devemos esperar também pela Organização Mundial de Saúde Animal ?  Forte Abraço.

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