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Crise na UE não afetou tanto os preços da carne ovina uruguaia

postado em 18/04/2012

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A crise econômica que vem sacudindo a União Europeia (UE) não afetou tanto o valor da tonelada de carne ovina exportada pelo Uruguai a esse mercado, porque caiu apenas 9% com relação a 2011, quando em outras crises que afetaram o mercado, a baixa foi significativa.

Para o analista do Secretariado Uruguayo de la Lana (SUL), Carlos Salgado, a crise não afetou tanto o mercado, porque hoje está ocorrendo uma escassez na produção dos principais países exportadores de carne ovina. "A oferta e a população mundial de ovinos também é menor e creio que essa escassez de oferta é o que está mandando", disse Salgado em uma conferência sobre o mercado de carne ovina e lã ocorrida na Expo Melilla.

Com relação à carne ovina, o Uruguai tem dois grandes mercados, que são a UE e o Brasil. Segundo dados do Instituto Nacional de Carnes (INAC), os valores do Brasil, até agora nesse ano, caíram 7% com relação ao mesmo período de 2011. Nesse destino "existem dificuldades, o panorama não está tão claro como no ano passado, onde o Brasil levava tudo, inclusive, favorecia muito os preços das categorias adultas. Esse ano, o mercado está mais pesado".

A falta de oferta e a demanda sustentada pelo produto obrigam os frigoríficos a pagar mais para cumprir com os negócios. O cordeiro pesado hoje está em US$ 4,40 por quilo, quando há um mês, estava em US$ 4,20 por quilo. "De alguma maneira há uma competição pela matéria-prima e isso é positivo".

A nível internacional, a oferta é menor. "Há um processo de reconstituição do estoque que está ocorrendo na Austrália e na Nova Zelândia, onde se deteve a queda do estoque. Isso faz com que haja menos oferta de adultos, ainda que a produção de cordeiros tenha crescido na Austrália e na Nova Zelândia em 2012". Para Salgado, esse panorama "está favorecendo que em um cenário difícil de demanda por instabilidade total, sobretudo por parte da UE, os preços não caiam tanto como em outras crises financeiras muito menores".

Quanto ao mercado laneiro, Salgado considerou que esse será um ano distinto. "Há condições desfavoráveis que estão ocorrendo, tanto a nível das taxas de crescimento dos principais países consumidores de lã, que estarão em seu ponto mais baixo em 2012, como do ponto de vista dos preços relativos da lã com relação às fibras sintéticas e algodão, que, nesse momento, estão altos para a lã".

Esses são os dois fatores negativos, mas, em contrapartida, assim como na produção de carne, a queda da população ovina e dos principais exportadores "está fazendo com que a oferta seja tão baixa que isso equilibra os problemas que estão ocorrendo na demanda. Essa é a força que os mercados têm".

Os mercados de carne ovina e de lã, do ponto de vista da demanda, têm orbitas diferentes, mas, do ponto de vista da oferta, têm lugares comuns, com ambos partindo de um mesmo animal que produz os dois produtos.

A reportagem é do El País Digital, traduzida e adaptada pela Equipe FarmPoint.

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