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Daniel de Araújo: "a produção brasileira só consegue suprir 45% da demanda vigente"

postado em 23/08/2011

2 comentários
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O médico veterinário e colunista do FarmPoint, Daniel de Araújo Souza de Fortaleza, Ceará, respondeu a pergunta de um leitor enviada em seu artigo "O abastecimento do mercado doméstico para 2011". O leitor perguntou qual a produção em toneladas de carne ovina pode ser absorvida hoje pelo nosso mercado e se temos produção pra suprir a demanda. Leia abaixo o comentário do autor do artigo.

"Olá Adenauer,

Atualmente, o mercado formal da carne ovina no Brasil importa um pouco mais da metade do que consome, de forma que há muito espaço para o crescimento da produção nacional.

Os dados oficiais apontam uma produção doméstica (SIFada) em torno de 5 mil toneladas e importações na faixa das 6,5 mil toneladas, o que dá um consumo formal de 11,5 mil toneladas nas capitais e grandes centros urbanos, ou seja, a produção brasileira só consegue suprir 45% da demanda vigente. No entanto, essa demanda é firme e crescente.

Se incluirmos a produção sob inspeção estadual (SIE) os números melhoram um pouco, mas infelizmente, não temos ainda esses dados prontamente disponíveis pelos órgãos estaduais. Você pode procurar o órgão de defesa agropecuária daí e se informar sobre quantidade de abates e frigoríficos que trabalham com ovinos.

Em relação à produção do Espírito Santo, não temos dados oficiais sobre o volume de abates inspecionado (SIFado), pois, aparentemente, não há plantas com inspeção federal trabalhando com ovinos no estado.

No entanto, com base no tamanho do rebanho do estado, que é de 33 mil cabeças (segundo o censo do IBGE de 2006) e uma composição básica de 55% de ovelhas de cria (18,15 mil cabeças), 40% de animais de recria e engorda (borregos para abate e borregas de reposição) e 5% de reprodutores, é possível fazer uma estimativa grosseira da produção do ES. Considerando apenas os cordeiros machos e os animais de descarte (20% de taxa de reposição anual) tem-se uma produção em torno de 150 toneladas.

Utilizando esse mesmo raciocínio, estimamos uma produção de 3,4 mil toneladas para a região Sudeste, sendo São Paulo o principal centro consumidor. Esses números se referem a produção total, incluindo a informal (que compõe ao menos 90%) e são ESTIMATIVAS GROSSEIRAS. Você deve fazer um bom estudo de mercado e saber quem são os potenciais compradores (indústria frigorífica, supermercados, restaurantes, etc.), assim como, a possível demanda dos mesmos.

Obrigado por mais uma participação e boa sorte na empreitada"!

Equipe FarmPoint

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Comentários

Claudine Bobato Amorim

Campo Grande - Mato Grosso do Sul - Produtor Rural
postado em 14/10/2011

Sabemos que os estados do sul do pais, são por tradição grandes produtores de carne ovina.
Estariam no limite de produção, ou a atividade tem se mostrado pouco atrativa sob o aspecto economico.?
Pouco se ouve de plantas frigorificas especilizadas em abates de ovinos, pelo menos aqui no centro oeste. Outrossim , os artigos que tratam do assunto chegam a nos empolgar.
Sugiro um encontro de interessados no assunto , aqui em C Grande ms.,com a presença de palestrantes e produtores com experiência , de preferencia das regiões produtoras.

Daniel de Araújo Souza

Fortaleza - Ceará - Consultoria e ensino
postado em 17/10/2011

Olá Claudine,

Realmente o Rio Grande do Sul é o maior produtor comercial de carne ovina do país, no entanto, o aumento da escala de produção do Estado sofre a ação de algumas barreiras não presentes nas outras regiões, sobretudo, relacionadas à taxa de lotação das pastagens que, por serem predominantemente naturais e/ou compostas por espécies temperadas, possuem pouco potencial de incremento da produtividade em relação às pastagens tropicais presentes nas regiões Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste, por exemplo.

Porém, há outras estratégias que podem elevar a produção do RS, como, o aumento da prolificidade, do ciclo reprodutivo e da taxa de desmame dos rebanhos, assim como, a adoção da terminação dos cordeiros em confinamento, o que liberaria áreas de pastagens para outras categorias, como ovelhas em reprodução.

Em relação à atratividade econômica da ovinocultura, o que posso dizer é que esta é uma atividade em hegemonia e de muito boa rentabilidade quando executada profissionalmente. Ainda mais, com os preços executados atualmente para o cordeiro.

No MS, havia dois frigoríficos atuando no abate de ovinos, um em Campo Grande chamado JS Ovinos, e um outro em Cassilândia chamado Tatuibi. Não sei se estes estão operando ainda, mas há frigoríficos SIFados no MS em atividade.

Obrigado por sua participação!!

Abraços,

Daniel

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