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Deputados se dispõem a ajudar a caprinovinocultura

postado em 27/09/2007

6 comentários
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Os deputados membros da Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (CAPADR) da Câmara dos Deputados reconheceram, durante audiência pública no dia 25, a importância social e o potencial econômico da produção de caprinos e ovinos para o Brasil. Tanto que assumiram o compromisso de apoiar e defender as melhorias necessárias para o desenvolvimento das atividades.

Proponente da audiência, a deputada Jusmari Oliveira (DEM-BA), pediu que eles abracem como uma causa desta legislatura a criação de políticas de incentivo aos produtores rurais do Nordeste.

O deputado gaúcho Luis Carlos Heinze (PP) reforçou a necessidade de oferecer os produtos com regularidade por todo o ano e sugeriu um seminário para aproximar produtores, cooperativas e indústrias em busca de organizar as atividades. "Os setores de suínos e frangos se organizaram graças à integração dos processos", informou. Ele prometeu ainda incluir a caprinovinocultura nos discursos sobre a concorrência desleal no Mercosul, como acontece com alho, cebola, trigo, arroz.

Já o deputado Moacir Micheletto (PMDB-PR) propôs a reconversão de plantadores de fumo para a criação de caprinos e ovinos e sugeriu o apoio da Comissão de Agricultura para alocar recursos no orçamento e defender o Plano Nacional de Desenvolvimento da Caprinovinocultura, elaborado pela Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Caprinos e Ovinos.

O deputado Cezar Silvestri (PPS-PR) sugeriu que a Comissão apresente uma emenda visando alocar recursos para que os estados possam construir abatedouros estaduais e municipais. "Acredito na necessidade de políticas públicas de incentivo como financiamentos de longo prazo, juros baixos e manutenção de abatedouros especializados", afirmou o parlamentar.

Os deputados Dilceu Sperafico (PP-PR) e Valdir Colatto (PMDB-SC) defenderam a construção de frigoríficos e a importância de incentivar a oferta de cortes especiais e a produção de laticínios, informou notícia da Agência CNA.

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Comentários

Laudir Nilson Zils

Maripá - Paraná - Revenda de produtos agropecuários
postado em 27/09/2007

Aos deputados que apoiam a cadeia produtiva de ovinos e caprinos, meus parabéns. É certo que para fixar as famílias no campo está cada vez mais dificil, tanto se fala na diversificação de produção, os produtores sabem que isso é a realidade. Quem está saindo da lavoura em grande parte são pecuaristas de leite, que em sua grande parte possuem pequenas propiedades rurais de no máximo 10ha, não só no leite mas em outras atividades tambem ocorre isso.

Para esse tipo de produtor diversificar a prudução é dificil; uma vez que não possuem recursos suficientes vindos das atuais atividades para investimento em novas (promovendo a diversificação). Além do mais, a cadeia produtiva está incompleta, hoje produz-se cordeiros e cabritos "para o guarda ou para o aniversario da sogra" é preciso a solidificação da cadeia produtiva completa, justamente como foi feito com os produtores de suiinos e aves.

Os investimentos em pequenos ruminantes são de resultado bom para este segmento de propiedade (pequenas), pois a ocupação do espaço pelos animais é pequeno e a rentabilidade é maior do que a produção de leite.

Parabens aos Srs. Depudados.

Antonio Lemos Maia Neto

Salvador - Bahia - Instituições governamentais
postado em 28/09/2007

Falta agora o Ministério da Agricultura retomar o Programa Nacional de Sanidade dos Caprinos e Ovinos - PNSCO e repassar os recursos necessários às Agências de Defesa Agropecuária dos Estados para que elas possam implementar o PNSCO!

Jefferson de Alexandre Pessoa

Palmas - Tocantins - Instituições governamentais
postado em 28/09/2007

Acho louvavel a iniciativa pública de estar abraçando a ovinocaprinocultura e a colocando como fonte de renda alternativa aos produtores, mas não acredito que a construção de novos frigoríficos que abatam ovinos e caprinos seja uma solução ou um incremento a criação.

Diversos frigoríficos no país trabalham com suas linhas de abate ociosas, não possuem escala de abate porque não encontram matéria prima, e quando encontram é fora das especificações que procuram(animais velhos demais e com peso e acabamento diferente do que o mercado exige).

Acredito que uma boa solução para ampliar a rede de frigoríficos seria a adaptação dos pequenos e médios frigoríficos que já abatem bovinos para estarem preparados a receberem ovinos e caprinos, a melhor medida a ser tomada no momento seria a capacitação técnica dos produtores, o investimento em nutrição e a melhoria genética do rebanho, de maneira a oferecer ao mercado produtos que atendam as exigências dos consumidores.

fernando alvarenga reis

Campo Grande - Mato Grosso do Sul - Pesquisa/ensino
postado em 29/09/2007

Recorremos a este espaço para, com ênfase, parabenizar a Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Caprinos e Ovinos pela elaboração e divulgação do Plano Nacional de Desenvolvimento da Caprinovinocultura, realizado em audiência pública junto à Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (CAPADR) da Câmara dos Deputados.

Ações como essa, profissional, ousada e corajosa, digna de elogio, demonstram comprometimento para com o setor. Temos discutido regionalmente, na Câmara Setorial da Ovinocaprinocultura de Mato Grosso do Sul, a importância da atividade como alternativa da produção e diversificação para ampliação da receita no meio rural.

Nem sempre as autoridades, ou mesmo pecuaristas, se dão conta do potencial da criação para o mercado de carne, pele, leite e lã, entre outros. Há inclusive preconceito muitas vezes. Sugerimos que o conteúdo (ou uma síntese) do Plano de Desenvolvimento seja plenamente divulgado. Esta iniciativa deve ser copiada e adotada como plataforma de divulgação da atividade nos Estados.

Nossas sinceras saudações.

Walter Celani Junior

Uberaba - Minas Gerais - Consultoria/extensão rural
postado em 04/10/2007

A princípio essa iniciativa pode parecer bastante louvável no que diz respeito a linhas de crédito, abatedouros, conversão de produtores de fumo e outras mais, porém um dos mais cruciais problemas da cadeia produtiva não é nenhum desses embora sejam importantes.

O grande vilão da produção de ovinos, na região de Uberaba e acredito que na maior parte do país, é o consumo da carne de cordeiro ou ovinos em geral.
Não existe essa cultura no povo brasileiro, que como bem foi dito em outra carta, usam os ovinos, com a mentalidade antiga de festejar algumas ocasiões ou como se dizia antigamente, para presentear os "fiscais".

O que precisa ser feito inicialmente é um programa de marketing e conscientização da população pra o consumo de da carne ovina e caprina. Por incível que pareça o produtor passa por uma situação inusitada, que é a seguinte: não aumenta o rebanho pois não tem a quem vender, em contrapartida o consumo nacional é maior que a produção, havendo inclusive, a necessidade de importação da carne. E ai vem o fato de que a importação é mais barata que a carne produzida no país.

Ora, srs. políticos, não me venham com essa balela de aumentar o número de frigoríficos, fomentar a produção se o produtor depois de tudo isso vai ficar com um mico na mão. Animal que nem havia sido citado até agora, mas que certamente fará parte de todo o processo, se por ventura não for criada a cultura de consumo da carne ovina.

Walter Celani Junior
Zootecnista
Diretor Técnico da ACCOUBE ( Associação de Criadores de Caprinos e Ovinos de Uberaba )

Claudio Manoel Livramento

Tomazina - Paraná - Consultoria/extensão rural
postado em 13/10/2007

Concordo plenamente com Walter Celani Junior.
O consumo das carnes ovina e caprina deve ser estimulado por ações de marketing.
Os consumidores devem ser instruídos sobre o alto valor biológico dessas carnes, o que vêm de encontro ao apelo da mídia e da medicina geral, no que diz respeito ao consumo de alimentos saudáveis e a manutenção da qualidade de vida das pessoas.

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