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Diferenças entre vermifugação oral e injetável

postado em 23/10/2013

10 comentários
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O produtor de ovinos Davi Pottes, enviou uma dúvida para o FarmPoint sobre vermifugação no Fórum Sanidade:

“Boa noite.
Tenho uma pequena criação de ovinos com 200 matrizes e faço a vermifugação de 2 em 2 meses, sempre oral, mas surgiu uma dúvida: Qual é a diferença entre uma vermifugação oral e uma injetável? Qual é a mais recomendada para ovinos?”

A médica veterinária e Mestre em Ciências Veterinárias Jordana Andrioli Salgado, respondeu o questionamento com a seguinte opinião:

“Há pouca diferença entre as formas de administração de anti-helmínticos. A única coisa é que deve-se tomar cuidado na forma em como se administra. Nos dois casos os animais devem ser pesados para o cálculo correto da dose. Na administração injetável os cuidados são referentes à via correta (intramuscular ou subcutânea) e na higiene de agulhas e seringas. Na administração oral, cuidados com refluxo do medicamento (o animal pode "cuspir") e falsa via (causa pneumonia secundária) devem exisitir. Recomenda-se deixar os animais em jejum à noite para a aplicação oral de dia. A administração oral é de mais fácil manejo pelos funcionários, entretanto, também é mais fácil o erro da dose”.


Deixe o seu comentário sobre esse assunto e participe da discussão! Você utiliza a forma oral ou injetável?

Equipe FarmPoint

 

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Comentários

Octaviano Alves Pereira Neto

São Paulo - São Paulo - Indústria de insumos para a produção
postado em 23/10/2013

Concordo com a colega e gostaria de acrescentar alguns pontos importante.
Outras diferenças dizem respeito à própria molécula emprega, por isso, há vermífugos que são APENAS orais ou APENAS injetáveis e outros que podem apresentar formulaçõesque poderão ser usadas por uma via ou outra. IMPORTANTE - nunca aplique um produto oral por via injetável ou vice-versa, pois cada formulação terá suas características próprias.
Além disso, há diferenças referentes ao tipo de molécula em questão, por exemplo, algumas moléculas de uso oral devem ir diretamente para o abomaso (coalheira ou estômago verdadeiro) enquanto outras são melhor absorvidas quando vão ao rúmen antes do abomaso. Isso pode ser controlado através da posição da cabeça ou o volume da dose empregada.
Da mesma forma para algumas drogas quando injetada tem um nível plasmático mais consistente do que quando empregada por via oral, enquanto outras podem ser o inverso.
Como se pode perceber, o tipo de vermífugo irá determinar a via de uso, bem como, a recomendação de bula, a qual deve ser criteriosamente seguida pelo produtor, tanto para vermífugos quanto para os demais produtos veterinários.

Vinicius Ribeiro da Silva

Vila Velha - Espírito Santo - Consultoria/extensão rural
postado em 23/10/2013

Gosto da administração oral, pelo fato da administração injetável em rebanhos com linfadenite, com controle ineficiente, se dissemina facilmente. Em alguns casos onde há administração sem acompanhamento de um técnico, lesões como caroços, abcessos, entre outros.

EDUARDO AMATO BERNHARD

Porto Alegre - Rio Grande do Sul - Consultoria e Assessoria Veterinária
postado em 23/10/2013

Em algumas situações, de acordo com o princípio ativo a dosificação injetável é bem mais eficiente que a oral. No caso de animais anêmicos ou que apresentem sinais de hemoncose, sempre recomendo o uso de vermífugos injetáveis que agem mais rapidamente. Dosificações orais somente preventivamente ou para outros tipos de vermes não hematófagos.

Octaviano Alves Pereira Neto

São Paulo - São Paulo - Indústria de insumos para a produção
postado em 24/10/2013

Relendo sua questão, a qual inicialmente me detive mais no aspecto da via de administração. ocorreu-me outra questão importante e presente na grande maioria dos tratamentos. A FREQUÊNCIA de uso.
Você menciona que trata de dois em dois meses. Por que nesse intervalo? Isso é fixo?
Lhe pergunto, pois o intervalo fixo, embora muito comum, é uma das razões para o surgimento da resistência parasitária, uma vez que pode ser uma frequência acima da necessária, ou até mesmo insatisfatória, caso não tenha sido eficiente o tratamento anterior (os vermes que sobraram passaram dois meses prejudicando seus animais).
O que você deve buscar são vermífugos que tenham eficácia elevada.
Um exemplo - dosificar um rebanho hoje com ivermectina, considerando que o parasito dominantes seja o Haemonchus spp (hemoncose), tem uma efetividade muito baixa, podendo ser eficácia ZERO. Assim, um intervalo de 60 dias é muito longo.
Adote métodos de avaliação que lhe auxiliem na determinação da real necessidade de tratar seus animais, tais como o método FAMACHA (aquele que inspeciona a mucosa do olho e checa a presença de anemia - vide artigos aqui mesmo no Farmpoint sobre o tema) ou o tradicional exame de fezes (OPG) que lhe irá informar a carga parasitária estimada que os ovinos podem ter no momento do exame.
Com estes elementos será possível estabelecer programas de tratamento que permitam eliminar melhor os vermes e evitar o uso abusivo de vermífugos, reduzindo seus custos e os riscos de avanços na resistência parasitária.
Sugiro que conheça o Zolvix, vermífugo á base de Monepantel, uma molécula nova e sem resistência cruzada com drogas tradicionais. Neste caso, além de alta eficácia no controle ainda poderá ter o benefício de reduzir o número de tratamentos durante seu ano.
Como costumo dizer: "para saber o intervalo correto de tratamentos, olhe mais o seu rebanho e menos a folhinha do calendário". bom trabalho

Jaime de Oliveira Filho

Itapetininga - São Paulo - Ovinos/Caprinos
postado em 24/10/2013

Outro dia deparei com um manejo diferente que tem se mostrado eficaz para a pessoa ,mas questiono a princípio e gostaria de aproveitar e ver a opinião dos colegas.
O manejo consiste em vermifugar (calendário),a cada 4 meses o rebanho todo e a cada vermifugação muda-se o princípio ativo.
Por favor deem suas opiniões.

Octaviano Alves Pereira Neto

São Paulo - São Paulo - Indústria de insumos para a produção
postado em 25/10/2013

Hoje, à luz do conhecimento disponível, cada vez menos recomenda-se esse tipo de tratamento, em massa e com data fixa.
Alguns pontos - primeiro: todos os animais necessitariam ser tratados na data estabelecida? Alguns sim, outros não, portanto, estaríamos usando desnecessariamente em parcela da população, o que favorece o surgimento da resistência (alta pressão de seleção). Talvez essa premissa pode-se ser considerada para cordeiros, pois é uma categoria muito sensível às parasitoses e em plena fase de crescimento, mas jamais para animais adultos e com uma data pré-fixada (para cordeiros talvez a cada 120 dias seja um espaçamento muito longo).
- segundo: mudar o princípío ativo sem conhecer a real situação da resistência à molécula usada pode ser uma "montanha russa" na produção, com altos e baixos. O correto é buscar o apoio de um veterinário com experiência no tema e desenvolver um teste de sensibilidade às moléculas disponíveis. É um pouco complexo para explicar por aqui, mas bem simples de desenvolver no campo. Daí você irá conhecer "quem é quem" nos produtos à sua disposição e estabelecer um programa de rotação de princípios ativos adequado e eficaz.
- terceiro: entre parasitologistas e diversos técnicos mais atualizados no tema o termo "refugia" é bastante conhecido, mas infelizmente ainda não muito entre os demais e os produtores. Tomo a liberdade de comentá-lo aqui, independente do nível de compreensão de cada leitor. Em uma fazenda há dois grandes universos de parasitos gastrointestinais (vermes redondos). Aqueles que estão no ambiente (chamada fase de vida livre e composta por ovos e larvas dos diferentes parasitos) e aqueles que estão no animal (fase parasitária, formada por larvas imaturas e adultos). A "refugia" corresponde aqueles que estão no campo ou nos animais não tratados, ou seja, fora do contato com os tratamentos aplicados, não sofrendo a pressão de seleção. Embora contraditório quando se pensa em ELIMINAR os vermes, essa população de parasitos serve como "reserva de sensibilidade" aos medicamentos usados, pois irão acasalar com os resistentes, mantendo um nível intermediário de sensibilidade.
Assim, caso eu elimine todos os SENSÍVEIS no animal e destrua esse mesmo grupo no ambiente quem sobrará para acasalar entre si? Isso mesmo, os resistentes... filho de resistente é resistente e acabou a vida útil do vermífugo naquela fazenda.
Portanto Jaime, hoje o que nós técnicos e produtores devemos é aprender cada vez mais a manejar o controle parasitário no sentido da busca do equilíbrio entre a sanidade que permita a expressão do potencial genético dos animais e a prevenção da resistência, através do uso racional das moléculas disponíveis.
A máxima de quanto mais tratamentos melhor não é correta. O que devemos eleger são tratamentos eficazes, os quais ao eliminar o parasitismo interno irão por si só espaçar os tratamentos. Assessore-se, às vezes repetimos as dosificações meramente porque a anterior não funcionou. Abraço

Jaime de Oliveira Filho

Itapetininga - São Paulo - Ovinos/Caprinos
postado em 26/10/2013

  Eu como técnico no setor,postei esse manejo que vi em uma fazenda de renome e estranhei  a metodologia do veterinário responsável,pois tenho acompanhado de perto criações de ovelhas com problemas de resistência,inclusive faço os testes(acompanhamento com OPG) com vários princípios afim de recomendar qual o mais eficaz,mas estranhei e concluo que em alguns anos terá nesta criação local resistência a vários princípios.
Obs. nas fazendas em que dou assistência eu uso o Famacha e pelo histórico consigo detectar as ovelhas mais resistentes a verminose,podendo assim selecionar os animais mais sensíveis como os mais resistentes e fazer seleção do rebanho.

Pedro Alberto Carneiro Mendes

Fortaleza - Ceará - Consultoria/extensão rural
postado em 28/10/2013

Aconselho, aos interessados em fazer o controle parasitário utilizando a aplicação por via oral que atentem para as recomendações, com relação ao posicionamento da cabeça do animal no momento do tratamento:

benzimidazóis ............................. cabeça reta
piridinas ........................................ cabeça reta
levamizole...................................... cabeça erguida
Lac. macrocíclica .......................... cabeça erguida

Fonte: Curso de controle de verminoses - AGRIPOINT

                                             

Jordana Andrioli Salgado

Curitiba - Paraná - Ovinos/Caprinos
postado em 28/10/2013

Prezados...entramos em outra discussão: manejo antiparasitário, e aí tem muita coisa a se dizer. No geral eu recomendo fazer o manejo de acordo com a população parasitária, grau de infecção e sistema de criação adotado. Como saber? Exames coprparasitológicos (incluindo OPG e Coprocultura). O Famacha irá ajudar juntamente com outras práticas de manejo se houver prevalência (80%) do nematoide Haemonchus contortus. O manejo do pasto também é muito relevante e, ainda, o que eu considero de fundamental importância é a NUTRIÇÃO. Com animais bem nutridos dificilmente haverá grandes problemas com verminose, principalmente com relação aos índices de proteína recomendados para cada categoria.

Lourival Araujo de Sousa

Salvador - Bahia - Produção de caprinos de corte
postado em 23/12/2013

Entendo que o fundamental em qualquer tratamento é saber o objetivo do mesmo,identificar o agente causador, o medicamento ao qual o mesmo e sensivel , alem da dosagem e periodicidade da mesma.Tratamento aleatorio pode curar,remediar temporariamente e ate matar, sem falar em custos as vezes desnecessarios.Vamos usar os recursos veterinarios , literaturas,trabalhos ,publicações e muitos comentarios que sempre aparecem a respeito dos mais diversos temas tratados pela  Agripoint.
                                                                                                     LOURIVAL

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