Fechar
Receba nossa newsletter

É só se cadastrar! Você recebe em primeira mão os links para todo o conteúdo publicado, além de outras novidades, diretamente em seu e-mail. E é de graça.

Doha: Brasil mostra flexibilização; aliados resistem

postado em 25/07/2008

Comente!!!
Aumentar tamanho do texto Diminuir tamanho do texto Imprimir conteúdo da página

 

O Brasil dá sinais de que pode fazer concessões na Rodada Doha, mas não consegue convencer seus parceiros entre os países emergentes, principalmente a Índia, a seguir a mesma linha. O Itamaraty indicou que poderia adotar uma nova posição de abertura de seu mercado para bens industriais, ainda que modesta. O problema é que a Índia e a Argentina rejeitam, por enquanto, fazer concessões.

Ontem, americanos e europeus continuaram pressionando os emergentes por maior acesso a seus mercados para bens industriais. A reunião entre China, Brasil, Índia, Estados Unidos, Europa, Japão e Austrália entrou pelo quarto dia e não conseguiu superar o impasse de sete anos. A aposta é que o encontro de hoje será decisivo.

O Brasil não esconde que espera que a Índia mude de posição. Uma coisa que vem assustando o Itamaraty é que, desde que o governo indiano ganhou um voto de confiança de seu parlamento na terça-feira (22), a posição de Nova Délhi nas negociações foi endurecida.

Amorim alertou que hoje seria um dia decisivo para o processo. "Acho que será amanhã (hoje) o dia em que saberemos se um acordo é possível ou não", afirmou Amorim. "Talvez não terminaremos tudo, mas precisamos ter um acordo. O tempo está se esgotando." Schwab, também confirmou a necessidade de se ter um acordo hoje. "Veremos se todos estão preparados para fazer a sua parte."

Os americanos insistem que deve haver uma regra que estabeleça que setores inteiros da economia sejam liberalizados. A Casa Branca quer pelo menos dois: automotivos e químicos. O Brasil insiste que não tem como aceitar isso, mas concordou em debater um texto em que cada país se comprometeria pelo menos a negociar a abertura de setores, de forma voluntária.

Os argentinos insistem que precisam manter 16% de suas linhas tarifárias em proteção no setor industrial. O Brasil aceitaria entre 13% e 14%. O problema é que os dois fazem parte do Mercosul e precisarão chegar a uma posição comum. Tanto no Mercosul como na aliança com a Índia, o Brasil sabe que não poderá romper a coalizão, principalmente por questões políticas.

Hoje, os sete países voltam a se reunir, antes que uma reunião mais ampla, reunindo todos os 35 ministros convidados ao encontro, seja realizada, informou o jornal O Estado de S.Paulo.

Avalie esse conteúdo: (e seja o primeiro a avaliar!)

Envie seu comentário:

3000 caracteres restantes


Enviar comentário
Todos os comentários são moderados pela equipe FarmPoint, e as opiniões aqui expressas são de responsabilidade exclusiva dos leitores. Contamos com sua colaboração. Obrigado.

Quer receber os próximos comentários desse artigo em seu e-mail?

Receber os próximos comentários em meu e-mail

Copyright © 2000 - 2024 AgriPoint - Serviços de Informação para o Agronegócio. - Todos os direitos reservados

O conteúdo deste site não pode ser copiado, reproduzido ou transmitido sem o consentimento expresso da AgriPoint.

Consulte nossa Política de privacidade