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Especialista comenta sobre o método Famacha

postado em 08/05/2008

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O médico veterinário e parceiro do FarmPoint, Daniel de Araújo Souza, consultor em sistemas de produção de ovinos de Salvador, Ba, responde a pergunta feita ao seu artigo "Integrando manejo da pastagem e controle da verminose" sobre o método Famacha. O especialista comenta como o método, aliado a outras técnicas, pode ser útil para o controle da verminose. Confira:

"O Famacha é uma forma muito interessante de controle parasitário quando o Haemonchus contortus é principal parasita envolvido, sendo um método sustentável, racional e econômico quando bem aplicado.

É relativamente fácil de ser aplicado, reduz os custos de produção e permite uma interação homem-animal mais segura e tranqüila quando os animais são manejados sem estresse. Acho que o principal ponto do Famacha é permitir a utilização mais criteriosa de antihelmínticos, evitando o uso abusivo de dosificações, além de ser muito útil como critério de seleção, baseado no escore de classificação.

No entanto, é essencial ressaltar que o Famacha é apenas uma parte de todo um sistema de controle parasitário que envolve, basicamente, utilização mensal do Famacha, manejo do pastejo, suplementação protéica, homeopatia, fitoterapia, acompanhamento mensal (por amostragem de acordo com cada categoria zootécnica) com OPG e coprocultura no período chuvoso, uso correto e otimizado dos antihelmínticos e a aplicação tática de anti-helmínticos efetivamente comprovados entre 30 e 15 dias pré-parto.

Atualmente, a recomendação das dosificações estão fundamentadas no desempenho produtivo/reprodutivo dos animais, escore de condição corporal, higidez clínica e nível de anemia (Famacha). Assim, animais anêmicos, com diarréia, baixo ECC, baixo desempenho são os eleitos para receberem vermífugos. Fora isso, ovelhas em pré-parto, como já mencionei.

Quanto ao tratamento de suporte para animais com níveis altos de anemia, é possível utilizar alguns suplementos a base de ferro dextrano ou estimulantes da hematopoiese, mas é uma prática pouco ou nada efetiva se o motivo real da anemia (parasitismo) não puder ser controlado. Em geral, considero pouco aplicável.

Geralmente, em rebanhos, sempre existem aqueles animais que nunca se recuperam, sempre apresentam ECC insatisfatório, aspecto pouco sadio e algum grau de anemia, mesmo com dosificações freqüentes. Esses animais devem ser descartados.

Na minha opinião a melhor forma de controlar a verminose, com visão de médio-longo prazo, é a seleção genética, selecionando animais resistentes e resilientes."


Mariana Paganoti - Equipe FarmPoint

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