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Especialista fala sobre a cama de frango como adubo

postado em 14/08/2009

2 comentários
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O zootecnista e colaborador do FarmPoint, Marcos Paulo Benedetti, de Amparo, São Paulo, enviou um comentário complementando seu artigo "Utilização da cama de frango como adubo orgânico de pastagens". Abaixo leia a carta na íntegra.

"Recentemente, segundo a nova legislação em vigor é permitido o uso da cama de frango na adubação de pastagem. Porém, alguns cuidados devem ser tomados. Em pastagem, deve-se esperar no mínimo por trinta dias para que não haja mais risco de que os animais se alimentem da cama depositada na área. Após este período, praticamente todo o material estará decomposto ou impossibilitado de ser apreendido pelos animais e consequentemente ingerido, por se encontrar misturado ao solo.

Outro fator importante a ser lembrado é que o correto manejo das pastagens inserido dentro de um sistema de produção seja feito, e respeitado os intervalos entre pastejos, lotação animal e correto manejo quanto a altura de resíduo pós pastejo, ou seja, altura do capim que fica após o pastejo dos animais. Não pelo uso da cama de frango como adubo, mas considera-se que antes de tudo, o correto manejo da forragem seja adotado para se buscar primeiramente, produtividade. Certamente, em conseqüência destas atitudes, o uso da cama de frango como adubo, não causará nenhum problema.

Quanto a problemas com botulismo, cabe ressaltar que a saúde do rebanho está estritamente associada com uma correta alimentação, sendo ela pela excelente qualidade do volumoso, suplementação e correta mineralização. Associado a isso, um correto manejo sanitário preventivo deve ser adotado em todos os rebanhos. Mais uma vez, em se tratando do botulismo em que, neste caso, a principal fonte de contaminação seria a ingestão de restos de carcaças de animais na cama de frango, é facilmente controlado com adoção do manejo correto da pastagem pela altura de pastejo e período de descanso da forragem. Com certeza o animal optará pela pastagem e não entrará em contato com restos desta cama que certamente estará incorporada ao solo e indisponível ao animal.

Ainda, cabe ressaltar que a qualidade da cama é fundamental para o sucesso. A compra de uma cama com restos de animais, pregos, utensílios ou qualquer sujeira deve ser evitada para que se minimizem problemas que poderão vir futuramente. Ainda na granja, o destino correto de carcaças deve ser adotado e assim não estar presente na cama. Cabe ao produtor também exigir uma cama mais limpa e livre de restos de animais que possam a induzir problemas, uma vez que animais mesmo vacinados podem apresentar a doença quando expostos a uma fonte de contaminação (exemplo: de restos de animais) pois o grau de proteção da vacina é efetivo apenas contra determinada quantidade de toxina.

Mais uma vez, um correto controle sanitário, associado a uma correta alimentação do rebanho é uma excelente ferramenta para o sucesso."

Clique aqui para ler mais opiniões sobre este assunto.

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Comentários

VLADIMIR PEREIRA FARIAS

Campo Grande - Mato Grosso do Sul - Produção de ovinos
postado em 17/08/2009

Muito bom seu artigo sobre o uso da cama de frango em adubação de pastagens Marcos, parabéns. Gostaría de saber se você tem algum estudo à respeito do uso do esterco de ovinos para adubar pastagens. Tenho um pequeno rebanho de aproximadamente 230 cabeças.

Minhas pastagens são todas piqueteadas e este ano tenho de fazer a reforma destas. Tenho um estoque de aproximadamente 5t de esterco que tiro dos currais diariamente e gostaría de estar aproveitando este material na adubação do solo. É possível? Como?

Marcos Paulo Benedetti

Amparo - São Paulo - Produção de leite
postado em 19/08/2009

Prezado VLADIMIR PEREIRA FARIAS",

Agradecemos o elogio e a sua participação.

O uso de esterco animal sempre é bem vindo em se tratando de adubação orgânica. No entanto, ressalto que o uso de "esterco verde" na adubação de pastagem quando esta está sendo pastejada, não é uma boa saída pois poderá trazer queda na ingestão de forragem dos animais quanto a cheiro e também trazer problemas quanto ao fato da verminose. No entanto, se esta pastagem for reformada (aração, gradagem) pode sim utilizar-se do esterco, porém fazendo seu uso, anteriormente a semeadura pelo menos um mês antes (faça junto com a primeira aração ou gradagem). Assim, com certeza haverá tempo suficiente para que o esterco se decomponha disponibilizando-se em parte ou totalmente no solo. Sobre as quantidades, não tenho informações diretas sobre isso mas acredito que doses de 2-4 toneladas por hectare seriam interessantes.

Abraços, Marcos e Marco.

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