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Especialista fala sobre o uso de formol em pedilúvios

postado em 27/01/2009

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O produtor de ovinos e leitor do FarmPoint Rafael Colonese, do Rio de Janeiro, RJ, enviou uma carta ao artigo "Utilizando pedilúvio para afecções podais", publicado na seção Dicas de Sucesso. Rafael pede a opinião do autor do artigo, Daniel de Araújo Souza, sobre os efeitos da absorção do formol à carcaça do animal. Ele conta que em alguns países sua utilização é condenada em virtude de seus efeitos carcinogênicos. Confira a resposta do autor:

"Olá Rafael,

Realmente, a utilização do formol (via injetável) em animais pecuários é proibida em alguns países, em função de uma provável tese de que ele pode entrar na cadeia alimentar (se depositando em tecidos e órgãos dos animais) e contaminar consumidores, devido aos seus efeitos carcinogênicos.

No entanto, acho isso pouco provável. No caso do uso em pedilúvios, o contato do formol é tópico, a nível de casco, de forma que o mesmo não tem como entrar na corrente sanguínea e se depositar em tecidos (músculo, fígado, baço, etc.), claro se não houver feridas abertas ou expostas. Além de que, neste último caso a melhor opção seria o sulfato de zinco (curativo) e não o formol (preventivo).

Até mesmo para o tratamento dos "caroços" de Linfadenite Caseosa (LC), injetando formol dentro do caroço, creio que é pouco provável que o mesmo consiga atingir algum tecido ou órgão específico via corrente sanguínea, até porque o caroço é encapsulado.

Além do fato de que não há estudos científicos que apoiem a tese da "cadeia alimentar". É apenas uma medida preventiva em fase de um suposto potencial de contaminação. Não há nada concreto, provado ou real neste tópico.

Assim, nesses dois casos (pedilúvio preventivo e LC), não vejo problemas e nem maiores riscos com o uso do formol."


Mariana Paganoti - Equipe FarmPoint

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