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Estoques de milho dos Estados Unidos têm menor nível em 16 anos, apontam analistas

postado em 28/06/2013

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O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) deve informar nesta sexta, dia 28, que os estoques domésticos de milho atingiram o nível mais baixo em 16 anos, de acordo com projeções de analistas consultados pela Dow Jones. O USDA, que divulga nesta sexta os relatórios trimestrais de estoques e plantio, deve também reduzir a estimativa para a área semeada com o grão.

Analistas também esperam que o Departamento de Agricultura dos EUA projete uma área semeada recorde de soja este ano, em meio aos estoques atuais apertados. Os relatórios trimestrais sobre estoques e área plantada estão entre os mais aguardados pelo mercado e podem causar grandes oscilações nos preços futuros se divergirem muito das projeções de analistas.

O relatório mais recente do USDA sobre estoques de grãos, divulgado em 28 de março, estimou que a quantidade de milho disponível para venda estavam bem acima do nível projetado por analistas, e isso provocou uma queda de 13% dos futuros do grão em dois dias. Por isso, traders cogitam outro pregão volátil nesta sexta, depois que o Departamento de Agricultura do país divulgar os relatórios.

– O mercado e o Usda não têm se entendido nos últimos anos em nenhuma dessas projeções de estoques. Recentemente, com os dados de estoque, o mercado futuro ou atinge o limite para cima ou para baixo – afirmou o analista Sid Love, da Kropf & Love Consulting, referindo-se à máxima variação diária de preços permitida pela bolsa.

De acordo com os analistas consultados, o Departamento de Agricultura norte-americano deve estimar que os estoques domésticos de milho estavam em 2,856 bilhões de bushels (72,54 milhões de toneladas) no dia 1.º. Este seria o nível mais baixo desde 1997. As projeções variaram de 2,761 bilhões (70,13 milhões de toneladas) a 3 bilhões de bushels (76,20 milhões de toneladas).

Os estoques de milho estão apertados desde que uma seca histórica atingiu as lavouras do Meio-Oeste americano, em 2012, encolhendo a safra e levando os preços a níveis recorde no verão passado. Os preços altos do milho ajudaram a reduzir a demanda pelo grão, e a procura externa por milho dos EUA está fraca há meses. Porém, a demanda de produtores de etanol tem sido robusta nas últimas semanas, ajudando a manter o mercado à vista firme no Meio-Oeste.

Analistas continuam projetando que a safra deste outono será volumosa e suficiente para recompor os estoques, contanto que as condições climáticas do verão permaneçam moderadas. A estimativa do USDA para a área plantada com milho, no entanto, deve ser de 95,34 milhões de acres (38,58 milhões de hectares), segundo os analistas. O número representa uma queda de 2% em relação à projeção de março do Usda. A estimativa menor se deve às chuvas da primavera, que impediram muitos agricultores de avançar com o plantio de milho.

Muitos dos produtores que conseguiram completar o plantio o fizeram com atraso, e isso pode resultar numa colheita tardia também. Dessa forma, a pressão sobre os estoques no fim do verão pode aumentar. Além disso, atrasos no plantio reduzem a expectativa de produtividade.

No entanto, esses atrasos podem resultar em uma maior área plantada com soja, uma vez que os agricultores que não conseguiram plantar milho provavelmente optaram pela oleaginosa. Os analistas esperam que o Usda estime a área plantada com soja em 78,024 milhões de acres (31,58 milhões de hectares), alta de 1% ante a projeção de março.

Os estoques de soja também estão apertados desde a seca de 2012, e a demanda de processadores continua firme, mantendo o mercado à vista aquecido. O relatório do departamento deve mostrar estoques domésticos de soja de 441 milhões de bushels (12,00 milhões de toneladas) no dia 1.º, o patamar mais baixo para essa época do ano desde 2004. As estimativas dos analistas variaram de 413 milhões (11,24 milhões de toneladas) a 490 milhões de bushels (13,34 milhões de toneladas).

No caso do trigo, os analistas esperam que o relatório estime os estoques em 750 milhões de bushels (20,41 milhões de toneladas), um aumento de 1% em relação ao ano anterior. As projeções variaram entre 732 (19,92 milhões de toneladas) e 781 milhões de bushels (21,26 milhões de toneladas). A estimativa para a área plantada deve ser de 55,751 milhões de acres (22,56 milhões de hectares), alta de 1% em relação à previsão de março.

As informações são do Estadão, adaptadas pela equipe AgriPoint.
 


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