Fechar
Receba nossa newsletter

É só se cadastrar! Você recebe em primeira mão os links para todo o conteúdo publicado, além de outras novidades, diretamente em seu e-mail. E é de graça.

EUA: nutrição onera custos de produção dos ovinocultores

postado em 27/03/2013

Comente!!!
Aumentar tamanho do texto Diminuir tamanho do texto Imprimir conteúdo da página

 

A alimentação animal é hoje o item de maior custo dos criadores de ovinos dos Estados Unidos e com a economia e a seca do ano passado, essa questão preocupa ainda mais. O especialista em produção ovina da Universidade de Wisconsin-Madison, Dave Thomas, disse nesse ano que o alto custo dos alimentos animais é um tópico que preocupa a todos. Os custos dos alimentos animais representam até 70% dos custos operacionais totais de uma fazenda de criação ovina. As ovelhas precisam ser alimentadas o ano inteiro e os custos podem chegar a 40% do custo total da operação, disse ele. “As ovelhas não precisam de muitos grãos e 85% do total dos custos de alimentação de ovelhas podem ser devido à compra de volumosos – feno. “Os dias de US$ 2 por bushel de milho se foram e os dias de US$ 80-US$ 100 por feno também se foram”, disse ele.

Os preços que os produtores são forçados a pagar pelo feno hoje não deixam dúvidas de que refletem a seca do ano passado e com mais terra sendo destinada à produção de milho, existe menos forragem e isso contribui para o cenário de preços daqui em diante, disse ele.

A estrutura de preços tem sido ruim aos produtores de ovinos. Durante os últimos 14 meses, os preços do milho alcançaram um recorde de US$ 8,50, enquanto os preços dos cordeiros caiu. “Isso foi desastroso para a indústria ovina”, disse ele. Thomas falou sobre as reais necessidades nutricionais de ovelhas e cordeiros e frisou que os produtores estão acostumados a alimentá-los com feno premium de alfafa e milho. Ele disse que esse feno de alfafa de excelente qualidade, com proteína bruta de 19%, oferece duas vezes a proteína que as ovelhas precisam na maioria dos estágios de produção. A exceção seria quando estão em lactação. “Esse tipo de feno é bom demais para as ovelhas mas é caro. Ovelhas que não estão na lactação não precisam de 19% de proteína bruta”. Com os custos atuais, isso poderia custar até US$ 216 por ovelha por ano para alimentação, disse ele, destacando que cada ovelha precisaria produzir 1,6 cordeiros comerciais somente para cobrir esse custo.

Thomas aconselhou os criadores a analisarem o que estão fornecendo a seus rebanhos e parar de pagar por nutrientes que as ovelhas não precisam. Outra sugestão foi fornecer alimentos de qualidade menor, feno com menos proteínas durante todos os estágios, exceto na lactação. Essa classe de feno poderia incluir alfafa de menor qualidade, feno de gramíneas-leguminosas e feno de capim. Esses tipos de feno poderiam ter nutrientes digestíveis totais similares ao do feno de alfafa e teor menor, mas adequado, de proteína.

O feno de classificação 2, com valor relativo de 103-124, e 13% de proteína bruta fornecido em todos os estágios do ano, exceto na lactação, reduziria os custos anuais com feno e os custos alimentícios totais em US$ 50 por ovelha por ano, disse ele. Isso reduziria os custos para US$ 166 por ovelha por ano. As ovelhas teriam que produzir 1,2 cordeiros para cobrir esse custo. “Temos que fazer ainda melhor que isso”.

Embora muitas pessoas que estão no negócio de ovinos há muito tempo não devam concordar com isso, ele disse que os produtores devem pensar em fornecer forragem de milho a suas ovelhas. Ele disse que esse alimento tem o mesmo nível de energia do feno de alfafa, mas não tem proteína suficiente. Com uma ração que inclui forragem de milho, um pouco de feno e milho, o custo de se alimentar ovelhas fica em US$ 164 por ovelha por ano – não muito diferente do custo usando feno de qualidade menor. O uso de forragem de milho e farelo de soja pode fornecer um alimento decente para as ovelhas. Apesar de o farelo de soja custar US$ 420 a tonelada, os custos da forragem de milho são de cerca da metade do preço do feno de alfafa premium, disse ele.

Thomas sugeriu que uma ração à base de forragem de milho e grãos secos de destilaria com solúveis (DDGS) seriam um bom alimento às ovelhas. Essa combinação pode reduzir o custo para US$ 129 por ovelha/ano. Isso levaria a uma média de 0,9 cordeiros comerciais produzidos para cada ovelha para pagar por esse alimento, o que é muito mais fácil de ser alcançado, disse ele.

Outra forma dos produtores reduzirem seus custos com alimentação é colocar os ovinos para pastar em pastagens produtivas. A alimentação com feno custa cerca de 40 centavos por dia por ovelha, mas os custos de pastagem são de cerca de 10 centavos por dia. “A pastagem todos os dias reduz os custos dos alimentos animais em 30 centavos por ovelha. Com 100 ovelhas e sete meses de pastagem, isso significa economias de US$ 6.300 em custos de alimentos”.

Criar cordeiros com ovelhas a pasto pode reduzir os custos de alimentação dos cordeiros também, disse ele. “Minha mensagem é que o ovinocultor precisa pensar mais em pastagens, usar mais forragem de milho em suas rações e pensar em DDGS”.

A reportagem é do http://www.wisfarmer.com, traduzida e adaptada pela Equipe FarmPoint.
 

Avalie esse conteúdo: (e seja o primeiro a avaliar!)

Envie seu comentário:

3000 caracteres restantes


Enviar comentário
Todos os comentários são moderados pela equipe FarmPoint, e as opiniões aqui expressas são de responsabilidade exclusiva dos leitores. Contamos com sua colaboração. Obrigado.

Quer receber os próximos comentários desse artigo em seu e-mail?

Receber os próximos comentários em meu e-mail

Copyright © 2000 - 2020 AgriPoint - Serviços de Informação para o Agronegócio. - Todos os direitos reservados

O conteúdo deste site não pode ser copiado, reproduzido ou transmitido sem o consentimento expresso da AgriPoint.

Consulte nossa Política de privacidade