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Expansão da pecuária na Amazônia será discutida

postado em 20/03/2007

3 comentários
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Uma audiência pública na Comissão da Amazônia, Integração Nacional e de Desenvolvimento Regional discutirá os impactos que podem ser gerados com o financiamento do Banco Mundial (Bird) para expansão da pecuária na Amazônia. A data ainda não foi definida.

A audiência visa tratar de alternativas econômicas sustentáveis para a Amazônia brasileira e fontes de financiamento do Sistema Nacional de Meio Ambiente, informou a Agência Câmara.

Segundo o autor do requerimento solicitando a audiência, deputado Henrique Afonso (PT-AC), vários veículos da mídia nacional e regional estão divulgando que o grupo Bertin recebeu um financiamento de US$ 90 milhões (cerca de R$ 188,1 milhões) da Corporação Financeira Internacional (IFC), braço do Banco Mundial (Bird) que financia o setor privado, para expandir seus frigoríficos e curtumes na Amazônia.

Segundo ele, um jornal paulista noticiou ainda que o empreendimento havia sido classificado pela IFC na categoria A de risco ambiental (o mais alto), o que exige análise e fiscalização das instalações que o Bertin pretende abrir em Rondônia, Mato Grosso e Pará.

Ele ressaltou a necessidade de apresentar tecnologias sustentáveis aos produtores e, ao mesmo tempo, levar em consideração as implicações sócio-econômicas e ambientais da execução da atividade nesse ecossistema. E citou ainda pesquisas da Embrapa que indicam ser possível fortalecer a agropecuária na Amazônia aproveitando melhor as áreas desmatadas, sem a necessidade de avançar de forma tão acelerada nas florestas. As informações são da Agência Câmara.

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Comentários

José Leonardo Montes

Quirinópolis - Goiás - Consultoria/extensão rural
postado em 21/03/2007

Caro amigo, acho que o rebanho brasileiro terá uma redução expressiva, por causa da expansão da área que está sendo aberta para cana-de-açúcar. O Centro-Oeste brasileiro era considerado o pólo do rebanho nacional, e já é notória a redução do rebanho.

Em Goiás, principalmente no sudoeste goiano, estão sendo implantadas 5 usinas num raio de 300km. Será dificil segurar a ida de pecuarista para Amazônia, mesmo que seja de modo sustentável.

Lissandro Stefanello Mioso

Porto Alegre - Rio Grande do Sul - Produção de leite
postado em 21/03/2007

Prezados Senhores,

Acredito que a melhor forma para o desenvovimento da Amazônia, é, em conjunto com sua preservação, a de se discutir, analisar e planejar as diversas formas de exploração racional e responsável. Esta região possui um biodiversidade muito grande, que se continuar com exploração desordenada estará condenada à extinção.

Já existe quantidade suficiente de desmatamento para implantação da agropecuária que promoverá a proteção desta terra contra a desertificação e assoriamento, fatores preocupantes e existentes por lá em áreas desmatadas que não receberam o devido manejo após desmatamento.

Portanto, estejamos certos que estamos lidando com um ecossistema muito frágil e muito debilitado com as diversas agressões sofridas ao longo desses anos. Todo o cuidado é pouco, devemos preservar e proteger suas riquezas.

João Francisco S. Vaz

Pelotas - Rio Grande do Sul - Indústria de insumos para a produção
postado em 29/03/2007


Defendo a exploração racional da Amazônia. E como se faz isso? Sendo inteligente! Nem discuto que a retirada da floresta para plantio de soja ou pecuária leva à degradação do solo, que só é fértil com a presença das árvores. Isso todo mundo está careca de saber, e deveria ser considerado "crime".

O que precisa ser estimulado é o aproveitamento das espécies de plantas que já estão lá. Ou alguém duvida que 1 m cúbico de Mogno maciço ou Jequitibá vale muito mais que alguns sacos de soja ou arrobas de boi?

O que não pode é levar arraso à floresta para retirar algumas árvores. A madeira da floresta precisa ser coletada de árvores adultas, acompanhadas de um programa de replantio. Isso, os cientistas e caboclos da Amazônia sabem fazer muito bem. Além disso tem o látex, borracha, guaraná, plantas medicinais e ecoturismo, que geram muito mais riqueza sem agressão ambiental.

Algumas ONG´S de fachada já estão levando princípios ativos de plantas medicinais para EUA e Europa, com a omissão ou conivência das autoridades brasileiras. Isso também poderia ser feito pelos brasileiros, com uma rentabilidade do tamanho da floresta.

Grato,

João Francisco

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